O problema filosófico do “Arrastão”

Alasdair MacIntyre, um dos mais interessantes filósofos políticos da actualidade, identifica como problema central da prática e do discurso políticos contemporâneos o da sua fundamentação erga omnes – ou seja, o da sua legitimação.

MacIntyre parte da contradição aparentemente universal e inevitável entre a moral e a história para concluir, ao cabo de um percurso pessoal longo e sinuoso mas sempre muitíssimo estimulante, que a legitimidade política pode (tentativamente) ser estabelecida por um conjunto sistemático de princípios, e resultar da observância dos princípios que compõem esse sistema – que está em competição com outros, em princípio tão coerentes quanto ele; não pode é resultar de um julgamento moral abstracto e supostamente desinteressado, nem deixar em nenhum caso de referir-se a um sistema de normas previamente definido; a essa atitude moral, à arrogância de pretender que se julga sempre em função da pura consciência e não de algo que a pré-determina, chama-se moralismo, e as suas virtualidades, em matéria de legitimação da praxis política, são zero.

O exercício de anti-sectarismo sectário praticado pelo “Arrastão” em relação ao episódio de Vital Moreira no 1.º de Maio da CGTP (vd. alguns momentos aqui) parece-me um exemplo desse moralismo; evidentemente, não contesto aos seus autores o direito de preferirem o partido B ao partido C, ou sequer o zelo com que praticam a sua preferência; contesto a hipocrisia de pretenderem que o fazem em nome de altos princípios e não de baixos interesses – iguais aos de toda a gente que suja as mãos na política, afinal. Neste caso, foi tal a entorse à verdade (sim, porque quem pretende que há uma moral única ao dispor da humanidade inteira também há-de reconhecer a existência de uma verdade objectiva, válida nomeadamente para toda a blogosfera) que me apetece passar a chamar a este blogue o “Jeitão”.

PS: O que aqui é dito sobre o “Arrastão” poderia ser dito sobre outros blogues, mas neste caso parece-me que não vale sequer a pena comentar o seu possível carácter “desinteressado”: they’re simply out there in the moral wilderness.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

29 respostas a O problema filosófico do “Arrastão”

  1. João diz:

    Como diz o Professor Doutor Vital Moreira: Gostava de ter escrito isto….

  2. mesquita diz:

    Filósofo António Figueira,

    O seu partido fez merda.facto.
    Com o seu erro, o seu partido beneficiou o adversário.facto.
    O Daniel Oliveira e o Carvalho da Silva, denunciaram com verdade, esses factos.facto.
    De forma desonesta, está a imputar segundas intenções de caracter duvidoso, a quem se limitou a dizer a verdade.
    Enquanto artistas com a sua performance forem a vanguarda intelectual do PCP,este, não vai longe.

  3. Antónimo diz:

    Depois dos desenvolvimentos da caixa de comentários do arrastão do dia 1 de Maio poder ainda subsistir nalgumas esquerdas a ideia de que o PCP tem responsabilidades nas agressões a Vital Moreira mostra bem que nalgumas cabeças a inteligência varia na proporcionalidade inversa à dos sectarismos e tentativas de aproveitamento e cavalgamentos da onda.

