“Isto” de pensar tem muito que se lhe diga

“Quem conhece, por muito pouco que seja, a história da extrema-esquerda sabe que esse luxo pequeno burguês de ter amizades com os inimigos de classe ou até vida privada não é tolerável”.
Pedro Marques Lopes, especialista, entre outras coisas, da história do Chile e do benemérito Pinochet, no DN.

É verdade, a máscara caiu, a gente do BE e do PCP para beber café tem de pedir autorização ao partido que só é dada se comermos criancinhas e matarmos uns velhinhos. O que vale é que há malta profunda e informada que ninguém consegue enganar. Bem-haja.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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6 respostas a “Isto” de pensar tem muito que se lhe diga

  1. Carlos Vidal diz:

    Um indivíduo destes devia ser soberanamente ignorado.

    Ignoro mais facilmente este do que os jugulentos (por várias razões ou nenhuma em especial).
    Há coisas que me deprimem.

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Tenho sentimentos contraditórios: acho-o uma pessoa com bastantes qualidades pessoais (simpatia, inteligência, etc…), mas com uma ignorância política gigantesca.

  3. Carlos Vidal diz:

    Repara, o DN optar por esta dupla ao domingo tem que se lhe diga: um tal Gonçalves (inacreditável) e este Marques Lopes, é obra. Há autores que conseguem irritar sem serem inteligentes, irritar apenas: a Ferreira Alves, os hotéis do Cairo e de Cabul, os pores-do-Sol em … qq coisa serve. Há outros que me põem triste e abatido. É um problema meu (por acaso, há um jugular que tb me põe abatido, deprimido, não o leio, vejo o esforço que faz, e fico um bocado em baixo).

  4. lucas diz:

    ‘…uma ignorância política gigantesca’,equivale a uma adesão aos principios da Injustiça,do parasitismo,do roubo,da miséria e aos maiores crimes contra a humanidade.Pra mim,a pqp!

  5. Carlos Fonseca diz:

    O PML vale o que vale, ou seja, zero. Pode ser inteligente, do que duvido, mas, pelo menos, não é honesto. Na análise da História do Chile de Allende, também deverá reflectir sobre a estratégia americana para estrangular a economia do país, através de agentes poderosos – FMI, Banco Mundial, Tesouro e, evidentemente, a CIA. Allende foi eleito democraticamente e tentou realizar um programa político legitimado pelo povo, cerceado pelos EEUU e ferozmente finado pelo grande “democrata” Pinochet. Na época contemporânea em que o Consenso de Washington está em causa, Gordon Brown o disse, e que o mundo vive a maior crise do pós-guerra não é um qualquer PML que tem a menor credibilidade, até pela ignorância e/ou a falta de vergonha que inibem a afirmação da verdade.
    Permito-me destacar um recente artigo de Stiglitz: http://www.josephstiglitz.com – Wall’s Street’s Toxic Message, Vanity Fair, July 2009. Ele sempre saberá mais alguma coisinha do que o pobre PML.

  6. Só me apetece citar o Eça de Queirós:
    (…)
    A Nação tem sobre os conferentes do Casino esta admirável opinião:
    Que eles iam ali falar, não por vontade sua, mas por ordem de uma associação secreta;
    Que nenhum acto seu é espontâneo, mas execução de uma ordem da Internacional;
    Que nada lhes pertence, em próprio, nem a acção, nem as ideias, nem o nome!
    De modo que se um conferente toma à noite um sorvete no Áurea, é porque recebeu pela manhã este sinistro telegrama:
    «Comité central: 7 da manhã. – Esta noite tomai sorvete botequim. Conveniente levantamento classes operárias! Em sorvete intransigentes. Viva a comuna! De morango!»
    E o Sr. Antero de Quental, de ora em diante, terá de assinar assim o seu nome:
    Antero (por assim dizer) de Quental (se ouso exprimir-me assim).
    Ó Nação, tu és grande!
    (…)
    Uma Campanha Alegre, (Volume I: Capítulo XIII: Máximas e opiniões da Nação, jornal), por Eça de Queirós
    In http://ocastendo.blogs.sapo.pt/588499.html

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