A minha primeira cadeia (página 161, quinta frase)

O Nuno desafiou-me a revelar a quinta frase da página 161 “de um livro qualquer”, “supostamente” que ande a ler. Não especifica se tem de ser uma frase completa (já vi noutros blogues que pode ser a quinta linha), pelo que não estou certa de ter respeitado as instruções com o rigor que me pouparia à ira dos deuses e outras peçonhas. Feito o aviso, ei-la: ”                            
                                                                         ” (quinta frase – completa -, “Phénoménologie de l’Être”, Sartre, ed. Fictions, 1943, traduit du français vers le français par P. Menard, republié en 2009). O livro, para quem não leu, é um bocadinho maçudo: a acção só começa a partir das quatrocentas e tal páginas, altura em que o Ser se decide finalmente a Desengonhar e a Agir, mas o “dénouement”, apesar de uma caracterização algo superficial das personagens, vale muito a pena. Ainda assim gostei mais de “Les Mains sales” e “Les Mouches” (que recomendo), tem mais diálogo e uma intriga mais credível. Atrasei-me a responder porque não encontrava o livro-que-ando-a-ler debaixo da colecção Richard & Judy que-não-ando-a-ler (não vou citar títulos para não ser acusada de “name-dropping”), com o que a corrente já deu nesta altura cinco voltas à blogosfera e não há blogue nenhum a quem passar a batata quente. Conclusão: “irrécupérable” (so shoot me).

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12 respostas a A minha primeira cadeia (página 161, quinta frase)

  1. publicas-me isto? diz:

    É pá maçudo é favor, não tens isso em português prá malta do partido comunista não francês poder ler. Essa treta da pagina 161 é uma parvoíce para INCREMENTAR AS POSTÁGENS DA NET.

  2. jpt diz:

    Desculpem lá a pergunta, mas não há nem um blogger, umzinho apenas, chega-me, que esteja a ler um livro em português??? Isto tá mazé cheio de Pachecos Pereira, é o que é….

  3. Carlos Vidal diz:

    Meus caros, este livro de que fala a Morgada é tão difícil de traduzir, tão difícil, que nunca poderá estar disponível no nosso idioma. Passarão décadas depois de décadas até que isso venha a acontecer, se é que alguma vez vai acontecer.

  4. publicas-me isto? diz:

    É pá com tanto tamen e frederico lourenço a traduzir e a ver pelo olho perceptivamente não atingem ao menos a ideia geral traduzindo para a malta pobre. Gostava que a malta deixasse de emigrar para a frança e para a angola.

  5. Em português é melhor pedir ao Pedro Passos Coelho, da ala comunista do PSD. Carlos Vidal, há realmente uma edição em português, mas a tradução está cheia de “faux amis”. E tá desculpado, jpt.

  6. boooooooooooooooooorrrrrriiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnngg

  7. Carlos Vidal diz:

    Ó Morgada, essa é a minha ala, a ala comunista do PSD, vou já pedir ao não sei quê Passos o livro. Boa.
    Isto, depois, entre camaradas tudo se resolve.

  8. Cuidado Morgada, hoje é dia de parascavedecatriafobia.

  9. Procurarei não dizer supercalifragilisticexpialidocious na sua presença, miguel dias.

  10. Hippopotomonstrosesquipedaliophobia ? Eu. Só quando leio a “Phénoménologie de l’Être”, Sartre, ed. Fictions, 1943, traduit du français vers le français par P. Menard, republié en 2009.

  11. António Figueira diz:

    Oh, o saudoso Pierre Menard! (conhecia-o em Arles, ainda antes da Grande Guerra, demos longos passeios juntos, entre os girassóis, que encadearam o pobre Vincent…)

  12. Morgada de V. diz:

    António, estou impressionada com o seu networking, Pierre Menard lui-même. Foi pena ter-se finado antes de lançar mão aos Lusíadas, consta que dominava já razoavelmente o português do séc XVI (que escrevia com sotaque).

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