  4. Paulo Ribeiro diz:

    o meu caro figueira urde, sem querer ou querendo muito, aqui, uma peça de assinalável obnubilação ideológica. quer fazer parecer o contrário do que acaba por revelar. mas, para desmascarar o ardil contra quem até está mais perto do que o incauto julgaria, teremos que remontar aos primórdios desta construção, ainda que, de forma acelerada. esforço digno de compreensão e valor. vejamos:
    hegel tem uma quantidade enorme de filhotes, dos quais, alguns foram meros seguidistas de babar e outros, estilo freitas e marcelo, o enterraram. marx fez as duas coisas. copiou o seu modelo, incluindo a dialéctica como motor da história, mas torce-a e põe-na de “pés para o ar” (sic): para ele, a realidade não é espiritual mas material. o que é decisivo para uma cultura é a sua organização económica (sobrevivência ou busca do material). se no feudalismo, fundamentalmente agrícola domina a nobreza, no capitalismo, fundamentalmente industrial domina a burguesia. e a contradição dialéctica não é a que opõe a consciência à autoconsciência, mas a que existe entre as condições de produção e a repartição desigual do poder de dispor dos meios de produção, entre o trabalho e a propriedade. isto conduz a uma subdivisão da sociedade em classes, e assim, o motor da história é a luta de classes. ainda assim, marx volta a ser hegeliano, julgando existir uma contradição entre a mera consciência e a autoconciência de uma classe. é esta a barriga de aluguer em que amadurece a vontade de fazer a revolução. sem querer maçar com os pormenores, ou dividendos da reflexão de marx sobre a revolução francesa que é loucura de rasgar certificados de aforro, ressalta o fundamental, que é a ideia de exploração. os capitalistas não pagam aos trabalhadores o valor real do seu trabalho, mas apenas, um mínimo estritamente necessário à sobrevivência, embolsando a chamada mais-valia, hodiernamente mais conhecida por valor acrescentado, como seu proveito. tal tarefa é-lhes facilitada pelo facto de difundirem ideologias que escondem a realidade, tais como a das “leis objectivas do mercado”; e como o dinheiro baralha o sentido para os valores, o preço de uma mercadoria confunde-se com o seu valor real. isto é, encobrimento de relações de produção injustas. – calma, estamos perto. ora, a primeira tarefa do marxista consiste, por isso, na destruição das aparências ideológicas. o modo de reconhecer as ideologias como tais, para o marxista, consiste no facto de os capitalistas venderem os seus interesses de classe como se do interesse de toda a sociedade se tratasse. por isso, toda a cultura burguesa torna-se suspeita. e assim, o marxismo converte-se na alta escola do desmascaramento. os sistemas simbólicos da civilização são colocados a nu. e logo produz-se em catadupa, gerações e gerações inteiras de detectives que desmascaram deus e o mundo e fizeram da prova da culpabilidade de opressores encobertos a sua ocupação principal. a suspeita ideológica universal dotou o marxismo e os marxistas de um sistema imunológico, porque converteu qualquer opositor num caso da aplicação da teoria: quem está contra, ou é inimigo de classe ou é uma vitima da obnubilação ideológica. chegamos assim ao “rasteirão”.
    não é que seja diferente mas colocou-se a jeito para experimentar do próprio veneno. desde logo, colocou-se a jeito de quem aparenta condenar o moralismo de cariz universal, aplicando-o contudo no caso presente. dito de outro modo. o figueira chama à colação o macIntyre, pretendendo-se colocar a si próprio, entre os que acreditam que os sistemas estão para as leis objectivas do mercado, isto é, que os princípios e os valores associados a um sistema cuja defesa é assegurada pelos seus apaniguados, se faz, na barganha negocial, uma vez que, em competição uns com os outros, em princípio, se assume a respectiva coerência. o resto é quem consegue defender melhor a sua dama. nada mais falso. na realidade, nem tudo o que parece é, e tudo pode ser eventualmente o que sempre pareceu. parecendo um verdadeiro social-democrata em busca de compromissos no primeiro e segundo parágrafos do texto, cai em si, olha para o controlador, sente as faces rubras como um esbofeteado, e, já na terceira parte, desata a praticar o que de dedo em riste acusa o “rasteiro”. está assim feita a prova que ser marxista não faz prova nem dá direito a certificado para a vida. trata-se de uma testificação que é feita diariamente, melhor, ao minuto e com direito a controlador privado, não vá o incauto por o pé em ramo verde. não, não é confuso, é uma forma de vida. sectária, mas uma forma de vida.

  5. Antónimo diz:

    À atenção dos que referem continuamente a falta de vontade do PCP numa união da esquerda.

