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	<title>Comentários em: SABER SER COMUNISTA</title>
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		<title>Por: Fernando Lacerda</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-2/#comment-112067</link>
		<dc:creator>Fernando Lacerda</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 11:48:17 +0000</pubDate>
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		<description>Só uma coisa sabemos; e com certeza: tanto o capitalismo (dito selvagem) e o socialismo (dito científico), naufragaram inexoravelmente. O mais, é balela. Quem tem olhos de ver sabe que só sobrevive (e floresce), incontestavelmente, o socialismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só uma coisa sabemos; e com certeza: tanto o capitalismo (dito selvagem) e o socialismo (dito científico), naufragaram inexoravelmente. O mais, é balela. Quem tem olhos de ver sabe que só sobrevive (e floresce), incontestavelmente, o socialismo.</p>
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		<title>Por: Tiago Galvão</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-2/#comment-107765</link>
		<dc:creator>Tiago Galvão</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 02:59:25 +0000</pubDate>
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		<description>assisti este debate dos comentários. sou uma pessoa que teoriza pouco sobre como milhões se devem auto-gerir. sou ignorante (embora extremamente curioso) sobre toda essa teoria mas prefiro não ser presunçoso, e esta é a minha única presunção - tinha de ter uma. deixo para outros, os partidos, partidários, ideólogos lançar o debate e expresso-me da forma medíocre que é o voto. 
 nunca perceberei o que leva as pessoas interessarem pela política. conheço-a bem, percebo-a bem. está no meu dia-a-dia. desde pequeno, quando lidamos com outros, percebemo-la. não percebo é toda a histeria depois quando é transposta para quando pensamos não no que nos cerca imediatamente mas no que cerca milhões. aí sim entramos no campo da especulação. é saudável. há que especular. mas o que vejo é que quem está lá em cima, quando está lá em cima, já só especula. inspecciona-nos por binóculos, sondagens, assessores e estatísticas, talhantes e bisturis.
 sou orgulhosamente ignorante. sobre tudo os que querem chegar lá acima dizem querer para mim. não sou ignorante sobre o que fazem quando lá chegam. sinto-o na pele, sentimos na pele. 
 quando é que todos votamos em branco? quando é que admitimos todos que não sabemos? esta é a verdadeira utopia. acreditar que isto pode acontecer. mas é também ingenuidade? sinto que estou a dizer algo verdadeiramente ingénuo, muito frágil e facilmente contrariado, mas não vos parece bem melhor essa ideia do que perpetuar esta farsa? quando é que esta merda tem fim? eu não defendo nada que tenha acontecido. eu nem estou a defender nada que faça. eu votei em alguém, não em branco. eu defendo que todos o façamos, diariamente. desacreditando o discurso político, desacreditando os media, desacreditando o sistema, desacreditando os partidários, desacreditando, em conjunto agora sim, que isto é o melhor que conseguimos em conjunto. e por último, quando já fizermos tudo isto, que se vá votar em branco em massa.
 depois logo vemos. em conjunto. se a farsa se desmontasse, não seria tudo mais claro? digam-me lá. estão já a pensar que ideologia beneficiaria com isto? nenhuma existente. medo de descobrir? 
 ou continuemos neste marasmo, mas, por favor, refutem-me, porque achar que isto é certo custa. por favor digam-me que não é tão óbvio. digam-mo sinceramente. eu quero acreditar naquele ali da televisão. eu quero acreditar em frases de sei lá quem. digam-me onde ir! digam-me que eu leio! digam-me em quem acreditar. digam-me em que acreditar senão nisto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>assisti este debate dos comentários. sou uma pessoa que teoriza pouco sobre como milhões se devem auto-gerir. sou ignorante (embora extremamente curioso) sobre toda essa teoria mas prefiro não ser presunçoso, e esta é a minha única presunção &#8211; tinha de ter uma. deixo para outros, os partidos, partidários, ideólogos lançar o debate e expresso-me da forma medíocre que é o voto.<br />
 nunca perceberei o que leva as pessoas interessarem pela política. conheço-a bem, percebo-a bem. está no meu dia-a-dia. desde pequeno, quando lidamos com outros, percebemo-la. não percebo é toda a histeria depois quando é transposta para quando pensamos não no que nos cerca imediatamente mas no que cerca milhões. aí sim entramos no campo da especulação. é saudável. há que especular. mas o que vejo é que quem está lá em cima, quando está lá em cima, já só especula. inspecciona-nos por binóculos, sondagens, assessores e estatísticas, talhantes e bisturis.<br />
 sou orgulhosamente ignorante. sobre tudo os que querem chegar lá acima dizem querer para mim. não sou ignorante sobre o que fazem quando lá chegam. sinto-o na pele, sentimos na pele.<br />
 quando é que todos votamos em branco? quando é que admitimos todos que não sabemos? esta é a verdadeira utopia. acreditar que isto pode acontecer. mas é também ingenuidade? sinto que estou a dizer algo verdadeiramente ingénuo, muito frágil e facilmente contrariado, mas não vos parece bem melhor essa ideia do que perpetuar esta farsa? quando é que esta merda tem fim? eu não defendo nada que tenha acontecido. eu nem estou a defender nada que faça. eu votei em alguém, não em branco. eu defendo que todos o façamos, diariamente. desacreditando o discurso político, desacreditando os media, desacreditando o sistema, desacreditando os partidários, desacreditando, em conjunto agora sim, que isto é o melhor que conseguimos em conjunto. e por último, quando já fizermos tudo isto, que se vá votar em branco em massa.<br />
 depois logo vemos. em conjunto. se a farsa se desmontasse, não seria tudo mais claro? digam-me lá. estão já a pensar que ideologia beneficiaria com isto? nenhuma existente. medo de descobrir?<br />
 ou continuemos neste marasmo, mas, por favor, refutem-me, porque achar que isto é certo custa. por favor digam-me que não é tão óbvio. digam-mo sinceramente. eu quero acreditar naquele ali da televisão. eu quero acreditar em frases de sei lá quem. digam-me onde ir! digam-me que eu leio! digam-me em quem acreditar. digam-me em que acreditar senão nisto.</p>
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		<title>Por: lili</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88763</link>
		<dc:creator>lili</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 00:18:59 +0000</pubDate>
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		<description>Epitáfio de Rosa Luxemburgo

