O “pensamento” de Valentim, Isaltino e Fatinha aplicado ao mundo

Quem não se recorda de ver os troca-tintas a contas com processos legais clamando que o voto popular é que os irá inocentar? Esbulhos, corrupção, nepotismo, tráfico de influências… tudo uma boa vitória eleitoral acaba por limpar. Dizem eles, claro. Até José Sócrates, como bom parlapatão, já deu uso a esta curiosa forma de ver a política e a Justiça.
Toda a criatura com meio dedo de testa acha a manobra o píncaro da demagogia de feira. Mas anda por aí malta que não vê mal em aplicar o mesmo raciocínio à escala mundial. O Rui Castro postou a mais recente explanação da patusca teoria, confessando ter «alguma dificuldade em compreender como é que, sendo a direita a culpada pela crise, continua a ser maioritária nos diversos actos eleitorais entretanto realizados.»
Ao que parece, a culpa avalia-se não por actos e consequências mas sim por votos. Imagino que o Rui também pense que cada vitória no leste europeu de um partido herdeiro dos bolcheviques equivale a uma absolvição do sinistro comunismo…

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