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- De em ONTEM gritou-se em Atenas: “NAZIS OUT”; porque os gregos conhecem de cor a origem do problema, a razão do cancro que nos corrói, porque os gregos são credores dos BOCHES: concretamente, estes devem-lhes 162 Mil Milhões de Euros (há muito e sem sinal de vontade de pagar!!, além de terem roubado tesouros artísticos sem conta!!)
- De em A concentração de capital é uma realidade estruturante: para quem anda preocupado com os prejuízos da banca portuguesa é bom que se lembre dos lucros das 500 maiores empresas portuguesas em 2010
- Pascoal em Um país à beira do naufrágio
- João Valente Aguiar em A concentração de capital é uma realidade estruturante: para quem anda preocupado com os prejuízos da banca portuguesa é bom que se lembre dos lucros das 500 maiores empresas portuguesas em 2010
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Lindíssima!
Com esta música também me delicio…
Carlos,
Salta aos olhos que é artista (as suas obras não estão na net? Se sim qual/quais o/s link/s) e vinha-lhe perguntar se não me podia dar aqui uma ajudinha…
Desculpe que isto nada tem a ver com Liszt, ou por outra até tem – e muito – anda tudo interligado…
Veio-me parar às mãos este belíssimo poema:
Lyrics to Paresseuse de Bénard :
Certains matins elle révise son emploi du temps
Imagine ce qu’elle doit faire et se dit… et puis non
Elle paresse
Au ralenti elle glisse de la cafetière à la fenêtre
Elle aimerait entendre un disque mais il faudrait le mettre
Et rien ne presse
Mademoiselle paresse à Paris
Elle traîne, elle pérégrine
Son altesse caresse aujourd’hui
L’idée d’aller à la piscine
Elle descend dans la rue, il est 16h, elle marche lentement
S’assoit sur un banc pour étudier le chemin le plus long
Le transport le plus lent
Le métro pourquoi pas mais y’a pas de grève en ce moment
Quant au bus il est trop tôt pour être bloqué dans les bouchons
Alors à quoi bon
Le transport qu’elle préfère c’est la balançoire
On bouge d’avant en arrière en prenant du retard
Elle rallonge par le square
C’est la fermeture quand elle arrive au guichet
Elle s’en veut de rater de si peu, à quelques minutes près
Un peu plus elle rentrait
Faut pas compter sur la chance, alors demain elle jure
D’évaluer mieux les distances pour être bien sûr
D’arriver en retard
Sans rien devoir au hasard.
[ Paresseuse Lyrics on http://www.lyricsmania.com/ ]
Tentei encontrar um paralelo no universo das artes plásticas , mas fui dar a “La Paresseuse” de Guilhaume Seignac, o que – a meu ver – é um pouco (ou muito) boçal, não encaixa nada na delicadeza e prolongamento da preguiça da “mademoiselle paresseuse” , do poema, a baloiçar-se muito, escolhendo sempre o caminho mais longo para chegar ao seu destino, prometendo-se a si própria avaliar melhor as distâncias de forma a chegar o mais tarde possível, não deixando nada entregue ao mero acaso…
Não haverá alguma outra obra com a qual se possa estabelecer melhor paralelo? É que a de Guilhaume Seignac não serve.
Eu agradecia muito…
O poema é de Bénabard… é que ando “aluada”…
Obras minhas na net, não muitas. Tente escrever “Encontros de Fotografia – Carlos Vidal”, pode se que consiga algo. Há uns anos que não exponho, a crítica e as aulas não me permitem. Mas tenho, por exemplo, obras em Serralves. E este ano, pela primeira vez, o museu vai fazer uma ampla amostragem da sua colecção (uma primeira parte a começar em Maio, uma segunda parte em Outubro – esteja então atenta, não por mim, mas pela colecção de Serralves).
Quanto ao que me pergunta, é difícil uma obra. Mais fácil é um conjunto, um pequeno grupo de obras, um autor, por exemplo. Até porque a personagem do poema “perde-se” em vários lugares, pensamentos e hesitações. De repente, penso nalgumas mulheres de Courbet e de Renoir. Talvez. Diga se resultou.
Bénabar… sem “d” no final, sem “d” no final, sem “d” no final (já me redimi).
Este poema, em minha opinião, encaixa -nalgumas partes- que nem uma luva, na Peregrinacão de Liszt… algumas delongas… e o baloiçar…
“Mademoiselle paresse à Paris
Elle traîne, elle pérégrine
Son altesse caresse aujourd’hui”…
Também me lembrei de Renoir, mas fico com a sua ideia, o paralelo terá de ser estabelecido num conjunto de obras. Courbet não me ocorreu. Vou espreitar.
Muito obrigada, vou estar com atenção às obras em Serralves e vou pesquisar, a ver se encontro obras da sua autoria, fiquei muito curiosa… O mundo da arte é fascinante… Gostaria de saber mais, muito mais, do que sei.
