Caiu em desuso apelar-se ao voto na 2ª pessoa do singular. O “Tu” companheiro foi substituído pelo sonso “Você” , e pelo Dr., Eng. ou Arq. sem talento. O fosso entre o “Nós” e o “Eles” (poder) é cada vez mais cavado. “Nós” com cada vez menos, “Eles” com cada vez mais. “Nós” a trabalhar mais e a viver pior, “Eles” corruptos e a viver cada vez com mais. Mas “Eles” não se importam porque só os vêm ao longe ou de tempos a tempos em festas e feiras bem controladas.
Este Domingo é um daqueles poucos dias, de quatro em quatro anos, em que o “Nós” lhes pode pregar um susto. “Eles” dizem que – “Às vezes também é necessário não votar para que as pessoas percebam que não há alternativa”, e fazem tudo para que a deserção seja consumada e definitiva. Prega-lhes um susto e vai votar!




Começo a duvidar das habilitações literárias de Marinho Pinto. Concordo com Paulo Rangel quando refere que é uma afirmação pouco responsável.
Não votar é não evercer um dos direitos mais importantes da democracia. O não voto não passa de não exercício de um direito.
O voto em branco é que serve para demonstar descontentamento.
sim, mas votar em branco também pode ser uma tentação para mentes deturpadas que ocupem as mesas de voto…
carlos graça,
Para quem tenha esse receio há ainda a hipótese do voto nulo.