IDENTIFICAR e PUNIR

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Manet. “Execução de Maximiliano”. 1867

 

“(…) crime contra a liberdade e a integridade moral e física, e portanto de caso de polícia. (…) é de lamentar que a bateria de jornalistas presente no local não tenha tido a presença de espírito – e a coragem – de questionar agressores e injuriadores. Mas as autoridades teriam decerto a maior facilidade em identificar os envolvidos a partir das muitas imagens de TV disponíveis. (…) Não é o facto de Vital Moreira não ter tido necessidade de receber tratamento hospitalar e ter saído pelo seu pé da zona de perigo que torna menos grave e menos ilegal o que se passou ou afasta a necessidade de tornar claro que agredir e injuriar são crimes previstos pelo Código Penal, agravados pelo facto de, claramente, terem sido cometidos por ódio político (agravamento previsto desde 1995). (…) fascismo, pressão e perseguição foi o que sucedeu neste 1º de Maio, com gente a arvorar-se em polícia política a coberto do anonimato e da cobardia do número, num linchamento simbólico. (…) Porque o contrário do fascismo é a democracia, não é outro totalitarismo qualquer.”

Mas há alguém que não consiga identificar, de imediato, a autoria desta prosa de bravura democrática? É preciso link??

Como é que se consegue escrever isto, ter orgulho nisto (duas vezes publicado, em jornal e blogue) e andar com isto dentro da cabeça durante uma semana?

 

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Manet. “Execução de Maximilano”. 1867

 

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28 respostas a IDENTIFICAR e PUNIR

  1. F.C. diz:

    Eu consegui identificar quem escreveu essas linhas. É preciso identificar?

  2. Carlos Vidal diz:

    Creio que não, F.C., creio que não.
    Guardemos o nome na cabeça (quiçá para rir um bocado, se nos for permitido e sem processo em cima).

  3. Chico da Tasca diz:

    Mas onde é que está menos correcto nessa prosa ? É evidente que tudo o que está aí escrito é correcto.

    O Vital Moreira foi injuriado, insultado, ameaçado e obrigado a abandonar um local público !

    E porquê ? Porque cometeu algum crime ? Não. Foi-o porque ousou sair do PCP há 20 e tal anos, e porque as suas opiniões não agradam aos comuno-fascistas !

    Se os comunas fazem valer a sua ideologia com base na intimidação e da ameaça, e é verdade que o fazem e fizeram-no sempre ao longo da história, porque o Comuno-Fascismo só se implantou em cima de crimes e de atentados aos direitos das pessoas e de muito sangue, qual é perplexidade do carlos vidal com este texto ?

    Ou será

  4. Chico da Tasca diz:

    Carlos Vidal, você quer identificar e punir o autor desse esclarecido texto como bom Comuno-Fascista que é ?

  5. Sofia diz:

    Não é preciso link. Há um curto-circuito na veia.
    Isto já está anedótico!

  6. Sofia diz:

    Quem escreveu isso, transcrito aí em cima, interessa pouco: é ruído repetitivo.

    Entre os Alpes e a Estação de Antuérpia respira-se, sim, liberdade inebriante, criativa e repleta de harmonia.

    Há, por aqui, a tal musicalidade definida por um grande poeta:
    ” …música é apenas matemática
    caindo dentro de água
    majestosamente.
    (…)
    E o som é uma longa viagem.”

    “The hills are alive with the sound of music
    With songs they have sung for a thousand years
    The hills fill my heart with the sound of music
    My heart wants to sing every song it hears.”

    De momento, nada mais polarizante do que este “dó, ré, mi…” directamente da Bélgica:

  7. Carlos Vidal diz:

    Camarada Chico da Tasca, identificar e punir é o que pretende o notável texto de que não apresento autor (por desnecessário).
    Punir tudo e todos, e você não pense que está a salvo também lá porque vota PS.
    Quanto a punir o autor do “esclarecido” texto, acho que a melhor punição é reproduzi-lo muito, muito, para ser muito lido……e festejado!

  8. Pisca diz:

    Deixam as “serviçais” mexer nos papéis é no que dá, estas pérolas de linguagem

  9. Se os papeis se invertessem, viamos o bobo deste blog (CV) a aclamar contra a PIDE do PS e contra a ditadura em que vivemos.

