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	<title>Comentários em: Sem compromissos</title>
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		<title>Por: Casimiro</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99972</link>
		<dc:creator>Casimiro</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 15:48:29 +0000</pubDate>
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		<description>Nuno e Filipe, se vocês se pudessem reler com algum distanciamento iriam concordar que este é um dos graves (e antigo) problemas da esquerda: o sectarismo (dito mesmo assim com a palavra dura e inteira). Até quando estão a dizer o mesmo não se ouvem só para poderem continuar a discordar ( e sem dispensa de uns remoques laterais). Diziamos, em tempos, que era apanágio dos &quot;trotskistas&quot; a proliferação dos grupusculos mas provavelmente o problema é muito mais amplo e tem a ver como uma cultura política que priviligia o acessório (muitas vezes travestido de tiques a que também se usa chamar &#039;princípios&#039; como auto-justificação). Até parece que continuamos no tempo do &quot;infantilismo&quot;...
Reflectir, debater e assumir a pluralidade de opiniões é indispensável mas nos tempos que correm importa muito mais construir convergencias concretas em torno dos passos comuns possíveis. Como sabem o futuro não é um Sol radioso para onde só falta encontrar o caminho justo, o futuro é aquilo que dele fizermos, pode ser melhor mas também pode ser pior E temo bem que esse seja o que temos mais certo.
Este comentário só se justifica por ter encontrado neste canto, em picardias, dois homens de insuspeita inteligencia e integridade moral com quem em tempos idos e em momentos diferentes tive o privilégio de me cruzar.
Um abração para ambos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nuno e Filipe, se vocês se pudessem reler com algum distanciamento iriam concordar que este é um dos graves (e antigo) problemas da esquerda: o sectarismo (dito mesmo assim com a palavra dura e inteira). Até quando estão a dizer o mesmo não se ouvem só para poderem continuar a discordar ( e sem dispensa de uns remoques laterais). Diziamos, em tempos, que era apanágio dos &#8220;trotskistas&#8221; a proliferação dos grupusculos mas provavelmente o problema é muito mais amplo e tem a ver como uma cultura política que priviligia o acessório (muitas vezes travestido de tiques a que também se usa chamar &#8216;princípios&#8217; como auto-justificação). Até parece que continuamos no tempo do &#8220;infantilismo&#8221;&#8230;<br />
Reflectir, debater e assumir a pluralidade de opiniões é indispensável mas nos tempos que correm importa muito mais construir convergencias concretas em torno dos passos comuns possíveis. Como sabem o futuro não é um Sol radioso para onde só falta encontrar o caminho justo, o futuro é aquilo que dele fizermos, pode ser melhor mas também pode ser pior E temo bem que esse seja o que temos mais certo.<br />
Este comentário só se justifica por ter encontrado neste canto, em picardias, dois homens de insuspeita inteligencia e integridade moral com quem em tempos idos e em momentos diferentes tive o privilégio de me cruzar.<br />
Um abração para ambos.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: João</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99787</link>
		<dc:creator>João</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 08:04:37 +0000</pubDate>
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		<description>Podias fazer-me um favor...
Um post com leituras &quot;obrigatórias&quot; sobre marxismo e leninismo.... e outras teorias similares....

abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Podias fazer-me um favor&#8230;<br />
Um post com leituras &#8220;obrigatórias&#8221; sobre marxismo e leninismo&#8230;. e outras teorias similares&#8230;.</p>
<p>abraço</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99760</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 22:36:28 +0000</pubDate>
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		<description>Filipe Diniz,
Obrigado de qualquer forma por te teres dado ao trabalho da discussão. 
Abraço,
Nuno</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Filipe Diniz,<br />
Obrigado de qualquer forma por te teres dado ao trabalho da discussão.<br />
Abraço,<br />
Nuno</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Diniz</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99758</link>
		<dc:creator>Filipe Diniz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 22:25:40 +0000</pubDate>
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		<description>Era o que faltava era estarmos aqui a trocar galhardetes, oh Nuno! Ainda por cima, em relação ao BE e ao PE creio que estamos mais do que conversados. No fim de contas, nada disto era matéria do teu post, de cujo tom beco-sem-saída discordei, e é tudo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Era o que faltava era estarmos aqui a trocar galhardetes, oh Nuno! Ainda por cima, em relação ao BE e ao PE creio que estamos mais do que conversados. No fim de contas, nada disto era matéria do teu post, de cujo tom beco-sem-saída discordei, e é tudo.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99757</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 22:10:18 +0000</pubDate>
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		<description>A frase é do Keagan e não é exactamente essa. Já agora, podias citar o texto todo e ver que o contexto não é esse. Como te digo, há pessoas que gostam de multiplicar os inimigos, como se isso fosse um ganho. Eu mantenho relações de camaradagem e amizade com muitos militantes do PCP, outros cortaram comigo. Mas, como te digo eu não sai a mal, mas tu achas que sim, estás no teu direito. 
