Ainda a história da presunção de inocência

Muitas das reacções em defesa da inclusão nas listas laranjas do tipo da mala e da senhora das casas partem de um princípio curioso. Assumem que a sua ausência do Parlamento seria uma espécie de punição, a retirada de algo que é devido ao político. Como se ser deputado fosse uma carreira, que não deve ser interrompida excepto em casos de força maior. Sei que esta noção do parlamento como depósito de trastes com alma de funcionários não é exclusiva do PSD. Mas não é por isso que começa a fazer sentido: estar na AR é um serviço, não uma sinecura à laia de emprego para a vida.

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8 respostas a Ainda a história da presunção de inocência

  1. António Luis diz:

    Pois é, meu caro Luís (Miguel) Rainha. Aconteçe, porém, que ser eleito para a AR é, também, um direito.
    O que é que fazemos com a Constituição (salvo erro, com art.º 32º, n.º 2)?
    Ortigas……………………..?

  2. António Luis diz:

    Ou urtigas, só para não implicares

  3. Luis Rainha diz:

    Por favor. Apenas escrevi que não se trata de “algo que é devido ao político”. E ninguém iria impedir ninguém de se candidatar, em absoluto – os visados poderiam sempre ir bater às portas dos demais partidos. Ser PR também poderá ser um meu direito; mas não me posso sentir castigado por ainda não me terem proposto uma candidatura…

  4. António Luis diz:

    Por essa exclusiva razão, talvez seja.

  5. Luis Rainha diz:

    As duas formas estão bem. Mas posso sempre implicar com o “ç”…
    🙂

  6. António Luis diz:

    Quanto à tua candidatura a PR, conta com a minha assinatura.

  7. António Luis diz:

    Quanto ao “ç”, não há qualquer desculpa. Vou abandonar a carreira de comentador

  8. Luis Rainha diz:

    Se o uso correcto das letras fosse critério, não tínhamos nem comentadores nem postadores…

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