A Bela Vista da Prosperidade Económica Europeia

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José Sócrates – quem mais? – fez hoje uma agudíssima análise sobre o que se está a passar no bairro da Bela Vista em Setúbal. Admiro, sempre admirei, profundamente a sua capacidade analítica e mais, muito mais, admiro a sua faculdade de prever e assegurar o futuro, de proferir sempre uma palavra de esperança para Portugal, para os portugueses, para os portuguesas, os setubalenses, os portuenses (que hoje vão ser campeões nacionais de futebol), os bracarenses e, em suma, todos os portugueses e portuguesas. Mas também se dirige constantemente o primeiro-ministro a todos os democratas portugueses e à democracia portuguesa.
Serve este preâmbulo para destacar, repito, as suas declarações sobre o que se passa na Bela Vista em Setúbal. Dirigindo-se, suponho eu, a todos os portugueses e portuguesas (onde espero não estar eu incluído, pelo menos nunca gostaria de inetegrar aqueles a quem José Sócrates se dirige, esperando eu que o primeiro-ministro nunca se me dirija), falando, portanto, sobre o que se passa na Bela Vista, declarou Sócrates – solemente – que “EM DEMOCRACIA A POLÍCIA NÃO É ATACADA”, o que debveria supor a inversa “Em democracia a polícia não ataca”, mas a concepção de democracia de José Sócrates é diferente da minha (e da maior parte das pessoas que passam por estas páginas, espero!). E disse mais: “O QUE SE PASSA NA BELA VISTA É UM ATAQUE À DEMOCRACIA” (declaração sublinhada pelo pivô da TVI 24, não a ouvi de Sócrates porque entretanto desliguei logo a televisão, mas é a frase consequência da anterior), e eu fiquei sem saber quantos jornalistas iria o primeiro-ministro processar, quantos habitantes da Bela Vista também iriam ser processados ou encarcerados por viverem num gueto sem esperança nem presente nem futuro.
Substitua-se, no texto seguinte, “Los Angeles” por Setúbal, “Califórnia” por Grande Lisboa (com um índice de riqueza, dizem as estatísticasm, superior à média europeia), substitua-se “prosperidade americana” por properidade europeia (“porreiro, pá!”), e, de resto, está lá tudo, num texto escrito por Guy Debord em meados dos anos 60 e publicado no nº 10 da Internationale Situationnite (com o certeiro título, «Le déclin et la chute de l’économie marchande»):
“A revolta de Los Angeles [Watts] é uma revolta contra a mercadoria, contra o mundo da mercadoria e do trabalho-consumidor hierarquicamente submetido à medida da mercadoria.(…) Como é que os homens fazem a história a partide de condições preestabelecidas para lhes dissuadir de intervir? (…) Promete-se-lhes que acederá, com paciência, à prosperidade americana, mas eles vêem que essa prosperidade não é uma esfera estável, mas uma escalada sem fim. Quanto mais sobem, mais longe estão de qualquer cume, porque desfavorecidos desde o ponto de partida (…) a hierarquia que os esmaga não é apenas a do poder de compra como facto económico puro, ela diz respeito a uma inferioridade essencial que lhes impõem todos os aspectos da vida quotidiana, costumes e juízos prévios de uma sociedade onde todo o poder humano se alinha segundo o poder de compra. (…) a riqueza individual de um negro não produz mais do que um negro rico, uma vez que os Negros, no seu conjunto, devem representar a pobreza numa sociedade hierarquizada.”

Gostaria apenas de voltar à frase mais absurda, inútil e sem sentido que já ouvi de um político sobre um motim ou conflito social, em Portugal ou no exterior: “EM DEMOCRACIA A POLÍCIA NÃO É ATACADA”, “NOS ESTADOS DEMOCRÁTICOS NÃO SE ATACA A POLÍCIA”. Até quando vamos ter de suportar análises deste quilate?

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22 respostas a A Bela Vista da Prosperidade Económica Europeia

  1. Pingback: cinco dias » E porque é que aquilo que se está a passar na Bela Vista em Setúbal não há-de ser também um ataque ao Partido Socialista??

  2. é o que dá serem democratas há pouco tempo

  3. j diz:

    Quando ouço um responsável político a defender soluções policiais, do tipo de que são necessários mais polícias, fico preocupado.

    Problemas que não se resolvem com mais polícia mas antes com mais política.

    Conheço muito bem a esquadra e como está inserida numa comunidade problemática, com muita segregação racial e desemprego.

    E uma governadora civil vir defender soluções policiais é da mais completa ignorância. Para não dizer de falta de sensatez.

  4. Carlos Fernandes diz:

    Concordo com o comentador J aqui por cima; um (des)governo que mais não tem feito do que dar cabo da economia portuguesa ( veja-se por exemplo os milhões em fundo europeus desperdiçados na agricultura) ou, entre tantos outros exemplos, na falta de apoio à indústria do mobiliário (e favorecendo ao mesmo tempo fábricas da Ikea para rebentarem com esta indústria!).

