O “arrastão”, como sempre, no que é decisivo está do lado errado (como sempre, repito)

Primeiro, foi o pseudo-caso “Vital Moreira”. Agora, Daniel Oliveira descobriu que Manuela Moura Guedes não é uma jornalista minimamente competente. Eu gostava de saber quem é que é competente para entrevistar a personagem Marinho Pinto. Não tenho o mínimo apreço por esta personalidade, nenhum apreço aliás, e por isso não assisti à entrevista desde o início. Mas, a acreditar em Filipe Nunes Vicente, do “Mar Salgado”, a opinião de quem ataca MMG, neste e noutros casos tem muito que se lhe diga. O que é querem? Por mim, vou já contratar o Eládio Clímaco para o “arrastão”. Seria uma excelente aquisição. Leio pois no “Mar Salgado”:

UM BURACO NO AR:
O dr. Marinho, de início, era só sorrisos. Mansinho. Depois, de repente – não foi bem de repente, estas coisas crescem -, descobriu que o telejornal de Moura Guedes afinal é uma porcaria.
Vale a pena tentar ver desde o princípio. Aprende-se muito sobre a ira.

Enfim, o “pacifismo”, a “educação democrática” e a “urbanidade” tem destas coisas: conduz a cegueiras irreparáveis.

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49 respostas a O “arrastão”, como sempre, no que é decisivo está do lado errado (como sempre, repito)

  1. Pascoal diz:

    Vais contratar o Eládio Clímaco para o “arrastão”?
    Já agora aproveita e contrata a Moura Guedes para o “5 dias”.

  2. almajecta diz:

    Isso mesmo precisamente, de tão fracturantes, radicais e chics acabam em geral por apoiar e fazer o jogo do PS. Vidé as amizades dos putos e idas á televisão do estado.
    Já nos idos de 70 a LCI e etc e tal incluindo o pai da pátria, foram acusados de servir o imperialismo via Carlucci-United States.

  3. Paulo Ribeiro diz:

    vidal, o amigo tem muita piada. enfim, a defesa da “violência”, da “ditadura do proletariado”, da “barbárie” ou “boçalidade” tem destas coisas: conduz a juizos pré-claros. já agora, que tal a experiência nuclear da coreia do norte? é de apetite, não? o amigo deve babar de satisfação.

  4. Carlos Vidal diz:

    Grande Alma, é isso mesmo. Isto é incontestável: o “pacifismo”, a “não-violência”, a “educação democrática para a cidadania” e a “urbanidade” são sintomas de uma doença que ataca os neurónios, queima-os a uma velocidade estonteante, definha-os e mata-os.

    Ó Paulo Ribeiro, fala-se em alhos e você em bugalhos (é assim que se diz, não é?)
    Então, obviamente que os testes da Coreia do Norte apenas dizem respeito à Coreia do Norte. O que é que pretende? Você, além de ser do PS, também é polícia??

  5. Antónimo diz:

    Se tem toda a razão quanto ao arrastão do 1º de maio, perpetrado por daniel oliveira, não tem nenhuma aqui.

    Para combater Sócrates não servem todos os adversários.

    Escolher a Manuela Moura Guedes (ex-deputada do CDS) em detrimento de Marinho Pinto é óbvia burrice. Contrariar os grandes escritórios de advogados parece excelente ideia, não por serem grandes mas por toda a gente ter motivos para desconfiar deles

    Quando Marinho Pinto afirma que se provou que a PJ tortura, a sanha justiceira jornalística prefere (aí daniel oliveira falha a análise) titular que o Director da PJ ridicularizou o bastonário.

    O i preferiu fazer lead e manchete pegando na água do capote sacudida pelo director de uma polícia de torturadores, em vez de lhe perguntar como se sentia quando um tribunal provavava que se torturava na PJ em Portugal.

    Vi apenas uma vez e, no you tube, as declarações do bastonário. Posso estar enganado mas atacou a pivô e não o jornalismo da TVI. Até disse haver bom jornalismo na estação. São coisas diferentes.

    Quanto à pivô tem toda a razão. Assino por baixo.

    O problema de certo PCP, (ou melhor do PCP errado), Carlos Vidal, é que quando na Assembleia contestam os deputados comunistas contestam as filhadaputices do p«s», e da bancada rosa » lhes acenam com as filhadaputices feitas pelo PCUS na URSS, os deputados do pcp comem e calam em vez de dizerem que o PCP nunca foi governo na União Soviética, mas o p«s» é governo em Portugal.

  6. Paulo Ribeiro diz:

    ora ora, ó carlos vidal! então você, além de ser do pcp, e portanto, completamente desadequado ao marchar devagar depressa dos tempos, comete o insano de achar que os testes nucleares da coreia do norte apenas dizem respeito à coreia do norte? isso é pré-claridade de louco. loucura de rasgar dinheiro.

