“Quem conhece, por muito pouco que seja, a história da extrema-esquerda sabe que esse luxo pequeno burguês de ter amizades com os inimigos de classe ou até vida privada não é tolerável”.
Pedro Marques Lopes, especialista, entre outras coisas, da história do Chile e do benemérito Pinochet, no DN.
É verdade, a máscara caiu, a gente do BE e do PCP para beber café tem de pedir autorização ao partido que só é dada se comermos criancinhas e matarmos uns velhinhos. O que vale é que há malta profunda e informada que ninguém consegue enganar. Bem-haja.




Um indivíduo destes devia ser soberanamente ignorado.
Ignoro mais facilmente este do que os jugulentos (por várias razões ou nenhuma em especial).
Há coisas que me deprimem.
Tenho sentimentos contraditórios: acho-o uma pessoa com bastantes qualidades pessoais (simpatia, inteligência, etc…), mas com uma ignorância política gigantesca.
Repara, o DN optar por esta dupla ao domingo tem que se lhe diga: um tal Gonçalves (inacreditável) e este Marques Lopes, é obra. Há autores que conseguem irritar sem serem inteligentes, irritar apenas: a Ferreira Alves, os hotéis do Cairo e de Cabul, os pores-do-Sol em … qq coisa serve. Há outros que me põem triste e abatido. É um problema meu (por acaso, há um jugular que tb me põe abatido, deprimido, não o leio, vejo o esforço que faz, e fico um bocado em baixo).
‘…uma ignorância política gigantesca’,equivale a uma adesão aos principios da Injustiça,do parasitismo,do roubo,da miséria e aos maiores crimes contra a humanidade.Pra mim,a pqp!
O PML vale o que vale, ou seja, zero. Pode ser inteligente, do que duvido, mas, pelo menos, não é honesto. Na análise da História do Chile de Allende, também deverá reflectir sobre a estratégia americana para estrangular a economia do país, através de agentes poderosos – FMI, Banco Mundial, Tesouro e, evidentemente, a CIA. Allende foi eleito democraticamente e tentou realizar um programa político legitimado pelo povo, cerceado pelos EEUU e ferozmente finado pelo grande “democrata” Pinochet. Na época contemporânea em que o Consenso de Washington está em causa, Gordon Brown o disse, e que o mundo vive a maior crise do pós-guerra não é um qualquer PML que tem a menor credibilidade, até pela ignorância e/ou a falta de vergonha que inibem a afirmação da verdade.
Permito-me destacar um recente artigo de Stiglitz: http://www.josephstiglitz.com – Wall’s Street’s Toxic Message, Vanity Fair, July 2009. Ele sempre saberá mais alguma coisinha do que o pobre PML.
Só me apetece citar o Eça de Queirós:
(…)
A Nação tem sobre os conferentes do Casino esta admirável opinião:
Que eles iam ali falar, não por vontade sua, mas por ordem de uma associação secreta;
Que nenhum acto seu é espontâneo, mas execução de uma ordem da Internacional;
Que nada lhes pertence, em próprio, nem a acção, nem as ideias, nem o nome!
De modo que se um conferente toma à noite um sorvete no Áurea, é porque recebeu pela manhã este sinistro telegrama:
«Comité central: 7 da manhã. – Esta noite tomai sorvete botequim. Conveniente levantamento classes operárias! Em sorvete intransigentes. Viva a comuna! De morango!»
E o Sr. Antero de Quental, de ora em diante, terá de assinar assim o seu nome:
Antero (por assim dizer) de Quental (se ouso exprimir-me assim).
Ó Nação, tu és grande!
(…)
Uma Campanha Alegre, (Volume I: Capítulo XIII: Máximas e opiniões da Nação, jornal), por Eça de Queirós
In http://ocastendo.blogs.sapo.pt/588499.html