Subscrevo João Miguel Tavares

Nunca concordei com João Miranda. Mas, a velha máxima aplica-se aqui perfeitamente: o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Por isso, e porque José Sócrates é o político que eu mais gostaria de ver derrotado e humilhado eleitoralmente, de entre todos os políticos de que me recordo desde 1974 (e isto alarga-se aos socratistas), digo que aceito todas as contribuições documentadas (!!!) para a derrota de Sócrates, venham elas de Miranda ou mesmo de outros planos, da extrema direita, por exemplo. Porque não (E ISTO NÃO É PROCESSÁVEL)? Por isso, vou copiar um post de João Miranda. Dizendo que também subscrevo na íntegra o seguinte texto de João Miguel Tavares, exceptuando dois pontos: um, quando Tavares refere que Sócrates tem qualidades para primeiro-ministro: é óbvio que não tem; outro ponto, trata-se de referência final a Chavez, personalidade por quem aqui já mostrei admiração (é a minha total divergência com Miranda) e não creio, de modo algum, que por ele Sócrates tenha alguma. [Post ligeiramente alterado]

JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da “decência na nossa vida democrática”, ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que “quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena”. Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro – se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra – feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: “Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras.” Reparem bem: não podemos “consentir”. O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser “terreno propício para as campanhas negras”; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez.

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48 respostas a Subscrevo João Miguel Tavares

  1. q diz:

    Se admira hugo Chávez, então acaba de entrar em contradição. Se fosse na Venezuela, João Miguel Tavares já estaria preso.

  2. jacuzzi diz:

    sim, sim, caro q, no minimo o Chavez devia processar o Joao Miguel Tavares pela comparacao insultuosa com sua excelencia o quase-engenheiro

  3. miguel dias diz:

    Sócrates, está a cavar a sua própria sepultura. Como diz o JMT, comporta-se como um animal acossado, disparando em todas as direcções.
    muito sinceramente estranho tudo isto, sempre estive convencido que ele iria saber contornar o problema a tempo de ganhar as aleições. Ora não se percebe que quem assentou a sua defesa na auto vitimização, venha agora transformar os seus algozes da campanha negra em vitimas. É no minímo estúpido, provando cabalmente que o JMT náo tem razão quando diz que ele tem qualidades para ser primeiro-ministro.

  4. Paulo Ribeiro diz:

    vidal, com o devido respeito, tanto ódio pelo sócrates inspira muitíssima suspeita. e, já agora, confirma que a esquerda a sério não está no radicalismo do partido comunista e do bloco de esquerda.
    a diferença de opiniões é salutar, benéfica e inspiradora… mas quem odeia, saliento isto: odeia! bom… quem odeia o adversário só porque tem uma opinião diferente ou é louco ou perigoso arruaceiro, daqueles que, em certos contextos, é capaz de esquecer o fio que nos une a todos… a humanidade e pega num avião contra umas quaisquer torres. ora, quando aí chegamos…

  5. miguel dias diz:

    Já agora, aguardo ansiosamente o comentário da nossa zola. Estou, confesso, muito interessado em saber o que pensa a paladina da liberdade de expressão e muito estranho o seu silèncio at+e ao momento.

  6. Carlos Vidal diz:

    miguel, a Zola está a receber instruções e racauchutagem táctica. É só isso.

    Paulo Ribeiro, vá falando, vá falando e desabafando, que eu só tenho uma coisa a acrescentar: não odeio o indivíduo em causa, porque não o conheço, por isso não o posso odiar da forma que você descreve. Mas odeio aquilo que representa. Ou seja, acho que José Sócrates, com todas as confusões e pontos não cabalmente esclarecidos ao longo da vida, representa um espírito ou tipo de político que é tudo menos aquilo que um país em crise profunda (Portugal ou outro qualquer país europeu ocidental) necessita: que necessita de clareza, biografia que não alimente distracções nem as tenha para oferecer nem as proporcione, rigor, rigor, competência, seriedade à prova de bala (eu disse à prova de bala!), eficácia, exemplo para os outros.

