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Uma Família

13 de Março de 2009 por Paulo Jorge Vieira

Um jovem – hoje com trinta anos – foi expulso de casa dos seus pais ao 16 anos por ser homossexual. Nada de novo infelizmente nas histórias quotidianas de muitos homossexuais pelo mundo.
Uma família de acolhimento aceitou o jovem, entregue pelo Estado, tendo dele cuidado com o carinho e amor que os pais sempre dão aos filhos. O jovem continuou os seus estudos até ao ensino superior. A referida família de acolhimento é constituída por um casal gay, cujo casamento civil se realizou em 2004 no Canadá. Este casal foi também a primeira família de acolhimento constituída por um casal de pessoas do mesmo sexo no seu país.
A família de acolhimento – os pais – tentaram junto das autoridades adoptar oficialmente o jovem e, depois de um processo, mais ou menos longo, conseguiram satisfazer esse desejo tão especial de toda a família.
Esta história aconteceu em Israel envolvendo o casal Amit Kama e Uzi Even (militar e professor universitário, tendo sido também o primeiro membro assumidamente gay do parlamento israelita). Aqui fica uma foto de família. Amit Kama e Uzi Even e o seu filho (a meio) Yosi Even-Kama.
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Comentários

Comentário de jcd
Data: 13 de Março de 2009, 13:27

Isto foi mesmo em Israel, de certeza? Não terá sido na Palestina?

Comentário de Pedro Fontela
Data: 13 de Março de 2009, 15:12

Tenho que ceder ao sarcasmo do JCD… encontrem esta tolerância no mundo árabe e depois sim já podem apoiar (sem sentir vergonha) os islamitas.

Comentário de Paulo Jorge Vieira
Data: 13 de Março de 2009, 15:44

Ironias á parte! Estamos mesmo a falar de quê? Do conflito israelo-palestiniano? Pois não falava disso! Cuidado com as leituras simplificadas.
Mas conheço muito bons exemplos de cooperação e pacifismo dos dois lados do movimento LGBT palestiniano e israelita!
um dia destes escrevo sobre isso!

Comentário de João Branco
Data: 13 de Março de 2009, 15:45

É moralmente aceitável que quem, nas suas sociedades, pratica a tolerância, promova atrocidades contra outros povos? Por internamente viver em maior tolerância, os seus crimes contra outras populações tornam-se mais desculpáveis do que se internamente fosse intolerante?

Para as crianças que tropeçam nos fragmentos das atrozes bombas de fragmentação semeadas por Israel no Sul do Líbano faz alguma diferença se quem os bombardeou era ou não homofóbico?

Que lógica, a vossa …

Comentário de João Branco
Data: 13 de Março de 2009, 15:46

Espanha tem casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
Portugal não.

Seria de condenar mais se Espanha bombardeasse Portugal, ou se Portugal bombardeasse Espanha?

Comentário de Pedro Fontela
Data: 13 de Março de 2009, 16:28

Paulo Jorge Vieira e João Branco,

Está tudo ligado… uma sociedade não se divide em caixinhas de valores não interligados.

Isto fala sobre a natureza dos dois lados em conlfito, sobre a credibildade de cada estado e acima de tudo sobre as semelhanças que levam dois ou mais países a partilhar uma aliança. O resto desculpem a afirmação a seco mas é populismo.

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 13 de Março de 2009, 17:02

Esta malta tem de meter a política em tudo. Não ligues.

Comentário de Quintanilha
Data: 13 de Março de 2009, 22:55

Qual é a mãe de acolhimento?

Comentário de Maria Ramalho
Data: 14 de Março de 2009, 12:21

ESPECTACULAR este post. Andei lá de volta da Constituição, após ouvir o debate dos ProsContras que evito, sinceramente, depende do painel/tema, e esse com a presença do antropologo Miguel Vale de Almeida, era imperdível. Mas, sinceramente, não entendo lá o referido artº da Const. pode permitir a leitura conforme a conveniência e há que o clarificar. Interessa-me sim, é que de facto não se ouçam demagogias e se acabem de vez com “rotulagens” sociais e sobretudo que, se as familias numerosas queirem procriar, interrupatamente, estõ no seu direito, mas não venham invocar que são donos dos casamentos heterossexuais.

Mais Informação a nível das escolas, das autarquias etc… acções, para que estes falsos mitos ACABEM e destruam tantos jovens, completam/ baralhados com o que sentem.

Tenho 60 anos, sou hetero, mas nunca esquecerei que aos 18 nos um dos meus melhores amigos era hetero e foi aí que acordei para a diferença e sobretudo a dôr que enfrentava.

Maria

Comentário de Maria Ramalho
Data: 14 de Março de 2009, 12:24

Deve-se ler “….um dos meus melhores amigos era HOMOSSEXUAL….” enganei-me ;(((
Maria

Comentário de Paulo Jorge Vieira
Data: 14 de Março de 2009, 12:47

Sinceramente e tendo em conta o número de jovens – menores e maiores de idade – expulsos anualmente de casa pelos progenitores em Portugal, eugostaria que esta história acontecesse em terras lusas. Mas impedimentos sociais e legais vários tornam dificil esta história acontecer por cá!

Comentário de zenuno
Data: 14 de Março de 2009, 13:51

Obrigado Paulo por este artigo e por dares a conhecer esta estória que como dizes suponho acontecer ainda imenso em muitos sítios.
Dar a conhecer é um passo inicial ainda muito importante, até porque a ignorância e os tabus ainda são públicos e notórios… como exemplo caricato temos aquele senhor que em horário nobre da televisão portuguesa nem sabia o que significava ser bisexual…

Comentário de De Puta Madre
Data: 15 de Março de 2009, 12:57

Y os Pais Biológicos c 16 anos de Afecto?? A onde andam?
…………….

Comentário de Pedro
Data: 15 de Março de 2009, 14:53

Alguém envie este post ao Daniel Oliveira para ele de uma vez por todas perceber que Israel é um estado humano, moderno e livre, onde independentemente das más chefias políticas e militares, a sociedade civil é plural, forte e saudável.

E enviem-lhe uns links das muitas notícias de homossexuais expulsos, perseguidos e mortos na Palestina. Ou de qualquer outra sociedade árabe, já agora.

Sei que não era este o assunto (belo post), mas teve que ser.

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