Então, escribas orgásticos com os “processos de Sócrates”, afinal, o que é que está em causa? (parte II)

cindyb
CINDY SHERMAN, em excelente foto de atelier (junto às célebres próteses com que se vai “travestindo” de trabalho em trabalho)

Depois do meu pequeno post anterior, onde espero ter mostrado a um exaltado “jugular” que Sócrates pode processar quem quiser, como qualquer um de nós o pode fazer em relação a outrem (bonita palavra de ressonância sartreana), e que só não pode usar o tribunal como sua arma pessoal numa questão que se contextualiza facilmente num território que é o da ética/política, leio num outro notável texto de Mário Crespo:

Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção. [sublinhado meu]

Para bom entendedor, quanto ao assunto (“Processos de Sócrates”), fico-me, por agora, por aqui.

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