Socratistas de café

Ver o Eixo do Mal é assistir a um imenso processo de lavagem. A culpa do caso Freeport é de quem investiga. É perfeitamente normal que Lopes da Mota “converse” com os seus amigos, que diga como devem arquivar o processo, que ameace com responsbilidades civis e que fale em nome do ministro da Justiça e do primeiro ministro. Para Pedro Marques Lopes e Clara Ferreira Alves é natural que alguém suspeito de fazer pressões sobre a investigação continue num cargo que possa condicionar o processo. Pedro Marques Lopes (PML) tem uma posição interessante e muito interessada dos socratistas – ele próprio é uma espécie de socratista jantante, uma categoria de recrutamento do poder que se faz com manjares e pancadinhas nas costas -, PML pretende que o Procurador Geral da República (PGR) mande directamente nas investigações e “seja responsabilizado”. Percebe-se a artimanha, como o PGR é nomeado pelo poder político, nem eram precisos telefonemas de Lopes da Mota, a coisa fazia-se naturalmente. O grau de pluralidade de um sistema também se mede quando os seus comentadores mais “extremistas” são uma espécie de megafones do poder. Mas quem é que tem ilusões? O poder, também,  se mantém, a macaquear a discussão.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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7 respostas a Socratistas de café

  1. Luis Rainha diz:

    É a “campanha Omo”.

  2. m diz:

    aquilo sem o júdice não tem piada nenhuma. e o substituto , meu deus , intragável. já não consigo ver.

  3. Joane, o Parvo diz:

    Deixei de perder tempo com tal programa. É uma pobreza de argumentação.
    Tentam tapar o rei que vai nu.
    Como é possível tanta “banha da cobra”?
    Devem pensar que, lá por sermos Parvos (como eu), somos tão parvos como eles!

  4. pauloc diz:

    NRA, eu adormeci.Grande merda!E o BE está muito bem representado,ah pois é,bébé.Não vou votar neles

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Por acaso, os únicos tipos que dizem alguma coisa são o Daniel e o Nuno Artur Silva. Mas nem sempre dá para o programa.

  6. Deveria ser um programa arrojado, de livre crítica, mas não: imperam o cinzentismo e o lugar-comum. É inócuo, acho que até o Putin não se importaria de ter um programa assim na Rússia, para se dar uns ares de democrata tolerante…
    Também há muito que deixei de perder o meu tempo com tal programa. Ainda assim, dos poucos que vi ultimamente, a Clara Ferreira Alves pareceu-me acima dos demais, pela bagagem cultural e elegância na exposição argumentativa, concorde-se ou não com as posições.
    Qualquer semelhança, entre O Eixo do Mal e a (saudosa) Noite da má-língua, é pura coincidência.

  7. Enojado diz:

    Falar de elegância a propósito da D. Clara, francamente…

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