NAN GOLDIN: Família e Medo

nangoldin83
GOLDIN – uma família: “Nan and Brian in Bed, NYC”. 1983

Todos conhecemos a obra de Nan Goldin desde os anos 80, e sabemos que poucos, como ela, e por várias razões, melhor fotografaram o medo no seio de uma relação, o medo no seio duma família. Pode haver amor, felicidade e medo. Nan Goldin mostra-nos a face do medo. Aí a sua percepção voa, ao mesmo tempo subtil e visionária.
“Bostonian” como Philip-Lorca diCorcia, a quem, há dias, dediquei longo post com uma minha entrevista.

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5 respostas a NAN GOLDIN: Família e Medo

  1. almajecta diz:

    “Eu sou o vosso verdadeiro crítico marxista, na esteira de Groucho em vez de Karl, e tomo por meu lema a grande advertência de Groucho: “Seja o que for, estou contra!” Está contra quê?
    Contra tudo. Também não seria membro de nenhum clube que me quisesse como membro.

  2. EU diz:

    Ah, pois é.
    As famílias, as mais diversificadas famílias, desde as que não escondem a total degradação das relações humanas, às que se apresentam aos outros sob uma capa de perfeição e honradez inusitadas, imaculadas, são espaços privilegiados para a proliferação de relações de poder, subjugação e medo.
    O anormal apresenta-se à sociedade, com um guarda-roupas completo e caracterização retocada, passando-se por normal. Ideal!
    Tudo se pode negar, rejeitar, exorcizar, mascarar, mas a essência de cada núcleo interrelacional, de quando em vez, é captado e posto a nu, assim como se fosse uma destas fotografias neste conjunto.
    Esta série de fotografias sobre a família pode ser vista literalmente. Todos dizem em coro e admite-se com verdade: “Não, esta não é a minha família! Não reconheço ninguém, nada, nadinha!”
    Já se forem observadas como metáforas?
    Quantas famílias “ideais, perfeitas, honradas, honradíssimas”, aos olhares alheios, não encaixam nas metáforas fotografadas?
    Ah, pois é. (mas, quanto a isso não há quem não rejeite, não há quem não negue tudo com a maior das veemências… a verdade nua e crua dói, por isso é preciso tanto “guarda-roupa”, tanto “faz-de-conta”… Quase ninguém, na sociedade, ousa ser quem é…).
    “Não, na minha família também não há, nadinha disto”, lá repete o coro. Mente-se. Finge-se muito. A fingir e a mentir é que se sobrevive.

    Pois, contem-me histórias… As narrativas ficcionadas também são muito giras…

  3. Soul brother. Sister Soul. Soul Man. Midnight hour.
    Take me to the river and drop me in to water.
    Na tua lápide estará escrito: peço desculpa por não poder cumprimentá-lo.

  4. almajecta diz:

    Tens a certeza que a senhora de preto na fotografia não é a Dª Candi? Num primeiro e essencial olhar parece-me, não, não é, talvez seja a mulher de César.

  5. almajecta diz:

    Vambora pró river michael e deixamos os psicólogos e a malta das moles aqui a fritar.

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