Contrariando, mais uma vez, o estafado argumento da inexistência de alternativa às medidas do governo, o PCP apresentou 23 medidas de combate à crise. A maioria absoluta do PS não permitiu que nenhuma das medidas fosse aprovada.
O deputado Miguel Ginestal (PS) acusou o PCP de “querer fazer política com os problemas concretos“, e de apresentar medidas “genéricas” e “orçamentalmente insustentáveis“.
Olhando para as 23 medidas pode-se constatar que 14 (60%) não têm qualquer impacto no orçamento de Estado. Não me parece difícil imaginar que, das 9 medidas restantes, nenhuma teria tanto impacto como a nacionalização dos prejuízos do BPN. O problema estás nas prioridades e não na ausência de propostas.




Como é que o PS vai explicar os milhões que meteu no BPN,no BPP e no BCP (para não falar dos negócios finos)é que se vai transformar num pesadelo.Já se percebeu que o dinheiro não chega à economia real, que não é suficiente para salvar os bancos e que o déficit deu um estouro de todo o tamanho. E a dívida não é um pesadelo é um megapesadelo.Adeus TGV!E para que servem as obras de regime como o novo museu em Belém, quando não dinheiro?
Deixa ver. A primeira faz aumentar o desemprego, o défice externo e o défice do estado. A segunda faz aumentar o desemprego e dminuir o investimento. A terceira é para estoirar as contas públicas. A quarta é daquelas que pensam que se puserem uma limitação num termómetro, a temperatura não sobe. A quinta e a sexta é mais do mesmo, não deixar que nada mude para que tudo fique igual. A seguinte é para sindicalista ver e a última é por demais cretina para ser levada a sério – se o estado tirar mais de um bolso pode meter mais no outro.
Do grupo II, começa bem. Congelar preços – podiam pedir mais concorrência, mas falta-lhes ADN. A segunda está ao contrário. Em vez de pedir que o estado pague o que deve, pede que empresas falidas entreguem ao estado o que não têm. Tiro o chapéu à terceira – é a primeira que realmente interessa. O mesmo com a seguinte. A seguinte é o proteccionismo habitual – já sabemos no que dá. A última é a paranóia do costume.
Do grupo III. não se aproveita nada. Preços controlados e subsídios.
Agora vou almoçar. O IV e o V ficam para outras calendas, se me lembrar de voltar ao post.
A ideia do tipo do PS é magnífica: acusar quem faz política com problemas concretos. Boa.
O PS tem de nos ensinar a todos a fazer política com problemas imaginários. Problemas imaginários, fruto da imaginação, isso é bonito. Será que o PS ocupa os serões do seu Conselho Nacional (ou que raio de nome tem a coisa) a discutir se os anjos devem ou não ter direito à habitação social? Por exemplo, se Ulisses teve ou não razão na sua vingança contra os pretendentes à sua esposa? Se ele deve ou não ser um bom candidato autárquico?, etc, etc.
Fazer política, para os deputados socialistas, é discutir o pãozinho sem sal!
É o estado da maioria.
Até a “malta” (falta-me o termo de direita) do Blasfémias concorda com algumas das medidas!
O PS só se move a pãezinhos sem sal e copos de leite (magro).
O jcd do Blasfémias também tem a sua piada. Em pouco menos de um minuto ou dois despachou as medidas em discussão, catalogou-as, aprovou umas, recusou outras, gozou com umas, riu-se de outras, etc. E eu fico a pensar: se num minuto ou dois jcd foi capaz disto, o que seria capaz, eventualmente, em 4 anos de governo. Está mal aproveitada tanta dinâmica, stress, estresse !!
Há aí alguem que tenha a paciência de fazer uma continha?divida 1.300 Milhões de Euros po 10 000 000 de pessoas e vai ver como:
Só com aquela massa tirava a população da miséria, que utilizaria o dinheiro para consumir, o que relançaria o consumo interno e com ele as empresas médias e pequenas de produtos e serviços, o que por sua vez travaria o desemprego.Se lhe acrescentar os outros milhões que andam para aí a ser distribuídos em negócios finos, o pessoal ainda tinha dinheiro para ir de férias e relançar o turismo.Só que o PS está muiiiiiito preocupado com os ricos e com os que têm emprego que não têm preocupação nenhuma.
Aqueles 1 300 Milhões são os que foram queimados no BPN, não incluem os do BPP e os do BCP…
E claro daqueles 10 000 000 há para aí 60% que não precisa mais do que já tem…
Caro Carlos Vidal:
Em Roma sê romano. Se estivesse no governo, importante seria a propaganda para garantir a vitória nas eleições seguintes. Seria a essa propaganda que me dedicaria de corpo e alma. Felizmente não estou no governo, o que me permite ser bastante mais produtivo.
Parabéns jcd, vejo que é anarca.
No governo preocupar-se-ia com a propaganda para vencer eleições. Boa.
Fora do governo, preocupa-se com medidas de governo.
É um anarca do absurdo. A sra. Lurdes Rodrigues também diz que é anarquista. São da mesma massa. O jcd preocupa-se em despachar medidas de governação fora do governo. A sra. Rodrigues também é uma especialista em “assuntos de educação” sem ter publicado uma única investigação sobre o assunto (ver c. vitae).
Nunca se está onde se deve estar.
Isto vai mal, isto é mesmo chato.
Anarca? De modo algum. Sou apenas um profissional consciente das minhas obrigações. Se estivesse no governo, as minhas obrigações seriam ganhar as próximas eleições. É o que fazem todos os governos e por causa disso, alguns até aprovam medidas cretinas como algumas do género das propostas pelo PCP.
Ah não é anarca. Já percebi, pronto: “Sou apenas um profissional consciente das minhas obrigações. Se estivesse no governo, as minhas obrigações seriam ganhar as próximas eleições”.
É um publicitário. Já podia ter dito.
É que trata tão mal as eleições que julguei que, como eu, simpatizava com os movimentos de massas.
Ou então que seguia pistas similares a um dos meus autores de cabeceira, o Schmitt, o Carl Schmitt.
Mas não, vejo que é apenas um publicitário a julgar-se blasfemo.
Prazer em conhecê-lo.
Num governo do povo trabalhador e consciente estes gajos já teriam direito a ir para a prisa para toda a pequena puta de vida q eles têm.São os traidores duma PÁTRIA,QUE VENDEM(?)DÃO! AOS BOCADOS AOS MADOFFS DESTE MUNDO o que é de todos nós e com os bens q arrecadam nestas negociatas,para cá!
Ainda por cima nost ratam por atrasados mentais estes fdp
Não sei porquê cada vez tenho mais a sensação de que se está a tentar instituir por cá o que o J. Jardim da Madeira fez por lá, e que há uma chusma de atávicos mentais que reproduzem aquele discurso dos “comunas do contnente”.
Nem perante a catástrofe que se incendiou por esse mundo fora se abre uma nesga de interrogação nas mentes, ou será que querem projectar o “obscurantismo” por amor aos escuros negócios?