  7. Paulo Ribeiro diz:

    vidal, concluo, portanto, que o meu amigo me odeia! e odeia-me apesar de não me conhecer de lado algum. odeia-me porque odeia o que está representado na efémera figura d’um humano, de qualquer humano com rasto de vida, nas suas “confusões e pontos não cabalmente esclarecidos ao longo da vida”. mas atenção vidal! Esse ódio perde-se nos tempos como responsável por grande mortandade. quer exemplos? de são bernardino de feltre, são bernardino de siena e são joão de capistrano pela inquisição ao adolfo (o Hitler), a humanidade já conheceu essa conversa de dizer que o outro representa o diabo, o estrangeiro, o agiota, o corrupto, o que esquarteja crianças ou as come ao pequeno almoço, os que profanam a hóstia, os que envenenam o poço ou como se diz agora envenenam a democracia, os que, a mando de satanáz, mataram a deus e espalharam a peste. e que vejo eu meu caro? vejo muitos a vir aqui, dispostos a vir aqui, sancionar esse discurso sem cuidar que são carneirada que nem sequer tem o hábito de pensar pela sua cabeça. e lamento aumentar o ódio que vexa tem por mim, mas isso, também se aplica a si meu caro, mas eu não o odeio!

  8. Carlos Vidal diz:

    Caro Paulo Ribeiro, vejo que argumenta ao lado de tudo o que eu escrevi, não sei se propositadamente, e eu fui o mais directo e objectivo que pude e consegui. Não entendeu, certo, culpa minha, só minha.
    Repito o essencial, e é só isto o essencial (o resto está lá, no meu comentário, mas é acessório):

    “José Sócrates, com todas as confusões e pontos não cabalmente esclarecidos ao longo da vida, representa um espírito ou tipo de político que é tudo menos aquilo que um país em crise profunda (Portugal ou outro qualquer país europeu ocidental) necessita”.

    Repeti o que escrevi atrás.
    Não faça entretanto demasiadas digressões históricas, pois deve subentender-se do meu comentário que me estou a referir à época de crise presente.

  9. A. Laurens diz:

    No meio de tanto ódio a Sócrates há uma pessoa que esfrega as mãos de contente. a Doutora Manuela. Outros pensam em mais uns pequenos votos.

  10. Paulo Ribeiro diz:

    caro vidal, lamento mas não concordo! mas já que escreve em “crise presente”, a do caso de que se fala, haveria crise se alguns dos intervenientes, não o seu caso obviamente, ou de quem quer que emita uma opinião, respeitassem a mais elementar deontologia da própria profissão? vejamos:

    1. O jornalista deve relatar os factos com
    rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade.
    Os factos devem ser comprovados,
    ouvindo as partes com interesses atendíveis
    no caso. A distinção entre notícia e opinião
    deve ficar bem clara aos olhos do público.

    2. O jornalista deve combater a censura e
    o sensacionalismo e considerar a acusação
    sem provas e o plágio como graves faltas
    profissionais.

    3. O jornalista deve lutar contra as
    restrições no acesso às fontes de informação
    e as tentativas de limitar a liberdade de expressão
    e o direito de informar. É obrigação
    do jornalista divulgar as ofensas a estes
    direitos.

    4. O jornalista deve utilizar meios legais
    para obter informações, imagens ou documentos
    e proibir-se de abusar da boa-fé de
    quem quer que seja. A identificação como
    jornalista é a regra e outros processos só podem
    justificar-se por razões de incontestável
    interesse público.

    5. O jornalista deve assumir a responsabilidade
    por todos os seus trabalhos e
    actos profissionais, assim como promover
    a pronta rectificação das informações que
    se revelem inexactas ou falsas. O jornalista
    deve também recusar actos que violentem a
    sua consciência.

    6. O jornalista deve usar como critério
    fundamental a identificação das fontes. O
    jornalista não deve revelar, mesmo em juízo,
    as suas fontes confidenciais de informação,
    nem desrespeitar os compromissos assumidos,
    excepto se o tentarem usar para
    canalizar informações falsas. As opiniões
    devem ser sempre atribuídas.

    7. O jornalista deve salvaguardar a
    presunção de inocência dos arguidos até a
    sentença transitar em julgado. O jornalista
    não deve identificar, directa ou indirectamente,
    as vítimas de crimes sexuais e os
    delinquentes menores de idade, assim como
    deve proibir-se de humilhar as pessoas ou
    perturbar a sua dor.

    8. O jornalista deve rejeitar o tratamento
    discriminatório das pessoas em função da
    cor, raça, credos, nacionalidade, ou sexo.

    9. O jornalista deve respeitar a privacidade
    dos cidadãos excepto quando estiver
    em causa o interesse público ou a conduta
    do indivíduo contradiga, manifestamente,
    valores e princípios que publicamente
    defende. O jornalista obriga-se, antes de
    recolher declarações e imagens, a atender
    às condições de serenidade, liberdade e
    responsabilidade das pessoas envolvidas.