    Não que o CV seja um democrático por excelência…

  10. Carlos Vidal diz:

    Ricardo da arrifana, cuidado com a língua.
    (Isto não é o “Jugular”, ‘inda não chegámos aí.)

  11. Se eu fosse comunista, já acharia divertidíssimo que alguém me julgasse insultar chamando-me ‘comuna’.
    Chamar a alguém ‘comuno-fascista’, como o faz o Chico da Tasca, é fabuloso – é uma superação da realidade que não está ao alcance de qualquer um, não senhor.

  12. m&m diz:

    «Ricardo da arrifana, cuidado com a língua»

    Fiquei confuso; afinal o Vidal adovga ou não adovga o direito ao insulto? não acredito que queira punir o Ricardo…

  13. Identificar e punir, pois claro que sim. Senão que sentido tem a revolta?
    Sem a possibiidade de castigo que dignidade poderá haver no crime?

  14. Carlos Vidal diz:

    Mais uma vez, caro miguel, no mesmo barco.
    Sem pacifismos de espécie alguma (isso é moral de “arrastão”, que por cá nunca se usou).

    m&m,
    Aprecio o insulto ao ponto de o estimular.

  15. LAM diz:

    Assim de repente não estou a ver a origem do texto. Palpita-me no entanto que possa ser do Francisco Assis a propósito das agressões em Felgueiras. E acho que tem razão: ninguém diria ocorrer uma coisa dessas num partido com tanta urbanidade. (a parte em que se fala do Vital Moreira é que me baralha um bocado, confesso)

  16. A.Silva diz:

    A senhora está mesmo a perder a piada toda.
    De notar duas coisas:
    1 – A tendência para a desonestidade que a “família” politica desta gente tem.
    2 – O crescente apelo à repressão das manifestações de protesto a este governo que a “família” politica desta gente faz.

  17. LAM diz:

    Há determinadas acções de zelo político, incompreendidas no momento mas que o tempo acaba por dar razão: se o partido socialista cof cof tivesse enviado a polícia às sedes dos sindicatos antes das manifestações do 1º de Maio como fez com as manifestações dos professores nada disto teria acontecido e, se por algum motivo alguém durante a manifestação do 1º de Maio mijasse fora do penico, já estava previamente identificada dispensando agora não só o partido socialista cof cof como determinados grupos corais de fingirem que pedem o que não querem saber. A democracia, ensinou-nos o partido socialista cof cof, se for de imediato controlada pela polícia não encerra qualquer risco.

  18. maria monteiro diz:

    Chico da Tasca,
    certamente que andou a ouvir muitas palestras da beata Z.S.

  19. Pingback: cinco dias » Está confirmadíssimo: iremos todos prá cadeia

  20. CV…

    Cuidado com a língua???

    Vai-me recambiar para um gulag??

    Ou vai dizer aos seus camaradas para me virem dar uma sova?

  21. Carlos Vidal diz:

    Não Ricardo Ferreira.
    Proponho-lhe antes que aprecie o grande grande Manet, e se cale.

  22. almajecta diz:

    Estas pinturas narrativas aludem a crimes de ódio com certeza, articulando política e teoria do sujeito numa justa esteticização do terror.

  23. almajecta diz:

    “O PS sempre foi desastrado a gerir a comunicação social. Tem um talento enorme para, entre tanta gente boa, ir sempre buscar as ovelhas ranhosas. Foi sempre assim, desde o 25 de Abril”, afirmou Emídio Rangel, em entrevista ao programa “Politicamente” do Rádio Clube, que irá para o ar amanhã ao meio-dia.

  24. Carlos Vidal diz:

    E espero que continue a ser desastrado. Claro, que desapareça!
    Já viste se esses gajos fossem eficazes?

  25. almajecta diz:

    imbecis, oportunistas e mandantes em geral. Nem a FCT ou a FCG os salva. Vitória ou Morte.

  26. CV: não preciso das suas “licções” de arte…

  27. Carlos Vidal diz:

    Ó Ricardo Ferreira, você é que frequenta sítios infrequentáveis.
    Infrequentáveis para si, e ainda por cima, persevera.
    Se o mandei calar-se, não lhe dei nenhuma “lição de arte”, óbvio.

  28. Carlos Vidal diz:

    Eu também acho, Jecta, que um imbecil visceral, não pode ser salvo, por muito que tente, pela FCT ou FCG. Mas isso perceberão eles depois. Deixa-os (deixa-as).

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