A morte do Museu de Arte Popular
28 de Maio de 2009 por Tiago Mota SaraivaOntem saiu em Diário da República o decreto fúnebre do Museu de Arte Popular (Resolução do Conselho de Ministros n.º 42/2009). Mais um Museu que desaparece (substituído por um Museu da Língua, certamente, para alimentar alguém), mais um ajuste directo, mais um projecto escondido dos cidadãos para a Frente Ribeirinha de Lisboa.
A total impunidade com que governo e as mafiosas sociedades que constitui têm actuado, faz com que, embora sob contestação, na Resolução do Conselho de Ministros não haja qualquer tentativa de enunciação de uma explicação técnica para a decisão:
“Atenta a localização deste novo projecto estruturante, bem como a plena integração deste novo espaço nos objectos e linhas de orientação definidos para a área de intervenção Ajuda-Belém, são evidentes os benefícios resultantes da integração deste projecto no âmbito das operações de requalificação e reabilitação da frente ribeirinha em curso nesta área.”
Para o governo é evidente que se deve dar à Sociedade Frente Tejo, S. A., 9.000.000 € (de acordo com o DR) para que os seus administradores possam decidir como será o futuro Museu e distribuir esta verba por quem o seu Presidente tem “confiança pessoal e profissional”, a manter-se o critério utilizado na escolha do projectista para o Terreiro do Paço.

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