PUB: 15 de Maio, Galeria Zé dos Bois (livros, concerto)

Sexta, 15 de Maio às 20h

Ciclo_kenneth_anger_sessions: Lançamento dos Livros

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Scorpio Rising: Transgressão juvenil, Anjos do Inferno e Cinema de Vanguarda
de Ondina Pires

Com Ondina Pires, Carlos Vidal (crítico de arte que assina o prefácio) e Fernando Cerqueira (Thisco, co-editor da colecção).

“Kenneth Anger é um realizador controverso, com múltiplas linhas de ambiguidade, numa teia de símbolos e significados, de paradoxos, de ícones, e de manipulação violenta do imaginário. Ondina Pires (ex-Pop Dell’Arte, The Great Lesbian Show), faz neste livro ensaístico uma reflexão riquíssima sobre vários aspectos da cultura underground do século XX. Embora se centre numa análise de um filme do mítico realizador este livro é muito mais do que isso, uma vez que todos os aspectos invocados no seu filme são explorados a fundo por esta autora. Temas como os gangues, a violência, o Cristianismo, o Nazismo, a máquina, a civilização motorizada, os Estados Unidos, a apropriação de imagens, o cinema, a banda desenhada, a velocidade, o século XX, são tratados de forma fecunda e multilinear. Este livro cativará todos os que se interessem pela cultura enquanto local de aparição de fenómenos extremos.”

Capa de João Maio Pinto, design por Ecletricks, prefácio por Carlos Vidal. THISCOvery CCChannel
152p. 22x16cm, capa a cores | ISBN: 978-989-95447-3-4 | PVP: 12€ (50% desconto para sócios)
O livro já se encontra à venda nos sites da CCC e na CHILI. E nas bancas Soundcraft, Two Tone Store, Leitura (Fundação Serralves), livraria da Cinemateca e Letra Livre.

Acto #9
Neste dia também é lançado Acto #9, uma compilação de ensaios de especulação crítica, articulados em torno das noções de “fantasma”, “invisibilidade”, “metamorfose críptica” e “corpo espectral”, coordenada por Benjamin Brejon e Manuel João Neto, que inclui a colaboração, entre outros, de Olivier Schefer, Carlos Vidal, Tomaz Grusovnik e do colectivo Bureau d’Études

Sexta, 15 de Maio às 23h
Ciclo_kenneth_anger_sessions

No âmbito do Ciclo Kenneth Anger, evento pluridisciplinar que a Galeria Zé dos Bois apresenta entre 04 de Maio e 01 de Agosto, a ZDBmüzique preparou um conjunto de propostas transgressoras que, à imagem do iconográfico Anger, anjo esotérico do bizarro mais recôndito, entram na noite queimando as pontes atrás de si.

A convite de David Tibet, poeta e músico fundador dos Current 93, tanto Larsen como Little Annie participaram na colectânea de homenagem a Kenneth Anger, “Brother Focus: For the Inaugurator of the Pleasure Dome”, a editar brevemente.

LARSEN & LITTLE ANNIE (IT/US)
Banda-fetiche de Michael Gira, que os edita através da sua Young God Records, os italianos Larsen apresentam na ZDB “La Fever Lit”, álbum-enigma gravado nas escadarias helicoidais no interior da cúpula do Mole Antonelliana de Turim (por baixo, através das luzes que baloiçavam, adivinhava-se a audiência).
Como uma nuvem negra que guarda o instinto da noite, a música dos Larsen desenvolve no escuro terrífico uma narrativa muito própria. Os contornos cinematográficos das composições (lentas, delicadas, trabalhadas numa contenção obsessiva) sugerem uma substância imagética (que poderia muito bem ser “Fireworks”, primeiro trabalho de Kenneth Anger) carnal, de sono e insónia, à medida da norte-americana Little Annie, agente provocadora que se junta aos Larsen nesta digressão depois de também ter assombrado várias das faixas de “La Fever Lit”. Performer multimédia, salteadora pop desde os tempos da nohttp://www.zedosbois.org/admin/Visionário da canção desmobilada, virada do avesso, a anunciar o colapso, Bernardo Devlin é um potenciador de experiências improváveis, impulsionador da subversão a partir de dentro. Nas suas composições trabalha o silêncio como que habitado de palavras e ritmos, movimentando-se por entre as feridas abertas da cultura popular.

