Solene jura

E se um dia o dr. Carlos César me quiser obrigar a votar, solenemente juro: não votarei. Por norma. É que esta ameaça, reparem, surge nas Europeias. Claro que não é concidência.

Mas se o dr. César e os outros políticos de dimensão nacional pusessem a mão na consciência, perceberiam que há alguém responsável pelas elevadas abstenções, são eles próprios. Vejam a campanha europeia. Já entramos num registo de gritaria cruzada inaudível. Agora é que a abstenção soma e segue. Mas não fui eu nem ninguém que os obrigou a entrar nesse registo.

Vão-se lixar. Boa noite e boa sorte.

Sobre João Pedro Henriques

Jornalista
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6 respostas a Solene jura

  1. Carlos Vidal diz:

    Eu também não votaria.

  2. Cátia diz:

    As pessoas devem poder escolher se querem ou não fazer uso do direito ao sufrágio. A partir do momento em que se obriga as pessoas, deixa de ser um direito para passar a dever sem nenhuma finalidade que o justifique.

  3. Teodoro Silva diz:

    A questão não são as europeias para as quais me estou marimbando.
    A questão é que se o PS ganhar, o narcisismo do menino de oiro se embandeirará em arco, considerando tal resultado como aprovação do seu governo. É por isso que eu vou votar, faça chuva, faça sol, em férias ou não, nesse dia, contra o PS.

  4. Julgo que não teremos com que nos preocupar. Não me parece nada que haja grande vontade do bloco central em que os abstencionistas votem.
    Alteraria significativamente os resultados eleitorais. Não nos esqueçamos que, por exemplo, nas Europeias a abstenção andará entre os 60%/70%.

  5. Enojado diz:

    Dr. Carlos César?
    Dr.?
    Não me digas que o gajo conseguiu, “aprés la lettre”, licenciar-se na Independente, como o outro…

  6. M. Abrantes diz:

    Tem piada sim senhor, o senhor César.

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