Não invoqueis o nome de Obama em vão

Não basta pintar a cara para ter uma “campanha à Obama”. O “Yes We Can” foi uma campanha destinada a fazer acreditar de novo um eleitorado cínico e desconfiado que valia a pena, que a sua voz contava; foi, para todos os efeitos, uma campanha contra a arrogância do poder, contra a suficiência dos habitués do poder; não se replica a campanha de Obama com a imensa arrogância de pretender “nós contra a crise, todos os outros contra nós”. Os meios, os muitos meios da campanha de Obama resultaram – os americanos souberam-no – do esforço dos seus apoiantes; os meios superlativos da mais rica das campanhas portuguesas parecem uma espécie de enriquecimento sem causa. Grassroots? Must be kiddin’.

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SEXTA | António Figueira
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3 respostas a Não invoqueis o nome de Obama em vão

  1. Ibn Erriq diz:

    “Não invocai o nome de Obama em vão”

    Isto é português

  2. António Figueira diz:

    Português será, mas mau – o correcto é “não invoqueis”, porque na negativa o imperativo deve formar-se com o presente do conjuntivo. Tendes pois razão, ó Filho de Henrique, obrigado pelo comentário.

  3. ezequiel diz:

    right you are, caro António.

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