A tale of two parties

São pródigos, estes dois partidos: um, mesmo reduzido às vezes ao tamanho de um taxi, consegue ainda assim inventar um Jacinto Leite Capelo Rego ou um deputado do queijo limiano – essa pura criatura camiliana que protagonizou, não o esqueçamos, a última aliança parlamentar consequente (i.e., que produziu consequências, no caso a aprovação do Orçamento de Estado) a que Portugal assistiu – e o outro é o partido que promoveu essa extraordinária aliança, o que diz tudo, mas tudo, sobre ele, para quem tiver memória, princípios ou simplesmente decência. Pois bem, parece que essa entidade política, hoje, representa a “vanguarda política do século XXI” e vai, pela enésima vez, voltar a ser virgem outra vez. Ele parece-me que há dois tipos de pessoas que acreditam nisso: os das monocausas e os das autocausas, os monomaníacos e os (menos engraçados) defensores das causas próprias, fartamente descritos em muitos posts deste blog; cheguem todos a ministro, é o que eu lhes desejo, não me peçam é que os leve a sério.

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SEXTA | António Figueira
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