Apenas um comentário pequeno ao post anterior do Paulo Jorge Vieira (achando eu indignante que Saramago proponha a expulsão de camaradas seus do PCP)

Repito somente o comentário que deixei no post do Paulo Jorge, aqui em baixo, “obrigado saramago !”:

“O post não faz sentido.
Nenhum.
Eu gostava de te ver esboçar um gesto de tolerância, cumprimentos e respeito democrático a uma delegação que chefiasse uma manifestação racista e genericamente discriminatória. Como se leria na Bíblia, lança a primeira “pedra da tolerância”, apresenta cumprimentos a Pinto Coelho do PNR, por exemplo, numa próxima manifestação da organização. Avança.
Não é a mesma coisa, dirás. Então lê, primeiro, o que Vital escreveu e pensa da CGTP. Sff.”

ADENDA (15:45): Este meu comentário/post é propositadamente exagerado. Reconheço. Nos comentários do post abaixo, parece haver um  ou dois pontos mais ou menos consensuais: ninguém advoga a violência bruta (ponto 1). Mas é importante que uma pessoa respeite o seu próprio pensamento (respeitando-se a si mesma) – começa aí o respeito pelos/dos outros (ponto 2).

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

16 respostas a Apenas um comentário pequeno ao post anterior do Paulo Jorge Vieira (achando eu indignante que Saramago proponha a expulsão de camaradas seus do PCP)

  1. Luis Rainha diz:

    Não: o respeito pelos outros não obriga ao respeito pelas suas ideias. Nem vice-versa.
    A CGTP é uma excrescência do PCP, a ele devendo obediência. Isto é certo; o que não dá a ninguém o direito de bater nos seus sindicalistas.
    Comparar Vidal ao PNR é de quem se meteu num beco-sem-saída e agora rabia em busca de um alçapão escondido.

  2. pedro diz:

    Este CV é patético. Eu já só venho a este blog para o ver enterrar-se nas suas próprias torpezas…

  3. Carlos Vidal diz:

    Luís Rainha, não entendi nada do teu comentário, muito mal escrito e deslocado do meu post. Não percebi a última linha, absurda: queres dizer “Vidal” ou “Vital” ?
    É pá, vê lá se dás menos gralhas, pelo menos.
    Ou então não é gralha e não faz sentido na mesma.
    Nenhum.

    Se eu não considerar nada o meu pensamento, posso fazer tudo, e nem sequer ter pensamento (há quem não tenha pensamento nenhum, faça tudo casuisticamente, e daí não vem mal ao mundo).

    De resto, se eu desprezar uma instituição ou entidade, é natural que eu prescinda de lhe apresentar cumprimentos.

    Isto é confuso?
    Então, vai ao Lindley Cintra, ao Houaiss, ao Aurélio, à Academia das Ciências, sei lá, pode ser que consigas resolver o teu problema.

  4. Enojado diz:

    O meu aplauso, caríssimo CV.
    E não ligue a vozes de burro como a do comentador precedente.

  5. rosarinho diz:

    Que grande verdade!
    Só quem se respeita a si próprio, consegue respeitar os outros.

  6. Carlos Vidal diz:

    Além do mais, essa frase da CGTP ser excrescência do PCP é a coisa mais antiga e bolorenta que se possa imaginar.

    Com a força do Bloco e de outros movimentos na CGTP e na opinião pública, nessa frase já nem o Chico da Tasca cai.

  7. Joca diz:

    Não tenho dúvidas de que foi a hierarquia do PCP quem planeou com antecedência o enxovalho do Vital Moreira após ter obtido da CGTP a informação de qual era a composição da delegação oficial do PS que, a convite da própria CGTP estaria presente na manifestação do 1º de Maio.
    Isso nota-se na forma unanime e como em todos os sectores ligados ao PCP (incluindo este blog) surgiu de imediato uma “explicação” invariável: Foram uns desgraçadinhos atormentados com a crise provocada pelo PS que não se contiveram e fizeram uns justificáveis desacatos de que, em última análise, a responsabilidade é do Vital.

  8. Ora essa diz:

    Ó Joca, vai-te foder!

  9. Carlos Vidal diz:

    Só uma nota sobre o primeiro comentário deste post.
    Escreve L.R. que comparo Vital ao PNR. Louco, o senhor.
    O que eu digo é que se este, PNR, se estivesse a minifestar, que avançassem os “tolerantes” para os cumprimentos.
    O paralelo, NA SITUAÇÃO DESCRITA, é entre Vital, que apresentou os ditos “cumprimentos” (e os apresentou a quem despreza mais do que a tudo, como se comprova pelos seus textos) e os “tolerantes” que, NAQUELA SITUAÇÃO, iriam também apresentar “cumprimentos” a quem mais desprezam (o PNR).
    Difícil, esta merda??
    Parece que o senhor L.R. do primeiro comentário deste post não percebeu nada do que escrevi.
    Não serei eu a dar-lhe explicações.

  10. rosarinho diz:

    «Pergunta Vital Moreira: “Alguém tem dúvidas de que eram militantes do PCP?”. A frase do candidato socialista pode ser aplicada a outros casos em que, mesmo sem provas e apenas com indícios, todos temos opinião formada?
    .
    adenda: assim se revelam os verdadeiros defensores da presunção da inocência» (cf. blog outra varinha mágica)

    Muito bem observado!

  11. almajecta diz:

    Carlos, este blog está minado por dentro, é intrinsecamente PS e/ou ao seu serviço. Transpira, diverte-te, continua até á vitória final, mas com cuidado.

  12. Carlos Vidal diz:

    Calma Grande Jecta, o Aleister Crowley já paira lá por cima. Amanhã é dia de Kenneth Anger.
    Anger, Anger.

  13. maria monteiro diz:

    “Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo.” [Ghandi]

  14. almajecta diz:

    isso… boca do inferno, Sintra, Fernando Pessoa e tal.
    Quanto a post vanguarda, barriga em si para uso próprio e cinema já não me diz nada.
    Ando mais ocupado com as crianças e os serviços cívicos.

  15. Pelo que percebi a única diferença entre um PNR e um CV é a cor.

    O CV é vermelho.

  16. almajecta diz:

    o fasciculus morum – informava que só o Diabo exigia que as histórias fossem contadas como um processo, com relacções directas entre causa e efeito. Isto porque somente ele – o Anjo Decaído – era capaz de medir, em linha reta, as distâncias entre céu e terra. A análise de um conceito deve respeitar as fugas à rota comum e optar pela sinuosidade, mais pluralismo moral e similitude entre indivíduos (fórmula da tolerância). Deus nos acuda.

Os comentários estão fechados.