“As pessoas não precisam de uma seta”

E após o milésimo ajuste directo a amigos, parece que os arquitectos se revoltam

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4 respostas a “As pessoas não precisam de uma seta”

  1. Isso dos arquitectos se revoltam é uma verdade distorcida, pois a maioria deles vive dos mesmos esquemas de ter projectos adjudicados sem concursos público…

  2. am diz:

    totalmente ao lado, tiago
    os arquitectos não se revoltaram contra o ajuste directo
    o grande herói da “notícia” por exemplo, o que mais tem é beneficiado com “ajustes directos”…
    repara que os nomes da dupla de arquitectos nem sequer é mencionado
    ou muito me engano ou isto ainda vai acabar com a “encomenda” para mais umas gracinhas…

  3. luís afonso diz:

    ainda assim considero que a sessão acabou por correr bem apesar da frente tejo se ter furtado a algumas questões e insistido em “assobiar para o lado” quando confrontada directamente com factos reais relativos à ilegítima encomenda pública… realmente esta questão da regulação do nosso ofício tem-me dado muito que reflectir e considero que foi uma boa oportunidade para também ser discutida a questão da encomenda pública e para desmontar as ideias peregrinas, muito pouco éticas e completamente desprovidas de algum conceito ideológico válido de construção de cidade/país que os nossos provincianos governantes teimam em nos presentear. as faltas de respeito aos profissionais sucedem-se a um ritmo alucinante, e considero que as questões difíceis e inconvenientes têm que começar a ser discutidas… por dever de regulação, por dever profissional, por dever de cidadania. assim o tentarei fazer – de resto como o fiz ontem – sempre que surgirem oportunidades para tal. espero e acredito que não serei o único.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caros Carlos e António,
    até que enfim que alguém se revolta com a ironia deste post…
    Atenção que esta notícia é bem mais significativa: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=136454

    Caro Luís Afonso, diria que, mais do crucificar o arquitecto que aceita a encomenda, interessa-me o comportamento ético do arquitecto que faz o ajuste directo. Repare que, de acordo com o “Sol” João Biencard refere “A decisão não foi minha. Mantive-a porque tenho toda a confiança pessoal e profissional”. Aqui é que, a meu ver, está o busílis da questão. Em teoria, um administrador de uma empresa pública, pago com o dinheiro de todos, não se deve preocupar se conhece, tem confiança pessoal ou profissional em quem contrata para fazer um projecto. Em teoria, o administrador, deve-se preocupar em escolher o que melhor salvaguarda o interesse público, ou seja, o melhor projecto.

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