«Um país partido vai entrar em “modo Tianamen”»


Ali Rafsanjani, o pragmático

Deve ler-se este excelente artigo de Margarida Santos Lopes, que há muito é especialista no Médio Oriente no “Público” (edição impressa e disponível on-line), texto em que a autora se informa com quem sabe, Sanan Vakil, professora de Estudos do Médio Oriente na Universidade Johns Hopkins.

Uma nota que eu destacaria: nos próximos dias é preciso estar muito atento ao poder de facto, e aos próximos passos discretos mas pragmáticos e tácticos do ex-presidente Ali Rafsanjani, apoiante de Mousavi.
Escreve Margarida Santos Lopes:

As mesmas palavras de ordem que os estudantes iranianos gritavam em 1979 contra o Xá Mohammed Reza Pahlavi voltaram a ouvir-se em Teerão, trinta anos depois da revolução de Khomeini. “Abaixo o ditador! Queremos liberdade!” Será isto o princípio do fim da teocracia dos mullahs? É, pelo menos, o sinal mais visível de que o regime está fracturado entre os que defendem mais república e os que querem mais islão.
A iraniana Sanam Vakil, professora de Estudos do Médio Oriente na Johns Hopkins University (EUA), nunca duvidou que Ahmadinejad conseguiria um segundo mandato, mas não esperava uma tão avassaladora maioria de mais de 60 por cento. “Este universo de eleitores só pode ter sido conseguido com fraude, manipulação e planeamento prévio”, disse a investigadora (…).
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(Note-se que seguir M. Santos Lopes, que acompanhou in loco todos os conflitos importantes do Médio Oriente, é diferente de seguir a histeria “informativa” de Palmira F. Silva que vem postando, para nada, cerca de 5 ou 6 vídeos por minuto: uma coisa é informar e tomar posições – contra Ahmadinejad, claro -, outra coisa é agir por histeria islamofóbica: daqui não se chega a lado nenhum)

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3 Responses to «Um país partido vai entrar em “modo Tianamen”»

  1. Pascoal diz:

    E tu a dar-lhe com a Palmira.
    É a tua Bruna?

  2. palmirinha islamofóbica??? Ela acordou mto tarde… E a MSL tb. Leiam o k elas escreveram nos últimos anos. Sempre, sempre ao lado dos Ayatollahs e suas selvajarias, com o pretexto de que, coitadinhos, pobrezinhos eram vítimas do bush, do sharon, do sionismo… Procurem bem e leiam. Aliás, quase ninguém em portugal condenava a selvajaria xiita. A culpa era sempre do bush. Mas está escrito. A sorte dessa cambada político-mediática é k não lhes atiram com essas barbaridades à cara. Apareça alguém com coluna vertebral.

  3. o k é isso de “islamofobia”? Então não se pode denunciar o uso selvagem da violência contra civis inocentes desde Maomé há 1400 anos? Dizer a verdade sobre atrocidades, escondidas pelos aliados político-mediáticos, é islamofobia? Então o DARFUR? As lapidações, os “crimes de honra”? O chavão da islamofobia é uma capa para defender a selvajaria islâmica.

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