  7. Penitencio-me, Carlos. Mas, bem vistas as coisas, a culpa não é apenas minha. Não recebi as directivas que informavam qual era o lado certo. Ainda assim, devia ter adivinhado. Devia ter adivinhado. Se fosse um verdadeiro revolucionário o instinto ter-me-ia dito que Moura Guedes era das nossas.

  8. Francisco Crispim diz:

    Acabei de deixar, em comentário no Arrastão, as seguintes perguntas ao Daniel Oliveira e espero resposta:
    Em que se baseia para afirmar que MMG “é, sempre foi, uma jornalista com poucos limites éticos”?
    Com que direito se arvora em juiz na matéria?
    Porventura dispõe de elementos que lhe permitam desmentir qualquer facto noticiado pelo jornal televisivo dirigido e apresentado por MMG, designadamente no que toca ao caso Freeport?

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, o problema já não é somente o lado em que se está, mas torcer-se de lado.

  10. Tiago, seguramente não estou do lado do tipo de jornalismo que MMG faz. Nem agora, nem nunca. Mesmo que agora desse um jeitão.

  11. Carlos Vidal diz:

    Daniel, há aqui dois factos: 1) é o falso testemunho (o caso de 1º de Maio – não houve agressões e houve participações de bloquistas nas “ofensas”, e houve um suspeitíssimo aproveitamento imediato do Bloco, colocando eu Louçã de fora disto, por ser um genuíno “partisan”, digamos); 2) o insulto ou classificação mais ou menos gratuita – a MMG apresenta os jornais como devem ser apresentados: convictamente; a convicção é fundamental, da política à estética, da arte à informação.

    Além destes dois factos, há uma questão de fundo: a tua crença (!!) na democracia, na não violência, no voto, na “educação democrática”, na tolerância, no respeitinho.
    Isso é estagnação do homem e da sua mente. Se tratarmos isso como valores absolutos, nada de extraordinário nos acontecerá no futuro. O humano (pomposa coisa!) vive da adesão livre ao extraordinário e ao “acontecimento”. É, como diz Godard, a diferença entre arte e cultura: a arte é a excepção, a cultura é a regra – faz parte da regra querer anular a excepção. Ou seja, faz parte da democracia impedir o “acontecimento”. Estás bem nesse plano? Então, deixa-te estar.
    Serei revolucionário? É pá, acho que não: escrevo coisas e dou aulas, nada mais.

  12. António Figueira diz:

    Daniel Oliveira,
    O que dá certamente um jeitão é aquilo que tu dizes, nomeadamente sobre o episódio do 1.º de Maio; mas eu sou um grande apreciador do teu sentido da oportunidade política e acho que vais longe na vida.
    Cordialmente, AF

  13. Antónimo diz:

    Quanto ao que é ser revolucionário: é defender intransigentemente todos os direitos humanos.

    E esses incluem também os clássicos a paz, o pão, habitação, saúde, educação. Mas não incluem nenhum direito a fazer negócios: isso é uma forma de ganhar a vida, não é obrigatório para ter uma vida feliz.

    E se há quem só se sinta feliz a explorar o outro através do negócio, isso já é do foro psiquiátrico.

    Já agora, uma correcção ao que escrevi aí acima.

    Reparei que grafei sempre Daniel Oliveira com minúsculas iniciais, ao contrário dos outros nomes próprios. Não sei pq mas não tem absolutamente, vinco, nenhum segundo sentido.

  14. Carlos,

    Quem não acredita na democracia, na violência e na intolerância é que acredita no respeitinho. Não vamos brincar com as palavras. Não insultei MMG, apenas disse o que achava do seu trabalho.

    Os problemas de MMG nada têm a ver com a convicção, têm a ver com a ausência de valores deontológicos no exercício da profissão. O que é normal, já que pouco a exerceu fora do estúdio.

    Vamos ficar no debate jornalístico, já que no debate ideológico tendes a divagar de forma a tornar a barbárie em coisa interessante: a TVI não dá muitas vezes espaço ao contraditório (coisa em que está longe de ser a única), confunde suspeitas com informações, faz de cada investigação uma cruzada em que está obrigada a seguir apenas uma linha de investigação para provar as suas primeiras suspeitas e usa da intimidação de quem joga em casa para fazer entrevistas intimidatórias em estúdio em que os apartes de quem dirige a entrevista (e por isso determina as regras do jogo) pretendem “entalar” o entrevistado, que assim transforma perguntas em julgamentos, aproveitando a relação de autoridade que o entrevistador tem sempre (sobretudo num telejornal em directo).