    10. O jornalista deve recusar funções,
    tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer
    o seu estatuto de independência e
    a sua integridade profissional. O jornalista
    não deve valer-se da sua condição profissional
    para noticiar assuntos em que tenha
    interesse.

    creio que não haveria a tal “crise presente”!

  11. José Ferreira diz:

    Arroz… (também tem dois erres e enche a boca)
    Grande paranóia

  12. Acho eu diz:

    Segundo A. Laurens, portanto, há que não incomodar o Sócrates, não vá a drª Manuela ficar contente…
    Boa malha!
    Acho eu, não sei.

  13. Carlos Vidal diz:

    caro Paulo Ribeiro, vamos lá a ver o que eu escrevi, outra vez:

    “José Sócrates, com todas as confusões e pontos não cabalmente esclarecidos ao longo da vida, representa um espírito ou tipo de político que é tudo menos aquilo que um país em crise profunda (Portugal ou outro qualquer país europeu ocidental) necessita”.

    Repare, eu estou a falar de uma crise global e nacional que precisa de políticos que não sejam nem de perto nem de longe parecidos com José Sócrates. Não me refiro à “crise” destes processos agora interpostos por Sócrates, mas também podemos ir lá, pois aí também se abre (abriu) uma crise.
    Então, temos dois níveis da crise:
    – uma crise económica e social generalizada.
    – uma outra crise, particularmente vivida neste momento em Portugal (também vítima da crise geral mundial económica e social), que resulta do conflito entre José Sócrates e alguma imprensa crítica.

    Estas questões podem interligar-se, mas eu estava a referir-me inicialmente à estatura necessária de um estadista para enfrentar a crise económica e social, estatura que suponho ninguém reconhece em José Sócrates (devemos ser todos processados por isto?).

    Passemos à questão do jornalista. Não sou nem nunca fui jornalista.
    Mas sempre trabalhei em jornais: entre 91 e 92 fui crítico de arte do Público, primeiro, e O Independente, depois. De 92 a 98 fui o crítico de arte de A Capital. Desde sempre com uma colaboração semanal e não episódica. Escrevi e escrevo em várias revistas de arte. E também no 5dias. Apesar de não ser jornalista, creio saber distinguir entre um jornalista e um colunista. Por exemplo, este ponto que cita em cima:

    “4. O jornalista deve utilizar meios legais
    para obter informações, imagens ou documentos
    e proibir-se de abusar da boa-fé de
    quem quer que seja. A identificação como
    jornalista é a regra e outros processos só podem
    justificar-se por razões de incontestável
    interesse público.”

    Não sei como é que isto se pode aplicar a um colunista, que não tem ou não faz (quase) nunca investigação. Um colunista, numa palavra, deve ser alguém com perspicácia e imaginação. Opina responsavelmente, desenha visões do mundo e da sociedade, faz sínteses, as suas sínteses, e complementa o trabalho do jornalista da redacção (menos opinativo e menos genérico). Portanto, João Miguel Tavares é colunista, tem de ser criativo, e escreveu uma crónica, na minha modesta opinião, muito criativa, até mesmo na comparação que fez. Judicialmente, a crónica não tem por onde se lhe pegue. JMTavares acha que a credibilidade de Sócrates quanto à moral na política é igual à de Cicciolina quanto à moral monogâmica. É uma mera comparação, nada mais, não vejo que ofenda Sócrates no que quer que seja. Não belisca a pessoa José Sócrates em nada. Pense bem.
    Mas não se esqueça que eu estava a falar de crise num sentido mais amplo.

  14. Patricia diz:

    Já estou a fazer uma lista dos blogs,jornais e canais de televisão a evitar nos próximos tempos,porque já não tenho mais paciencia para ouvir ou ler artigos e post sobre os casos da moda com o Freeport á cabeça.Não é porque os assuntos não possam ser discutidos,mas é demais.Ainda ontem dei comigo a pensar acerca do que se escreveu,do que se disse,da equipa da super procuradora agora é que é,do dinheiro dos contribuintes gasto com todas as andanças,para os processos chegarem á barra dos tribunais e não existirem provas e testemunhas credíveis,pelo que o juiz teve que mandar o Sr.Pinto da Costa em paz.Então não é que hoje já ouvi o Sr.Vieira a julgar o juiz pela decisão tomada.Portanto meus caros amigos até daqui a uns tempinhos.

  15. Carlos Fernandes diz:

    De facto, lamento o contorsionismo desculpabilizador, o facciosismo e fanatismo pró-PS deste Sr. Paulo Ribeiro, (este deve ser um dos muitos assessores bem pagos) cujos tristes comentários aqui acima falam por si.

