À espera esperando pelos “51 economistas”…………….

Ainda continuo à espera esperando. E esperando que um dos subscritores do manifesto dos “51 economistas” ou um seu apoiante (do “Arrastão”, por exemplo, esse blogue paradigma da esquerda pedagógica e solícita) me explique o que significa a aplicação de uma “política de empregabilidade” no actual contexto de um capitalismo hiper-tecnológico, que exige cada vez mais trabalho de uns poucos, pouquíssimos, enquanto lança franjas cada vez maiores de outros no lixo do desemprego, sem dó nem piedade.

Que estes teóricos do capitalismo de “rosto humano” me ensinem o que é isto de “política do emprego” no momento social, político e económico actual. Nesta espera, vi um texto de um tal Galamba que explica que o seu manifesto é bom, porque o outro manifesto, o dos “28 também economistas” (favoráveis à paragem de investimento público) era mau, ou mal elaborado.

Ora, isto seria o mesmo que eu, como crítico de arte, viesse dizer que Richter….

Richter.2000

…. que Gerhard Richter é um artista de génio (e é o que eu penso), porque Lupertz ….

Lupertz

…. porque Markus Lupertz não é lá grande coisa.

Bem dito: o meu manifesto é pertinente, porque o teu não é lá grande coisa. Muito bem, refinadíssimo! Estou esclarecido quento à “POLÍTICA DE EMPREGABILIDADE”. Bom coração, bons sentimentos, em suma, ética, ética humana.

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12 respostas a À espera esperando pelos “51 economistas”…………….

  1. Troglodita diz:

    Bem podias esperar pelos 28 … era mais económico.

  2. Enojado diz:

    Esse tal de Galamba é um sujeito que apareceu fugazmente na TV, em substituição do Rui Tavares?
    E ainda não enrolou o estojo, depois das tristes figuras que fez?

  3. lica diz:

    MAIS UMA GOLPADA, E É TUDO A BEM DA NAÇÃO !!!!!

    Uma cambada de bandidos ao saque dos nossos impostos…

    Mais uma golpada – Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE
    É uma golpada com muita classe, e os golpistas somos nós….

    Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
    Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregador, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
    Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês – ou seja, 2.400 contos – durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
    Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
    E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
    E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
    Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
    Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
    Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
    Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
    O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
    Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é – e para que serve – a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
    E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
    A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
    Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.

    JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS,

    PELO MENOS SEMPRE SE FICA A SABER O QUE SE PASSA NO NOSSO PAÍS.

    Hoje já começaram a levar com a “ripa” e há que continuar até que este bando de vigaristas pague pelo que tem feito a este país.

  4. miguel dias diz:

    Pela tua argumentação são ambos bons suponho (um é, o outro não sei).

  5. miguel dias diz:

    Lica (posso Carlos?) já linkei. Perante o que nos relata não há cá 28 nem 51 que nos safe deste 31.

  6. assinantedomanifesto diz:

    Enquanto um dos subscriptores repondi à sua angustiante dúvida no blogue o Valor das ideias.

  7. almajecta diz:

    Os Quê? Nem sentado, como ficou bem patente a “política do emprego” surge via ISEG, ISCTE e etc e tal.

  8. Mas isto por cá é uma cavadela e saíem minhocas grandiosas!!
    Sabia eu lá bem que raio era isso da ERSE!! Voçê refere: ” A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço”

    Mas isso passa-se relativamente a todas as entidades de apoio aos supostos direitos dos cidadãos. È mais um organismo que só nos entrava. Por ex. o ISP , é mesmissima cena. Acho que o problema é nosso, temos sp que invocar que o direito adminstritivo de todas estas sitações “reguladoras” não OBEDECEREM ao codigo do direito de reposta insiderido noCodigo administrativo e por via desse direito, serão impelidos a dar-nos reposta em tempo util. O mesmo acontece com a Anacon, com o Banco de Portugal e então a CVMV é pertita em tourear-nos: responde , reunimos -nos, esgrimem estranhos vocabulas e pimba somos corridos sem nada perceber! Mas o assunto fica closed! Logo umavez mais temos de estar altamente informados com n leituras e evitar as faenas

    Ora todas estas empresas são publicas e não respetam o direito que nos assiste. Logo nem é discipiente que sejamos considerados estatiscamente, como o Pais da UE, que menos queixas/ reclamações são apresentadas!!! Estaá o quadro feito, né?

    Como persistir e persistir com as n/ queixas se não nos dão resposta? Não é uma forma estilista e maquilada para de facto nem apelarmos a esses direitos de respostas, e logo conduzirem-nos que nem carneiros para a ignorancia , o cansaço e nem vale a pena queixarmo-nos/reclaramos? No fundo a teia formada é essa: desitir de apresentar queixas!

