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“morrer como um homem”

24 de Abril de 2009 por Paulo Jorge Vieira

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Assumo desde já que gosto muito dos filmes de João Pedro Rodrigues. Gostei muito do Odete, mas o carácter cru e obsessivo d’O Fantasma faz dele um dos filmes da minha vida.
Agora estou bastante curioso em ver o novo filme: “Morrer como um homem” que está na seleccão da Quinzena dos Realizadores, em Cannes. Centrado sobre o mundo do ‘travestismo’ este filme irá muito além disso, pois o realizador “para fazer o projecto entrevistou travestis e transexuais durante meses para conhecer o seu mundo, mas, numa nota de intenções sobre o filme, o autor explica que não teve a preocupação de ser fiel a esses testemunhos”. Imagino que polémico, como as suas anteriores obras cinematográficas, esperamos agora que esteja nas salas de cinema.

Comentários

Comentário de Eduarda Santos
Data: 24 de Abril de 2009, 23:05

Já se tem ouvido falar deste filme, com versões a dizerem que trata de transexualidade, outras a dizerem que trata do universo travesti. Há que esclarecer que, apesar de insistirem em juntar no mesmo saco os universos travesti e transexual, são universos que pouco têm em comum. A transexualidade, como se sabe, tem a ver com identidade de género enquanto o travestismo não tem. Portanto o título do filme, se se tratar do universo travesti, faz sentido mas se se tratar do universo transexual não faz sentido nenhum. Aguardemos um visionamento da película para não estarmos a fazer julgamentos apressados.

Comentário de Paulo Jorge Vieira
Data: 24 de Abril de 2009, 23:32

Eduarda compreendo a tua clarificação. Pelo que li até agora o filme é essencialmente sobre travestismo mas com referência à transexualidade. Até porque há transexuais que fazem ‘show de travestismo’ (não gosto da expressão). No entanto parece-me certo que antes de ver o filme é melhor não entrar em polémica. E ha outra questão: esta é um obra ficcional nao um documentário!

Comentário de joao antonio p sousa
Data: 16 de Maio de 2009, 13:10

Este senhor primeiro copia um livro.Depois diz que não disse que era a vida da Ruth Bryden. Fala em tansexeual e numa mistura sem nexo e sem sentido algum. A Debora Kristal que mais odiou a Ruth Bryden em vida como pode fazer este personagem?

Comentário de froufrou
Data: 17 de Maio de 2009, 19:42

olha joão,
este senhor a que te referes, é um dos melhores realizadores portugueses. quer queiras ou não. não acredito que tenha copiado o livro, porque o livro é mesmo muito mau. não se consegue acreditar numa palavra. nem sequer retrata a verdadeira vida de ruth bryden. Só a simples ideia de tentar bloquear a exibição do filme é inacreditável. Ninguém pode possuir a identidade de uma figura pública. podem ser apenas guardiões das plumas…
A debora kristal deve ter rido ás gargalhadas enquanto a outra dava voltas na tumba. mas… já viste o filme?

Comentário de joao antonio p sousa
Data: 20 de Maio de 2009, 16:29

Frou Frou
de facto…o seu comentário peca pelo baixo nivel de uma maldade tremenda. o livro de carlos castro teve 7 edições esgotadas apresentado por lobo antunes e”não se acredita em cada palavra”?foi ele que esteve 30 dias até a morte de Ruth Bryden. todos o sabem. como há 17 anos trouxe o travesti para a ribalta com a gala Abraço e sem nada ganhar. tenha tento no que escreve. ou “frou frou” é mesmo a fazer jus à canalha e pulhice que se faz neste país.
não discuto o trabalho do realizador em nada. a verdade é que deve ser dita.E a Débora deve rir sim. ela foi a travesti que mais odiou a Ruth Bryden em vida. fez-lhe tantas. isto é que vai ser outra história no mundo da noite.

Comentário de helena servedo
Data: 20 de Maio de 2009, 20:29

Na verdade o baixo nivel como diz em cima joão sousa, o homem da cultura. Este, esta, Frou Frou (só pode) a gozar com a morte de Ruth Bryden e as gargalhadas da sem caracter Debora Kristaal que a noite dos travestis sabe quem é. Inaudito!
Como é que se leva a sério estes gays de ocasião?