Sobre a união europeia é óbvio se queres criar um terreno democrático de luta na Europa tens de dar mais poderes às suas populações , ao seu parlamento, em detrimento dos governos naiconais. Pq hoje, a soberania já escapa aos povos e está no conselho, na comissão e nas conferências intergovernamentais, era mais democrático se estivesse no parlamento. Não acho estafada a ideia que os proletários não têm pátria. Acho que deve ser relembrada todos os dias, para evitar derivas patrioteiras.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A frase é do Keagan e não é exactamente essa. Já agora, podias citar o texto todo e ver que o contexto não é esse. Como te digo, há pessoas que gostam de multiplicar os inimigos, como se isso fosse um ganho. Eu mantenho relações de camaradagem e amizade com muitos militantes do PCP, outros cortaram comigo. Mas, como te digo eu não sai a mal, mas tu achas que sim, estás no teu direito.<br />
Sobre a união europeia é óbvio se queres criar um terreno democrático de luta na Europa tens de dar mais poderes às suas populações , ao seu parlamento, em detrimento dos governos naiconais. Pq hoje, a soberania já escapa aos povos e está no conselho, na comissão e nas conferências intergovernamentais, era mais democrático se estivesse no parlamento. Não acho estafada a ideia que os proletários não têm pátria. Acho que deve ser relembrada todos os dias, para evitar derivas patrioteiras.</p>
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	<item>
		<title>Por: Ana Paula</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99754</link>
		<dc:creator>Ana Paula</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 22:02:32 +0000</pubDate>
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		<description>Vou fazer link para A Nossa Candeia. Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vou fazer link para A Nossa Candeia. Abraço.</p>
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	<item>
		<title>Por: Filipe Diniz</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99751</link>
		<dc:creator>Filipe Diniz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 21:54:16 +0000</pubDate>
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		<description>Há coisas para as quais tenho memória de elefante. E se alguém, escrevendo sobre a sua saída do PCP, utiliza a frase &quot;partidos que têm o martelo como símbolo tendem a ver os problemas como pregos&quot;, isso chama-se um ajuste de contas a um nível não muito elevado, não é? Quanto à tão abusada citação da pátria que os operários não têm, ou seja, à necessidade de não interpor fronteiras à sua luta e ao seu internacionalismo, o que é que isso tem a ver com atribuir mais poderes ainda às reaccionárias e ilegítimas instituições desta UE?
Abraço
FD</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há coisas para as quais tenho memória de elefante. E se alguém, escrevendo sobre a sua saída do PCP, utiliza a frase &#8220;partidos que têm o martelo como símbolo tendem a ver os problemas como pregos&#8221;, isso chama-se um ajuste de contas a um nível não muito elevado, não é? Quanto à tão abusada citação da pátria que os operários não têm, ou seja, à necessidade de não interpor fronteiras à sua luta e ao seu internacionalismo, o que é que isso tem a ver com atribuir mais poderes ainda às reaccionárias e ilegítimas instituições desta UE?<br />
Abraço<br />
FD</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99749</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 21:37:12 +0000</pubDate>
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		<description>Filipe Diniz,
O meu texto não se inseria na concorrência eleitoral. Mas deixa-me que te diga que , em minha opinião, tens uma apreciação sectária do BE. E há pessoas no BE que têm uma opinião sectária do PCP. No quadro eleitoral não há alternativa política de esquerda que não passe pelo PCP, o Bloco e sectores de esquerda do PS. O sectarismo não ajuda muito. É interesante que numa outra conjuntura o PCP aliou-se com o PRD, gente que foi parar ao PSD, pugnou por uma maioria de esquerda com o PS, e agora não consegue ver o BE como aliados, pq concorrem no mesmo terreno eleitoral. Eu não comungo dessa opinião, por mim o PCP e o BE deviam ter tido o dobro dos votos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Filipe Diniz,<br />
