Não sei se aguentava um Verão inteiro a ouvir Scorpions em repeat…

…mas a mim estes gajos também me dão vontade de sair por aí a abater programadores informáticos na casa dos trinta e outras espécies protegidas:

Os The National, como fica provado por mais estes dois exemplos disponibilizados pelo Lourenço com o intuito de nos aterrorizar e destruir o dia, são a banda mais irritante desde os Tindersticks. (…) A sério, foda-se, os Scorpions tinham slows mais suportáveis que aquilo. (…) E tão mãos-nos-bolsos-nós-até-nem-queriamos-estar-aqui que eles são, viram, no fim da sengunda música? Aquela disposição modesta, de mãos nos bolsos, a olhar para baixo, o que é aquela merda? “Nós sabemos que somos fabulosos e temos vergonha!” ai ai ai ai!  Aposto que têm vidas “normais” por trás e o caralho. Pudera, um gajo não constroi uma carreira baseada no pior e mais chato conjunto de acordes do universo tendo uma vida excitante por trás. (…) O Morrisey, irritante como sempre foi, ao menos é paneleiro e ainda hoje tenta que as faixas se diferenciem umas das outras. Os The National estão a tentar algo revolucionario: que nem pelo número ou através do nome das canções se consiga perceber que zona do seu conjunto artístico (?) é que estamos a ouvir. Mas eu apostaria num objectivo ainda mais ambicioso: utilizando somente um décimo do talento do Bryan Adams conseguir atrair esteticamente uma percentagem significativa de gajos que vão ver filmes esquisitos ao cinema. A mim não me enganam eles. Preferia ouvir em repeat o Still Loving You durante todo o verão que ser assimilado a estes furúnculos do rock-pop.

Maradona

[sublinhados meus]

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