    Ora os factos relativos a casos, ou eventuais casos, de corrupção envolvendo governantes – que gerem dinheiro do povo e não deles- são condenáveis independentemente do partido e da cor política dos governantes.

  16. lili diz:

    V. odeia tanto Sócrates e os socratistas que até á extrema-direita faz apelo, você é um perigo social!

  17. Carlos Vidal diz:

    Ah, lili, já cá faltava um comentário à minha menção à extrema direita. Isso resolve-se num ápice.

    Há umas semanas, um tal Mário Machado, líder bem conhecido da coisa, publicou num blogue alguns, muitos mesmo, documentos relativos a contas off-shores do tio de José Sócrates, e não me recordo se de mais alguém da família. Documentos anteriores, na sua maioria, ao Caso Freeport, mas reveladores (como se costuma dizer). Reveladores de uma forma legal, evidentemente, de fazer fortuna (ainda legal, de futuro, a longo prazo, não sei, veremos aonde nos leva este palavreado todo actual sobre paraísos fiscais). Os documetos eram tantos que eu não os vi bem todos. O material era útil para caracterizar um tipo de negócio e negociante (empresário!). Por virem de Mário Machado não valiam menos que de outra fonte. E a SIC fez-lhes mesmo referência. Verdadeiros, disse-se, mas não importantes para o caso Freeport.
    E se fossem relevantes para este?

    A lili deitava-os fora por virem de Mário Machado?
    Como é que o indivíduo os desencantou, não sei, mas sei que ninguém os deitava fora, nem a Procuradoria obviamente.
    Esclarecida?
    Documentos?
    Venham eles.
    Esclarecimento do caso em questão (Freeport), precisa-se.

    Esclarecida lili ??

  18. lili diz:

    Esclarecida. Mas podia tê-lo dito logo.
    E isso só vem tornar o caso cada vez mais sórdido.

  19. lili diz:

    Outra coisa é que esses documentos não provam nada contra o sobrinho, José Sócrates, presentemente Primeiro-Ministro de Portugal.

  20. lili diz:

    A equipa que está a investigar o caso Freeport suspeita que José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, possa ser o parente que o arguido Charles Smith acusa de ter sido o receptor das ‘luvas’ alegadamente entregues a Sócrates para conseguir o licenciamento do projecto de Alcochete.

    José Paulo Bernardo está também referenciado num outro processo, que desde 2001 corre no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), onde se investigam indícios de tráfico de influências, corrupção, financiamento a partidos e branqueamento de capitais, e que tem como figura principal o actual presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo.

    Raposo é um dos vários suspeitos deste vasto processo, cuja investigação se tem arrastado apesar de já terem sido constituídos oito arguidos. Em causa, soube o SOL, estão os actos ilícitos praticados por uma rede de pessoas ligadas à Câmara da Amadora e a empresas de construção civil, e que envolve também elementos da Direcção Regional de Ambiente e Ordenamento do Território, a que presidiu Fernanda Vara.

    Esta arquitecta – uma das arguidas no processo da Amadora – integrou a comissão que deu parecer favorável ao Estudo de Impacto Ambiental que permitiu o licenciamento do projecto Freeport, em Alcochete.

    Nas buscas desencadeadas pela Polícia Judiciária, em 2004, às empresas suspeitas neste processo e a vários serviços da Câmara da Amadora, o computador do presidente, Joaquim Raposo, foi um dos que mais provas deu aos investigadores. Foi aqui, soube o SOL, que surgiu a referência à Mecaso – uma das empresas de Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe de José Sócrates, e José Paulo Bernardo, o primo de quem agora se suspeita.

    Joaquim Raposo, que o SOL não conseguiu contactar antes do fecho da edição após várias tentativas, ao ter conhecimento da notícia afirmou que «o único computador que foi levado era o do presidente da Assembleia Municipal, António Preto», e não o seu.

    Confrontado com uma escuta que existe no processo, o presidente da Câmara de Amadora adianta ainda que «nunca» ouviu falar da MECASO nem conhece o primo do primeiro-ministro. «Logo, não lhe podia ter telefonado», afirma.

    Em relação a Fernanda Vara, Raposo diz apenas ter tido contacto enquanto autarca, para lhe «pedir alguns pareceres».