    Há não muito tempo disse exactamente o mesmo sobre uma entrevista de Mário Crespo. E fiz a critica na SIC Notícias, onde a entrevista aconteceu. Por isso, nesta matéria, talvez pelo facto de ter dedicado parte da minha vida à profissão, não escolho lados nem visto camisolas.

    Não me espanta que nada disto te repugne. A própria ideia de que eu deveria estar do “lado certo” (ou seja, aquele que está contra Sócrates) diz tudo.

    Termino dizendo que não me parece fácil discutir jornalismo com quem diz desprezar a democracia. Um depende da outra. É por isso um debate impossível.

    Sobre o tema do 1º de Maio desisti de o debater quando começaram a circular bufarias de nomes e de fotos (de parte a parte, de Melgaço e da Alameda). Teria imensas coisas a dizer, acertos a fazer (e até os fiz, se me leste no Expresso) e informações a acrescentar (algumas não gostarias). Mas há ambientes em que não discuto e alguns acertos e informações obrigar-me-iam a usar instrumentos que estou indisponível para usar. O debate tornou-se assim impossível. Fechei-o definitivamente e assim continuará. Com alguma pena minha, devo dize-lo.

    O revolucionário era, obviamente, uma brincadeira. Não o és, bem sei. Nisso não somos diferentes.

  15. Correcção: “Quem não acredita na democracia e na tolerância e aprecia a violência é que acredita no respeitinho”

  16. António Figueira, não costumo pensar muito para onde vou. Mas o hábito de imaginar que os outros têm os mais oportunistas dos objectivos pessoais é coisa que se demora a perder.

  17. almajecta diz:

    Vês Carlos… isto está cheio de heréticos penitentes.

  18. fnv diz:

    Estava a pôr o bacalhau de molho e senti uma necessidade urgente de vir aqui reafirmar : no início o dr. Marinho estava muito contentinho. Explicava tudo, sorria muito, achava as questões extremamente pertinentes ( não por estas palavras, claro) , etc. Quando viu que a entrevistadora não baixava a bola, explodiu.Podem confirmar na gravação.
    Adenda: também não gosto do estilo de MMG. Nada mesmo.

  19. portela menos 1 diz:

    diz CV:
    (…) O “arrastão”, como sempre, no que é decisivo está do lado errado (como sempre, repito) (…)

    Eu gostava de saber quem é que é competente para definir o lado certo! Como não reconheço (nenhuma ) competência a CV, acabo sempre por não ler os seus posts até ao fim, nomeadamente quando define MMG como jornalista.

    ps. esta frase é de cabo-de-esquadra!
    … quem ataca MMG, neste e noutros casos tem muito que se lhe diga…

  20. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Daniel,
    Evitei comentar os teus posts, devido ao facto de seres meu amigo, mas aquilo que é demais chateia. Vou-te dizer o que penso das orações de sapiência que fazes sobre a matéria.
    Tu fazes uma série de comentários, sem juntar um único facto. Às vezes, até fazes o favor de torcer algumas coisas. Como a ausência de contraditório.
    Nas investigações que eu conheço, isso nunca aconteceu. Vou-te dar um exemplo: na semana passada, noticiou-se que os terrenos da família Sócrates foram expropriados, em Setúbal, por mais dinheiro que terrenos de outros proprietários expropriados em situação semelhante. O jornalista em questão falou com os familiares, com o presidente da câmara da altura, com a entidade que expropriou, com a vereadora do urbanismo da altura. Apresentou todos os documentos e fez a peça. Tu achas que pelo facto de alguns intervenientes se recusarem a falar, como o Mata Caceres, significa que não foi dado lugar ao contraditório? Em todas as reportagens é pedido a opinião dos envolvidos. O facto de eles se recusarem a comentar, não é culpa de quem faz a investigação. O facto do governo ter uma orientação de se recusar a comentar qualquer facto dessas investigações devia-nos levar, na tua opinião, a não fazermos sair as reportagens. Para além disso, todas as investigações são sustentadas em documentos e em factos. Nenhuma delas foi desmentida. Acho genial que tu ponhas em causa o trabalho de um conjunto de jornalistas sem nenhum facto. Apenas com o teu típico olhometro. O que é ainda mais interessante é que as mesmas notícias que são dadas na TVI aparecem, muitas vezes, posteriormente no Público, e ai já são notícias “correctas”. É o que se chama o preconceito de classe e o macaquear de afirmações que devem ficar bem no teu círculo de amigos.
    Afirmas com imensa certeza que determinados profissionais não são jornalistas, não percebem de jornalismo, nunca fizeram suficientemente jornalismo. Sinceramente, se aplicasses o mesmo critério a ti que aplicas aos outros, estarias a falar de quê?
    Agradar os circulos sociais em que te movimentas é uma opção simpática, mas que , de qualquer maneira, não te devia levar a fazer juizos de valor sobre o trabalho de outros, sem ter em consideração os factos.

