SEM COMENTÁRIOS (é mais uma pérola de Vital Moreira – comente quem quiser)

NEG VITAL
(Do “Público”)

“Estamos a viver uma revolução na educação em Portugal.”
(Vital Moreira. A frase é um óleo sobre tela, 10 x 10cm, 2009. Colecção Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa / Doação Grupo parlamentar socialista europeu)

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10 respostas a SEM COMENTÁRIOS (é mais uma pérola de Vital Moreira – comente quem quiser)

  1. Paulo Ribeiro diz:

    e não estamos? não foram este últimos quatro anos uma pedrada no charco da escola pública? o meu amigo tem que convir, que, tudo ficou mais claro para pessoas como eu. eu, que não voto à muitos anos, agora vou votar as três veses, e neste projecto.
    mas, vejamos o seguinte, sem o actual clima de processo revolucionário em curso à mistura, já de si, a vida dos professores não é fácil. contudo, e para já, têm conseguido granjear o desprezo latente dos outros grupos sociais, à custa da sua vontade indómita de privilégios, percurso isento de riscos e medo da vida tal qual ela é. também, quem após o tempo da escola, se transfere para a universidade, de onde regressa à escola para se tornar funcionário público, estaria à espera exactamente do quê? acresce que, os professores sofrem de uma determinada doença profissional: lidam, diariamente, com adolescentes e crianças, alguns perfeitos selvagens, tornando-se, por isso, facilmente exaltáveis com coisas secundárias e transformando formigas em elefantes. ora, na verdade, as raparigas e os rapazes da escola pública, que assiduamente seguem, quais pachorrentas ovelhitas, a plataforma sindical, formularam interrogações e esperaram respostas de quem decide por eles, dando um belo exemplo do que deve ser a urgente, fecunda e necessária convivência entre os que aprendem e os que ensinam. são, aliás, sintomas inegáveis da consciência da problemática actual e sinais do que a renovação da nossa escola é não só impossível como igualmente indesejável. mas louva-se a persistência da ministra que ninguém pode acusar de ser eleitoralista. de andar ao sabor das vontades de quem come tudo e não deixa nada, estou a falar, obviamente, do dirigente sindical da femprof.
    exprimo pois, a minha imensa gratidão pelo serviço que nos prestaram, enquanto classe, ao longo destes mais de trinta anos de democracia; pela convicção que radicaram, permitindo, tão livremente, a auscultação dos seus elevados propósitos, e renovo agora os votos de que de alguma coisa lhes tenha servido essas horas que passam juntos com o fulano nogueira e a sua trupe, arranjando problemas, transformado vírgulas em travessões e criticando toda e qualquer solução. bem hajam! ah! e já agora, igualmente formulo, o voto por eles comunicado à democrática nação de abril, para que, a escola pública se torne em breve tema de maior meditação e fonte de problemas a que, como especialistas, se estão dedicando, com a aplicação, que normalmente pedem aos seus alunos. 25 de abril, sempre! se tudo isto não é revolução em portugal, então não sei.

  2. Eu até ia comentar o post mas depois deste comentário acima, resumo-me à minha santa ignorância de energúmena sobrequalificada e confesso que sim, se calhar há uma revolução em curso a miopia é que não me deixa ver. Haja paciência!

  3. Manuel da Mata diz:

    Sábado passado, com as águas bem separadas, o Vital não apareceu e tudo correu bem. Seguindo a lógica aristotélica, dir-se-ia que quando Vital vai tudo corre mal.
    Fica provado que somos civilizados e que recebemos bem quem vem por bem.
    Aqui entre nós: passávamos bem sem as pérolas do Vital, não passávamos?

  4. almajecta diz:

    Estou quase quase a compreender este nosso fantasminha brincalhão, donde lhe virá este furor modernista de vanguarda á la page sempre na crista da onda? Chefe de fila do Zeitgeist e em revanche? Assinala a seguinte subtileza em lógica aritotélica: se os dois partidos de direita são a mesma coisa, quais os de esquerda que tambem o são? E onde está a virtude? Um génio este nosso fantasminha brincalhão.

  5. Eu diz:

    Grande revolução na educação:

    a vision of students today (” Dejá-vu”? Diz-se que o caminho é por aqui… Aviso: Sobretudo não levantar questões!)

    http://www.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o

    irony in education ( alguém ficou a perder?!)

    http://www.youtube.com/watch?v=CaL9OGWTneE

    it’s not on the test (Não penses, dorme, dorme o sono dos justos, enquanto te “embalam”)

  6. O Beirão diz:

    Caro Paulo Ribeiro: Porventura já lhe terá passado pela cabeça que devia aprender um pouquinho da nossa fabulosa Língua Materna, para poder expressar-se de uma maneira minimamente decente? Ande lá, deixe-se de fazer estas figuras. Que, acredite, não lhe ficam bem.

  7. De revolutionibus orbium coelestium

  8. Eu diz:

    É esta cada vez mais a gloriosa revolução no ensino:

    Alunos apáticos, abúlicos e amórficos (ao estilo do óleo 3 As) são lindos meninos, repetem o que o “setôr” (o dono) manda, sem nada questionar, e quando querem improvisar já não sai nada de jeito, perderam toda a espontaneidade. Ah, mas não levantam problemas ao sistema como os rebeldes e infames Estudantes da António Arroio. É só vantagens! Milagrosas reformas homogeneizantes!
    Os meninos robots (com a inegável vantagem de ainda conservarem inocência) fazem lembrar os “boys” e as “girls” no poder.
    É apreciar! (são só 2 minutos, mas parece uma eternidade…).

  9. Paulo Ribeiro diz:

    oh! o meu comentário ofendeu o beirão canininho, foi?
    ora, o meu amigo não precisava vir aqui revelar, que tem a qualidade pungente do pornógrafo. não ataca ideia com ideia oposta, mas, com nada. mas tem mais: fora um passional e obsessivo tipo banda desenhada da marvel e desancava à comuna. não sendo assim, violento como o vidal, é, em simultâneo, de uma fragilidade constrangedora. depois de ser obrigado a ler várias vezes o meu comentário, que não compreendeu, aquilo que ainda assim vexa logrou atingir, ou, não tem capacidade para tal, é que a sua resposta, caso pretendesse, não infirma um átomo do que eu disse. lamento, mas os professores são das maiores desgraças deste país.
    agora, a patológica denúncia, estilo professoral, vem comprovar à saciedade, que estamos na presença de uma mente singela que não tem qualquer capacidade de encaixar, ou combinar, ideias de sentido contrário e juízos divergentes ao seu. por este sítio, só lhe fica bem.

  10. M. Abrantes diz:

    Não se enervem, por favor. Vital não sabe do que fala. Não conseguiria alinhavar duas frases substantivas sobre o assunto. Com os inimputáveis devemos ser compadecidos.

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