    Continue a ler esta notícia na edição impressa disponível, sábado, nas bancas de Portugal e Angola

  21. Paulo Ribeiro diz:

    olhe carlos Fernandes… respiro fundo…, vexa, mostra ter uma mundividência, digamos, no mínimo, medieval. então qualquer um que anteponha argumentos às suas pequenas certezas já é assessor? sabe que lhe digo? antes fosse! vexa é daquele tipo de gajos fadado para molhar a sopa, contando que isso o ponha bem visto e aceite pelos demais. adora fazer fogo de vista com ninharias preguiçosas e nédio pensamento porque, simplesmente, não gosta de pensar. olhe para si a encher o peito e apodar os outros de assessor (signifique isso o que significar no seu único neurónio ainda por cima invejoso). meu caro, lamento, mas vexa encontra-se tristemente condicionado deste modo. fico é sem saber se é assim por motivos genéticos ou de formação social… sei que é pedir muito, mas talvez me possa esclarecer.

  22. LAM diz:

    Mais ou menos profundo, o denominador comum José Sócrates em relação a muitos casos citados passou a ser “comum” de mais para que continue somete com papel secundário.
    Não me lixem com f.

  23. Carlos Fernandes diz:

    Como todos podem ver e ler, este Sr. Paulo Ribeiro, de cada vez que respira e escreve ( e escreve bem e em bom português, não é isso que está em causa) mais se enterra (Ah Ah Ah, descontando a seriedade e gravidade dos casos em análise, que não têm piada nenhuma ), então não é que ele chama a estes casos de corrupção em análise de “ninharias preguiçosas e nédio pensamento”.

    Sr. Ribeiro faça-nos um favor, o de considerar e reconhecer que por enquanto ainda vivemos em Portugal, não somos propriamente ainda o Malawi ( das bananas ) europeu …

  24. Paulo Ribeiro diz:

    numa sociedade que abre cada vez mais espaços de liberdade e, assim, cada vez mais possibilidades de escolha, há cada vez mais oportunidades para nos sentirmos, como diria freud, culpados ou, para acusarmos o outro. trata-se da mais elementar psicanálise e que pode ser aplicada a energúmenos como o amigo carlos fernandes. então é mais ou menos assim: na generalidade, o homem passa a vida a fazer disparates com a sua vida, todos os fazemos não é? mas no fundo, não somos nós que estamos a agir assim mas sim o nosso passageiro clandestino, o inconsciente. ora, desde a invenção do inconsciente, cada um de nós tem um gémeo a quem podemos responsabilizar de tudo. esse gémeo é o nosso paradoxo, a nossa imagem reflectida no espelho: faz-se notar mas permanece invisível. é, sobretudo, o nosso bode expiatório, o herói trágico sobre o qual descarregamos a nossa culpa, só para termos de descobrir que afinal é toda nossa! calma rapaz! se sonhas com uma carreira de assessor faz por isso! boa?

  25. LAM diz:

    Sr. Paulo Ribeiro, nada até ao momento liga Freud a Charles Smith, que conste. Sonhos humidos é à vontade do freguês mas é outra conversa.

  26. maria monteiro diz:

    será que há alguém capaz de me explicar qual é a
    mais elementar deontologia da profissão de … político?

  27. Paulo Ribeiro diz:

    caro lam, é o que dá meter-se em conversa alheia! e já que estamos num blog de apreciadores de alta música, digamos que o seu comentário saiu dodecafónico. lamento por si. ora, estava eu ainda entretido a responder ao simpático carlos e vem você com o inefável charles smith, sff, tenha santa paciência. agora meu amigo, quanto ao resto, se o seu paradoxo ainda está na puberdade, não seria altura de xixi cama?

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  29. José Ferreira diz:

    Por favor não contrariem o Vidal
    É assim e pronto, mais nada

    “Esclarecimento do caso em questão (Freeport), precisa-se.”, berra ele

    Fripó, Fripó e Fripó
    É um comentarista asinino, manipulador, paranóico

  30. adelaide Zola diz:

    O que te chateia, Vidal, é o facto do PS manter-se a 10 pontos percentuais acima do PSD, e eu votar PS nas próximas legislativas, apesar de ser professora e, nas últimas legislativas, não ter votado PS. O teu ( e vosso) ódio não ganha o meu voto. Tenho um enorme desprezo por pessoas como tu. Fica bem.

