Vota

Caiu em desuso apelar-se ao voto na 2ª pessoa do singular. O “Tu” companheiro foi substituído pelo sonso “Você” , e pelo Dr., Eng. ou Arq. sem talento. O fosso entre o “Nós” e o “Eles” (poder) é cada vez mais cavado. “Nós” com cada vez menos, “Eles” com cada vez mais. “Nós” a trabalhar mais e a viver pior, “Eles” corruptos e a viver cada vez com mais. Mas “Eles” não se importam porque só os vêm ao longe ou de tempos a tempos em festas e feiras bem controladas.
Este Domingo é um daqueles poucos dias, de quatro em quatro anos, em que o “Nós” lhes pode pregar um susto. “Eles” dizem que – “Às vezes também é necessário não votar para que as pessoas percebam que não há alternativa”, e fazem tudo para que a deserção seja consumada e definitiva. Prega-lhes um susto e vai votar!

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3 respostas a Vota

  1. Cátia diz:

    Começo a duvidar das habilitações literárias de Marinho Pinto. Concordo com Paulo Rangel quando refere que é uma afirmação pouco responsável.

    Não votar é não evercer um dos direitos mais importantes da democracia. O não voto não passa de não exercício de um direito.

    O voto em branco é que serve para demonstar descontentamento.

  2. carlos graça diz:

    sim, mas votar em branco também pode ser uma tentação para mentes deturpadas que ocupem as mesas de voto…

  3. Cátia diz:

    carlos graça,

    Para quem tenha esse receio há ainda a hipótese do voto nulo.

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