Se não nos respeitam, porque temos de os respeitar?? (ou Vital Moreira e uma vergonha infinitamente pequena)

vital_moreira_no_congresso_do_ps_2009

Ouçamos o que Vital Moreira disse hoje em Gaia numa dita apresentação de um dito manifesto da Juventude (por assim dizer) Socialista:

“A lista do PS é feita de pessoas conhecidas, é uma lista visível de pessoas eminentes. As listas dos outros partidos não se conhecem, tirando os cabeças-de-lista.”

Como é que é possível dizer-se isto quando se está na lista (por assim dizer) acompanhado por candidatos a eleições autárquicas? Do Porto e de Sintra, como se sabe. A candidata à câmara do Porto (que não interessa nada quem é) e que é também colega de Vital na lista do Partido (por assim dizer) Socialista ao Parlamento Europeu, aliás, já foi ao Porto dizer que iria a Bruxelas picar o ponto para voltar logo ao Porto !!!!!

Mas que gente é esta? “Políticos”??

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16 respostas a Se não nos respeitam, porque temos de os respeitar?? (ou Vital Moreira e uma vergonha infinitamente pequena)

  1. Quero emigrar! diz:

    O que são políticos?
    Não sei bem explicar, mas vou tentar… A Degradação da política, à velocidade da luz, em Portugal, ultrapassou todos os limites ficcionáveis…

    Políticos?-Mai-la-família?-Mai-los-boys?-Mai-las-girls?-Mai-los-amigos-dos-amigos?

    (Isto é infecto-contagioso. Ou nos afastamos já, já, rapidamente ou corremos sérios riscos de COISIFICAR. Eu não quero COISIFICAR!!!)

    Isto já é mais uma COISOLÂNDIA OU COITADOLÂNDIA (?)

    Somos governados por Coisões-coitadões, Coisos-coitadinhos, coisas-coitadinhas, coisinhos-coitadinhos, coisinhas-coitadinhas, coisitos-coitaditos, coisitas-coitaditas, todos filhos de coisas-coisas, tão coisas-coisas, tão coisas-coisas, mas é que tão coisas-coisas… que nem dá para acreditar…

    Apoiam-se todos uns nos outros, marcham em fila, todos de mão dadas: coisões-coisos-coisas-coisinhos-coisinhas-coisitos-coisitas-coizitinhos-coizitinhas-coizitinhazinhos-coizitinhazinhas… (todos-os-coisos-e-as-coisas-cheios-de-auto-peninhas-apelando-a-mais-peninhas-muito-coitadinhos-e-coitadinhas! ).

    Não aguento mais este inenarrável Coisão-Coiso-Coiso-Coiso-mesmo-muito-Coisão-coitadinho!

    Não aguento mais esta COISOLÂNDIA-COITADOLÂNDIA!!! DESPUDORADOLÂNDIA!!!

    E o Povo tem de aturar isto? (Pela saudinha de quem???)
    Não aguento,não aguento, não aturo mais.
    QUERO EMIGRAR!!!

  2. LAM diz:

    Eu que até moro em Gaia, posso garantir que ninguém deu pela passagem de sua eminência. Não fosse esta, para mim notícia , de Carlos Vidal, morria sem saber da aparição. Em pecado certamente.

    Gaia é do Menezes até que diga tá!
    Foi no que deu anos a fio dum jagunço do P. Socialista (por assim dizer, cruzes canhoto), de nome Heitor Carvalheiras. (nunca foi preso ao contrário dos brothers da Bela Vista – o gamanço é uma arte, anota Vidal).

  3. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo Quero emigrar!, também eu gostava de desaparecer deste lugar infecto-portugal, mas, para já, seria difícil.
    Agora, que todos o tentemos, isso creio ser a nossa obrigação.

  4. almajecta diz:

    e assim vai sendo reconhecido e legitimado como indepente.

  5. Carlos Vidal diz:

    Pois é, Grande Jecta, independente e líder de aspirantes a autarcas.
    Só não se sabe é o que faz numa lista ao chamado “Parlamento Europeu”.

  6. almajecta diz:

    faz de agente provocador, com a nossa legitimação e ajuda da filha do embaixador.

  7. almajecta diz:

    e o gafanhãozinho atrás? para complementar o timbre, não? E também tem doxa.

  8. Teodoro Silva diz:

    Política é emprego. Não é trabalho.

