Ah, com ideias destas…. Portugal será um país mais justo, solidário, próspero e moderno!


ANA MENDIETA, S/ título. 1972.

José Sócrates anunciou, no final do Fórum Novas Fronteiras, dedicado ao tema da saúde, no Museu do Oriente, que, se formar de novo Governo, concluirá, até 2013, a rede nacional de cuidados continuados e estenderá o cheque dentista a todas as crianças dos quatro aos 16 anos.

Post-scriptum: Claro que vou votar PS!

Para que Portugal seja um país mais justo, solidário, próspero e moderno!

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7 respostas a Ah, com ideias destas…. Portugal será um país mais justo, solidário, próspero e moderno!

  1. i.tavares diz:

    Eu também voto.Rumo à Vitória.

  2. Carlos Vidal diz:

    Nem mais.

  3. miguel dias diz:

    E se assim não for, cheque não vem, o galo não canta, o sol não nasce, o dente cai, a gente não almoça e o pai morre sem cuidados continuados.

  4. nuno silva diz:

    um aparte ao senhor Carlos Vidal.

    Estou a adorar conhecer estas obras de arte polémicas com que tem adornado os seus posts. Existe alguma bibliografia sobre esse tema?

    Obrigado

  5. Carlos Vidal diz:

    Caro nuno silva

    São boas obras, de facto, e ilustram bastante bem as “dádivas” do engenheiro.
    Comecemos pelo autor a que me dediquei menos. Acima, o Joel-Peter Witkin:
    – tem a monografia da Phaidon (Londres)
    de Eugenia Parry, “Joel-Peter Witkin”, 2007.
    É uma das melhores.

    Quanto a esta Ana Mendieta, mais complicado escolher, tenho-a estudado atentamente: saiba que é um mito das vanguardas dos anos 70. Cubana de carreira americana. Morreu lançada do cimo de um arranha-céus de Nova Iorque, ainda hoje não se sabe por quem. Acusou-se sempre o marido, um famoso escultor minimalista que teve de se defender em tribunal durante três anos (Carl Andre, um nome incontornável de história das vanguardas americanas).
    Biblio, portanto:

    – comece pelo relativamente recente: “Mendieta: Earth Body” de Olga Viso, da Hatje Cantz (conhecida editora alemã de artes), 2004.
    – um dos melhores títulos é este (não sei se esgotado em Santiago de Compostela): o volume “Ana Mendieta”, organizado pela Gloria Moure e pela irmã da malograda artista, Raquelín. É de 1996 e do melhor que há. Editado pelo Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago.
    – ainda o estudo de Jane Blocker, “Where is Ana Mendieta? Identity, Performance and Exile”, Duke University Press, 1999.
    – em Portugal, se encontrar na FNAC (por exemplo) o meu livro, “Imagens sem Disciplina” (Edições Vendaval, Lisboa), tenho um longo texto sobre Mendieta.

    Por agora, é isto.
    Cumps.

  6. nuno silva diz:

    Obrigado.

    Não falo apenas do destaque neste post mas sim no geral, por exemplo, fiquei fascinado com o “Piss Christ” e outras obras controversas que tem colocado 😉

  7. Carlos Vidal diz:

    Muito bem, nuno silva, escolheu muito bem: de facto o “Piss Christ” do Serrano (outro cubano-americano como Mendieta) é uma obra emblemática, em si e de uma época, o final dos anos 80: já passaram 20 anos, é quase tudo uma lenda, mas verdadeira: a irrupção da sida, a censura tentada pelo senador republicano Jesse Helms, a fragilidade do National Endowments for the Arts, a América e a liberdade.

    “Piss Christ” é obra lendária: e é isso mesmo, um crucifixo mergulhado num recipiente de urina, uma fotografia comovente da corporalidade do catolicismo, a transsubstanciação, o milagre da carne, o escândalo. Nesses finais de 80, tivemos: a sida, a morte, Bush pai, o estertor do republicanismo, a “Plague Mass” da Diamanda Galas, a morte de Mapplethorpe, a ameaça às instituições que o expusessem (não lhes dariam fundos federais), as lutas artísticas pela liberdade de expressão, o aparecimento como trovão da obra de Nan Goldin….. Tudo isso está num precioso livro: de Steven C. Dubin, “Arresting Images: Impolitic Art and Uncivil Actions” (Routledge, 1992), estão aqui todas as batalhas que descrevi. Não perca este livro.
    Não perca mesmo.

    Quanto ao Serrano em particular, recomendo: o catálogo “Andres Serrano 1983 – 1993”, que documenta a que é talvez a sua melhor fase (83-93), do Institute of Contemporary Art de Filadélfia.

    Dois bons documentos – não o quero maçar (nem levá-lo à falência em compras).
    Cumps.

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