Horas decisivas nas Honduras

O golpe militar continua. O Presidente eleito Zelaya já está na Costa Rica, comunicações e electricidade continuam cortadas em grande parte do território, a junta militar já nomeou o seu Pinochet (Micheletti) e os embaixadores de Cuba, Venezuela, Nicarágua e a Ministra dos Negócios Estrangeiros encontram-se sequestrados pelos golpistas. A Junta declarou o recolher obrigatório e anunciou a renúncia de Zelaya – já desmentida.
Ontem os sites hondurenhos que estão a acompanhar a situação, calaram-se. Hoje anunciam a utilização de servidores alojados noutros países da América do Sul. Salvador Zúñiga (COPINH) refere que dirigentes de movimentos sociais estão a ser detidos por todo o país, em autênticas caçadas. Os sindicatos apelam à greve geral. Também no twitter começam a aparecer alguns focos de resistência (aqui, aqui e aqui).

P.s. – É absolutamente irrelevante para a luta do povo hondurenho a opinião de alguns bloggers nacionais. Mas, para nós, não é irrelevante que quando se trata de defender uma decisão de um povo que não lhes é simpática, rapidamente surja uma unanimidade opinativa, dos que apoiam o PS aos da direita mais reaccionária. Como referia Zelaya ao ElPais, quando lhe perguntaram há alguns dias se ainda mantinha o controlo do exército, “Lo tengo… mientras no dé órdenes que afecten a los ricos”.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged . Bookmark the permalink.