Carlos,
Encontro-lhe excelente currículo e os livros publicados, quanto às obras plásticas “chapéu”… ainda não encontrei nada… ou serei eu que não estou a saber pesquisar?
rosarinho, experimente este link :
http://emuseum.serralves.pt/eMuseumPlus?service=direct/1/ResultListView/result.t2.artist_list.$TspTitleLink$0.link&sp=11&sp=Sartist&sp=SfilterDefinition&sp=0&sp=3&sp=1&sp=SsimpleList&sp=0&sp=X&sp=X&sp=X&sp=F&sp=T&sp=8
parece que não abre, mas depois abre – a seguir vá à letra V
Ou este:
http://www.mat.uc.pt/~rps/photos/cef/encontros/1997/local.08.html
Excelente, do melhor, melhor do que isto (sem contar com a nossa virtuosa pianista bachiana Maria joâo Pires) só mesmo ouvir-se um rouxinol ao vivo. De notar que o melro (mas só quando acasala, e tem que “puxar” pela voz para seduzir a melra amada….) não tem linhas melódicas inferiores ao rouxinol.
Carlos,
Até que enfim, consegui ver graças aos seus links.
Beeemmmmmmmm, A série “A Pintura e a Política” aquela conversa conversa com Gerhard Richter (aproveitei também para espreitar este artista que não conhecia e interessou-me muito) é muito Arrojada – num tom muito elevado, quase ensurdece… – é FORTE, MUITO FORTE! (Caramba, quem conversa assim não é Gago, não manda dizer nada por ninguém, pois não???).
Também gostei muito da mensagem “sobre a fortuna de Maquiavel”.
A fotografia do segundo link está excelente.
Muitos Parabéns!
O que eu vi: É ARTE.
Relativamente a Pierre Auguste Renoir, dialoga muito com “La Paresseuse”. Maravilhoso! Gustave Courbet (cuja obra conheço pior…) também se interliga. Interessante, muito interessante!
(E assim voou esta tarde… nem dei conta do tempo a passar)
Horowitz? Richter? Brendel?
Tem toda a razão, Rui, pretendi chamar a atenção para o vídeo, sem errar de todo, pois em qualquer lista Arrau tem de figurar. O resto, é verdade, temos de incluir Horowitz, Richter, Brendel, Lipati, Arturo Benedetti Michelangelo, Rubinstein, Gilels, Wilhelm Kempff, Gould – estes são obrigatórios. Depois, Pollini? Pires? Zimerman? Volodos? (atenção a estes dois últimos: têm trabalhos discográficos dedicados a Lizst impressionantes).
Caro Carlos Vidal, ainda faltam alguns!
É subjetivo, mas não podem faltar antes de Volodos, Zimermann e Pires
Busoni, Grigory Sokolov, Alexander Brailowsky, Mauricio Pollini, Evgeny Kissin, Vladimir Ashkenazy, Marta Argerich, Lazar Berman, Guiomar Novaes, Gyorgy Czifra, George Bolet, Nelsón e mais alguns que a memória desbota.
Carlos Vidal
Um momento de beleza levada aos píncaros…o Sublime portanto.
Agradeço-lhe por partilhar estas preciosidades, e desse modo, fazer do 5dias, não apenas, mas também, um blog de serviço público….
Obrigado
Fulgurante?
Fulgurações?
Livra… Os teus comentários mais parecem índices onomásticos, talvez por vias do moderneirismo, não? Vamos lá desenvolver esse amor materialista, mas com cuidado.
Ah, fulgurações fulgurantes, ferida na carne, esta sonoridade é tudo isso.
Viver é crescer, desabrochar, ir na curva da onda fugidia, ser o beijo de luz na água. A vida é imaterial; mas a existência é um penedo crivado de hieróglifos misteriosos. A existência é cadáver. O valor está no livro da Vida, que é o livro dos que não sabem ler.
(TP, “São Paulo”, p. 149)
Lipatti, claro, que perda, tão jovem. E não esquecer outros menos conhecidos, Poblocka, Moravec. E não desprezar o que de melhor temos: Sequeira Costa.
Dinu Lipatti, vejo que muito gostamos, ambos, desse raro génio desaparecido aos 33 anos. No seu último recital, em 1950, dedicou-se aos seus compositores de eleição: Bach, Mozart, Schubert e, acima de todos, Chopin. Para os lipattianos (recomendação desnecessária, claro) diga-se que há registo desse concerto na EMI Classics.
Vai carlos, dá ao rol. Tenho aqui uma electividade infectiva por vias da pandemia de nomes que citas. Não esquecer o índice remissivo.
Ora, ora, Grande Alma, já viste bem aquilo que pode causar as mãos sagradas de Arrau (como se fosse o título de um filme sul-americano: “Las Manos de Arrau”)?
Carlos,
Se faz favor, quem escreve esta prosa poética? Traduza-me este TP. E “São Paulo”? O das Escrituras? Ou algo algures no Brasil? Quando puder remeta-me para a fonte desta escrita.
“Viver é crescer, desabrochar, ir na curva da onda fugidia, ser o beijo de luz na água. A vida é imaterial; mas a existência é um penedo crivado de hieróglifos misteriosos. A existência é cadáver. O valor está no livro da Vida, que é o livro dos que não sabem ler.”
(TP, “São Paulo”, p. 149)
TP, é Pascoaes, rosarinho. O Santo é, claro, o das Epístolas. O que Badiou compara a Lenine. Os dois, revolucionários, fundaram comunidades infinitas.
Carlos,
Muito obrigada.
Tanto que ainda me falta ler… nem imagina o que tenho a aprender. Já estou a visualizar duas aguarelas de S. Paulo ( onde predomina a cor preta aos 18anos) e uma outra (onde predomina o azul), por Teixeira de Pascoaes.
Já adicionei a busca deste texto à minha lista de incontornáveis.