  21. Carlos Vidal diz:

    Pois é, Filipe Nunes Vicente, parece que só não viu, não vê, quem não quer e não é capaz. Conhecendo a personagem dr. Marinho, eu basta-me acreditar nos relatos. Além disso, se o homem for de novo a outra entrevista (seja a quem for) não me disporei a ver igualmente.

    Daniel Oliveira, este parágrafo é uma barbaridade, isto sim, uma verdadeira barbaridade:
    “Vamos ficar no debate jornalístico, já que no debate ideológico tendes a divagar de forma a tornar a barbárie em coisa interessante: a TVI não dá muitas vezes espaço ao contraditório (coisa em que está longe de ser a única), confunde suspeitas com informações, faz de cada investigação uma cruzada em que está obrigada a seguir apenas uma linha de investigação para provar as suas primeiras suspeitas e usa da intimidação de quem joga em casa para fazer entrevistas intimidatórias em estúdio em que os apartes de quem dirige a entrevista (e por isso determina as regras do jogo) pretendem “entalar” o entrevistado, que assim transforma perguntas em julgamentos, aproveitando a relação de autoridade que o entrevistador tem sempre (sobretudo num telejornal em directo).” [fim de citação]

    – rapidamente, a TVI não pode obrigar o “contraditório” como tu lhe chamas, a comparecer perante o espectador. O que fazer quando o “contraditório” não só foge como se vitimiza, não por estar a ser marginalizado, mas revelado?? (É isso a fuga en frente?)
    – Confunde suspeitas com informações – isso é uma frase bonita para inglês ver, porque é claro, claríssimo, que uma suspeita é uma informação: já pensaste nisso??
    – outro ponto: se segues uma investigação em torno de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, tens de te desviar delas para não parecer uma cruzada: apontas e investigas tudo ao mesmo tempo – tudo é suspeito, tudo é informação, investigas tudo ao mesmo tempo? Fiquei a saber uma novidade: se uma polícia investiga alguém, isso é uma cruzada pessoal, se um orgão de informação o faz, isso tb é uma cruzada. Com tudo isto, acho que já não sei o que quer dizer “cruzada”. Bonito!
    – Entalar entrevistados? Confrontá-los foi o que foi. É ou não verdade que Marinho P. é contestado por distritais da Ordem e é ou não verdade que quer acabar com a orgânica das distritais. É óbvio que alguém o tem que entalar, não?
    Vale tudo?
    – A democracia: não percebes que o voto limita-te mais do que te liberta?
    Historicamente, a burguesia tomou o poder à aristocracia por voto?
    Duchamp referendou o readymade?
    Tristão referendou Isolda?
    Copérnico referendou o seu sistema?
    Galileu?
    Schoenberg referendou o dodecafonismo?
    Esse amor ao voto (como absoluto) é estranho.
    Queres um ministério? Uma medalha do 10 de Junho?
    (Estou a brincar)

  22. Carlos Vidal diz:

    Sr. portela menos 1,
    “quem ataca MMG, neste e noutros casos tem muito que se lhe diga”, disse eu e o meu caro citou-me. É evidente que quem não viu a entrevista desde o princípio, nem sobre ela leu relatos que davam conta da felicidade inicial do sr. Marinho Pinto, “tem muito que se lhe diga” quanto a compreender porque é que a coisa acabou como acabou.

  23. LAM diz:

    Nuno Ramos de Almeida,
    com todo o respeito pelo seu trabalho e demais jornalistas da estação onde trabalha, repito o que já disse noutros comentários sobre o assunto e que é o fundamental que vc se recusa a admitir: a MMG, a menina dos anúncios do detergente Ariel e das campanhas eleitorais do CDS (que pelos vistos agora é figura de referência para certa esquerda, quem diria), mata qualquer credibilidadae que se queira em alguma notícia séria. E isso está a acontecer mais uma vez. A falta de substantividade argumentativa com Marinho Pinto (e não, não concordo com tudo que Marinho Pinto diz), o tom meramente provocatório que geralmente usa com os convidados, exceptuando a conversa para boi dormir com o Pulido Valente que não é Pulido Valente, são tiros no pé para quem quer ver sequência na substância das notícias apresentadas.

    Veja o vídeo de novo: quando UM PIVOT DE TV (desculpe-me as maiúsculas mas essa qualidade tem de ser destacada) a propósito de uma questão de denúncia do bastonário da ordem dos advogados em relação a determinados casos, não encontra outra palavra para se expressar do que chamar “bufo” ao seu interlocutor, está feito o perfil profissional de tal “jornalista”. E o caldo entornado a partir daí.

