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	<title>Comentários em: Quando a realidade atropela a fantasia</title>
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		<title>Por: Fique por dentro Fantasia &#187; Blog Archive &#187; cinco dias » Quando a realidade atropela a fantasia</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-99644</link>
		<dc:creator>Fique por dentro Fantasia &#187; Blog Archive &#187; cinco dias » Quando a realidade atropela a fantasia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 16:01:35 +0000</pubDate>
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		<description>[...] sobre a pobreza cor-de-rosa, a polícia indiana resolveu contribuir para o &#8230; fique por dentro clique aqui.&#160;Fonte:  [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] sobre a pobreza cor-de-rosa, a polícia indiana resolveu contribuir para o &#8230; fique por dentro clique aqui.&nbsp;Fonte:  [...]</p>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98300</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2009 11:28:09 +0000</pubDate>
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		<description>O Filipe Moura estava muito stressado pq, como ele é contra a poluição, não foi de avião para a Rússia. Foi de bicicleta, pq com ele é só coerência: Só come comida justa (animais que assinam um termo de reponsabilidade a dizer que estão muito felizes por ser deglutidos pelo Filipe), não usa apetrechos imperialistas, vive numa caverna, e produz tudo o que consome. Recusa-se a trabalhar para o Estado burguês. Mesmo o computador em que está a escrever é feito de restos de magalhães e torradeiras recolhidas no lixo, por trabalhadores bem pagos e sindicalizados.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Filipe Moura estava muito stressado pq, como ele é contra a poluição, não foi de avião para a Rússia. Foi de bicicleta, pq com ele é só coerência: Só come comida justa (animais que assinam um termo de reponsabilidade a dizer que estão muito felizes por ser deglutidos pelo Filipe), não usa apetrechos imperialistas, vive numa caverna, e produz tudo o que consome. Recusa-se a trabalhar para o Estado burguês. Mesmo o computador em que está a escrever é feito de restos de magalhães e torradeiras recolhidas no lixo, por trabalhadores bem pagos e sindicalizados.</p>
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	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98293</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2009 09:19:04 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Morgana, &quot;bambu&quot; e, segundo julgo saber, um ingrediente que os chineses usam na sopa. Sugiro que batam com alho frances ou aipo. Gastronomicamente sempre e mais do meu agrado.

Quanto ao resto, ja nao ha pachorra para estes burgueses que dizem mal da policia mas recorrem a ela se forem assaltados. Ao menos o Joao Branco e coerente.

Nao levem a mal o mau feitio, mas o primeiro comentario foi escrito estava eu de directa, a acabar o seminario que vim apresentar aqui a URSS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Morgana, &#8220;bambu&#8221; e, segundo julgo saber, um ingrediente que os chineses usam na sopa. Sugiro que batam com alho frances ou aipo. Gastronomicamente sempre e mais do meu agrado.</p>
<p>Quanto ao resto, ja nao ha pachorra para estes burgueses que dizem mal da policia mas recorrem a ela se forem assaltados. Ao menos o Joao Branco e coerente.</p>
<p>Nao levem a mal o mau feitio, mas o primeiro comentario foi escrito estava eu de directa, a acabar o seminario que vim apresentar aqui a URSS.</p>
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		<title>Por: Morgada de V.</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98260</link>
		<dc:creator>Morgada de V.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 18:21:02 +0000</pubDate>
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		<description>Pergunta para um milhão (do Filipe Moura):
 
&quot;Testemunhas disseram que a polícia agrediu o menino com um pedaço de bambu antes de expulsá-lo da casa. (...) 
&lt;strong&gt;Querias que lhe batessem com quê?&lt;/strong&gt;&quot;
 
A. Com dois pedaços de bambu
B. Com cilício
C. Com chicote
D. Era desfazê-lo à bastonada
 
(Nuno, queres pedir ajuda ao público ou preferes telefonar a alguém?)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pergunta para um milhão (do Filipe Moura):</p>
<p>&#8220;Testemunhas disseram que a polícia agrediu o menino com um pedaço de bambu antes de expulsá-lo da casa. (&#8230;)<br />
<strong>Querias que lhe batessem com quê?</strong>&#8221;</p>
<p>A. Com dois pedaços de bambu<br />
B. Com cilício<br />
C. Com chicote<br />
D. Era desfazê-lo à bastonada</p>
<p>(Nuno, queres pedir ajuda ao público ou preferes telefonar a alguém?)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98249</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:42:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98249</guid>
		<description>Caros, eu ontem mesmo depois de escrever o comentário vi que não tinha lido com atenção a notícia. Tens toda a razão, Nuno: era a obrigação do estado (como eu e creio que tu o concebemos) arranjar alojamento ANTES de proceder à expulsão. Não sei se foi assim ou não, mas não deixei isto claro. Para o que já não há pachorra é para tanta propaganda.
(Não, e não vi ainda o filme.) Mando cumprimentos teus à múmia. E, sim, terei cuidado. Vou apanhar o avião. Abraços a ambos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros, eu ontem mesmo depois de escrever o comentário vi que não tinha lido com atenção a notícia. Tens toda a razão, Nuno: era a obrigação do estado (como eu e creio que tu o concebemos) arranjar alojamento ANTES de proceder à expulsão. Não sei se foi assim ou não, mas não deixei isto claro. Para o que já não há pachorra é para tanta propaganda.<br />
(Não, e não vi ainda o filme.) Mando cumprimentos teus à múmia. E, sim, terei cuidado. Vou apanhar o avião. Abraços a ambos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98248</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:11:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98248</guid>
		<description>João,
Os enunciados redondinhos eram para te chatear, a ver se escreves no blogue.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João,<br />
Os enunciados redondinhos eram para te chatear, a ver se escreves no blogue.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Branco</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98247</link>
		<dc:creator>João Branco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 14:04:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98247</guid>
		<description>Nuno, acho que terás razão em todo o comentário, excepto numa parte: eu não gosto mesmo nada de enunciados redondinhos. 
Quanto ao resto parece-me que são interpretações diferentes da palavra &quot;Estado&quot; , &quot;cabe&quot; , e do contexto em que estávamos a falar.

