O viaduto inútil

imagem retirada daqui

Através do Jornal dos Arquitectos nº 233, tomei conhecimento de uma notícia do Público de 05.12.2008, paradigmática da forma como se projecta o território em Portugal.
Em 2001, entre a Vila do Forte da Casa e a Póvoa de Santa Iria, foi construído um viaduto de 2 milhões de euros e por determinação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, como contrapartida para o licenciamento da urbanização do Forte da Casa. A Câmara Municipal, que aprovou o viaduto e que terá contribuído para a operação através da compra de 20% de um terreno confinante, decidiu agora demoli-lo.
Como se pode ver na imagem, o viaduto nunca teve ligação e o planeamento (ou falta dele) nem o deixou viver.
O tema da notícia é a decisão da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, de assumir agora o encargo de o demolir (100.000 €). Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira que aprovou o viaduto, diz agora que este viaduto tem “deficiências de implantação” e escandaliza-se por um dos seus pilares estar dentro da ribeira.
Há coisas fantásticas, não há?

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7 respostas a O viaduto inútil

  1. lili diz:

    Mas n’ O Mirante” eu tinha lido que o promotor não autorizava a demolição.O promotor da terceira e quarta fases de urbanização do Forte da Casa não autoriza a demolição do viaduto sem saída construído naquela localidade do concelho de Vila Franca de Xira. Maria da Luz Rosinha, presidente da câmara municipal, confessou “não saber se irá conseguir a autorização escrita” do proprietário, que condicionou a aprovação da demolição do viaduto em reunião de câmara realizada no final de 2008.http://www.omirante.pt/search/search.asp

  2. A história desse maravilhoso viaduto passou há um mês no Jornal de sexta da TVI. Não é caso único. Há mais de uma semana passou uma reportagem sobre um outro viaduto , em Monção, que não liga nada, no meio de nada e que a autarquia local quer oferecer a quem o tirar dali.

  3. JM diz:

    “Em 2001, entre a Vila do Forte da Casa e a Póvoa de Santo Adrião”
    Uma pequena correcção:
    Não é Póvoa de Santo Adrião, que pertence ao concelho de Loures, mas Póvoa de Santa Iria.

  4. ezer diz:

    …e é só o doutor Isaltino?e eu é qui sou burro?eheheheh

  5. cs diz:

    Póvoa de Santo Adrião pertence ao Concelho de Odivelas desde 1999

  6. José Seabra diz:

    Lamentável é que desde a construção deste hino á imcompetência, eu José Seabra, na altura autarca na freguesia do Forte da Casa, sempre sempre denunciei esta aberração e sempre disse que a mesma não ligava a lado nenhum. Está escrito, gravado em documentos oficiais e até na comunicação social. Mas como era eu que denunciava, não, não era assim, o viaduto (que o Sr. Presidente da Junta PS não queria que se chama-se assim, mas passagem aérea) iria ter saída e era o promotor imobiliário que iria pagar a obra.
    Ano após ano e depois de várias intervenções no terreno pela CMVFX, na tentativa de arranjar uma saída para o imbróglio e após o esbanjar de dinheiros públicos, eis que se chega há brilhante ideia de fazer o que eu defendia em 2001, a sua pura e simples demolição.
    Mas mais, é caso para perguntar, aonde estavam o técnicos da CMVFX que deram o seu parecer sobre o projecto? Porque não se responsabiliza o então vereador Ramiro Matos que assinou e levou a reunião de câmara o projecto para aprovação? e a Srª Presidente? também não tem responsabilidades? ela que todos os anos de 2001 até agora, anunciou a conclusão da obra? vai mais uma vez a culpa morrer solteira? Ninguem é responsabilizado e ainda se tem medo do Sr. José Maria Duarte Junior, promotor imobiliário responsável por esta construção digna do guiness?
    Isto é tão simples meus Sr.s, basta o Ministério Público investigar o que em torno deste mamarracho se fez e terão brilhantes conclusões. Mas claro, mais um caso de polícia, mais um caso de colarinho branco, mais um caso do PS e isso não pode ser.

  7. Tiago Mota Saraiva diz:

    O mais inacreditável é ver a CMVFX a pedir, repito PEDIR, ao promotor para pagar a sua demolição. É o ordenamento do território que temos, feito por dirigentes (políticos e técnicos) incompetentes e/ou pouco sérios.

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