Parasitas e calimeros
5 de Julho de 2009 por Luis RainhaSegundo leio num comentário, CGP ainda chora o seu triste fado: «também eu vivi e tive a minha educação à custa dos contribuintes. Como saberá não existem grandes alternativas e as que existem não estão ao alcance de uma família média que se vê subtraída de metade dos seus rendimentos todos os meses».
Usar o ensino estatal, financiado pelos nossos impostos, para se educar é um destino agreste e sem escapatória. Mas querer erigir no interior um projecto pedagógico inovador, levando a educação artística onde tal coisa raras vezes se vê… isso é coisa de parasita, de alguém que devia ter antes optado pela mendicidade ou pela prostituição, supostas grandes alternativas, para poder educar os filhos dos outros.
“Moral” da história: se eu uso recursos estatais em meu proveito, sou uma vítima do sistema; se alguém ousa pedir ao mesmíssimo Estado ajuda para tentar ajudar terceiros (por mal que o projecto tenha acabado) claro que só pode ser uma espécie de carraça, incapaz de gerar emprego e ROIs convincentes.
Ainda por cima, o pobre CGP viu-se obrigado a frequentar os tugúrios académicos do Estado porque os seus progenitores eram esbulhados «para subsidiar Belgais e outros sanguessugas semelhantes». Ora eu também andava a pagar impostos (e muitos) quando o digno economista se licenciou. Será que também lhe poderei endereçar alguns simpáticos qualificativos por isso? Não; acho que a minha educação (também estatal mas mais antiga) funcionou melhor.

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