  9. Maiêutica diz:

    O que é isto? “Políticos”?
    Como disse, e bem, “Quero Emigrar!”, “isto” a que se convencionou chamar “políticos” não passam de “coisas-coisas, tão coisas-coisas, tão coisas-coisas, mas é que tão coisas-coisas… que nem dá para acreditar…”, assim uma espécie de “porquinhos-mealheiros-mealheiros-porquinhos-sempre-sempre-sempre-engordando”. Servem-se a si próprios, querem lá saber do zé povinho para alguma coisa?.

    Só me lembro do Sócrates, o verdadeiro, o grande filósofo ateniense do séc IV a.C. (condenado à morte, supostamente por desviar a juventude ateniense do culto dos deuses oficiais – a história repetir-se-á?) inventor da maiêutica, na sua incessante busca da verdade.
    E não é que chego à mesma conclusão que Sócrates, o verdadeiro filósofo, o grego de Atenas? Conclusão = “Só sei que nada sei”!
    Ao longo da vida, aprendi muitos palavrões, muitas obscenidades, os e as que se aprendem na própria vida quotidiana e os que constam nos melhores dicionários.
    E no entanto, quando me é solicitado que avance com uma definição de “políticos” esta espécie que nos impingem como “deuses oficiais”, tal como os observo, tento socorrer-me da maiêutica, chegando à mesma frase conclusiva: “só sei que nada sei”, pois não há palavrões ou obscenidades suficientes, neste mundo, que me auxiliem nesta tentativa árdua de caracterização.
    Lamento, lamento muito: “Só sei que nada sei”!

  10. almajecta diz:

    bem como testice de ferro de valores alevantados.

  11. Adolescente diz:

    Que REVOLTA!
    Que sociedade tão esquizofrénica!
    No seio desta sociedade portuguesinha, sinto-me “como um peixe fora de água” e isto revolta-me, oh se Revolta, Revolta…
    Não sei bem contra quem ou o quê me revolto mais?
    Se contra os meus próprios pais, que tudo fizeram para me incutir tantos e tão belos valores éticos, tantos e tão superiores ideais (para que me servem??? Como não souberam ensinar-me a não ter consciência, a lidar “tu-cá-tu-lá” com a podridão diária??? Como??? Não vale tudo???), se contra toda esta sociedade à moda portuguesa, onde quaisquer valores, quaisquer ideais do mais comezinho que se possam imaginar, equivalem a:
    ZEROxZEROxZEROx ZERO………….= ZEROxZEROxZEROxZERO…………… ????????????????????
    E a minha sanidade mental neste confronto???????????
    Que REVOLTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Neste confronto não me salvo (É isto a vida??? Como se aprende a ser camaleão???): só há ASFIXIA…
    Ou conseguirei arranjar espaço e margem para ser quem sou???
    Ser ou Não-Ser? Eis a minha questão!
    Já sei, esta questão não interessa a mais ninguém… Interessa-me a mim, apenas a mim, pois desta resposta depende o encontrar ou não a minha sobrevivência.

  12. almajecta diz:

    tendo ouvido recentemente a música do fantasminha brincalhão fiquei de veras revoltado com tanta e sublime autenticidade, entrega e sensibilidade. Ummm… a coisa vai mesmo sem matemática.

  13. em sublime urgência;

    temos que nos preparar para dias mais luminosos!

  14. almajecta diz:

    A partir do momento em que são produtos fabricados, artefactos, signos, mercadorias, as coisas exercem uma função artificial e irónica pela sua propia existência. Já não é o desejo, como fizeram os surrealistas, ao confrontar os objectos com o absurdo da sua função numa irrealidade poética: as coisas encarregam-se de iluminar-se irónicamente a si mesmas, despojam-se do seu sentido sem esforço, sem necessidade de sublinhar o artificio o sem sentido a partir da propria necessidade da sua propia representação, de encadeamento visível, demasiado visível, da sua superficialidade, que cria em si mesma um efeito de parodia. Depois da física e da metafísica, encontramo-nos na patafísica dos objetos e da mercadoria, numa patafísica dos signos e do operacional. Todas as coisas, privadas do seu segredo e da sua ilusão, estão condenadas à existência, à aparência visível, à publicidade, ao fazer-crer, ao fazer-ver, ao fazer-valer.

  15. Manuel da Mata diz:

    Ò Vidal – permita-me que o trate assim- mas você ainda se admira
    das baboseiras de Vital e afins, ao ponto de fazer a pergunta retórica e a negrito “Políticos??”
    O real é o que é e temos de viver com ele.

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