Mas estás especialmente certo numa parte: sei mesmo muito pouco da vulgata marxista (e não a li nem com muita nem com pouca atenção).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nuno, acho que terás razão em todo o comentário, excepto numa parte: eu não gosto mesmo nada de enunciados redondinhos.<br />
Quanto ao resto parece-me que são interpretações diferentes da palavra &#8220;Estado&#8221; , &#8220;cabe&#8221; , e do contexto em que estávamos a falar.</p>
<p>Mas estás especialmente certo numa parte: sei mesmo muito pouco da vulgata marxista (e não a li nem com muita nem com pouca atenção).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98245</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 13:37:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98245</guid>
		<description>João Branco,
Se tivesses lido a vulgata marxista com mais atenção, nomeadamente o 18 de Brumário, saberias que nem sempre o Estado é um instrumento das classes dominantes e que a realidade é um pouco mais complicada que este enunciados redondinhos que tanto gostas. O Estado e a lei cristalizam correlações de forças, mas muita vezes, pode ter um papel diferente que pode ajudar até a impulsionar a mudança. Em Portugal, por exemplo, a Constituição garante o direito à habitação. 
Há pensadores que defendem, como Paolo Flores d&#039;Arcais , se obrigarmos o Estado burguês a cumprir as suas próprias leis, estamos a fazer uma verdadeira revolução.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João Branco,<br />
Se tivesses lido a vulgata marxista com mais atenção, nomeadamente o 18 de Brumário, saberias que nem sempre o Estado é um instrumento das classes dominantes e que a realidade é um pouco mais complicada que este enunciados redondinhos que tanto gostas. O Estado e a lei cristalizam correlações de forças, mas muita vezes, pode ter um papel diferente que pode ajudar até a impulsionar a mudança. Em Portugal, por exemplo, a Constituição garante o direito à habitação.<br />
Há pensadores que defendem, como Paolo Flores d&#8217;Arcais , se obrigarmos o Estado burguês a cumprir as suas próprias leis, estamos a fazer uma verdadeira revolução.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Branco</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98244</link>
		<dc:creator>João Branco</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 13:19:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98244</guid>
		<description>Por acaso quando li o artigo pensei comentar a mandar a boca: &quot;Olha que o Filipe Moura provavelmente acha bem o que fez a bófia e o Estado&quot; , mas decidi ser comedido e não provocar.

Obrigado, Filipe, por me teres poupado ao trabalho. 

&lt;i&gt;&quot;Ocupar um terreno do estado não gera redistribuição de riqueza: estás a roubar os cidadãos todos.&quot; &lt;/i&gt;

Mesmo que em valores tenhamos pontos comuns, parece-me que em termos de políticas estamos mesmo em extremos opostos.

Eis uma foto de uma Ìndia (não ìndiana) a ser expulsa do local onde a sua família sempre morou pelas forças da autoridade estatal. Parece que a determinado momento o governo decidiu que ela estava a &quot;roubar os cidadãos (brasileiros) todos&quot;.

http://3.bp.blogspot.com/_2m413SdHjR4/R9qmSEMunxI/AAAAAAAAAPg/_wxCvSFcQ0E/s320/vio.jpg

O Estado priva as pessoas do acesso à terra tornando-as dependentes da sua misericórdia e programas sociais. 