  24. fnv diz:

    É curioso. Constato que muita gente não gosta do estilo de MMG – eu também não – , mas isso é bem diferente de entender que o telejornal das 6ªs só faz jornalismo de sarjeta.
    Ó LAM: foi MP que classificou de bufos alguns colegas; MMG fez a extrapolação. Está no vídeo.
    E pronto, não vos incomodo mais, vou dar comida aos guppies.

  25. José Peralta diz:

    Snr. Carlos Vidal
    Com que então,para si “é claro,claríssimo, que UMA SUSPEITA É UMA INFORMAÇÃO ?”
    Ou fui eu que percebi mal?
    Para mim, uma suspeita SÓ É INFORMAÇÃO, depois de cuidadosa, judiciosa E ISENTA investigação e confirmação.

    E, já agora, não era para a pide, de má memória, que uma suspeita, veiculada por um bufo,bastava…já era informação ?

  26. Carlos Vidal diz:

    Uma suspeita é naturalmente uma informação, nunca uma acusação.
    Infinitas notícias começam por “suspeita-se que ………”.
    “Há fortes indícios de que………………”
    Etc.

  27. almajecta diz:

    MP – “Nós não varremos lixo para debaixo da mesa como fazem os jornalistas…”
    MMG – “O sr. também não está a fazer muito pela sua classe…”

  28. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, os lados de que se fala não são certamente MMG e Marinho Pinto. Saber escolher o lado, ou melhor, ser claro na afirmação do lado em que se está, é decisivo para se saber com quem se deve combater e quem não se deve apoiar, em qualquer circunstância.
    Confundir MMG com a informação de investigação da TVI, que é válida e tem feito o trabalho que a justiça não pretende fazer, é como afirmar-se que todos os jornalistas e comentadores da SIC são caixas de ressonância do posicionamento político desta estação – que existe e é mais claro neste tempo de eleições.
    Daniel, a clareza em saber de que lado se está não é património de nenhum partido ou associação política. Também alguns teus camaradas o sabem:
    http://in-coerencias.blogspot.com/2009/05/parabens-ao-pcp.html

  29. Francisco Crispim diz:

    Continuo à espera que o Daniel Oliveira responda às questões que lhe pus.
    Pelos vistos, tenho de esperar sentado.
    O detentor único dos valores “de esquerda”, depositário exclusivo da ética, juiz implacável da deontologia alheia, cala-se que nem um rato, quando directamente confrontado com as acusações sem nexo que distribui a torto e a directo.
    Caso para lhe dizer que vá dar uma volta ao bilhar grande e fique por lá.

  30. Paulo Ribeiro diz:

    o nra é um ficcionista. já o tenho dito e repito: quando se dá a um jornalista estilo “cão de fila”, como o nra, o caso freeport, é o mesmo que dar um isqueiro a um pirómano. para além do mais, o nra, está sempre a repetir o argumento estafado de que nada é desmentido. o que o nra se esquece ou prefere não lembrar, é que, desde o início anda meio mundo a desmentir, com provas, ou, utilizando a mesma arma que são as palavras, aquilo que a tvi vem trazendo a jogo. Para fanáticos integralistas como o nra, a prova não merece ser escrutinada. senão vejamos: para o nra que também urde as peças do jornal nacional, e no relativo ao freeport, não existe um conjunto concebível de circunstâncias concretas que refutem a sua teoria edipiana, a sua narrativa central. ora, como karl popper argumentou, e bem, para que uma teoria seja válida tem de haver circunstancias possíveis cuja falsidade possa ser demonstrada. no caso do nra e do seu jornal nacional, na sua deriva pela peseudopiada chamada freeport, não existem as tais circunstâncias, que, este terapeuta freudiano, admita como prova a refutar. o sentido é único, por conseguinte, contrário à ideia de investigação (jornalística – ou do que quer que seja). na realidade, para quem investiga desta forma, nenhuma prova falsificará a sua teoria. Um exemplo? Temos esta coisa perfeitamente parva de umas negociatas com terrenos protagonizados por uns quaisquer importantes do psd, que, o acaso faz serem familiares do primeiro-ministro; isto é demência de babar e, de certa maneira, encerra o assunto. confuso? vejamos: o que pode ser ser discutido, quando se recorre a exemplos desta jaez, é o alcance da regra, o seu grau de generalização, que justificará o caso particular que se pretende apontar, mas, está-se nas tintas para o próprio princípio da generalização. deste ponto de vista, esta argumentação, recusa-se a considerar o que é evocado como sendo único, mas liga de forma indissolúvel ao contexto no qual o acontecimento descrito se produziu. e se essa descrição, pode manter-nos na dúvida quanto ao seu alcance, por vir de quem se mostra oponente de quem pretende atingir, a evocação pela monada de um certo número de exemplos da mesma natureza, que nada têm que ver com o evocado, mas que se traduzem em eventuais más práticas, é de molde, a não deixar dúvida alguma no espírito dos mais fracos. Portanto, esta gente não olha a meios, mas, ainda, algures, ficou irremediavelmente perdida a respectiva coluna vertebral. pergunto: quantos de nós gostarão de viver num país, onde, podemos vir a ser apontados pelas acções de familiares nossos? afinal, estamos em presença de que espécie de puros ou santinhos do pau oco? que gente é esta que não olha aos meios para atingir certos fins? sim, que tipo de pessoas “semeia cicuta para colher espigas”? são do tipo: “um cú onde jamais se sentou um homem”!