    Donde, a criminalidade advinda do desemprego não se combate com a polícia, mas com a política, claro! Por exemplo: se o Governo criasse uns milhares de postos de trabalho na limpeza das matas era emprego que criava e eram muitos milhões em horas de voos contratadas e combustível que se pouparia no combate aos incêndios…

    Debord tem razão neste texto e em muitos outros textos pertinentes, nomeadamente sobre o mundo dos media e da publicidade, muitas vezes as suas análises perdem é objectidade e validade porque sendo um indíviduo muito inteligente era muito formatado e doutrinado numa grelha rígida de leitura das coisas caduca e desadequada, o marxismo ( e caduco tb. hoje, como se constata também pela crise financeira dos EUA, o seu reverso, o capitalismo).

  5. Joane, o Parvo diz:

    Só quem não observar, questionar e reflectir acerca do que tem vindo a acontecer em Portugal, deixará manipular a sua opinião (se algum dia a chegou a ter?) entregando a sua capacidade crítica a “mãos alheias”, a algum analista político que se lhe apresente como “iluminado e ou superior”.
    Na generalidade concordo com o comentário de j : isto só se combate com melhor (muito melhor…) política e muito mais ética.

  6. carlos graça diz:

    Em Portugal, a Democracia é transformada num “fait-divers”…

  7. Patricia diz:

    Compreendo perfeitamente que a violencia dos bairros problemáticos(classificação feita por muitos orgãos de comunicação social e comentadores) merece que se faça várias analises sociológicas.Contudo parece-me desajustado que neste momento em que existe uma situação descontrolada,é um facto que alguem atirou de um carro em andamento tiros a esquadra da policia,tanto da parte dos politicos que defendem soluções de força como daqueles que tentam explicar as circunstancias especiais em que vivem algumas pessoas daquele bairro,e não todas,porque vivem lá muitas pessoas pacatas e ordeiras que enfrentam os mesmos problemas que os outros,sejam feitas certas declarações a CS que possam dificultar o trabalho de quem tenta repor a calma e a segurança de todos os que lá vivem.Infelizmente em democracia,tanto em Portugal como no resto do Mundo vimos a policia ser atacada e desrespeitada,e no que nos diz respeito a policia ataca muito pouco.Agora não podemos por ao mesmo nivel os agentes policiais e os cidadãos que não cumprem ordens,atiram pedras e engenhos inflamáveis por muitas desculpas que os sociólogos lhes possam atribuir.

  8. almajecta diz:

    depois de andar por aqui a investigar artística e científicamente as degolações da lamina de St. Simon Zealotes, mais a morte de St. Paul, saltas-me com este problema de violência pirotecnica da pastilha na costa azul. “Ó sou guarda! saia daí, deixe passar”.

  9. Chico da Tasca diz:

    Senhor Carlos Vidal : no cerne disto está uma caixa multibanco que estava a ser roubada, posterior resistência à policia, e em consequência, reacção desta tendo morto o assaltante.

    O ladrão sujeitou-se, lamento mas tenho pouca pena dele. Agora é fazer-lhe o funeral, felicitar a policia por, por uma vez, ter actuado em tempo devido, e seguir em frente.

    Aliás o senhor que vem para aqui debitar vulgaridades sobre a policia diga-me : como são ou eram as acções policiais nos paises que têm ou tiveram o regime que você defende, por exemplo, a Coreia do Norte, a Ex-União Soviética, a China, entre vários outros ?

    O facto de alguém viver ma quinta da bela vista não é desculpa para praticarem crimes, e se há alguma condenação a fazer à policia e à justiçae ao estado, é o serem brandos, demasiadamente brandos !!!!

    Só lhe pergunto o seguinte : o que é os donos dos carros que foram incendiados esta noite e na outra, têm a ver como que se passou ?

    Quem é que lhes vai pagar o prejuizo ?

    Ou você acha que o Estado, que somos todos nós, nos devemos curvar com medo destes bandos ?

    Não sei se sabe, mas em Setubal neste momento já há muita gente que pura e simplesmente não sai à noite, o comercio da baixa fecha cedo, à noite não há vida, porque esta escumalha está a coartar a liberdade dos outros com base no medo !

    O que você está para aqui a escrever é demagogia barata e populismo !

    Acho0 muito bem que o Sócrates dê ordens explicitas à Policia para responder, mas responder duro, a todo e qualquer acto de vandalismo e/ou de intimidação. É para isso que os portugueses lhes pagam !

    E não venha com a treta das infâncias infelizes porque isso é manta que dá para tudo.

