(psi)debates

Pois pensei muito antes de responder. Achava que o não deveria fazer porque o Luis Moreira tem razão: o seu post não é sobre “homossexualidade”. O seu post é sobre prácticas médicas – de psiquiatras, neste caso – que assumem como “doença” algo que não é “doença”. Esse debate entre os profissionais de saúde mental deverá ser acompanhado com atenção. Eu irei fazê-lo e aconselho-o a fazer o mesmo!
Mas já agora, e assim de um modo simples: nenhum “homossexual” deve ser tratado pela sua “homossexualidade”; aquilo que o faz precisar de ajuda terapêutica – como tantas vezes reafirma o Luis -, não é a sua “homossexualidade”, mas sim a sua “homofobia internalizada“; ou seja é a pressão cultural e social para papéis pré-definidos em torno da sexualidade (e do género) que provocam a necessidade de apoio terapêutico.
Como afirma Nuno Carneiro, no livro já citado aqui, e que aconselho vivamente a leitura: “o objectivo da intervenção psicológica afirmativa passa a ser, deste modo, o da redução da homofobia internalizada e do heterosexismo internalizado, com vista à aceitação, por parte do individuo, dos seus desejos e das suas experiências a à escolha da sua própria identidade” (pp.130)
Última nota meu caro Luís: neste tema, por conhecimento e experiência pessoal (adquirida na minha história pessoal e da partilha que tenho sobre o tema no trabalho social que faço) não preciso discuti-lo com ninguém. E estive mesmo a namorar, que é algo que gosto de fazer!

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