  31. rms diz:

    Sobre o 1.º de Maio, o juiz DO declara o caso encerrado, depois de o ter alimentado e aplificado no arrastão. Disse-o no meu blogue, no seu (do DO) e digo-o aqui:

    “Escreveu o DO, na arrastadeira do costume: “Na verdade, este tipo de comportamento, apesar de ser isolado (não foram os manifestantes, mas apenas alguns deles, que agrediram Vital Moreira), corresponde a um ambiente cada vez mais crispado com tudo o que não seja PCP e se atreva a participar em manifestações que, recorde-se, não são do PCP. E ele é alimentado por esta direcção do partido, a mais sectária que o PCP teve desde o 25 de Abril. Não é por acaso que o insulto que Vital Moreira mais ouviu foi o de “traidor”.

    Se, num dia, o DO consegue atribuir ao PCP a responsabilidade por actos de algumas pessoas numa manifestação, uns dias depois tem – ou não – espinha para escrever o seguinte, num comentário a um comentário:

    “ou então há pessoas que, com mais facilidade do que outras, fazem papel de bufos. Por mim, como já disse, reconheci mais algumas pessoas nas imagens. E isso fica para mim. Aprendi (por acaso numa familia comunista) que a bofaria é coisa feia. Mesmo que dê jeito. Ou sobretudo quando dá jeito”.

    Podemos então concluir que o Daniel Oliveira, ao reconhecer algumas pessoas nas imagens, ter-lhe-ão escapado pelo menos duas. Curiosamente duas do seu partido. Não vamos brincar aos ingénuos. Não vamos ver quem é que desconversa mais. Eu acredito que os protagonistas dos incidentes com o Vital Moreira tinham várias sensibilidades políticas. Mas, ao contrário do DO, eu não imputo responsabilidade a qualquer Partido, nem aproveito para dar mais uma malha no Bloco.

    Se identificou várias pessoas nos incidentes, então, foi faccioso na análise de um acontecimento que sabia à partida que incluiu membros do seu próprio partido, mas omitiu-o”.

  32. Paulo Ribeiro diz:

    tenho estado aqui à procura de exemplos que confirmam esta narrativa. lembrem-se das casas da guarda, da casa na rua castilho, da pensão da mãe e, agora, estes terrenos. bom, este é o portugal que se sonhou com o 25 de abril? quaquer um pode escrever e dizer não importa o quê? não é isto uma barbaridade insana? mas mais, todos nos lembramos que vladimir lenine, disse, que “o fim justifica os meios”, mas, ironicamente, estes adeptos, de tanto porfiarem, não estão longe dos que mais abominam: os que têm uma visão utilitarista. esta confusão, provocada pela radicalização que tudo confunde, leva a confundir esta malta com um qualquer ufano leitor de john stuart mill, todos, à uma, são proponentes de uma ética “consequencialista”: “a rectidão de um acto é determinada unicamente pelas suas consequências”. para todos estes, não interessa nada a verdade que se esconde por debaixo da espuma. para esta gente, eu aconselho a regra de ouro do tony soprano: lixa o próximo com o mesmo respeito com que gostarias de ser lixado, topam? que se fazem, cá se pagam. é só dar tempo ao tempo.

  33. mesquita diz:

    É tão bonito ver a Manuela/cds e o Bidal de mão dada!

  34. almajecta diz:

    e em italiano: L’espressione può essere ricollegabile al sostantivo utilizzato dai militanti asāsiyyūn (dall’arabo asās: “basi, fondamenta”). Invece la definizione – spesso adottata dai mass media – di “integralismo” costituisce né più né meno che una tautologia, per la difficoltà tutta di accettare un sistema di vita in cui la commistione degli aspetti religiosi e mondani non sia, per definizione, “integrale”.

  35. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Paulo Ribeiro,
    O Freeport é uma miragem com 38 hectares, salvo erro. E o meu caro não é um ficcionista é mais uma pessoa interessada na lavagem da realidade. Já reparou que o caso e a investigação existe para além dos telejornais? Existe tanto que alguém parece, segundo um inquérito, ter pressionado os colegas, em nome de alguém, segundo esse mesmo inquérito, para não existir. Se o sr. Paulo Ribeiro conseguisse, não havia necessidade disso: todas as investigações que envolvessem o grande líder estavam proibidas à partida.
    O resto do seu comentário, são os insultos do costume. Se isso lhe alivia a frustração por não conseguir abafar todos os casos incómodos, faça favor. Mas não abuse.

