Hoje acordei assim

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Depois do Sr. José Sócrates ter comparado os jornalistas da TVI a travestis, ocorre-me as seguintes perguntas, independentemente das questões informativas:
Na linguagem do primeiro-ministro, travesti é insulto? Ninguém lhe ensina, lá em casa, a não ser homofóbico?
Sobre a matéria da utilização do aparelho judicial para perseguir jornalistas que fazem o seu trabalho, lembro-me de uma frase do poeta Ary dos Santos, em que ele distinguia os homossexuais dos maricas. Não creio que o Sr. José Sócrates esteja definitivamente nos primeiros.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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34 respostas a Hoje acordei assim

  1. proibem o autismo, mas podem insultar os travesti? que raio de politicamente correcto é este?

  2. Pedro diz:

    Nuno, eu acho que o Ari, e já que o cita, também saberia distinguir entre homossexuais e travestis, ao contrário do Nuno.

    Ó Ana Cristina, os travestis são doentes? Eu acho que os travestis não vão gostar muito dessa…;)

  3. SeaKo diz:

    “Depois do Sr. José Sócrates ter comparado os jornalistas da TVI a travestis…”

    Uma mentira repetida mtas vezes acaba por se tornar verdade! Força Nuno Ramos de Almeida, agora é só repetir até mais não.

    Otorrinolaringologistas/Cotonetes precisam-se!

  4. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Os amigos do dono são como de costume anónimos com muita dificuldade de raciocínio: em vez de pensarem costumam salivar.
    Chamar a um jornal feito por jornalistas um espaço travestido de informação é chamar a quem nele trabalha, travestidos de jornalistas. Pelo menos quando se insulta deve-se ter a coragem de assumir as consequências das palavras.

  5. Zunkruft diz:

    Em algumas regiões com falantes do Inglês (seja nos States, na Austrália, do Reino Unido ou na Irlanda…), há muito tempo que “travesti” é aplicado em diversos contextos – inclusive políticos – sem uma conotação sexual pejorativa para quem opta por este tipo de práticas.
    Se calhar, aqui em Portugal ainda não conseguimos chegar a esse tipo de definição…

    Não precisamos ir muito longe, basta “desmontar” e rever a etimlogia de “travesti”…

  6. Pedro diz:

    Ná, ó amigo do dono, travesti é sinónimo de homossexual. O Nuno explica.

  7. Caro Nuno

    Parece-me melhor construção “Ninguém lhe ensina, lá em casa, a não ser homofóbico?”

  8. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Alfredo Caiano,
    Está comprada a alteração de explica para ensina.

    Pedro,
    É mais corrente que travestofóbico. 51 a 49, mas, ainda assim, mais corrente.

  9. maria diz:

    É óbvio que as palavras do sr. Sócrates contêm uma insinuação relativamente à fisionomia da jornalista MMG e não apenas à actividade jornalística da tvi. Sócrates quis ofendê-la – porque na sua cabecinha ser travesti é algo de censurável – e acabou por ofender os travestis. Belo texto, caro Nuno.

  10. Não me parece nada, cara Maria.

    Tenho quase a certeza de que não tem nenhuma carga pejorativa.

    Essa sua teoria é muito rebuscada.

  11. Curiosidade.

    Num dos dicionários online muito utilizados, o Priberam, confiram os verbetes “travesti” e “travestismo”.

    Pois! Têm que ter algum trabalho que eu estou cansado e não sei se estas caixas de comentários aceitam html…

  12. Pedro diz:

    hehehe, primeiro o Nuno ridiculariza os homossexuais, identificando-os com os travestis, (não entendi nada da sua explicação, Nuno) agora a Maria fala da “fisionomia da MMG”… importa-se de explicar melhor, Maria?… 😉
    Mas tudo isto faz-me lembrar aquela anedota do gajo a quem alguém diz bom dia. Bom Dia? Bom dia, manhã, manhã, bebe-se leite, leite vem da vaca, vaca, boi, o cabrão chamou-me corno. Vocês têm tanto em que pegar quando falam do Socrates e vão logo fazer estas análises semióticas arrevesadas à volta da palavra travesti?

  13. maria diz:

    Caro Alfredo,
    Basta rever esse passo da entrevista (atente no tom, no ar jocoso) para perceber a insinuação. Mas, claro, que cada um faz a sua interpretação.

  14. oh pedro, mas o politicamente correcto só se aplica aos doentes?! então e os animais, por exemplo, chamar “sua besta” a um político será caso de fazer desembestar por aí algum defensor dos animais mais atento?

  15. Cara Maria.

    Deixe que brinque.