    A mudança só poderá eventual/ acontecer senão alinharmos na desistencia. A granda gaita é que perdemos ( ganhamos em conhecimentos que nunca serão inuteis, )imenso tempo a ler estatutos,ambitos de actuação, etc.. destes organismos. E a realidade é essa que refere:” Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação”
    Obvio manifestarmos a n/ indignação é inundarmos essas entendidades com reclamações!!! E, mais, como em tribunal, é obrigatório existir o tal livro de reclamações, sabia? E se acaso é mal recebido, sem eficacia étc, pede-se o livro e se disserem que não o teem a policia tem de intervir ao seu contacto telefonico e fica registado penalmente, sabia? Eu soube Há pouco tempo . há estas “nuances” que não são veiculadas nos medias e se encontra na pesquisa sobre o que nos atenta, relativamente a qquer tipo de situação

    Pois a gaita reside em que o 25 de abril não aconteceu em pleno e está moribunda: há essas estruturas publicas todas mas não cumprirem o minino da ética de existirem por nós e para nós todos.
    A sua ètica é passar pelos pingos da chuva e sair rapidamente com umas regalias inacreditáveis, com pouco ou nada transparencia do seu trabalhpo,mas lá que auferem o que lhes dá na gana, auferem.

    Precisamente por isso onde pára uma verdadeira sociedde civil interveniente?

    Não será na linha de caça as bruxas, mas antes responsabilizar o pll dessas Instituições que tem um jogo de cintura, atroz.Tal como responsbilizar quem permite que as derrapagens das obras publicas alcançem nºs astronomicos e muitas das obras nem são concluidas como o planeado!!!

    Estão niquilosadas nos amigos, , mas só via nós, com reclamações em continuo, as consiguermos “enconstar à parede”

    Tal como se ir por ex as Finaças, somos raras excepções logo “olhados”: este é um vilão , deve euros e está parqui areclamar o quê? Mas nas finaças paga-se e bem ququer reclamação. E será o ciclo vcioso, apenas c dinheiro consiguremos dar entrada em Tribunal. Regra geral perdem SEMPRE.

    LOgo, nunca parar de reclamar, só vislumbro esta via :-(( Pois se formos muitos, acredito veemente, que tenhamos esse “trabalho” que nunca é fácil e insitir no mesmo, continuamente.! Um dia irão entender que não poderão alhear-se das responsabilidades e terão de prestar contas. É assim mesmo. Os partidos são o que são, mas com o canal parlamento, dá-nos tb/ a hipotese de enviar os dados que temos e inquietá-los nas comissoes respectivas.
    Sabe o que me irrita? É termos que ser “formados” em muitas areas para sabermos reclamar, com fundamento!

    Que acha?
    Maria

  9. Carlos Vidal diz:

    Caro “assinante”, bloguer do Valor das Ideias, nada de novo na sua resposta – aí sim, nada de novo. Percebo a sua crítica à minha formulação, mas onde lê “capitalismo hiper-tecnológico” (formulação dada a equívocos), leia “capitalismo pós-tecnológico”.
    De resto, os subscritores do manifesto é que vivem no passado, não muito longínquo, mas no passado: no restabelecimento do Estado-providência (um pouco mais eficaz, talvez) como resposta à barbárie neoliberal. Vá lá caríssimo, o capitalismo pietista está ao virar da esquina. Boa viagem.

  10. Já sei que vai ficar chateado, Carlos, mas “por acaso” prefiro o Richter ao Lupetz. Muito mais 😉

    Quanto à “esquerda moderna”, habitue-se. Aqueles tratados derivam das jantaradas em prol das causas proletárias, no Bica do Sapato (claro).

  11. Carlos Vidal diz:

    nuno castelo-branco, nada disso, é que eu também prefiro Richter a Lupertz, o problema é que Richter é genial não por ser “melhor que Lupertz”, mas por outras razões que apenas dizem respeito à sua obra, claro.

  12. prontos, encalhei. Lá postam nomes que nada me dizem: tenho que ler os economomistas os manifestos contra as obras e os prós
    as obras, os tais 51.Os da pintura ainda chego lá, mas mal, refira-se.
    Não podem simplificar?

    Deixo aqui como ex. um url, do “Oje” para perceberem o que pretendo: clareza para um cidadão comum. E dp esse cidadão comum, vai tirar leituras e procuar aprofundar, se esse tema lhe interessa como direito de cidadania. Ou não é esse o proposito? http://www.oje.pt/opiniao/causa-justa/empresas-governamentalizadas

    Inté
    Maria

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