ISRAEL: quando o SADISMO ultrapassa a própria ausência de limites do sadismo

Sim, eu sabia de há muito do sadismo sem limites de uma entidade autodenominada “Estado de Israel”. Sabia da destruição em massa por esse “Estado” provocada, das ordens que os militares recebem nas chamadas “operações de segurança” para destruir tudo o que puderem (em haveres e vidas humanas, casas e terrenos agrícolas, etc) para que nada se posse reerguer, para que todas as formas de sobrevivência das populações locais se eclipse num segundo. Nada de nada, para todo o sempre, se possível, se deverá reconstruir. Sabia dos escudos humanos que o “exército” Israelita utiliza. Sabia das bombas de fósforo que servem para neutralizar e incapacitar pessoas e multidões, inutilizar terrenos agrícolas, sabia/sabíamos de um apartheid que tornaria a África do Sul antes de Mandela uma nação simpática e respeitadora, um aparthied que resulta da instalação num território (a Cisjordânia) de dezenas/centenas de colonatos (mais de 200 000 pessoas) que estão ligados por auto-estradas SÓ PARA JUDEUS. Etc, etc.

Mas estava há pouco a ver os “60 minutos” da CBS (15:30, SIC-N) e deparei-me com uma outra coisa, passada em Nablus, na casa da família Nassif. Os “soldados” israelitas podem, a qualquer hora do dia ou da NOITE, entrar em casa desta ou de outras famílias e ocupar posições – ou de combate ou de “vigilância” ou porque sim (ninguém dá justificações aos árabes sub-humanos, obviamente). Depois, podem ainda e, na sua opinião (e parece-me que estes soldados são “humanos” e têm opinião) devem encarcerar os donos da casa numa despensa ou numa cozinha para eles, soldados, fazerem o que acham que têm a fazer: por exemplo, “vigiar” um vale (!!). E mais: se alguém daquela família tem um emprego e um horário a cumprir não sai de casa até a tropa (os assaltantes da casa, entendamo-nos) o permitir a deixar a casa: o pai Nassif, bancário, pôde assim estar cerca de dois dias sem ir ao seu banco em Nablus. Quando é que a “tropa democrática de Israel” sai da sua casa? Ninguem sabe, ninguém é avisado. Quando voltam e a que horas? Ninguém sabe, ninguém é avisado. Podem os filhos ou os jovens daquela casa ir à escola? Talves sim, talvez não. Podem regressar a casa depois da escola? Talves sim, talvez não. E assim vai o HUMANISMO (de Israel!).

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5 respostas a ISRAEL: quando o SADISMO ultrapassa a própria ausência de limites do sadismo

  1. luis t. diz:

    Li em http://www.jornalmudardevida.net coisas interessantes para mim, pelo menos relativamente à questão do sionismo.
    Portugal com a postura de cócoras do MNE que lhe é reconhecida e o “nosso” Zé Manel qualquer dia propõe a entrada de israel na CE.
    Afinal já jogam à bola connosco…

  2. 1 2 3 de Oliveira 4 diz:

    Menos CBS, mais visitas ao local. Nem tudo o que dizes é verdade. Nem tudo o que se diz é mentira.

  3. ezequiel diz:

    Sr Prof Vidal

    dois personas, nesta sua história: o exército israelita e os palestinianos inocentes.

    e já basta. para si. já basta.

    não há Hamas. Não há hezbollah. não há Siria nem Irão. não há o lobby do petrol (já agora, já que é tão habitual falar-se de lobbies, não há Egipto com a irmandade muçulmana a controlar a rua árabe..e, claro, não há milhares de rockets

    Sr Prof Vidal, acredito que Israel seja culpado pela morte de milhares de inocentes. mas há um contexto e o hamas, as suas escolas, as suas instituições de doutrinação, o que lá se ensina…também faz parte do contexto! só isto e mt mais. Acredito q Israel terá que reinventar a sua doutrina militar e torna-la menos injusta (não matar inocentes). de certa forma, parece-me que terão que regressar ao passado, em termos de doutrina militar. responder com uma força militar altamente sofisticada a uma situação de guerrilha urbana e rural parece-me um erro fundamental. a americanização da doutrina militar israelita foi detrimental, a meu ver. as pressões da opinião pública estão aí para ficar. particularmente no que diz respeito a Israel.

    Israel vai ter que mudar. depois de mudar, os outros ( a maioria que elegeu o hamas, por exemplo) continuarão a querer matar tudo e todos. nada mudará do outro lado para melhor nos próximos tempos. o fanatismo religioso não é coisa que se dissipe com facilidade. será que me compreende??? aí nos veremos quem é que tem razão, sr prof. a tese de que a implantação profunda do hamas se deve(u) ás injustiças israelitas também cairá por terra. os hamas e os hezbollhas aparecerão ao mundo como aquilo que são, verdadeiramente. só espero que os Israelitas consigam mudar de forma inteligente e astuta. a resolução daquele conflito depende da astúcia Israelita. muito mais do que do fanatismo islâmico.

  4. helder diz:

    È sempre a mesma coisa, temos todos a memória curta. Já ninguém se lembra que Israel apoiava o HAMAS quando lhes dava jeito. Já ninguém se lembra que Israel não cumpre as resoluções da ONU.Pois o Hamas são os terroristas, como era o arafat, como era o nelson mandela, como era o agostinho neto, como era o eduardo mondlane. A moral aplicada á guerra é como um pau de dois bicos, quando estamos a ganhar, Nós somos os Bons, os outros os Maus. Mas quando perdemos fazer de vitima é sempre mais fácil, e isto aplica-se tanto a palestinos como a judeus. Mas tenho direito a escolher apoiar qualquer um dos lados.
    Por isso se os palestinos quiseram ganhar esta guerra na minha opinião tem que fazer como na áfrica do sul, 1 estado 2 povos, a demografia fará o resto. Mas isto sou eu, um gajo que nunca lá pôs os pés. Ah, mas quando a mesquita de Al-aqsa vir abaixo e (terá que vir!) não se queixem que vai haver uma guerra MAIOR.
    Cumprimentos

  5. ezequiel diz:

    recomendo ao venerável prof de belas artes, a leitura do clássico Echec de L’Islam, de Olivier Roy, précis o capitulo: os impasses da ideologia islamita. vale mesmo a pena. é uma pérola de capitulo. sucinto. quase poético. tá tudo lá. uma síntese perfeita da lógica essencial do fenómeno. e está muito bem escrito. o sr prof vai gostar, acredite. já li outras interpretações mas aquela é mesmo especial pela sua capacidade sintético-poética (a poesia é uma das mais sublimes sínteses, não é, sr. prof???)

    talvez já conheça.

    cumps
    ezequiel

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