Comentário de Marta
Data: 22 de Maio de 2009, 15:26

Peço desculpa pela intromissão, visto que isto mais parece uma discussão de café… Pelos vistos fala-se muito mas diz-se pouco! Por acaso já algum dos “comentadores” viu o filme? É porque, ou muito me engano ou, o tema para estes comentários é o filme e não a personalidade da pessoa Carlos Castro ou da profissional Deborah Kristal (que, na minha modesta opinião, é uma excelente profissional). Deixem-se de “bate bocas” infantis e falem do trabalho do realizador; do filme em si; do tema do filme ou das questões que o filme levanta… não sejam venenosos/as!

Comentário de froufrou
Data: 22 de Maio de 2009, 19:47

olha joão,
Para começar o Lobo Antunes até pode ter apresentado o livro, porque toda a gente erra pelo menos uma vez na vida.
Relativamente ás 7 edições, todos sabemos que os portugueses não são dados a grandes leituras e na sua grande maioria são pouco cultos.
Relativamente aos 30 dias que o cronista assistiu a falecida, é de louvar a sua atitude. Por essa razão na tua opinião, tem o direito á sua memória?
Sobre as galas só vou dizer que tenho sérias dúvidas desses Abraços.

Do filme só sabemos que foi seleccionado para o Festival de Cannes.
Isso basta-me.

Comentário de froufrou
Data: 22 de Maio de 2009, 20:03

olha joão,
acabei de pesquisar aqui na net e no portugal gay vem uma notícia fresquinha, que quero partilhar só contigo e que confirma a minha opinião.
a providência não deu em nada.
já agora lê online o que o Ipsilon (Jornal Público) publicou em Julho de 2008.
o feitiço pode virar-se contra a feiticeira.
Mas mesmo assim ainda deve dar para vender mais uma edição, desta vez para apresentar sugiro outro Lobo Antunes.

Comentário de froufrou
Data: 22 de Maio de 2009, 21:55

olha joão,
já deves saber das últimas..
a providência não deu em nada.
..depois das acusações, agora prova o plágio escrito no teu primeiro comentário.
o feitiço pode agora virar-se contra a feiticeira castra.
pode ser até que dê para escreverem outro livrinho, peçam é a um dos outros lobo antunes para o apresentar.

Comentário de froufrou
Data: 24 de Maio de 2009, 12:59

já podem ver as críticas ao filme nos sites do le monde e do liberation.
agora esperem que chegue a lisboa para poderem ver.

Comentário de gino vitali
Data: 13 de Setembro de 2009, 14:09

caros comentaristas é mais fácil destruir que construir,sem fazer comentarios depreciativos ao livro de Carlos Castro, até porque não o li parece me incrível comentarem sobre um filme que ainda ninguém víu. mais ainda Carlos Castro que eu saiba não foi o único a conhecer a vida da Ruth Bryden nem tem exclusividade sobre a mesma. Ninguém tem o direito de castrar a criatividade dos outros artistas nem mesmo quem tenha por apelido Castro.Relativamente à relação que Debora Cristal tinha com a Ruth Bryden malfeito seria se todos os actores que interpretaram Adolf Hitler o amassem ou gostassem dele. deixem fluir a arte e os artistas não sejam mesquinhos e não cocem a lingua na Debora Cristal que além dum grande artista é um ser admirável na sua conduta e sensíbilidade na pessoa de Fernando Santos aproveitem o vosso tempo para evoluir e crescer como ele sempre fez divirtam se e sejam felizes (vivam os artistas )

Comentário de ricardo ferreira
Data: 13 de Setembro de 2009, 14:34

olha João António P Sousa Provávelmente és o Carlos Castro usando um pseudónimo mas tudo bem. Como tens tu a certeza que a Débora Cristal odiava a Ruth Bryden vivias dentro do coração dela parece me que quem vive com ódios és tu tem cuidado. Pelo que conheço da vida um ser odioso não tem espaço para evoluir o que não é o caso da Débora Cristal que aos olhos de todos quase com 50 anos tem um talento e uma força anímica próprios de que ama e não de quem odeia além disso a Ruth Brydem com todo o respeito pelo seu percurso nesta vida não primava em qualidades humanas sendo mesmo um ser um pouco mal formado desculpa a sinceridade mas não é porque a Ruth morreu que a vamos canonizar isso já não se usa . Quanto aos ódios um coração com ódio onde não há lugar para perdão é um coração doente perdoa te a ti mesmo porque só assim podes perdoar os outros .