  36. Paulo Ribeiro diz:

    nra, engano seu. se eu lhe disser que nem sou um costumado votante, provavelmente não acreditará. está no seu direito.
    quanto ao sócrates, não admiro o homem, admiro a coragem e a vontade de fazer. o homem é um limitado, mas lá que quer fazer, e que nós, todos nós, sabemos o que quer, é uma verdade.
    outros existem, que, não se sabe o que querem – o povo não sabe -, que fazem grandes cantos de sereia e não dizem ao que vêm, que defendem tudo e o seu contrário. mas esses, vá lá a gente saber porquê, nunca se lhes faz a pergunta certeira, ou as perguntas. exemplo? olhe, aquelas que freitas do amaral faz na revista visão da semana passada.
    bom, mas quanto ao freeport, engana-se uma vez mais. nunca me passaria pela cabeça desculpar corruptos. nunca. portanto, não ponha na minha pena, artes que manifestamente me metem nojo. já o processo. já o processo, assim mesclado de informação estilo “fumo”, deixa-me cheio de sinapismos de mostarda. Trata-se de uma bela orquestração cheia de inocentes tocadores de arpa.
    já agora, sei que não é democrata, nem quer ser. está no seu direito. agora, fique a saber, que nós os democratas, nunca consideramos verdades como insultos. insulto é o que vexa faz no jornal nacional, mas, ainda, sobretudo a si próprio.

  37. João diz:

    O Daniel não foi o menino que aproveitou para, com grande destaque, colocar as culpas da brincadeira do 1º de maio para os seus inimigos de estimação (esteve, depois disso, sem escrever no blog quase dois dias).

    Quando os factos o desmentiram passou a escrever freneticamente para que o assunto passasse à história…

    aqui tenta mais uma vez apanhar a onda….

  38. Carlos Fernandes diz:

    Este Paulo (ou Paula ou Fernanda, quem sabe…) Ribeiro é demais, tem mesmo jeito para lavagens, podia era montar mesmo uma lavandaria, daquelas que lavam roupa ou das outras que lavam ou forjam reputações ( agências de comunicação e afins). Se o (por enquanto) eventual corrupto e suspeito neste caso deste empreendimento Freeport fosse do PSD ou do PCP, aqui d él Rei que o País está desgraçado, não era assessor Ribeiro?

  39. Carlos Vidal diz:

    Não, Paulo Ribeiro não é assessor do partido do governo (como se chama, Partido quê???), nem é assessor do governo. Ele nem sequer vota. Corre por ele, indivíduo consciente, lutador incansável. Por cá, 5dias, trabalha, e bem, umas 14 horas por dia. Nem na China isto já se usa.
    Parabéns Paulo Ribeiro e volte sempre.

    (Nota: eu gosto imenso desse instrumento que o meu querido Wagner usou às quatro de cada vez na orquestração do “Ring”, quatro!! Esse instrumento, Paulo Ribeiro, chama-se “Harpa”, atenção.)

  40. Paulo Ribeiro diz:

    vem prosaica e roqueira a investida do carlos fernandes, usando a roufenha ferramenta dos impreparados, troando uma cançoneta ao som da harpa do Vidal, dizer, que eu, paulo ribeiro, não sou livre. bolas. caro carlos, olhe bem para si que tem dono. veja que nessa cabeça de anão cabeçudo de velasquez, nunca, jamais, e em tempo algum, orbitou uma ideia de liberdade. veja vexa, que, venho eu aqui, mais ou menos como um neófito, em terreno hostil, mas onde me sinto bem a contra-argumentar. se isto não é liberdade, então liberdade é o quê, meu pateta? vexa, claro, é dos que preferem comentar em terreno amigo. faz sentido. agora, não se confunda, a ideia é que a liberdade quase nunca é uma libertação, de quando estamos com amigos na parvoeira e não vemos limites e desatamos a acusar os outros do que padecemos. a liberdade é sempre uma responsabilidade. não é um divertimento. não é o mesmo que a felicidade individual, nem é segurança, paz ou progresso. não é emprego certo. é, sobretudo, ou apenas, uma escolha responsável. a liberdade não é tanto um direito quanto um dever. a verdadeira liberdade não é libertação de alguma coisa; isso seria, antes, uma dispensa, que é o que vexa aqui vem fazer, e é o que o Vidal e nra, em moldes diferentes se fartam de fazer. Um blogando contra o poder o outro congeminando eventuais golpes palacianos com casos pouco estudados, mas, ainda, caluniosos. posto que, liberdade, é a liberdade de escolher entre fazer e não fazer uma coisa, de agir de uma forma ou de outra, de apoiar uma fé ou o oposto. não é “divertimento”, mas, um fardo mais pesado imposto ao homem: decidir, sim, decidir a sua própria conduta individual como a conduta da sociedade e ser responsável por ambas as decisões. vai daí, que, quando um portuguesinho pateta me diz, que eu, só digo o que digo porque sou um assessor, eu, respiro fundo, e respondo: – por toutamis amigo, deixe de ser uma mulherzinha velhaca e meta-se na sua vida! e, dou um conselho gratuito aos que se sentem tocados por esta musiquita acompanhada a harpa: façam uma lista de objectivos para a vossa vida. pensem em objectivos que irão ao encontro da vossa necessidade de realização pessoal, enquanto ajudam os outros: um possível empregador, o empregador, o professor, o/a companheiro, a ir ao encontro dos vosso objectivos. convençam esse outro das vossas metas e, sobretudo, mantenham-se informados. agora, por amor do santíssimo, não se façam de vitimas! é que, não há paciência para indigentes mentais! inteligência meus caros!

