Estava eu muito bem (ou nem por isso, não interessa) a jantar, ouvi de relance, vi mal, por alto, não me fez sentido, não quis acreditar, mas depois vi e ouvi que era verdade: Elisa Ferreira disse alto e bom som para todos os portugueses e portuenses em particular ouvirem: se eu ganhar a Câmara do Porto, abandono as regalias e o trampolim de Bruxelas para me dedicar à minha cidade (a citação está correcta, mas não é literal). Repeti a frase para mim: “Se eu ganhar a Câmara, etc”….. Ou seja, se me derem a Câmara fico com vocês de alma e coração (coração grande e altruísta), se não me derem a vitória eu vou-me embora para Bruxelas ou Estrasburgo, ignoro-vos porque não me quiseram (esta citação já é especulativa e da minha responsabilidade, mas consequência da anterior, logicamente). Isto sim, é amor e coração luminoso: à cidade no seu todo, a Serralves, à Casa da Música, ao FC Porto, à Avenida da Boavista, ao Círculo Portuense de Ópera (fica-lhe bem, depois do governo de J. Sócrates ter destruído por muitos anos o S. Carlos), ao repovoamento de uma cidade despovoada, etc, etc. Amor. Coração dividido entre Porto e Bruxelas. Já não há políticos assim, ou cada vez há menos, infelizmente. Pela foto de Elisa Ferreira com Ana Gomes (felizes), suponho que esta irá fazer o mesmo por Sintra. Trocar as regalias de Bruxelas pela cidade de William Beckford. Ora, perante este clamor de coragem, eu tenho de terminar com o Pessoa da Mensagem (nem menos nem mais): agora sim, “É a Hora!”




Trazem a chave universal do amor, abrindo todas as portas.
Imagino que sustente o mesmo em relação à Dr.ª Ilda Figueiredo, cabeça de lista ao parlamento europeu e candidata à Câmara Municipal de Gaia?
Suponho portanto que Nuno Melo e Paulo Rangel se manterão por Estrasburgo até ao fim da legislatura para que foram eleitos.
Paulo Quintela,
De Nuno Melo nada sei, francamente. Quer sair do PE? Não quer ir para o PE?
De Rangel, sei que admitiu pertencer a um governo PSD, se para tal for convocado ou necessário. Diria tratar-se de uma ética de “bloco central” que me escapa.
Respondo por Ilda Figueiredo, apenas, se não se importa.
A própria explicou que já era vereadora em Gaia. E não foi isso que a fez deixar de ser a mais produtiva deputada portuguesa ao PE, como muito bem sabe (!!).
De Ana Gomes, também nada sei.
Elisa Ferreira parece-me o escândalo e a afalta de ombridade maior: apercebe-se de uma esmagadora derrota e volta atrás no meio do “jogo”: fico no Porto SE (!!) ganhar, diz. Este SE nada tem a ver com Ilda Figueiredo, que nunca ganhou Gaia e acumula os cargos com extrema produtividade. Nada a dizer nem a censurar.
O comportamento de Elisa Ferreira, sim, é inaceitável.
Sr.Vidal não consigo comentar nos vosos post seguintes e ,gostava que quem quiser,pode ver isto http://resistir.info/irao/meyssan_17jun09.html
para ajuizar o actual curso do Irão.
Chapelada houve no México,pra não falar de outras democracias amigas como a Arábia Saudita,Egipto,Jordânia,etc…
Podiam ir as duas, mas então a Drª Ana Gomes, davam-me uma grande alegria se fizessem uma comissão de serviço no Irão, aí por uns 10/15 anitos, maravilha………
Não me incomoda minimamente que concorram para 2 ou 3 ou quantos cargos quiserem. Ilda Figueiredo, Paulo Rangel, Elisa Ferreira ou quem quer que seja.
Porquê? Porque não nos podemos dar ao luxo de perdermos pessoas que acrescentam valor político à nossa política.
Não há comparação possível com a Ilda. Concordo com o Carlos Vidal.
Apenas um ou dois apontamentos: quase concordaria totalmente com Titus – não há problema nenhum em concorrer a vários cargos, certo, mas desde que todos eles sejam desempenhados com pertinência e produtividade: Ilda Figueiredo, vem em todas as estatísticas (mesmo as que não têm origem no PCP), é uma parlamentar europeia de grande nível. Por isso, caro Titus, um bom nome político não é forçosamente competente e dedicado.
Se for, e conseguir estar em três sítios ao mesmo tempo, óptimo.
Mas o caso de Elisa Ferreira é gravíssimo por outras razões: aceitou as duas incumbências do PS – Parlamento Europeu e CM Porto. Depois, disse no Porto ir a Bruxelas só “picar o ponto” para voltar à cidade (sem que eu saiba o que é que vinha cá fazer: vereação??).
Depois, não contente, promete aos portistas que deixaria o PE se fosse eleita presidente da CM – uma vergonha.
Com medo de um resultado humilhante (que irá ter) pretender mudar a meio do jogo as regras. Resumindo, eu desejaria um PS/Porto como terceira força política da cidade – até porque só um PS fora de cena poderia permitir à esquerda (PCP e BE), um dia, disputar a presidência (da cidade e, também, do país).
Não esquecer também o deslize dessa Sra. que confundiu o Dinheiro do Estado com o do P$!!! «Pintaram os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS!» e não só!
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/ …tent_id=1226299
Grandes patins…