
Ouçamos o que Vital Moreira disse hoje em Gaia numa dita apresentação de um dito manifesto da Juventude (por assim dizer) Socialista:
Como é que é possível dizer-se isto quando se está na lista (por assim dizer) acompanhado por candidatos a eleições autárquicas? Do Porto e de Sintra, como se sabe. A candidata à câmara do Porto (que não interessa nada quem é) e que é também colega de Vital na lista do Partido (por assim dizer) Socialista ao Parlamento Europeu, aliás, já foi ao Porto dizer que iria a Bruxelas picar o ponto para voltar logo ao Porto !!!!!
Mas que gente é esta? “Políticos”??




O que são políticos?
Não sei bem explicar, mas vou tentar… A Degradação da política, à velocidade da luz, em Portugal, ultrapassou todos os limites ficcionáveis…
Políticos?-Mai-la-família?-Mai-los-boys?-Mai-las-girls?-Mai-los-amigos-dos-amigos?
(Isto é infecto-contagioso. Ou nos afastamos já, já, rapidamente ou corremos sérios riscos de COISIFICAR. Eu não quero COISIFICAR!!!)
Isto já é mais uma COISOLÂNDIA OU COITADOLÂNDIA (?)
Somos governados por Coisões-coitadões, Coisos-coitadinhos, coisas-coitadinhas, coisinhos-coitadinhos, coisinhas-coitadinhas, coisitos-coitaditos, coisitas-coitaditas, todos filhos de coisas-coisas, tão coisas-coisas, tão coisas-coisas, mas é que tão coisas-coisas… que nem dá para acreditar…
Apoiam-se todos uns nos outros, marcham em fila, todos de mão dadas: coisões-coisos-coisas-coisinhos-coisinhas-coisitos-coisitas-coizitinhos-coizitinhas-coizitinhazinhos-coizitinhazinhas… (todos-os-coisos-e-as-coisas-cheios-de-auto-peninhas-apelando-a-mais-peninhas-muito-coitadinhos-e-coitadinhas! ).
Não aguento mais este inenarrável Coisão-Coiso-Coiso-Coiso-mesmo-muito-Coisão-coitadinho!
Não aguento mais esta COISOLÂNDIA-COITADOLÂNDIA!!! DESPUDORADOLÂNDIA!!!
E o Povo tem de aturar isto? (Pela saudinha de quem???)
Não aguento,não aguento, não aturo mais.
QUERO EMIGRAR!!!
Eu que até moro em Gaia, posso garantir que ninguém deu pela passagem de sua eminência. Não fosse esta, para mim notícia , de Carlos Vidal, morria sem saber da aparição. Em pecado certamente.
Gaia é do Menezes até que diga tá!
Foi no que deu anos a fio dum jagunço do P. Socialista (por assim dizer, cruzes canhoto), de nome Heitor Carvalheiras. (nunca foi preso ao contrário dos brothers da Bela Vista – o gamanço é uma arte, anota Vidal).
Caríssimo Quero emigrar!, também eu gostava de desaparecer deste lugar infecto-portugal, mas, para já, seria difícil.
Agora, que todos o tentemos, isso creio ser a nossa obrigação.
e assim vai sendo reconhecido e legitimado como indepente.
Pois é, Grande Jecta, independente e líder de aspirantes a autarcas.
Só não se sabe é o que faz numa lista ao chamado “Parlamento Europeu”.
faz de agente provocador, com a nossa legitimação e ajuda da filha do embaixador.
Tenho uma opinião sobre isso
http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/05/proxima-cabala.html
e o gafanhãozinho atrás? para complementar o timbre, não? E também tem doxa.
Política é emprego. Não é trabalho.
O que é isto? “Políticos”?
Como disse, e bem, “Quero Emigrar!”, “isto” a que se convencionou chamar “políticos” não passam de “coisas-coisas, tão coisas-coisas, tão coisas-coisas, mas é que tão coisas-coisas… que nem dá para acreditar…”, assim uma espécie de “porquinhos-mealheiros-mealheiros-porquinhos-sempre-sempre-sempre-engordando”. Servem-se a si próprios, querem lá saber do zé povinho para alguma coisa?.