Comentário de ricardo ferreira
Data: 13 de Setembro de 2009, 14:34

olha João António P Sousa Provávelmente és o Carlos Castro usando um pseudónimo mas tudo bem. Como tens tu a certeza que a Débora Cristal odiava a Ruth Bryden vivias dentro do coração dela parece me que quem vive com ódios és tu tem cuidado. Pelo que conheço da vida um ser odioso não tem espaço para evoluir o que não é o caso da Débora Cristal que aos olhos de todos quase com 50 anos tem um talento e uma força anímica próprios de que ama e não de quem odeia além disso a Ruth Brydem com todo o respeito pelo seu percurso nesta vida não primava em qualidades humanas sendo mesmo um ser um pouco mal formado desculpa a sinceridade mas não é porque a Ruth morreu que a vamos canonizar isso já não se usa . Quanto aos ódios um coração com ódio onde não há lugar para perdão é um coração doente perdoa te a ti mesmo porque só assim podes perdoar os outros .

Comentário de gino vitali
Data: 13 de Setembro de 2009, 14:53

minha cara Helena Servedo todos conhecem as gargalhadas da Débora Debora Cristal mas não coma as de alguém sem carácter .São as gargalhadas de alguém que partilha alegria com o seu talento de grande humorista .
pois é o humor que te falta a ti que mesmo que não queiras deixas transparecer no teu comentário que és uma gay mas muito mal resolvida (sapa sem luz) pretenciosa olha para ti antes de julgares os outros.

Comentário de froufrou
Data: 16 de Setembro de 2009, 19:13

É já na sexta-feira dia 18 de Setembro, que o castrinho e todas as amigas dele, podem assistir, desde que sejam convidadas a ver o tão aguardado novo filme de João Pedro Rodrigues – “Morrer como um homem” – na abertura do Festival Queer 2009 no cinema São Jorge em Lisboa.
Castrinho, já deve andar a tomar cocktails de barbitúricos.
Ainda bem. Pode ser que drogada, escreva melhor.
Recomendo tomá-los com vodka barata.

Pingback de cinco dias » começa amanhã
Data: 17 de Setembro de 2009, 14:24

[...] Rodrigues que como sabemos parece estar envolto em alguma polémica (ver comentários a um anterior post meu). Chama-se “Morrer como um homem”. Eu estarei lá para ver… Mas o Queer [...]

Comentário de Pedro
Data: 17 de Setembro de 2009, 15:35

Daqui a pouco está tudo a puxar cabelos e a chorar porque tem as unhas partidas.

Comentário de froufrou
Data: 19 de Setembro de 2009, 10:15

O novo filme “Morrer como um homem” de João Pedro Rodrigues é extraordinário. Só isso.
Destaco sem dúvida o trabalho com os actores, Fernando Santos que tem aqui o papel da sua vida. Alexander David como uma revelação. Gonçalo Ferreira de Almeida com a sua fabulosa Maria Bakker.
A Fotografia de Rui Poças, o som de Nuno Carvalho, mas também o guarda- roupa e a decoração de João Guerra da Mata, não são o que costumamos ver por aqui. Parabéns a todos!
Vale a pena ver o filme!

Comentário de duarte
Data: 19 de Setembro de 2009, 10:37

que tristeza tanta mediocridade. Se gay fosse uma categoria profissional eu, de certeza, mudava de profissão.