    Leio com atenção os ladrões de bicicletas e também andré freire mas se este texto não é sectarismo o que se lhe poderá chamar?

    http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/05/2-no-caminho-certo-mas-em-passo.html

    Estou sempre a ver cronistas a apostarem num aliança PS/BE mas a CDU fica sempre excluída, mas o que passa na comunicação social é que a CDU recusa alianças. Será?

  6. Paulo Ribeiro diz:

    é pois para mim ponto assente que o figueira, mesmo não querendo, é um social-democrata. bom, e está mais próximo da energia vital do que julga. resta saber se o controlador carlos vidal o controla no momento de votar. figueira sê livre, dá um pontapé no moralismo suspicaz e vota com vitalidade no dia 7 de junho.

  7. Zunkruft diz:

    Esta postura fica-lhe tão bem. Not.
    E depois ainda se queixam da falta de credibilidade…

  8. António Figueira diz:

    Mesquita,
    A sua sofisticação intelectual e descabelado amor pela verdade (dos factos!) recomendam-no para escrever num certo blogue; o pudor impede-me de dizer-lhe qual.
    Paulo Ribeiro,
    Não existe uma versão digest dos seus comentários?
    Zunkruft,
    O hermetismo da sua escrita é interessante, mas V. quer dizer o quê exactamente?
    Obrigado a todos, vou ver a 2ª parte, já cá volto.
    AF

  9. Zunkruft diz:

    Quero dizer que é pouco bonita essa técnica (contra-)argumentativa em que consiste este post, principalmente na forma como contra-ataca. Parece-me pouco honesta e não muito diferente da de algumas figuras políticas de grande mediatismo.

  10. António Figueira diz:

    Certo, Zunkruft – pouco bonita e pouca honesta; resta a humilde
    perguntinha: porquê? Quer partilhar connosco?
    PS: O Barcelona mereceu ganhar.

  11. Carlos Vidal diz:

    Eu também perguntaria o mesmo ao Paulo Ribeiro: que tal uma versão digest?
    Mais do que 5 linhas, caríssimo, é quase certo que não é lido por ninguém, nem por mim, nem pelo Vital vitalismo. (Quanto ao Vital, acho que a coisa se fica mais pelas duas linhas.)

  12. Partizan diz:

    Este raciocínio do Paulo Ribeiro está muito bem estruturado; só que os explorados sem excepção, não vivem de bajulações e muito menos de discursos grandiloquentes. Apenas o povo pode mudar o seu destino, a intelectualidade sempre se resignou com a ordem estabelecida. Chama-se a isto; discursos açucarados, venham de que quadrante vierem.
    Como dizia Victor Hugo “A marcha dos soberbos maltrapilhos nesse mundo deslumbrado”.
    As injustiças não se combatem com promessas vãs, muito menos com discursos filosóficos esvaziados de sentido e conteúdo.

    Cumprimentos

    Partizan

  13. Paulo Ribeiro diz:

    a versão digest é esta: o figueira comete a costumeira e filosófica petição de princípio que é fazer prova com o que, precisamente, carece de prova. dito de outro modo. o figueira acusa no outro aquilo que está a utilizar para acusar. então, das três uma: ou é intelectualmente desonesto, ou néscio, ou mais adequadamente as duas coisas. marxista portanto.

  14. Paulo Ribeiro diz:

    partizan, o meu texto não é açucarado, não lubrica promessas vãs e, com a devida vénia, não é um discurso filosófico esvaziado de sentido e conteúdo, já porque, ao contrário do figueira, não pretende qualquer espécie de ruminação intelectual. trata-se, apenas, da colocação de factos histórico-filosóficos consequêncialistas que pretendem desmascarar o raciocínio do figueira. poderia – aplicado ao figueira – utilizar uma expressão do novo testamento (de memória): – ” não olhes para o argueiro que outro tem no olho, quando tu tens uma trave”.

