O mais recente livro de ALAIN BADIOU

Chegou-me agora neste momento preciso o mais recente livro de Badiou, L’Hypothese Communiste (Lignes, Abril, 2009). Com a sua frase emblemática, na contracapa:

“O capitalismo, e a sua democracia de superfície, é aquilo que há de mais velho, é aquilo que está condenado, é a renúncia ao pensamento, a renúncia à acção segundo os princípios de um pensamento. Por outro lado, é a hipótese comunista, seja qual for o nome que tiver (emancipação, igualdade…), é esta hipótese que é nova e totalmente legítima.”

Livro a regressar, obviamente.

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21 respostas a O mais recente livro de ALAIN BADIOU

  1. ezequiel diz:

    o Badiou a tentar dar uma nova cor a uma velha ideia. como se a renovação semântica fosse o suficiente.

    o “totalmente” é revelador, de facto.

    um sistema totalmente legítimo?

  2. ezequiel diz:

    caro Professor Vidal,

    para q possa apreciar o magnífico intelecto deste philosophe.

    portentoso, de facto.

    estou a tentar ser irónico, evdt.

    http://video.google.co.uk/videoplay?docid=7936414602517427743

  3. ezequiel diz:

    S: are you a communist?

    AB: the idéa of comunism, we have to reconstruuct a new ideal!!

    S: but how can you be something you dont know…!?!?!

    AB: faith is a great thing, sometime!!

    S: so, you have faith in something you do not know?

    AB: yes, it was a surprise! Sarkozy is inside the idea of continuity but it is not the same sarkozy as before…!!!??

    🙂

  4. Carlos Vidal diz:

    Numa tradução à pressa, acrescentei eu próprio o “totalmente”.
    Foi o entusiasmo da “boa nova” e do carteiro a acabar de sair.
    Badiou: “qui est nouvelle et légitime”.
    O “totalmente” está implícito em Badiou. Se eu mantivesse a tradução literal ficaria “novo e legítimo”. O que um brincalhão sem graça transformaria logo em “novo ilegítimo” (sem dúvida).
    E eu não gosto de brincalhões.

    De qualquer modo, o “totalmente legítimo” foi também por eu querer ligar o enunciado “novo, legitímo” a uma hipótese de desobediência à democracia, democracia que eu considero o mais tenebroso espartilho ao pensamento e à emancipação, ou melhor, à invenção de uma colectividade inédita.
    Trata-se de uma sinonímia entre invenção e desobediência (tema badiano, claro).
    OK ?

  5. ezequiel diz:

    O Sr Alain é o meu brincalhão preferido.

    Muito obrigado pela acrobacia semântica. foi divertida.

  6. ezequiel diz:

    “O que um brincalhão sem graça transformaria logo em “novo ilegítimo” (sem dúvida).”

    isto deve ser um tributo à ideia Lacaniana de que todo o conhecimento é paranóico.

    tal coisa nunca me passaria pela cabeça, sr. professor.

    o “totalmente” é muito pior do que o “novo ilegítimo.”

  7. ezequiel diz:

    “E eu não gosto de brincalhões”

    qual é a importância filosófica desta sua aversão a brincalhões?

  8. ezequiel diz:

    o que tem piada é que o sr alterou por completo a tradução (c’est mon métier)…

    tudo por causa do entusiasmo e da aversão aos brincalhões….

    muito bonito!

    cumprimentos,
    ezequiel 🙂

  9. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo,

    O Badiou está inocente nisto.
    O seu pensamento idem.
    Penitencio-me. Sou honestíssimo.
    E já me confessei.
    O que quer dizer que o pensamento, o que pensa ele, o Badiou, está em consonância com o ezequiel.
    Apnhaste-me eu também te apanhei.
    Boa.
    Já vais embora?
    Eu vou, mas volto logo.
    O sr. professor está a escrever sobre o “carácter invisual” da pintura, de Caravaggio a Bruce Nauman (pró ano nas bancas).
    Get real.
    CV

  10. ezequiel diz:

    Caro Professor,

    esta sua propensão para os filmes polícia-ladrão começa a preocupar-me.

    apanhou-me? onde? a fazer o quê? 🙂

    eu não cometi erro nenhum, sr Prof.

    tenha juízo. por vezes a desgraça n tem que ser democraticamente distribuída.

    bonne voyage,

  11. Camelo no buraco da agulha? diz:

    Ca ganda brin calhão 😉
    Há tempos era o justíssimo… agora é o honestíssimo… outras vezes é o todos… depois, em qualquer país do mundo… e até, alguém duvida?
    Ena, pá… ca ganda bocarra. Vamos aos descontos: noves fora, nada!

