Daniel Barenboim, Wagner e Israel

2001, em Israel, (e não me recordo se foi em Tel Aviv ou Jerusalém) o israelita (argentino e também cidadão palestiniano honorário) Daniel Barenboim virou-se para a sua assistência e disse: “Apesar do que o festival de Israel acredita, há pessoas na audiência para as quais Wagner não inflama associações Nazis. Respeito aqueles para os quais estas associações são opressivas. Será democrático tocar um encore de Wagner para os que o quiserem ouvir. Volto-me agora para vocês e pergunto se posso tocar Wagner?”.

50 pessoas saíram da sala, mas o mestre de Bayreuth foi enfim, depois de um não oficial banimento desde os anos 30, ouvido (aqui veremos o final do Tristão...; Isolda desola-se, antes dela própria morrer, com o corpo morto de Tristão – tudo acabará, claro, o pessimismo wagneriano não permite escapa para o amor; a encenação é um marco – é de Chéreau, e a direcção musical é de Barenboim: isto foi no Scalla em 2007, e é mais do que grandioso; quem não gostar mais do que muito, paciência, passe à frente)

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Uma resposta a Daniel Barenboim, Wagner e Israel

  1. joão viegas diz:

    Ouvi esta versão por radio e so tenho uma coisa a dizer àqueles que têm a tentação de afirmar que, por principio, não gostam : não passem à frente antes de experimentar…

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