  15. ezequiel diz:

    Caro Caríssimo António,

    Foi um prazer constatar que leste o Alasdair, filosofo que muito prezo. (o Oakie tb não é de deitar fora). E, claro, é sempre um prazer ler o que escreves. Este caracter morbidamente e falsamente desinteressado do moralismo (arrastão) abstracto é, felizmente, uma debilidade da esquerda radical. É por estas e por outras que eu considero os líderes da esquerda radical em Portugal a sort of …seminaristas!!! eh eheh eh eh

    Belo Post. Sempre top notch. 🙂 🙂

    abraço amigo,
    ezequiel

  16. ezequiel diz:

    Caro Paulo Ribeiro, FactoidMan

    “não pretende qualquer espécie de ruminação intelectual.”

    acho que acertaste em cheio, meu caro. no pé, claro.

  17. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo ezequiel,
    É sempre com prazer que acompanho os teus regressos a esta casa sem pré-aviso. Estamos de acordo sobre o grande Paulo Ribeiro, mas temos de o desculpar – aquilo é trabalho aqui no 5dias pelo menos 24h por dia. O cansaço não lhe deixa marcas. A lucidez brilha sempre.

    Mas já não estamos de acordo quanto ao “arrastão”:
    Esquerda radical o “arrastão” ??
    Esquerda??

  18. Paulo Ribeiro diz:

    olha outro a precisar de digest! meu caro ezequiel, vou deixá-lo de lábio tremulo, olho rútilo e a saltar dos sapatos, mas, a expressão não é minha, é do grande friedrich nietzsche. creio que o meu amigo não alcançou o que eu queria significar com ela. compreendo que a teoria do discurso seja muito difícil e que nem todos têm pachorra para adorno (marcuse e derrida são dispensáveis). mas note, não faça como o outro, ao dizer que o porco merece o nome que tem pela sua conduta higiénica, ao agir assim, vexa revela falta de preparação até para compreender o figueira. sobre a sua situação em concreto, aconselho-o a passar, ainda que ao de leve, pelo “homem sem qualidades”, aí perceberá a insanidade de “rasgar dinheiro” de certos discursos.

  19. Carlos Vidal diz:

    “Olha outro a precisar de digest”, diz Paulo Ribeiro satisfeitíssimo, recomendando Adorno e Musil. Onde é que já vamos!

    O homem não entende quase nada de nada. O problema não é nem nunca foi o digest, o problema é o de linhas somadas a linhas somadas a linhas para quase nada também. Nem o meu querido Derrida o poderia salvar, ele que escreveu livros tão pequeninos (ah, por isso, é que o meu caro o dispensa).
    Você está aqui para dizer que vota vota vota PSSSSSS, ou para votar mesmo PS? É que isto não é uma cãmara de voto, nem uma urna.
    É que você, fechado em casa a produzir 10 ensaios por dia para o 5dias, nem tempo tem para aplaudir live o seu querido Vital.

    De resto, você não precisa de digest nenhum, precisa antes de saber argumentar um pouco melhor. Um pouco só.

  20. Paulo Ribeiro diz:

    vidal, segure essa espuma que lhe cai do beiço e diga por onde começamos. importa-se? estarei errado ao referir que o figueira usou a técnica que pretendia atacar? não existe no seu raciocínio uma grossa petição de principio? ora ora. não se vem atacar o moralismo abstrato com moralismo suspicaz?
    agora, recuso e recuso com todas as minhas forças, que venha dizer que eu preparo ensaios para o 5 dias. nunca. nunca, ouviu vidal. ensaios não! quanto a votar no ps. bom, infelismente, e para grande desilusão minha, não vou estar em portugal. compromissos laborais.

  21. António,

    quer-me parecer que estes assessores/comentadeiros da bloga, além de fazerem o trabalhinho para quem lhes paga, ainda fazem um “pro-bono” pelo Bloco…

  22. António, respondi a essa mesma questão no post do Carlos Vidal (proponho que a leias). Mas fica uma dúvida: será, um mês depois do debate e sem nada de novo, desinteressado o teu post? Pergunto: no seu timing? Com isto, claro, não quero fazer qualquer processo de intenções. Pelo menos nunca mais do que tu.