  12. ezequiel diz:

    tenha a simpatia de me oferecer 1 livrinho seu (espero que se fique pela estética pois, como sabe, não consigo digerir a sua política). com autografo e tudo. 🙂

  13. almajecta diz:

    e ainda: politically, the left is obsessed with state power; culturally, it indulges moral permissiveness. As state intervention increases, it creates welfare dependency, corroding individuals’ self-reliance and allowing social bonds, such as the traditional family, to atrophy. Meanwhile, absolute moral authority is replaced by cultural relativism and, in the British version, “political correctness”.

  14. Carlos Vidal diz:

    ezequiel, seguirá oportunamente, depois de aqui o meu caro amigo deixar endereço.
    Ou então enviar seu endereço para vidalt@nullnetcabo.pt
    (pronto, lá vão os fachos usar este e-mail e encher-me a caixa – o PS é um perigo, e eu nunca ouvi mais ninguém, nem o PNR, dizer “quem se mete connosco leva” – Jorge Coelho dixit)

    De qq modo, ezequiel, enviar dados, ou pô-los aqui, na caixa de coments.

  15. ezequiel diz:

    ok. muito obrigado.

    cumprimentos, ezequiel

  16. almajecta diz:

    A denunciation of the ‘Rat Man’
    Alain Badiou launches a scathing attack of the ‘bling bling’ French president, but British politicians should take note, warns .

  17. almajecta diz:

    Um aborrecimento estes abutres e hienas que aparecem ao mais leve cheiro de crise, protestantismo indulgênte e stalinismo. Vivemos no politicamente correcto, na paz dos anjos e na tranquilidade para sempre que é oportuno proporcionar-nos este espectáculo.
    Ora bolas p’rós autodidactas.

  18. Peter Maynard diz:

    Pois

  19. almajecta diz:

    Vamos lá cambada, -¿En qué consiste la hipótesis comunista?

    -A partir de la Revolución francesa se constituye poco a poco, a principios del siglo XIX, la idea de un vínculo esencial entre, por una parte, la opresión política, la existencia del Estado y la naturaleza oligárquica del poder -sea cual fuere la forma-, y, por otra parte, la propiedad privada, especialmente de los medios de producción y de los instrumentos de la circulación financiera (grandes dominios rurales, talleres y fábricas, bancos). La hipótesis comunista consiste en decir que es racionalmente posible una organización totalmente diferente de la comunidad de los vivientes humanos, una organización basada en la apropiación colectiva de la producción, la igualdad estricta, el fin de la división del trabajo (polivalencia de todos) y, en consecuencia, la ruina del Estado. De lo que se trata, en suma, es de que la especie humana se eleve por encima de la animalidad darwiniana y deje de considerar que son inevitables la competencia egoísta, la lucha de todos contra todos y la desigualdad monstruosa de las fortunas. Pensadores y hombres de acción como Marx, Lenin, Mao y tantos otros muestran que la clave del problema reside en la organización política de los dominados y en su invención de una nueva disciplina interna, invención que les permita sustraerse al poder de las oligarquías económicas y de sus representantes de Estado. Propongo decir que, sin esta hipótesis muy general como horizonte ideológico, es imposible pensar y practicar una política de emancipación.

    A quien calificara a Badiou de idealista, Badiou le respondería que “vivir y vivir por una Idea son una sola y misma cosa”. A quien calificara la hipótesis comunista y la idea de igualdad de “humanas, demasiado humanas”, le respondería que lo que legitima a la filosofía es, antes bien, producir “formas nuevas para acoger el orgullo de lo inhumano”. ¿Lo inhumano?

  20. Camelo no buraco da agulha? diz:

    «Na província de de Hubei, na China , os funcionários públicos são obrigados a fumar. Quem não o fizer é multado.

    A nova regulamentação determina o número de cigarros que devem ser consumidos e as marcas que devem ser compradas pelos funcionários públicos.» [in Jornal de Notícias]

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