+ Info: Little Annie Site|Little Annie Myspace|Little Annie Vídeo|Larsen Site|Larsen Myspace|Larsen Vídeo|LarsenVídeo

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5 respostas a PUB: 15 de Maio, Galeria Zé dos Bois (livros, concerto)

  1. Vida diz:

    Esta Little Annie tão teatral já eu tinha descoberto de um anterior CD, cujo título traduzido seria mais ou menos assim: Cantigas do Canário da Mina de Carvão, tem por lá uma cantiga a que acho piada, em particular. Coincidências líricas.

    Nota: Há uma outra cantiga a “Lullaby” que é única, confesso que sim, mas nunca me faria adormecer… A voz é original, no entanto, também já tenho ouvido vozes melhores.
    C’est la vie…
    É assim mesmo a vidinha!

  2. almajecta diz:

    The number of one-person households is rising steeply all over the world and a growing proportion of these ‘new singles’ are women. It is estimated that one woman in three lives on her own. This development reflects general social trends, ranging from rising divorce rates to the growing professionalization of women and their dissatisfaction with a traditional model that offers them a future organized solely around ‘husband-baby-home’. At the same time, the attractions of that model still linger and the fairytale prince is by no means a figure from a story or a remote past. Even in an age in which the internet promises that love is ‘just a click away’, many women still wait for their prince to come.
    Kaufmann’s sympathetic study of the lives, aspirations and sometimes despair of the ‘new single women’ is based mainly on an analysis of a sample of the hundreds of letters sent to Scorpio Magazine after it published a first-hand account of the single life. Funny, touching and at times profoundly sad, the letters paint a collective portrait of the single woman and her life that is both intimate and socially significant. Kaufmann concludes by situating their stories in a broad comparative context and considering the possible impact of novel phenomena such as the recent vogue for ‘mail-order brides’.

  3. EU diz:

    Este tipo de arte impõe muito respeito.
    Há uma exposição extrema, limite, à dor.
    Transmite um sentimento de desprotecção brutal e invulgar (ainda mais porque este sofrimento parece ter muito de voluntário). A desprotecção atinge em cheio o espectador.
    (As “pessoas comuns” costumam fazer o caminho inverso, ou seja, protegem-se da dor)
    É difícil de entender, é enigmático, mas seja o que for, eu sinto muito respeito.
    Impressiona e fere quem está do outro lado!

  4. EU diz:

    Alguns temas convidam à reflexão.
    Pensamentos soltos:
    Só quando se anula a distância entre “eu” e “eu”, se consegue descodificar com maior nitidez a distância ou a proximidade entre “eu” e os “outros”.
    O que há de comum em todos os seres humanos logo à nascença?
    Vulnerabilidade, sem dúvida.

    Há diversos mecanismos de defesa, nos quais os seres humanos vão optando, escolhendo, passo a passo, a sua forma preferencial de refúgio, entre estes destaco dois, por parecerem estar nos pólos extremos:

    Denegação – face ao que ameaça desestruturar um qualquer “eu”. A pessoa Vê, mas Cega-se, Ouve, mas Ensurdece-se, Entende, mas logo, logo, tolda a razão. Refugia-se na mentira.

    Ironia – forma muito activa e inteligente de criar distância intencional face ao que foi e é percepcionado. Não nega a realidade, até a denuncia de forma artificial e criativa, mas impondo-lhe muita, muita distância.

  5. Saloia de Alijó diz:

    Ó menino Carlos,

    Desculpe lá uma pergunta… Não gosto muito de incomodar.
    Isto aqui não é uma arte que dizem para aí serem coisas do Diabo (credo, cruzes, canhoto! Já me benzi!) e muitas ideias isotérmicas?
    O que é isso da isotermia?

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