Mario Benedetti


Na estante só tenho um livro de Mario Benedetti. É um objecto estranho, chama-se “El cumpleaños de Juan Angel”. Todo escrito em verso, mostra 24 horas na vida de Osvaldo Puente. Um dia na educação sentimental de um jovem burguês de Montevideu que se transformará, no fim da jornada, no tupamaro, com nome de guerra Juan Ángel.
Num dos seus últimos poemas, Benedetti transcrevia, com as suas armas, os seus objectivos:
“cuando la poesía abre sus puertas
es como si cambiáramos de mundo”.
O escritor morreu, restam as palavras. São elas, certamente, parte da chaves para mudar o mundo.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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