O meu texto não se inseria na concorrência eleitoral. Mas deixa-me que te diga que , em minha opinião, tens uma apreciação sectária do BE. E há pessoas no BE que têm uma opinião sectária do PCP. No quadro eleitoral não há alternativa política de esquerda que não passe pelo PCP, o Bloco e sectores de esquerda do PS. O sectarismo não ajuda muito. É interesante que numa outra conjuntura o PCP aliou-se com o PRD, gente que foi parar ao PSD, pugnou por uma maioria de esquerda com o PS, e agora não consegue ver o BE como aliados, pq concorrem no mesmo terreno eleitoral. Eu não comungo dessa opinião, por mim o PCP e o BE deviam ter tido o dobro dos votos.</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99748</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 21:29:59 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Filipe Diniz,
Eu não me lembro de ter saído a mal do PCP. Partido em que militei muitos anos. Tendo estado em organizações do PCP, desde dos 10 anos e sendo filho de funcionários do PCP. Mas numa relação, as outras pessoas podem ter uma opinião diferente. Não te sabia adepto do Brejnev. O que disse ao Carlos não era uma provocação. Queria apenas dizer-lhe que não basta exibir retratos do Lenine a esmo para ser leninista. Não estava a falar do PCP, estava a comentar a questão do Zizek e o uso do Marx. Mas a ideia aplica-se a toda a gente. Não basta berrar que se é um partido leninista para o ser. Não concordo contigo sobre a Europa. Acho que a luta no terreno europeu muito importante. Penso que os operários não têm pátria e não me contento com a ideia da autarcia. Acho que é impossível criar uma alternativa ao capitalismo num só país. Os fatinhos maconde não era, mais uma vez para o PCP, mas para os que defendem à esquerda do PS, uma aliança com este PS. Espero que tenhas concordado com alguma coisa. Mas é um prazer rever-te.

Abraço,
Nuno</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Filipe Diniz,<br />
Eu não me lembro de ter saído a mal do PCP. Partido em que militei muitos anos. Tendo estado em organizações do PCP, desde dos 10 anos e sendo filho de funcionários do PCP. Mas numa relação, as outras pessoas podem ter uma opinião diferente. Não te sabia adepto do Brejnev. O que disse ao Carlos não era uma provocação. Queria apenas dizer-lhe que não basta exibir retratos do Lenine a esmo para ser leninista. Não estava a falar do PCP, estava a comentar a questão do Zizek e o uso do Marx. Mas a ideia aplica-se a toda a gente. Não basta berrar que se é um partido leninista para o ser. Não concordo contigo sobre a Europa. Acho que a luta no terreno europeu muito importante. Penso que os operários não têm pátria e não me contento com a ideia da autarcia. Acho que é impossível criar uma alternativa ao capitalismo num só país. Os fatinhos maconde não era, mais uma vez para o PCP, mas para os que defendem à esquerda do PS, uma aliança com este PS. Espero que tenhas concordado com alguma coisa. Mas é um prazer rever-te.</p>
<p>Abraço,<br />
Nuno</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Diniz</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99745</link>
		<dc:creator>Filipe Diniz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 20:39:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=21193#comment-99745</guid>
		<description>Oh Nuno, não consigo perder esta oportunidade (como há já muitos anos acontecia em directo) de divergir da tua opinião. Não é bem divergir, porque não é fácil divergir de gritos de alma, ainda por cima não se percebendo bem do que é que estás a falar. Que é isso dos fatos maconde? Que é isso das migalhas? Que é isso do &quot;quadro eleitoral&quot;? Tu foste membro do PCP, de onde raramente se sai a bem. Ao que me dizem, também já deixaste o BE. Mesmo eventualmente discordando dos dois, tu, um tipo inteligente (embora dado a provocações não muito inteligentes, como a do Brejnev), não consegues distinguir diferenças?  Quando falas de migalhas, estás a falar do António Chora? Se o presidente da CIP, um indivíduo de extrema-direita, manifesta simpatia pelas tuas posições ao mesmo tempo que recusa o próprio direito do PCP a ter propostas isso não te cheira a esturro? Que distingue o presidente da CIP que o Nuno Ramos de Almeida não é capaz de ver? Que &quot;ruptura&quot; se pode esperar de uma força que se alimenta da ficção política que constitui a &quot;esquerda do PS&quot;, que se alimenta de todas as &quot;causas&quot; desde que nenhuma delas ponha em causa o capitalismo? Que quer, no seu programa eleitoral, que este Parlamento Europeu - o mais à direita de sempre - elabore um novo Tratado europeu? Achas que isso é apenas a discussão entre o PCP e o BE? Achas que são questões que podem ser ignoradas por alguém que, sinceramente, deseje uma ruptura com &quot;o estado das coisas actual&quot;?
