Para sair da converseta da treta sobre a Bela Vista

Recomendo a leitura deste excelente artigo do Pedro Magalhães:

No PÚBLICO de anteontem, entre outras considerações que não discuto aqui, Pacheco Pereira afirmava que, se Portugal fosse um país a sério, “não deixaria sequer um político balbuciar (como fazem no Bloco de Esquerda), face aos acontecimentos no Bairro da Bela Vista, que se trata de uma ‘questão social'”. A Igreja poderia fazê-lo porque “o seu Reino não é cá na Terra”. “Mas a caridade não é a missão do Estado. A missão de Estado é garantir a nossa segurança, sem mas, nem ambiguidades.” E passava de seguida a explicar por que razão as crises económicas e sociais nada têm a ver com o crime: “Os pobres não fazem carjacking, não se armam com uma caçadeira e não vão assaltar bancos, bombas de gasolina, ourives e ourivesarias, e caixas multibanco, para comprar roupa de marca.” Está assim demonstrado. Eu tenho uma opinião algo diferente sobre o tipo de coisa que faria de Portugal “um país a sério”. Se Portugal fosse “um país a sério”, o debate público sobre este tipo de questões já não ocorreria ao nível em que Pacheco Pereira o colocou.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

Uma resposta a Para sair da converseta da treta sobre a Bela Vista

  1. pop diz:

    …’garantir a nossa segurança’…a dos banksters,concerteza .Ora aqui está um democrata fascista,pq todos os fascistas são democratas,hoje em dia.Viva a democracia apoiada por todos os corruptos,ladrões ,assassinos,vigaristas-hoje em dia são todos democratas….
    Fiquei a saber que quem faz carjacking,rouba bancos deve ser a fina flor da quinta Patinho,onde mora o conhecido banqueiro gangster….

Os comentários estão fechados.