Nuno: &lt;i&gt;E eu que pensava que cabia ao Estado garantir o direito à habitação.&lt;/i&gt;,

Nota-se, nota-se. Wishful thinking (Marxista-Leninista?), Nuno. Ao Estado (e à sua violência armada) cabe (e sempre coube) proteger a propriedade ilegítima dos ricos e o previlégio dos seus funcionários.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por acaso quando li o artigo pensei comentar a mandar a boca: &#8220;Olha que o Filipe Moura provavelmente acha bem o que fez a bófia e o Estado&#8221; , mas decidi ser comedido e não provocar.</p>
<p>Obrigado, Filipe, por me teres poupado ao trabalho. </p>
<p><i>&#8220;Ocupar um terreno do estado não gera redistribuição de riqueza: estás a roubar os cidadãos todos.&#8221; </i></p>
<p>Mesmo que em valores tenhamos pontos comuns, parece-me que em termos de políticas estamos mesmo em extremos opostos.</p>
<p>Eis uma foto de uma Ìndia (não ìndiana) a ser expulsa do local onde a sua família sempre morou pelas forças da autoridade estatal. Parece que a determinado momento o governo decidiu que ela estava a &#8220;roubar os cidadãos (brasileiros) todos&#8221;.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_2m413SdHjR4/R9qmSEMunxI/AAAAAAAAAPg/_wxCvSFcQ0E/s320/vio.jpg" rel="nofollow">http://3.bp.blogspot.com/_2m413SdHjR4/R9qmSEMunxI/AAAAAAAAAPg/_wxCvSFcQ0E/s320/vio.jpg</a></p>
<p>O Estado priva as pessoas do acesso à terra tornando-as dependentes da sua misericórdia e programas sociais. </p>
<p>Nuno: <i>E eu que pensava que cabia ao Estado garantir o direito à habitação.</i>,</p>
<p>Nota-se, nota-se. Wishful thinking (Marxista-Leninista?), Nuno. Ao Estado (e à sua violência armada) cabe (e sempre coube) proteger a propriedade ilegítima dos ricos e o previlégio dos seus funcionários.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98230</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 11:44:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98230</guid>
		<description>Filipe Moura,
E eu que pensava que cabia ao Estado garantir o direito à habitação...pelos vistos, na tua opinião, ele apenas deve garantir o direito à repressão. Mas, não percebeste a ironia da coisa. Acho que devias ver o filme para entender.
O Lenine, a mumia e o Filipe Moura, qual deles está mais fossilizado? Eu aposto nos dois últimos, de caras. Boa viagem e cuidadinho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Filipe Moura,<br />
E eu que pensava que cabia ao Estado garantir o direito à habitação&#8230;pelos vistos, na tua opinião, ele apenas deve garantir o direito à repressão. Mas, não percebeste a ironia da coisa. Acho que devias ver o filme para entender.<br />
O Lenine, a mumia e o Filipe Moura, qual deles está mais fossilizado? Eu aposto nos dois últimos, de caras. Boa viagem e cuidadinho.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Filipe Moura</title>
		<link>http://5dias.net/2009/05/20/quando-a-realidade-atropela-a-fantasia/comment-page-1/#comment-98197</link>
		<dc:creator>Filipe Moura</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 23:12:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=20264#comment-98197</guid>
		<description>Isto parece uma das minhas discussões intermináveis com o João Branco (de que o cansaço de ambos é o vencedor).

&quot;As autoridades de Mumbai acusam o menino e a sua família de ocupar ilegalmente um terreno que seria de propriedade do governo.&quot;

Nuno, uma coisa é ocupar um latifúndio, principalmente se for desocupado e improdutivo. Ou ocupar uma casa abandonada. Outra, bem diferente, é ocupar um terreno do estado. Principalmente com um plano para se construir um jardim. Ocupar um terreno do estado não gera redistribuição de riqueza: estás a roubar os cidadãos todos. Querias que as autoridades indianas fizessem o quê?

&quot;Testemunhas disseram que a polícia agrediu o menino com um pedaço de bambu antes de expulsá-lo da casa.&quot;

Coitadinho - um pedaço de bambu... O bambu é mau para construir a barraca, mas já é muito duro para lhe baterem. Querias que lhe batessem com quê?

Eu estou a poucas horas de embarcar para a URSS. Mandarei cumprimentos teus à múmia do Lenine. Que achas que o Lenine faria numa situação destas? Diz-me.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isto parece uma das minhas discussões intermináveis com o João Branco (de que o cansaço de ambos é o vencedor).</p>
<p>&#8220;As autoridades de Mumbai acusam o menino e a sua família de ocupar ilegalmente um terreno que seria de propriedade do governo.&#8221;</p>
<p>Nuno, uma coisa é ocupar um latifúndio, principalmente se for desocupado e improdutivo. Ou ocupar uma casa abandonada. Outra, bem diferente, é ocupar um terreno do estado. Principalmente com um plano para se construir um jardim. Ocupar um terreno do estado não gera redistribuição de riqueza: estás a roubar os cidadãos todos. Querias que as autoridades indianas fizessem o quê?</p>
<p>&#8220;Testemunhas disseram que a polícia agrediu o menino com um pedaço de bambu antes de expulsá-lo da casa.&#8221;</p>
<p>Coitadinho &#8211; um pedaço de bambu&#8230; O bambu é mau para construir a barraca, mas já é muito duro para lhe baterem. Querias que lhe batessem com quê?</p>
<p>Eu estou a poucas horas de embarcar para a URSS. Mandarei cumprimentos teus à múmia do Lenine. Que achas que o Lenine faria numa situação destas? Diz-me.</p>
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