  31. Olha, adelaide Zola, mete o voto num sítio que eu cá sei. É lá, junto da m…., que ele fica bem.

  32. Paulo Ribeiro diz:

    maria monteiro, um político, na versão moderna, é alguém escolhido entre iguais porque os representa naquilo que lhes é essencial. nem mais nem menos. não é um impoluto, não é um sobredotado, nem sequer um santo! alguns na história quiseram transmitir que eram tudo isso e o resultado qual foi? foram corridos a tiro! vai daí que, o respeito pela ordem constitucional d’um país, escrita ou não, de um estado de direito democrático, manda que se deve sempre respeitar a presunção de inocência quer do manuel germano quer do josé sócrates. por muito que doa a quem não gosta da pessoa e prefira outro p’raquele cargo, é assim que é! sabe que mais? eu não escrevo assim porque sou inocente. não senhor! eu, e outros como eu, julgamos que josé socrates é o melhor governante que portugal teve desde afonso costa. o sócrates não nos foi vendido como um iluminado mas como alguém esforçado. não nos foi entregue nas mãos como o salvador da pátria mas como alguém disposto a quebrar com algumas vacas sagradas que têm sido a nossa desgraça. conseguiu fazê-lo? pois acho que ainda não! contudo tentou e continua a tentar. basta ver com que garra ele enfrenta a governação apesar de todas as acusações de que tem sido alvo. mas repare, repare bem maria monteiro: eu não sou a acção da voz do dono! eu sou livre! eu penso pela minha cabeça e, por conseguinte, se no final o sócrates for considerado culpado deve pagar por isso.

  33. LAM diz:

    Paulo Ribeiro, tá a ver, vc dá-lhe com o Freud, o inconsciente e os espelhos mais o coelhinho que vai com o palhaço ao circo e não falou na memória que tantas partidas nos prega. Ele foi o chefe que só ao fim duns dias se lembrou que afinal tivera uma reunião decisiva para o licenciamento do Freeport, foi o procurador Lopes da Mota que inicialmente negava (não se lembrava, por certo)qualquer interferência quando, passado 2 ou 3 dias lá lhe ocorreu ter dito a 2 magistrados que “o 1º ministro quer isto esclarecido rapidamente”.Por fim a procuradora Cândida Almeida esqueceu-se (outra vez a puta da memória), de avisar Pinto Monteiro da queixa que tinha recebido de pressão dos 2 magistrados.
    É a memória, caro Paulo Ribeiro, é a memória. Deixe lá os xi-xis e o Freud. Do que é que esta gente se vai lembrar ainda?

  34. Chico da Tasca diz:

    Carlos Vidal eu também odeio tudo aquilo que você representa !

    Você merece-me o total desprezo !

  35. Chico da Tasca diz:

    Carlos Vidal, você não passa de um comuna abjecto e nojento, que não sabe sequer o que é Democracia. Nos Regimes que você defende esse jornalista de cano de esgoto que você transcreve estava num campo de reeducação, a pão e água.

    Esse porco nojento que se auto-intitula de jornalista fala de moral e eu pergunto-lhe : você Carlos Vidal sabe sequer o que é moral e ética ? Você vem para aqui vomitar ódio, nada mais, sem qualquer respeito pela pessoa que está por trás do Primeiro Ministro.

    Vocês, os da Esquerda Radical são todos nojentos !

  36. Carlos Vidal diz:

    Ó grande Chico, assim é que se fala.
    Toca a expressar o que lhe vai dentro da alma, forte e feio!
    Deixemos os processos para os mais fracos.
    Isso aqui nunca existirá (nos blogues livres e na blogosfera – apesar do P. Pedroso ter processado Balbino Caldeira há um tempo: tinha de ser o PS a estrear a coisa, claro!!!)
    Força Chico. Mande sempre.

  37. Chico da Tasca diz:

    Sabe Carlos Vidal, num regime democrático as pessoas são livres de processar quem as ofende. No regime que o senhor defende não é assim que as coisas se passam, até porque têm MEDO de ofender o poder.

    O regime que o senhor defende, para além de intrisecamente corrupto e totalitário, espezinha e proibe aquilo que os regimes democráticos permitem : greves, manifestações, liberdade de expressão e de reunião.

    O regime que o senhor defende é um regime Ditatorial.

    O senhor no fundo não passa de um salazarento sem moral, porque o senhor vem para aqui defender um jornalista de cano de esgoto de nome João Miguel Tavares que, ataca o homem José Sócrates em termos pessoais e não o politico ou o 1º ministro.

    E sendo assim, o senhor ao aplaudi-lo vem do mesmo cano de esgoto que ele, o que não me espanta pelo que referi nos 3 primeiros parágrafos.

    Era o que mais faltava que o Sócrates não pudesse enfiar um processo em cima desse escriba de pacotilha !