  23. António Figueira diz:

    Caro caríssimo Ezequiel,
    Long time no read!
    É sempre um prazer ler-te por aqui, e obrigado pelas simpáticas palavras. Achas que as Notes from the Moral Wilderness – um texto belíssimo, que está inteiro na net – davam aqui jeito? Já têm alguns 50 anos, mas parecem escritas ontem… O Oakie também, por supuesto; os reaccionários nacionais inspiraram-se nos franceses (Barrès, Maurras…) mas não há melhor que o velho Oakie para explicar – a posteriori – o salazarismo; o problema é que o velho Botas não lia inglês…
    Grande abraço, Atlantic Spirit,
    AF

    Grande Francisco,
    Longe de mim querer lançar suspeitas sobre as intenções destes excelentes comentadores, mas lá que parecem…
    Abração, AF

  24. António Figueira diz:

    Caro Daniel,
    Desculpa não te ter respondido antes, não tinha visto o teu comentário quando escrevi a resposta anterior.
    Quanto à nova questão que colocas – a do timing do meu post – tenho apenas a dizer em minha defesa que sou lento (o que é claramente um defeito), e que sou reflectido (talvez nem tanto), e que foi apenas na terça-feira passada, em fazendo a barba, que surgiu no meu espírito, nítida e evidente, a relação de MacIntyre com o discurso moralista que, no meu modesto entendimento, é uma pecha do “Arrastão” – e de que o caso Vital é talvez um exemplo maior, mas apenas um exemplo.
    Espero que a explicação te pareça suficiente.
    Cordialmente, AF

  25. Sérgio Pinto diz:

    António Figueira,

    É sempre bom saber que, por outro lado, não aparenta considerar elogios ao Pinochet – e isto é apenas um exemplo – como uma pecha do 5 dias.

  26. António Figueira diz:

    Caro Sérgio Pinto,
    Que a sua vontade de terçar armas em favor daqueles que, no seu entender, são vitimados pelo meu post, não lhe faça perder de vista que: 1) não sei do que está falar; 2) mesmo que soubesse, não sei que relação isso teria com “o problema filosófico do Arrastão”, que aqui se discute.

  27. ezequiel diz:

    Caro António

    Olá.

    Invocar Oakie para legitimar o Salazarismo é quase tão desonesto como recorrer a Nietzsche para legitimar o national socialismo. Não me parece que seja uma tese plausível ou sequer defensável. Mas, como sabes, há gente para tudo. Até para as mais absurdas acrobacias intelectuais. (mas tens razão: os ditos neo-libs Portugueses invocam Oakie nas suas diatribes)

    Caro Carlos Vidal,

    O bloco de esquerda é um partido da esquerda radical, no meu entender. Basta consultar o seu prog eleitoral. O Daniel Oliveira é do BE. Ergo sum… Ou será que presumes q o PCP detém o monopólio do “radical” ? todavia, percebi há uns dois anos atrás que o PCP não morre de amores pelo BE, felizmente. Yes, “divide and rule”, that old maxim of strategic thought. eh eh eh 🙂

    Melhores cumprimentos
    abraços
    ezequiel

  28. A.Silva diz:

    deliciosa, esta discussão

  29. Paulo Ribeiro diz:

    caro ezequiel, homónimo do único profeta que perdeu os sapatos (não sei se o amigo apanhou), bom, ezequiel, em principio sim, invocar oakie para legitimar o salazarismo é quase tão desonesto como recorrer a nietzsche para legitimar o national socialismo, e até se pode afirmar que à gente capaz das mais absurdas acrobacias intelectuais. pois claro que sim. veja-se o post que temos em presença, não é uma acrobacia intelectual digna de rasgar certificados de aforro?

Os comentários estão fechados.