    A MMG é feia que nem … (ia lá ofender alguém!) mas daí até o PM ir por aí…

  16. maria diz:

    Pedro, em que país vive? Até parece que estou a dar-lhe alguma novidade. Os detractores de MMG não costumam fazer graçolas com a sua aparência física? Nunca ouviu comentários infelizes sobre a boca, as expressões faciais, as alegadas plásticas, etc.? Quando ouvi o sr. Sócrates a fazer considerações sobre o jornal da tvi, classificando-o de jornal travestido (sabe, as palavras significam), não achei aquilo inocente. Poderia ter usado palavras como “fingido”, “disfarçado”, mas por alguma razão não o fez. No fundo, creio que era somente isso que o sr. Sócrates pretendia dizer: que o jornal das sextas-feiras da tvi não é jornalismo. Apreciação que eu considero abusiva, insultuosa, difamatória, caluniosa. http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif

  17. Maria diz:

    A Ana C. Leonardo não é jornalista?E não a incomoda afirmar como facto uma mentira?Autismo proibido?Leia o que sobre isso escreveu o deputado comunista António Filipe no Twitter.

  18. Carlos Fernandes diz:

    Já agora falta saber se a falta “de garra” e incisividade da entrevistadora Dra.Judite de Sousa se deveu a ela não refrescar conceitos jornalísticos e reler nomeadamente o seu próprio livro ” O Poder da pergunta”, ou ao eventual e provável facto das perguntas estarem previamente combinadas e listadas antes da entrevista…

  19. Pedro diz:

    ó ana cristina, sobre isso do politicamente correcto e do policiamento das palavras, deve antes falar com a maria.

  20. maria diz:

    ó pedro, mas eu estava a gostar tanto de falar consigo…

  21. Carlos Vidal diz:

    Parece-me que a tese de que Manuela M. Guedes é igual a Sócrates tem muitos adeptos. É evidente que Sócrates não pode provar que aquilo não é jornalismo, e que aquilo é jornalismo travestido. Se essa for a exigência de Guedes, é uma boa ideia para entalar o Engenheiro.

  22. Vitoriano diz:

    É uma pena não encontrar nenhum post do grande Nuno Ramos de Almeida (jornalista da TVI), como se intitula…

    Era bom que ele conseguisse ler este artigo publicado hoje no DN on-line, e não deixasse uma coment a quase insultar a dona do log
    “Visto de Economia” de Helena Garrido…

    Deve ser mais um lambe-botas do Zé Moniz e da Boca Grande…

    Vamos ao artigo…

    Uma tradução à letra de um documento apreendido a Charles Smtih levou a investigação a pensar que se tratava de José Sócrates, mas afinal tudo não passava de uma expressão idiomática. O inglês foi filmado a dizer que pagou luvas ao actual primeiro-ministro, mas uma investigação de advogados concluiu que tudo não passou de uma história inventada.
    O escritório de advogados inglês Decherts ‘ilibou’ Charles Smith de qualquer ligação a actos de corrupção praticados em Portugal para o licenciamento do Freeport. Os advogados visionaram o vídeo (divulgado na passada sexta-feira pela TVI) feito por Alan Perkins, ex-administrador do Freeport, fizeram cruzamentos de transferências de dinheiro e ouviram testemunhas. A conclusão foi de que, quando muito, Charles Smith estaria a tentar ’sacar’ mais dinheiro do Freeport pela consultadoria prestada, inventando a história dos subornos.
    Os advogados da Decherts, que foram chamados pela Freeport para investigar o conteúdo do vídeo onde Charles Smith aparece a falar de subornos, realçam ainda que Alan Perkins gravou o vídeo em Março de 2006, mas só o apresentou à administração em Janeiro de 2007, numa altura em que estava a negociar a sua saída da empresa. O relatório final da investigação foi depois entregue à administração da Carlyle que, em Abril de 2007, tinha em curso uma OPA à Freeport.

    A Decherts analisou todas as transferências de dinheiro de Inglaterra para Portugal. Em Alcochete, uma técnica de contabilidade fez o mesmo. Não foi encontrado nada de anormal que pudesse sustentar as palavras de Charles Smith quanto a pagamentos de subornos a José Sócrates.
    Em Julho de 2007, quando foi interrogado pela polícia inglesa, Charles Smith foi confrontado com alguns e-mails que agora surgem no processo português. As audições em Londres foram presididas pelos polícias Roger Cook e Paul Farley que chegaram a confrontar o empresário com a notícia do jornal O Independente de Fevereiro de 2005 que dava conta do início do processo Freeport.
    Segundo documentos a que o DN teve acesso, terá sido em Inglaterra que Charles Smith contou, pela primeira vez, a história de que o escritório de advogados Antunes Marques Oliveira Ramos Gandarez & Associados tinha preparado uma proposta, a 4 de Dezembro de 2001, no sentido de pedir à empresa Freeport cerca de quatro milhões de libras para que o projecto em Portugal fosse aprovado. Smith terá indicado o nome de dois cidadãos ingleses, residentes em Portugal, com quem, em 2001, terá conversado sobre o assunto. Keith Payne e Roger Abraham já foram ouvidos pelos ingleses, mas até ao fecho desta edição, não foi possível apurar se foram inquiridos em Portugal.

