Um partido feliz

Ana Gomes e Elisa Ferreira

Estava eu muito bem (ou nem por isso, não interessa) a jantar, ouvi de relance, vi mal, por alto, não me fez sentido, não quis acreditar, mas depois vi e ouvi que era verdade: Elisa Ferreira disse alto e bom som para todos os portugueses e portuenses em particular ouvirem: se eu ganhar a Câmara do Porto, abandono as regalias e o trampolim de Bruxelas para me dedicar à minha cidade (a citação está correcta, mas não é literal). Repeti a frase para mim: “Se eu ganhar a Câmara, etc”….. Ou seja, se me derem a Câmara fico com vocês de alma e coração (coração grande e altruísta), se não me derem a vitória eu vou-me embora para Bruxelas ou Estrasburgo, ignoro-vos porque não me quiseram (esta citação já é especulativa e da minha responsabilidade, mas consequência da anterior, logicamente). Isto sim, é amor e coração luminoso: à cidade no seu todo, a Serralves, à Casa da Música, ao FC Porto, à Avenida da Boavista, ao Círculo Portuense de Ópera (fica-lhe bem, depois do governo de J. Sócrates ter destruído por muitos anos o S. Carlos), ao repovoamento de uma cidade despovoada, etc, etc. Amor. Coração dividido entre Porto e Bruxelas. Já não há políticos assim, ou cada vez há menos, infelizmente. Pela foto de Elisa Ferreira com Ana Gomes (felizes), suponho que esta irá fazer o mesmo por Sintra. Trocar as regalias de Bruxelas pela cidade de William Beckford. Ora, perante este clamor de coragem, eu tenho de terminar com o Pessoa da Mensagem (nem menos nem mais): agora sim, “É a Hora!”

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10 Responses to Um partido feliz

  1. Francesco says:

    Trazem a chave universal do amor, abrindo todas as portas.

  2. Pedro Delgado Alves says:

    Imagino que sustente o mesmo em relação à Dr.ª Ilda Figueiredo, cabeça de lista ao parlamento europeu e candidata à Câmara Municipal de Gaia?

  3. Suponho portanto que Nuno Melo e Paulo Rangel se manterão por Estrasburgo até ao fim da legislatura para que foram eleitos.

  4. Carlos Vidal says:

    Paulo Quintela,
    De Nuno Melo nada sei, francamente. Quer sair do PE? Não quer ir para o PE?
    De Rangel, sei que admitiu pertencer a um governo PSD, se para tal for convocado ou necessário. Diria tratar-se de uma ética de “bloco central” que me escapa.
    Respondo por Ilda Figueiredo, apenas, se não se importa.
    A própria explicou que já era vereadora em Gaia. E não foi isso que a fez deixar de ser a mais produtiva deputada portuguesa ao PE, como muito bem sabe (!!).
    De Ana Gomes, também nada sei.
    Elisa Ferreira parece-me o escândalo e a afalta de ombridade maior: apercebe-se de uma esmagadora derrota e volta atrás no meio do “jogo”: fico no Porto SE (!!) ganhar, diz. Este SE nada tem a ver com Ilda Figueiredo, que nunca ganhou Gaia e acumula os cargos com extrema produtividade. Nada a dizer nem a censurar.
    O comportamento de Elisa Ferreira, sim, é inaceitável.

  5. saloio_sou_eu says:

    Sr.Vidal não consigo comentar nos vosos post seguintes e ,gostava que quem quiser,pode ver isto http://resistir.info/irao/meyssan_17jun09.html
    para ajuizar o actual curso do Irão.
    Chapelada houve no México,pra não falar de outras democracias amigas como a Arábia Saudita,Egipto,Jordânia,etc…

  6. Miguel Castro says:

    Podiam ir as duas, mas então a Drª Ana Gomes, davam-me uma grande alegria se fizessem uma comissão de serviço no Irão, aí por uns 10/15 anitos, maravilha………

  7. Titus says:

    Não me incomoda minimamente que concorram para 2 ou 3 ou quantos cargos quiserem. Ilda Figueiredo, Paulo Rangel, Elisa Ferreira ou quem quer que seja.
    Porquê? Porque não nos podemos dar ao luxo de perdermos pessoas que acrescentam valor político à nossa política.

  8. Fernando says:

    Não há comparação possível com a Ilda. Concordo com o Carlos Vidal.

  9. Carlos Vidal says:

    Apenas um ou dois apontamentos: quase concordaria totalmente com Titus – não há problema nenhum em concorrer a vários cargos, certo, mas desde que todos eles sejam desempenhados com pertinência e produtividade: Ilda Figueiredo, vem em todas as estatísticas (mesmo as que não têm origem no PCP), é uma parlamentar europeia de grande nível. Por isso, caro Titus, um bom nome político não é forçosamente competente e dedicado.
    Se for, e conseguir estar em três sítios ao mesmo tempo, óptimo.

    Mas o caso de Elisa Ferreira é gravíssimo por outras razões: aceitou as duas incumbências do PS – Parlamento Europeu e CM Porto. Depois, disse no Porto ir a Bruxelas só “picar o ponto” para voltar à cidade (sem que eu saiba o que é que vinha cá fazer: vereação??).

    Depois, não contente, promete aos portistas que deixaria o PE se fosse eleita presidente da CM – uma vergonha.
    Com medo de um resultado humilhante (que irá ter) pretender mudar a meio do jogo as regras. Resumindo, eu desejaria um PS/Porto como terceira força política da cidade – até porque só um PS fora de cena poderia permitir à esquerda (PCP e BE), um dia, disputar a presidência (da cidade e, também, do país).

  10. quid pro quo says:

    Não esquecer também o deslize dessa Sra. que confundiu o Dinheiro do Estado com o do P$!!! «Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS!» e não só!

    http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/ …tent_id=1226299

    Grandes patins…

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