    E tb não venha com as condições do Bairro da Bela Vista porque uma coisa é certa : as pessoas são livres de de lá sairem. E que eu saiba pelo menos têm uma casa que práticamente é paga pelos impostos dos portugueses.

    Se não gostam vão ao banco, peçam um empréstimo e comprem uma. É isso que os restantes portugueses são obrigados a fazer.

  10. pauloc diz:

    Um gajo abre um bloco do multibanco e é morto,pq estava a fazer mal ao bloco de ferro,pois claro!Por outro lado,há uns ‘senhores’ q dizeram aos burgueses:’podem pôr aqui o vosso dinheiro q é multiplicado por muito’…vai-se a ver, não há dinheiro e, estes signiores estão cheios de massa e a bófia não vai a eles,porquê sr xico da tasca fascista envergonhado?

  11. Chico da Tasca diz:

    Pauloc o problema não é a caixa de ferro. O problema é : cagam as paredes e ninguém faz nada, a seguir roubam nos comboios e nada acontece, como tal passam ao carjacking e são soltos; vão de seguida às caixas de ferro e nada se passa; onde vão a seguir ? A si, e aos seus bens, e aí você começa a clamar por justiça.

  12. Sofia diz:

    A culpa, de facto, não me parece estar nos polícias, parece vir lá mais de cima, mesmo ali dos lugares mais altos, digamos assim, daqueles que tudo fizeram para que Portugal se tornasse numa dúzia de quintas feudais, enquanto milhões de cidadãos não têm comida para pôr na mesa.
    Assim se construiu uma Bela Vista, tão bela, tão bela, tão bela… que até cega quem a diz ver…
    Contudo, a culpa, em Portugal, é muito fina, já se sabe, veste sempre a marca exclusiva pé-descalço (ora, tivesse aprendido a roubar sem dar nas “belas vistas” dos outros!)

  13. Joane, o Parvo diz:

    Um convite aos políticos (extensível aos amigos e amigas):
    Venham passar as vossas férias grandes à Quinta da Bela Vista. Usufruam! A vida é Bela!
    É o que se costuma dizer. “Vão para fora cá dentro”.

  14. LAM diz:

    Os bairros sociais como os guetos deviam ter grades. Cercas de arame farpado e valas de aí uns 10 metros. Iluminadas à noite.

    Aquela gente nunca vai sair dali sem ser através de qualquer golpe, seja na caixa multibanco ou a algum distraído que vá a passar. Se absolutamente nada é feito durante dezenas de anos que garanta outra prespectiva aos milhares nessa situação, ali ou noutros locais do país, só por mero pudor e porque destoa nas fotografias ao lado dos greens ainda não se avançou com isso. Agora era uma oportunidade. Nos estados democráticos dos amigos não se ataca a polícia. Aliás, nos estados democráticos dos amigos a polícia está lá exactamente para proteger os amigos.
    Deixem-se de pruridos e avancem com as grades e o arame farpado. O João Proença com jeitinho também alinha.

  15. maria monteiro diz:

    Então e o voluntariado cá dentro? Pois, pois, é bem melhor ir para África…. dá status

  16. Helder diz:

    Ainda não percebi porque uns tipos que, por pensarem que são de esquerda, dizem as barbaridade que se lêem por aqui: defendem os bandidos e arruaceiros porque é bonito e é de esquerda. Ser de esquerda não é isso. Ser de esquerda é combater as injustiças e a falta de solidariedade que exista na sociedade portuguesa. é combater o Ministro das Finanças que usa o dinheiro de nós todos para o esbanjar em comissarios politicos das empresas e dos organismos públicos… Ser de esquerda é querer viver com dignidade e em paz. Ser de esquerda é combater os bandidos e puni-los de forma exemplar. Os bandidos devem ser reprimidos violentamente para que possamos viver com dignidade. A policia faz bem quando reprime os bandidos. Ou acham que os robos, os assaltos e a vilencia dos gangs são actos politicos de combate ao governo. Esqueçam que são do partido comunista e usem a cabeça para pensar!

  17. maria monteiro diz:

    Não era do partido comunista mas pelas suas dessasombradas tomadas de posição foi apodado de «bispo vermelho».
    Reacção do próprio:«Se ser bispo “vermelho” é estar sensível e claramente contra situações de injustiça… então tenho muito gosto em ser bispo “vermelho”». Poderia ter dito também: se, por isso, sou «vermelho», Cristo também o foi.
    D.Manuel Martins não se limitou a acusar os responsáveis… sentiu, muitas vezes, a necessidade de espicaçar os que sofriam, para que eles próprios lutassem pelos seus direitos.
    Como Bispo de Setúbal notabilizou-se no combate à pobreza da década de 80….