    Aliás, terá sido após a conversa com Charles Smith que o inglês Keith Payne escreveu uma carta a Rick Dattani – na altura financeiro da Freeport em Inglaterra, e um dos nomes que consta da Carta Rogatória. Por sua vez, Dattani terá enviado, a 17 de Dezembro de 2001, a Jonathan Rawnsley, administrador da Freeport, uma nota, referindo-se a Keith Payne como o “tipo que me alertou para o suborno de dois milhões”. Esta é a única informação que vem nos documentos ingleses, mas nas recentes inquirições os advogados José Francisco Gandarez, Albertino Antunes e Alexandre Oliveira terão negado ter feito tal proposta.
    Entretanto, uma expressão, “No way Jose”, que consta de um documento apreendido na empresa Smith&Pedro intrigou os investigadores portugueses do caso Freeport que, durantes os três dias de interrogatório, questionaram Charles Smith sobre quem era o tal José. Seria Sócrates, por exemplo? A tradutora da Polícia Judiciária traduziu à letra um documento manuscrito do empresário que terminava daquela forma. Só no interrogatório é que perceberam de quem é que se tratava: uma expressão idiomática em inglês que quer dizer “nem pensar”.
    Apesar de a Procuradoria-Geral ter garantido, há meses, que José Sócrates não era suspeito no caso Freeport, nos interrogatórios, Manuel Pedro e Charles Smith foram confrontados várias vezes com suspeitas relacionadas com o “não suspeito”. Questionada pelo DN sobre esta situação, a PGR recusou prestar esclarecimentos, invocando o segredo de justiça.

  23. xatoo diz:

    a prova comum à Manela e aos travestis é o botox

  24. rosarinho diz:

    Mas… mas… mas… não é ele que recomenda ao povo em massa ver “Milk”??? (Não vi o filme, nem quero desrespeitar ninguém pelas opções íntimas).
    Mas… mas… mas… onde está a coerência do engenheiro? Defende a causa e simultaneamente ofende???

  25. Paulo Jorge Vieira diz:

    Pois parece que o Sindicatos dos Travestis de Portugal ja ensaia uma acção pública contra o PM!
    Seria bem divertido!
    Pois eu ouvi a expressão… qualquer coisa como … jornalismo travestido…
    não gostei. já anteriormente referi que teremos que ter cuidados acrescidos com a linguagem… mais a ideia de uma campanha negra é de todo ela já um comentário perigoso.
    alguns acusam de higienizar a linguagem mas a verdade é que defronte da “ironia escaldante e a sátira tórrida” que caracteriza parte do que são as intervenções dos ‘travestis profissionais’ na noite gay portuguesa o comentário do nosso primeiro ministro parece me ser um pouco falacioso.

  26. Caro Vitoriano

    Percebo a intenção mas, caramba há um mas!, quem contratou a Decherts para lavar a imagem do PM, perdão, para apurar a verdade?

  27. maria diz:

    Essa história da tradução literal e da expressão idiomática relatada no artigo do DN, faz-me lembrar aquele episódio do “caso Casa Pia” em que um tal embaixador R. era, afinal, um embaixador russo. Este folhetim está a ficar cada vez mais porreiro, pá!

  28. jorge c. diz:

    Tens de ter cuidado com aquele sinal na testa, pá! Olha que à quantidade de doenças que para aí anda…

  29. cris diz:

    e desde quando é que travesti=gay?

  30. Engraçado, usa-se normalmente a expressão homofobia para designar também a perseguição aos transexuais. Basta ver, por exemplo, as notícias do assassinato da Gisberta. Mesmo as escritas pelos movimentos LGBT. Estranhamente, a adoração ao primeiro-ministro tem o condão de transformar a língua. Cegueira política = cegueira linguística.

  31. rosarinho diz:

    O senhor só defende gays? Larga os travestis da defesa?
    Não me parece uma postura coerente.
    Mas há coisas, neste senhor, que se me afiguram ainda de mais difícil compreensão…

  32. francisco diz:

    eu penso que
    1 – o socrates queria dizer que o jornalismo da tvi é mau
    2 – a fórmula que encontrou pra o fazer foi feliz
    convenhamos que o o jornalismo da tvi concretamente o jornal nacional é mau e a manuela é má, muito má,
    e parece ou não um travesti?

  33. Joana diz:

    Caro Nuno Ramos de Almeida, Sócrates não comparou “jornalistas da TVI” aos travestis. O Sr. é jornalista, tem obrigação de reproduzir a informação de forma correcta. Sócrates disse que o Jornal de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes era um jornal TRAVESTIDO. E é…digo que que sou jornalista em Queluz. Há mais anos que o Sr….

  34. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Joana,
    Eu sou jornalista desde 1987. Assino as minhas opiniões com o meu nome. Não insulto os meus colegas que fazem investigação , dizendo que eles fazem jornalismo travestido. Duvido muito que você seja jornalista, muito menos da TVI. Tem mais pinta de pessoa ligada a uns serviços com sede numa perpendicular à Avenida da Liberdade.

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