Que não é fácil nem rápido já os explorados sabem há milénios. Mas ainda é mais lento e difícil para quem opte por andar às cegas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oh Nuno, não consigo perder esta oportunidade (como há já muitos anos acontecia em directo) de divergir da tua opinião. Não é bem divergir, porque não é fácil divergir de gritos de alma, ainda por cima não se percebendo bem do que é que estás a falar. Que é isso dos fatos maconde? Que é isso das migalhas? Que é isso do &#8220;quadro eleitoral&#8221;? Tu foste membro do PCP, de onde raramente se sai a bem. Ao que me dizem, também já deixaste o BE. Mesmo eventualmente discordando dos dois, tu, um tipo inteligente (embora dado a provocações não muito inteligentes, como a do Brejnev), não consegues distinguir diferenças?  Quando falas de migalhas, estás a falar do António Chora? Se o presidente da CIP, um indivíduo de extrema-direita, manifesta simpatia pelas tuas posições ao mesmo tempo que recusa o próprio direito do PCP a ter propostas isso não te cheira a esturro? Que distingue o presidente da CIP que o Nuno Ramos de Almeida não é capaz de ver? Que &#8220;ruptura&#8221; se pode esperar de uma força que se alimenta da ficção política que constitui a &#8220;esquerda do PS&#8221;, que se alimenta de todas as &#8220;causas&#8221; desde que nenhuma delas ponha em causa o capitalismo? Que quer, no seu programa eleitoral, que este Parlamento Europeu &#8211; o mais à direita de sempre &#8211; elabore um novo Tratado europeu? Achas que isso é apenas a discussão entre o PCP e o BE? Achas que são questões que podem ser ignoradas por alguém que, sinceramente, deseje uma ruptura com &#8220;o estado das coisas actual&#8221;?<br />
Que não é fácil nem rápido já os explorados sabem há milénios. Mas ainda é mais lento e difícil para quem opte por andar às cegas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99740</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 17:47:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=21193#comment-99740</guid>
		<description>Carlos, sem querer comparar, o Brejnev também tinha muitos retratos do Lenine, e isso não queria dizer nada. Não me interessa uma discussão entre PCP e Bloco. Acho aliás que esta questão extravasa o simples quadro eleitoral.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, sem querer comparar, o Brejnev também tinha muitos retratos do Lenine, e isso não queria dizer nada. Não me interessa uma discussão entre PCP e Bloco. Acho aliás que esta questão extravasa o simples quadro eleitoral.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/06/10/sem-compromissos/comment-page-1/#comment-99738</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 17:42:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=21193#comment-99738</guid>
		<description>Mas aí é que está mesmo a grande questão: essa esquerda de ruptura tem de assumir de uma vez por todas o seu lugar; concretamente, para já três tópicos: ignorar as &quot;virtudes&quot; da democracia parlamenter onde tal for necessário; assumir a sua própria linguagem, quer dizer, falar abertamente, quando tiver de falar em &quot;revolução&quot; e em &quot;comunismo&quot;; e, onde for necessário também, &quot;leninismo&quot;, pois, como dizia Zizek, &quot;marxismo&quot; até os correctores usam sem problema. 
Por isso é que o Partido Comunista Português aparece como uma força a avaliar e reavaliar neste contexto: não mudou o nome nem retirou fotos de Lenine de parte alguma.
E eu não vejo nada de nada disso no BE.
Santa paciência.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas aí é que está mesmo a grande questão: essa esquerda de ruptura tem de assumir de uma vez por todas o seu lugar; concretamente, para já três tópicos: ignorar as &#8220;virtudes&#8221; da democracia parlamenter onde tal for necessário; assumir a sua própria linguagem, quer dizer, falar abertamente, quando tiver de falar em &#8220;revolução&#8221; e em &#8220;comunismo&#8221;; e, onde for necessário também, &#8220;leninismo&#8221;, pois, como dizia Zizek, &#8220;marxismo&#8221; até os correctores usam sem problema.<br />
Por isso é que o Partido Comunista Português aparece como uma força a avaliar e reavaliar neste contexto: não mudou o nome nem retirou fotos de Lenine de parte alguma.<br />
E eu não vejo nada de nada disso no BE.<br />
Santa paciência.</p>
]]></content:encoded>
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