Comentário de Patricia
Data: 12 de Outubro de 2009, 23:04

Boa noite a todos… Após ler os vários comentários postados e apesar de não ter ainda visto o filme, apenas o trailer, não quis deixar de dar a minha opinião pessoal, quanto mais não seja pelo facto de conhecer pessoalmente e ter trabalhado, com alguns dos mencionados nos outros comentários…
Fernando Santos (Déborah Kristal): Artista bastante dotado, provido de um grande sentido de humor e um excelente à vontade em palco. Um fantástico entertainer. Independentemente da inimizade com a pessoa na qual foi inspirada a personagem principal do filme, não deixou passar ao lado esta oportunidade (Se não fosse o Fernando Santos, seria de certeza outra pessoa a ter este tipo de oportunidade que surge infelizmente uma vez na vida. Estamos a falar do mundo cinematográfico português, ainda por cima de um filme com temática gay).
Carlos Castro: Tal como qualquer ser humano, tem defeitos, mas também tem virtudes. O facto de ter sido o responsável pelas galas do travesti, foco de muitas polémicas, acerca do ganhar ou não ganhar dinheiro. Relativamente a isso, apenas comento o seguinte. Quem critica se recebe alguma coisa ou não??? Alguém que já o tentou ajudar a organizar alguma gala??? (É fácil especular e criticar acerca de coisas que não se sabe, ficando confortavelmente sentados em casa). Mesmo que ele recebesse alguma coisa, tal como acontece com a organização de eventos, seria merecido. Afinal é ele que, bem ou mal, organiza tudo sózinho.
João Pedro Rodrigues: Excelente realizador, cujos temas dos seus filmes são tudo menos vulgares.
História verdadeira versus Filme: Como mencionei, apesar de só ter visto o trailer, acredito que seja um bom filme, num aspecto geral cinematográfico. No que diz respeito ao mesmo retratar a história da Ruth Bryden, não creio, quanto mais não seja pelas fontes nas quais o argumento se baseia. Nem o livro de Carlos Castro nem os relatos das pessoas que foram consultadas conseguem fazer juz ou serem fiéis à fantástica história de
Ruth Bryden: Sem dúvida alguma, a nível artístico foi o melhor travesti que Portugal já teve. Apesar de existirem outros mais antigos, que reclamam o “posto” de ter ensinado a Ruth Bryden, o facto é que a aluna se sobrepôs aos mestres. Foi também com ela que muitos, inclusivé eu, aprenderam. No entanto, nenhum chegou nem chegará ao mesmo patamar. Efectivamente, era uma pessoa com pouca cultura, mas a nível de espectáculo, que é o cerne da questão, não havia ninguém como a ela a que se pudesse apontar o dedo, deliciando a todos com o seu glamour, ou originalidade do guarda-roupa. A nível de história de vida, é efectivamente uma história digna de filme, repleta de pormenores trágicos e com um final real semelhante ao ficcionado por Shakespeare, “Romeu e Julieta”.
Todos os comentários postados, se deveram a críticas acerca de atitudes que cada pessoa tomou. No entanto, realço o facto de todo o ser humano ser livre para escolher o caminho que acha correcto. Seja uma atitude correcta ou incorrecta, apenas aos próprios diz respeito, uma vez que serão os mesmos a colher os bons ou maus frutos das respectivas atitudes.
Infelizmente, em Portugal, em pleno século XXI, ainda continuamos a viver numa cultura homofóbica, sendo a própria “comunidade gay” a primeira a apontar o dedo e criticar, em vez de manter uma atitude digna de forma a sermos vistos com mais respeito.

Comentário de Mario
Data: 17 de Outubro de 2009, 6:54

creio que este blog tornou-se um centro de fofoca e bate boca das moças ca do sitio.
Comentem sobre o filme e não sobre as vossas intrigas
Maldosas

Comentário de froufrou
Data: 20 de Outubro de 2009, 19:49

Vão ver o filme!

Comentário de Patricia
Data: 20 de Outubro de 2009, 22:14

Vejam mesmo o filme… Sem comentários!!! Quanto a ter dito anteriormente que acreditava ser um bom filme, retiro o que disse…

Comentário de Faustino
Data: 21 de Outubro de 2009, 6:25

Apelo a todos que vejam o filme poix apena.

Comentário de suzana lisboa
Data: 6 de Novembro de 2009, 13:07

Vi o filme e não houve bicha nem veado que gostasse. uma grande merda de filme!!!

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