NRA, Aproveito este post para um reparo ao noticiário de sexta.
Numa peça glosando os vira-casacas, e sob o mote do onde estavam no 25 de Abril, referiram-se muitas mudanças de cores partidárias mas uma chocou-me particularmente.
Pq injusta, desinformada e não editada. Bem longe de mim concordar política, economica ou socialmente com João Bosco da Mota Amaral mas dizer, naquele âmbito, que o ex-presidente da democrática Assembleia da República foi deputado à assembleia nacional do estado novo e que depois do 25 aderiu ao PSD é deturpar a verdade (por ignorância, parece-me).
Mota Amaral foi sim deputado à assembleia nacional, mas na polémica Ala Liberal. E se podemos discutir a razoabilidade, a legitimidade ou a eficácia dessa experiência não me parece que em termos de actuação se possa acusar de simpatias pelo estado novo o grupo a que pertenceram Sá Carneiro, Miller Guerra, Pinto Balsemão ou Magalhães Mota.
Acho que estavam errados, posteriormente cometeram todos muitos erros (e também antes) mas era uma forma (bem discutível) de tentar furar a ditadura.
Quanto a João Bosco da Mota Amaral lembro que acabou por ficar sozinho na assembleia nacional, de onde os outros se foram demitindo, e que sozinho teve a coragem de discursar contra a guerra colonial, debaixo dos apupos da assembleia ocupada por ultras como o almirante Tenreiro.
Mota Amaral não se enquadra decididamente no vira-casaquismo. O outro ilhéu já poderia ter sido referido – quem não está com o estado novo está com os bombistas – e não dei por ele (mas pode ter sido falha minha).
Olá Jorge,
Estou já a pensar abrir um restaurante na mealhada que sirva Salazar , Sidónio e Jorge C no espeto. “Fachos na Braza” parece-te um bom nome?
Antónimo,
Acho que tem razão no reparo, embora, como diz, a Ala Liberal não deixasse de ser uma candidatura no quadro da União Nacional, à época Acção Nacional Popular, creio.
Gostei
Isso bem apertadinho, cabem lá dois no espeto. O ditador de antes e o de agora.
Abraço
É deixá-lo assar bem que a carne de Porco mal passada é perigosa para a saúde…
Eh pá, esse porco é um bocado porco demais.
NRA, Aproveito este post para um reparo ao noticiário de sexta.
Numa peça glosando os vira-casacas, e sob o mote do onde estavam no 25 de Abril, referiram-se muitas mudanças de cores partidárias mas uma chocou-me particularmente.
Pq injusta, desinformada e não editada. Bem longe de mim concordar política, economica ou socialmente com João Bosco da Mota Amaral mas dizer, naquele âmbito, que o ex-presidente da democrática Assembleia da República foi deputado à assembleia nacional do estado novo e que depois do 25 aderiu ao PSD é deturpar a verdade (por ignorância, parece-me).
Mota Amaral foi sim deputado à assembleia nacional, mas na polémica Ala Liberal. E se podemos discutir a razoabilidade, a legitimidade ou a eficácia dessa experiência não me parece que em termos de actuação se possa acusar de simpatias pelo estado novo o grupo a que pertenceram Sá Carneiro, Miller Guerra, Pinto Balsemão ou Magalhães Mota.
Acho que estavam errados, posteriormente cometeram todos muitos erros (e também antes) mas era uma forma (bem discutível) de tentar furar a ditadura.
Quanto a João Bosco da Mota Amaral lembro que acabou por ficar sozinho na assembleia nacional, de onde os outros se foram demitindo, e que sozinho teve a coragem de discursar contra a guerra colonial, debaixo dos apupos da assembleia ocupada por ultras como o almirante Tenreiro.
Mota Amaral não se enquadra decididamente no vira-casaquismo. O outro ilhéu já poderia ter sido referido – quem não está com o estado novo está com os bombistas – e não dei por ele (mas pode ter sido falha minha).
Isto com o Salazar podemos fazer o que quisermos!
Se fosse comigo a esta hora estavas a bater com os costados em Caxias!
Olá Jorge,
Estou já a pensar abrir um restaurante na mealhada que sirva Salazar , Sidónio e Jorge C no espeto. “Fachos na Braza” parece-te um bom nome?
Antónimo,
Acho que tem razão no reparo, embora, como diz, a Ala Liberal não deixasse de ser uma candidatura no quadro da União Nacional, à época Acção Nacional Popular, creio.
Caro Nuno Ramos de Almeida, perfeitamente de acordo consigo quanto a isso.
E imagino como respeitará a casa, por via de um democrata e engenheiro a sério.
Mau gosto!!!
Vê lá se não tens alguma indigestão!