Para a maluquice, já estamos servidos de quotas

Maria de Belém defende paridade nos cargos de nomeação do Governo. Berrando “esfola”, entra logo a seguir em cena a presidente de um tal “departamento de mulheres socialistas”, garantindo-nos que “o cumprimento do critério da paridade nos cargos de nomeação e nos conselhos de administração de empresas públicas ‘é um objectivo que o Governo, na próxima legislatura, deve cumprir’.”
Brincamos, por certo. Uma coisa é reservar quinhões da Assembleia da República ou do Parlamento Europeu a gente que pode ou não ter competência para a coisa; mais uma dúzia ou duas de nulidades não farão por ali qualquer diferença. Agora fazer o mesmo em locais onde é obrigatório saber o que se faz e como… só se for para enterrar de vez as nossas pobres EPs.


Auto-gamado daqui

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7 respostas a Para a maluquice, já estamos servidos de quotas

  1. JMG diz:

    Para empresas monopolistas, públicas ou privadas, suspeito que até um cidadão portador do sindrome de Down serve. Desde que saiba assinar.

  2. Martins diz:

    Poquê? Você acha que os homens gerem melhor as empresas do que as mulheres? Em que critério científico se baseia? Gostava de saber. Será nas pilas? Ou nos tomates?

  3. Luis Rainha diz:

    O meu critério, científico ou não, seria apenas o da competência. Nem pila, nem pipis nem coisa nenhuma similar. A obrigação de ter 40% de mulheres, de homens ou de membros de minorias étnicas no conselho de administração da TAP (por exemplo) parece-me absurda. A si, pelo que leio, parece coisa esperta. Deve ser da Primavera.

  4. Um parlamento deve ser representativo da sociedade (por isso sou a favor das quotas nestes casos).
    Um conselho de administração de uma empresa não tem que ser representativo da sociedade: quanto muito, deve ser representativo da empresa (quero dizer, dos trabalhadores). Seria giro ver a Maria de Belém a defender isto…
    Finalmente, um governo não tem que ser representativo. Isso não significa que não se deva procurar um equilíbrio entre homens e mulheres, mas o critério num governo deve ser sempre somente da competência.

  5. Laura diz:

    Ó Luis Rainha, eu até nem sou a favor das quotas, mas só uma coisinha.
    E cito:
    …«agora fazer o mesmo em locais onde é obrigatório saber o que se faz e como…»
    Não me diga! Então, se é mesmo ” obrigatório” , você acredita mesmo que os que lá estão agora percebem imenso do que estão a fazer?
    É que se acredita, então passo em branco.
    Agora se acha que “depende”, então eu digo-lhe que está a fazer descriminação
    – Porque razão é que, entre um homem incompetente e uma mulher incompetente, o primeiro deveria ter prioridade, explica-me?!

  6. Antónimo diz:

    Qualquer antro organizado deve ser representativo.

    Felizmente, os governos também já viram isso e começaram a contratar mulheres incompetentes, quando até há alguns anos só as mesmo boas chegavam a certos cargos.

    Quando virem que qualquer gestora dava um administrador tão bom como esses da banca que para aí tivémos, por exemplo num banco que em tempos não contratava mulheres…

  7. LR diz:

    Laura,

    Não escrevo nada disso: entre um homem e uma mulher incompetente, os dois devem ficar à porta do conselho de administração.

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