  41. Carlos Fernandes diz:

    Afinal o seu texto patético e insultuoso que define o carácter quem o escreve(e como me era fácil adjectivá-lo de pateta e outros mimos, mas não o farei porque não me insulta quem quer…) de trinta ou 40 linhas não responde ao essencial, não responde à questão que fiz, e repito de novo, se o suspeito principal do caso Freeport fosse do PSD ou do PCP aqui D´El Rei que o país estava desgraçado, não era?

  42. Paulo Ribeiro diz:

    claro que respondo. se o meu amigo estivesse naquela posição, ou o vidal, ou nra, ou o louçâ, ou o almondega rangel, ou qualquer outro, a minha posição era a mesma: que raio de gente esta que acusa sem provas? que raio de policia bate em mulheres sós por pior criminosa? que mostra fotos às vitimas condicionando a acusação? que desata a escrever livros sobre processos que tiveram nas mãos e depois quer poleiro? que passa informação confidencial aos nra e às felicias cabritas? que raio de patetas confundem em blogs a frigideira com a refeição preparada nela? que afirmam a pés juntos a culpabilidade sem caso julgado? que raio de orgão de soberania são estes que se sentem pressionados? e por aí fora. satisfeito?

  43. Carlos Vidal diz:

    Ah, P. Ribeiro, então agora o inimigo nº1 do PS é a Polícia Judiciária, não é verdade?
    Bom, isso já quer dizer alguma coisa.
    Quando um assessor, ou um lutador “p.socialista” incansável, como P. Ribeiro, quer a toda a força desacreditar a Judiciária é apenas por uma razão: ora, é porque eles se estão a aproximar de alguma inconveniência. Nem mais.
    Ó Paulo Ribeiro, você parace que vem aqui dar o flanco, ou descobri-lo, descobrindo-se a si e ao seu partido. Isso é um pouco incompetência da sua parte.
    Mas, de qualquer forma é curioso, muito curioso, porque é que o alvo é a Polícia Judiciária e a campanha negra da imprensa e nunca vocês, “socialistas”, se insurgiram contra a polícia inglesa.
    Curioso, no mínimo.
    Porque será?

  44. A. Laurens diz:

    No que acabou este blog. Uff.

  45. PB diz:

    No que acabou este blog. Uff.

  46. No que começou e está a ser este blog, sff.

    Sensibilidade à flor da pele, a vossa.

  47. ah finalmente mais gente a cascar no arrastão e no daniel, confesso que até agora me senti algo só. este 5dias cada vez é melhor.

  48. Carlos Vidal diz:

    Party Program,
    Discordo do Daniel Oliveira no essencial e tenho-o escrito praticamente desde que estou aqui, 5dias. Nunca eu aceitaria uma obsessão pelo “pacifismo”, “não violência”, “cidadania”, “educação democrática”, etc, etc, como se estivéssemos perante valores absolutos, rolhas, leis-rolhas que nos silenciam e tiranizam. Como se não pudéssemos e não devessemos desobedecer às maiorias, etc. Como se a desobediência não fosse muito mais democrática do que o voto, o voto quadrienal (claro que valorizo mais a desobediência! E Daniel Oliveira chama a isso “barbárie” – então, o que para ele é “barbárie” para mim é democracia).

  49. totalmente de acordo, dado o meu tom menos erudito e a falta de peso de um pseudónimo a mim sempre me acusarem de que as criticas que faço ao DO seriam vazias e gratuitas. Nesta redefenição de conceitos a escolha entre socialismo ou barbárie torna-se óbvia: venha a barbárie.

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