  38. Paulo Ribeiro diz:

    lam, esta “gente”, que é “gente” como o lam só que se identifica, lê o lam e pergunta: e esse conjunto de faltas de memória querem significar exactamente o quê? não percebi! sabe porventura o lam que em qualquer actividade que implique uma certa sensibilidade, seja ela no campo judicial seja no politico, a gestão dos silêncios, a memória disto e a lembrança daquilo, é muito importante porque se lida com certa “gente”. olhe! o menino deve ler tudo isso, reflectir aturadamente, mas não ficcione, é que estão pessoas envolvidas caraças! algumas delas, caso da cândida, com mais coragem na ponta do dedo mindinho que aquela que alguns nick’s perversos têm no corpo inteiro! posso ser atrevido? existe neste cantinho, alguma “gente”, que nunca engoliu a desfeita feita à “gente” das fp 25, pois é!

  39. Carlos Vidal diz:

    Pois que enfie, caro Chico, pois que enfie.

    Ele e o famoso advogado dele vão ter muito que trabalhar.
    Podiam depois enfiar o mesmo era na polícia inglesa.
    Em Charles Smith e na TVi já agora. Mas aí a coisa pia mais fino não é, ó homem de coragem e da Tasca ???
    Aliás, porque não começa por Charles Smith?
    Eu estou à espera e gostaria muito de ver isso, Sócrates interpondo um processo em Charles Smith.
    Você que é admirador de Sócrates, o que acha: ele interpõe ou não interpõe em Charles Smith?
    Porquê Tavares?
    Porquê João Tavares se foi Smith que lhe chamou “corrupto”?
    Apareça sempre a boa sorte para o seu combate, seja ele qual for.

  40. LAM diz:

    Paulo Ribeiro, e lá continua o menino a rodear os assuntos, a atirar umas postas engraçadas, algumas com sentido piadético outras que valha me deus.
    Como aceitará, e partindo do argumentário que tem exposto não dará lições de lisura a ninguém. Nem tão pouco demonstra alguma experiência de vida (se é que a tem, esconde-a muito bem) que lhe permita aconselhar ou dar justificações de prácticas de “gestão de silêncios” ou até que impliquem (aqui desculpe, ri-me) “uma certa sensibilidade”. Mas, e como não quero ir pelo baralhar e voltar a dar que tem sido a imagem de marca que os seus comentários (quais argumentos?) têm deixado, vou direito ao essencial: Este processo (lembra-se? é disto que estamos a falar), está no início. As mentiras, omissões e casos mal explicados (ou não explicados de todo), são mais que muitos. As manobras para o branqueamento de um caso em que está implicado o 1º ministro do país são mais que muitas, começando pelo próprio e dirigidas, é minha convicção, pelo próprio. Não é só uma questão de âmbito criminal que estará (condicional) em causa. É política também e acima de tudo. José Sócrates é o 1º ministro não é um vulgar cidadão que se pode limitar a atirar areia para o ar com a ajuda dos indefectíveis sem prestar os esclarecimentos e sem ser confrontado com provas ou indícios.
    É que os casos já são muitos. Todos sucessivamente ludibriados pela máquina de imagem, pelos compadrios políticos e de negócios e pela acefalia poética de uns quantos que procuram mastigar os assuntos para não tocar no essencial.
    (sobre Cândida Almeida e alguma “desfeita” sobre às fp é mais um caso de delírio. Cómico, no caso.)
    É disto resumidamente que lhe falo, Ricardo. Se não perceber pergunte ao papá. Sobre escalas dodecafónicas informo também que é na porta mais ao lado, lamento. Entendidos?

  41. maria monteiro diz:

    Marchas, Danças e Canções- Fernando Lopes Graça
    Hino ao Homem – Armindo Rodrigues

    Homem, se homem queres ser
    e não uma sombra triste,
    olha pra tudo o que existe
    com olhos de bem o ver.

    Nada receies saber.
    Ao que não amas, resiste.
    Mesmo vencido, persiste
    e acabarás por vencer.

    Quere e poderás poder.
    Vai por onde decidiste.
    A liberdade consiste
    no que a razão te impuser.

  42. Paulo Ribeiro diz:

    caro lam, vexa comenta e argumenta de forma patusca. contudo, incorre num vício recorrente, qual seja: não é preciso e está demasiado inflamado por paixões! assim, p’ra se clarificar, repito uma pergunta que dirigi ao ramos: só é suspeito nestes casos quem contra si tem indícios fortes da pratica d’um crime previsto e punido no código penal. ora, que indícios temos nós contra o pm? pode dizer? se me apontar um que seja, um indício, não uma fábula, não uma construção, quero um! aponta?