Só me lembro do Sócrates, o verdadeiro, o grande filósofo ateniense do séc IV a.C. (condenado à morte, supostamente por desviar a juventude ateniense do culto dos deuses oficiais – a história repetir-se-á?) inventor da maiêutica, na sua incessante busca da verdade.
E não é que chego à mesma conclusão que Sócrates, o verdadeiro filósofo, o grego de Atenas? Conclusão = “Só sei que nada sei”!
Ao longo da vida, aprendi muitos palavrões, muitas obscenidades, os e as que se aprendem na própria vida quotidiana e os que constam nos melhores dicionários.
E no entanto, quando me é solicitado que avance com uma definição de “políticos” esta espécie que nos impingem como “deuses oficiais”, tal como os observo, tento socorrer-me da maiêutica, chegando à mesma frase conclusiva: “só sei que nada sei”, pois não há palavrões ou obscenidades suficientes, neste mundo, que me auxiliem nesta tentativa árdua de caracterização.
Lamento, lamento muito: “Só sei que nada sei”!
bem como testice de ferro de valores alevantados.
Que REVOLTA!
Que sociedade tão esquizofrénica!
No seio desta sociedade portuguesinha, sinto-me “como um peixe fora de água” e isto revolta-me, oh se Revolta, Revolta…
Não sei bem contra quem ou o quê me revolto mais?
Se contra os meus próprios pais, que tudo fizeram para me incutir tantos e tão belos valores éticos, tantos e tão superiores ideais (para que me servem??? Como não souberam ensinar-me a não ter consciência, a lidar “tu-cá-tu-lá” com a podridão diária??? Como??? Não vale tudo???), se contra toda esta sociedade à moda portuguesa, onde quaisquer valores, quaisquer ideais do mais comezinho que se possam imaginar, equivalem a:
ZEROxZEROxZEROx ZERO………….= ZEROxZEROxZEROxZERO…………… ????????????????????
E a minha sanidade mental neste confronto???????????
Que REVOLTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Neste confronto não me salvo (É isto a vida??? Como se aprende a ser camaleão???): só há ASFIXIA…
Ou conseguirei arranjar espaço e margem para ser quem sou???
Ser ou Não-Ser? Eis a minha questão!
Já sei, esta questão não interessa a mais ninguém… Interessa-me a mim, apenas a mim, pois desta resposta depende o encontrar ou não a minha sobrevivência.
tendo ouvido recentemente a música do fantasminha brincalhão fiquei de veras revoltado com tanta e sublime autenticidade, entrega e sensibilidade. Ummm… a coisa vai mesmo sem matemática.
em sublime urgência;
temos que nos preparar para dias mais luminosos!
A partir do momento em que são produtos fabricados, artefactos, signos, mercadorias, as coisas exercem uma função artificial e irónica pela sua propia existência. Já não é o desejo, como fizeram os surrealistas, ao confrontar os objectos com o absurdo da sua função numa irrealidade poética: as coisas encarregam-se de iluminar-se irónicamente a si mesmas, despojam-se do seu sentido sem esforço, sem necessidade de sublinhar o artificio o sem sentido a partir da propria necessidade da sua propia representação, de encadeamento visível, demasiado visível, da sua superficialidade, que cria em si mesma um efeito de parodia. Depois da física e da metafísica, encontramo-nos na patafísica dos objetos e da mercadoria, numa patafísica dos signos e do operacional. Todas as coisas, privadas do seu segredo e da sua ilusão, estão condenadas à existência, à aparência visível, à publicidade, ao fazer-crer, ao fazer-ver, ao fazer-valer.
Ò Vidal – permita-me que o trate assim- mas você ainda se admira
das baboseiras de Vital e afins, ao ponto de fazer a pergunta retórica e a negrito “Políticos??”
O real é o que é e temos de viver com ele.