Ventos de mudança

O PSD ganhou as eleições com uma curta votação.
O PS não soube perder. José Sócrates declarou que não iria mudar, Vital Moreira fez mais um discurso lamentável em que só faltou assumir que os milhões do Freeport tinham ficado para ele e Maria Lurdes Rodrigues deu uma imagem terrível da noite eleitoral que se aproximava, empurrando jornalistas com má educação. Atenção, muita atenção, aos ajustes directos e licenciamentos até às eleições.
O BE subiu muito, ganhou votos em todo o lado, e teve uma enorme progressão dentro do eleitorado do PS.
A CDU ganhou terreno, como aliás tem acontecido nas mais recentes eleições, mas geriu pessimamente as declarações políticas durante a noite eleitoral. Estando até ao último voto a lutar pelo 3º mandato (parecia que o BE o estava a discutir sozinho) e tendo ganho os distritos de Setúbal, Évora e Beja, é incompreensível que Jerónimo de Sousa faça a sua declaração política às 21.00h quando ainda estava tudo por decidir. Surpreendente resultado nos círculos da Europa.
O CDS mantém-se à tona. Incompreensível.

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8 respostas a Ventos de mudança

  1. Chico da Tasca diz:

    “José Sócrates declarou que não iria mudar”.

    Nem tem de mudar, e espero que não mude. Por isso votei nele, e tornarei a votar nas Legislativas. O Sócrates só tem de continuar com as reformas, e com mais intensidade. Tem de fazer com que os professores sejam postos na linha e cumpram as Leis da Republica, porque não são cidadãos especiais, como a Esquerda Trauluteira e Demagoga quer que eles sejam.

    Portanto, o PS tem de seguir o seu rumo, de acordo com a sua consciência, e os portugueses nas próximas eleições decidem o que querem. Se querem uma politica de realismo e de coragem ou sequerem uma politica de demagogia e de subsidios para todos, que mais tarde terão de pagar e bem pago.

    Eu votei PS e tornarei a votar PS.

    Quero deixar aqui uma palavra de apreço e de incentivo não só ao Eng. Sócrates mas à Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, pela coragem demonstrada a enfrentar os interesses instalados dos grupos corporeativos, na sua maioria de inuteis e de sugadores dos nossos impostos !

  2. maria monteiro diz:

    “José Sócrates declarou que não iria mudar”
    ….nem precisa pois será despejado nas próximas eleições.

  3. Ana M diz:

    Gostei da derrota do PS. Já não era sem tempo.
    Parece-me que a organização comunista já sabia dos resultados finais, antes da comunicação social. Registo com satisfação a subida. Apenas fiquei (?) atónita com as declarações a quente de António Barreto ao referir que esta foi uma derrota histórica do PCP (está desculpado, face ao atordoamento em que ficou…)! Também gostei da subida do BE.
    Vamos aguardar pelas próximas.

  4. António Figueira diz:

    A noite eleitoral foi curiosa: um único derrotado e quatro vencedores. O caso do CDS pode ser surpreendente, mas não é inexplicável: o CDS caracterizou-se há tempos como o “partido do contribuinte”, agora apresenta-se também como o partida da vítima: Estado forte (mesmo se barato), com mão pesada, e menos imigração, foram os leitmotivs do CDS nesta campanha; no resto da Europa, um discurso deste género é premiado com muito mais de 8%.

  5. carlos graça diz:

    ó Chico da tasca, esqueces que essas tais políticas de subsídios para todos, não costumam ser apresentadas pla direita, certo? quanto ao corporativismo, dou-te razão…

  6. Patricia diz:

    A camarada Manuela ainda não vos agradeceu o trabalho que tiveram para que os eleitores votassem no PSD?Porque ela nada fez,nem gosta de comicios,e no entanto com a vossa preciosa ajuda na oposição ao PS conseguiu ganhar as eleições.

  7. Tiago Mota Saraiva diz:

    Se o Filipe Moura passar por aqui, verá que eu tinha razão. O voto fascista concentra-se nestes socialistas.

    António, não acho que o CDS seja uma entidade tão politizada como a defines. O CDS é conforme sopra o vento. É federalista e nacionalista. Nas feiras beija as ciganas para depois propor fechar as fronteiras. É um partido amorfo e sem identidade.

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    Patrícia, julgo que fizemos pouco pela derrocada do PS, comparando com o que fez o Partido de Sócrates.

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