  43. Carlos Vidal diz:

    Paulo Ribeiro
    Não faça de novo essa pergunta, e eu explico-lhe porquê?
    Não é o meu caro Paulo Ribeiro quem estabelece as fronteiras entre indício, fábula e construção. Indícios há muitos.
    Já agora, sabe o que é um signo? É, talvez o saiba, genericamente um elemento substituto (de algo não presente). Um índice, ou indício, é um “signo ele próprio que se encontra em contiguidade com o objecto denotado ou substituído”, uma réstea, portanto, uma gravação concretamente, uma voz, uma testemunha que diz ter ouvido uma conversa, duas testemunhas que confirmam a mesma conversa, etc, um DVD então é um índice ou indício FORTÍSSIMO, OK?? (McLuhan até o chamaria de indício “Quente”, na sua distinção “meios frios” e “meios quentes”.)

    A fábula pode ser um tema interessante na teoria literária, como a imagem e a metáfora. Mas não complique. A construção está em todas as artes e nalgumas sob o nome “composição”.
    Até costumo dar aulas de Composição.

    Quanto a indícios, você conhece-os muito bem, e já exemplifiquei alguns.
    E se quiser definir conceitos e palavras ou termos, então documente-se, para que se saiba ao que vem.
    Grato e volte sempre.

  44. Paulo Ribeiro diz:

    meu caro vidal, lamento, mas esta construção de cariz jurísgena, “o indicio”, trás afivelada a si, uma construção filosófica que radica no racionalismo e que vai por aí fora até ser cristalizada no chamado positivismo jurídico, que, entre outras coisas, postergou os antigos processos (jurídicos) de intenção. ora, vai daí que, esta definição, para nossa segurança, não carece que lhe ponham dúvidas metafísicas. sabe porquê? porque se para si um indicio forte é o que descreve, se o associa a meras percepções da realidade, então, como nega o meu amigo, como penso que nega, a existência de deus? já viu onde vai parar? nós, homens de esquerda, somos pela certeza meu caro, pelo positivismo, pela prova. nós não embarcamos em processos de intenção. isso é que nos dá segurança e elevação, em suma, ética!

  45. Paulo Ribeiro diz:

    E já agora, não obstante ver para minha tristeza esta esquerda a ir beber na manjedoura de alguma direita representada pelo roliço tavares, espanta que essa esquerda faça um virote ao nível dos valores que a sustentam, mas a esse respeito, à muito que esta história do pm não deixa dúvidas. E Eu, olhem, exuberei! Deixo de gastar o meu latim por estes sítios… Meus amigos, pois passem razoavelmente bem das vossas vidas e das vossas pequenas, afinal muito pequenas causas.

    Nota final: talvez fossem necessárias algumas leituras antes de alguém vir bater no peito a dizer que é de esquerda, posto que, corre-se o risco de nem se ser de esquerda, nem de direita, nem de coisa nenhuma, a não ser da sua própria vidinha… o que olhando à crise, já não é nada mau.

  46. Carlos Vidal diz:

    Não creio que vá deixar de comentar por estas bandas.
    Não há outras tão consistentes.
    Faz o meu amigo uma proposta de embarque filosófico quando não achei tal necessário. Faz-me então uma pergunta embaraçosa:
    “nega o meu amigo, como penso que nega, a existência de deus?”
    Não, não nego, como exercício especulativo, tal como especulativa é a definição de índice/indício, é impossível negar a existência de Deus, começando logo nós a aprender tal com o racionalista Descartes. Na meditação 3 (§35) diz o francês que não pode pensar que apenas depende, na sua existência, do seu pai e mãe. Isto não é rebatível, pois veja como ele defende a existência de Deus no “Discurso”: Primeiro, porque somos finitos e podemos imaginar a presença do infinito. Como sabe, mas tarde, Georg Cantor encarregou-se de mostrar (através dos números transfinitos) que se podia autoconsistentemente construir o infinito. Em segundo lugar, a dúvida e a inconsistência não podem provir de Deus, o que significa que a perfeição sim. Em terceiro lugar, o “não totalmente perfeito” só pode subsistir com a “ajuda” de Deus, sem Deus, esse “não totalmente perfeito” não poderia subsistir. Está provada a existência de Deus.
    Mas para falar de indícios, chega-me a semiologia.
    E os indícios apontados atrás (no caso Freeport e enquanto indícios) são irrebatíveis.
    OK ?

  47. Andre diz:

    É assim que “pensa” a esquerda bovina.

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