    Tudo isto e muito mais no livro de António de Sousa Duarte “Bispo de Setúbal- A Vida de um Homem Plural”

  18. André Filipe diz:

    O problema da criminalidade não se resolve com a polícia mas sim com maior integração e melhores condições de vida para as pessoas que vivem nos bairros sociais. Isto passa por melhores escolas, condições de saneamento bairro, oportunidades de trabalho, cuidados de saúde, espaços de lazer, etc. Se este tipo de medidas forem realizadas com sucesso, haverá um desejo menor de enveredar pela criminalidade violenta, uma vez que a maior parte destes criminosos (penso eu) o é não por necessidade mas porque não se sente integrado e está revoltado com a sociedade em que vive. É óbvio que em bairros pobres com uma grande homogeneidade de estratos sociais sem grandes perspectivas de vida (emprego bom e estável) os jovens vão ser aliciados pelo dinheiro sem esforço e pelo poder aparente de uma vida de crime.

    Contudo, parece-me que temos que ser pragmáticos. Não é razoável achar que podemos ou devemos ajudar todos os indivíduos que cometem crimes. Aliás, pelo contrário, devemos punir fortemente certo tipo de crimes para desincentivar a sua prática. Um indivíduo que está disposto a matar outras pessoas para conseguir disso algum lucro material, sem ter uma necessidade imperiosa de o fazer, está para além de qualquer ajuda que não envolva a privação da sua liberdade.

    Neste caso concreto, tratando-se de um indivíduo que actua em gangue, faz car jacking utilizando armas de fogo (sabendo nós o risco que isso acarreta para o condutor e os passajeiros do carro) e assalta sistematicamente multibancos a actuação da polícia têm de ser drástica porque não pode permitir que semelhante pessoa continue em liberdade. Penso que é preferível matar um indivíduo tão perigoso como esse a deixá-lo fugir, sem com isto duvidar de que o melhor cenário seria prendê-lo e trazê-lo à justiça.

    Concluindo, o policiamento e as leis estão longe de resolver o problema de base deste tipo de criminalidade e por isso terão um papel reduzido na sua prevenção. Contudo, parece-me racional que a única resposta possível a um assaltante reincidente, integrado num gangue, armado, perigoso e que foge à polícia é o recurso à força! Ou em jeito de aforismo: quem vai à guerra dá e leva!

  19. maria monteiro diz:

    Que em 23 de Maio seja a Manifestação de TODOS NÓS
    (re)lembrando a senha

    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade
    O povo é quem mais ordena
    Dentro de ti, ó cidade
    Dentro de ti, ó cidade
    O povo é quem mais ordena
    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena
    Em cada esquina um amigo
    Em cada rosto igualdade
    Grândola, vila morena
    Terra da fraternidade
    Terra da fraternidade
    Grândola, vila morena
    Em cada rosto igualdade
    O povo é quem mais ordena
    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade
    Jurei ter por companheira
    Grândola a tua vontade
    Grândola a tua vontade
    Jurei ter por companheira
    À sombra duma azinheira
    Que já não sabia a idade

  20. Nós os Bons! diz:

    André Filipe,
    Ai, a inveja que sinto dessa sua capacidade de pragmatismo, dessa análise da realidade tão à superfície.
    Nós, os Bons, resolvíamos a tiro tudo o que ameaça a nossa estabilidadezinha.
    Esquecíamos assim duma só assentada, porque é que Eles, os Maus, se revoltaram contra Nós, os Bons.
    É matá-los a, Eles, todos! Já!
    Deitar a cabeça na almofada, dormir em paz e acordar para viver a nossa estabilidadezinha reposta: Que Bom para Nós, os Bons!

  21. Nós os Bons! diz:

    Chico da Tasca,
    “Alcoólicos Anónimos é uma comunidade de homens e mulheres que partilham entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum e ajudarem outros a se recuperarem do alcoolismo.
    O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber.”
    Cumprimentos,
    O Bom samaritano

  22. Paulo Ribeiro diz:

    ora bem! temos uns quantos loucos empedernidos que enchem a peitaça e clamam: justiça! mas, a dita, pernas para que te quero. não fora suspeitar, que, a maioria desta esquerdalha nem sequer sabe porque é de esquerda, então, talvez, ainda perdesse o sono com alguns, certamente sinceros, sinapismos de mostarda à boa maneira do nosso amado eça. mas qual quê!? então não se sabe já, que, justiça social – à boa maneira de alguns andrés filipes – só se fez em duas alturas, invariavelmente com o mesmo resultado? quais? bem… um, a célebre cama de procustres. para que todos os atenienses fossem iguais perante a lei, nada como, cortar a cabeça a uns e os pés a outros, e assim, todos cabiam na medida justa e universal: a cama do dito! a outra, bom, todas as experiências do chamado socialismo cientifico, aplicado com toda a beatez possível na urss, na china e por aí fora. corta-se a cabeça, perdão, o pensamento livre e a mobilidade, e, todos são iguais na mesma merda, ponto final

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