Aqui jaz
Rosa Luxemburgo,
judia da Polônia,
vanguarda dos operários alemães,
morta por ordem dos opressores.
Oprimidos,
enterrai vossas desavenças!

- Bertolt Brecht -</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Epitáfio de Rosa Luxemburgo</p>
<p>Aqui jaz<br />
Rosa Luxemburgo,<br />
judia da Polônia,<br />
vanguarda dos operários alemães,<br />
morta por ordem dos opressores.<br />
Oprimidos,<br />
enterrai vossas desavenças!</p>
<p>- Bertolt Brecht -</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88761</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 00:08:13 +0000</pubDate>
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		<description>Magnífico almajecta. 

O Grande Alma, de quando em vez, enreda-nos em magníficas citações, por vezes dele próprio.

Tenho que destacar:

&quot;(...) quando já ninguém se recorda dos velhos pusilânimes da social-democracia e dos cínicos do estalinismo, nem dos grandes retóricos ardilosos do nacional-populismo, o pensamento de Rosa Luxemburgo continua a provocar polémicas teóricas e a apaixonar as novas gerações.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Magnífico almajecta. </p>
<p>O Grande Alma, de quando em vez, enreda-nos em magníficas citações, por vezes dele próprio.</p>
<p>Tenho que destacar:</p>
<p>&#8220;(&#8230;) quando já ninguém se recorda dos velhos pusilânimes da social-democracia e dos cínicos do estalinismo, nem dos grandes retóricos ardilosos do nacional-populismo, o pensamento de Rosa Luxemburgo continua a provocar polémicas teóricas e a apaixonar as novas gerações.&#8221;</p>
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	<item>
		<title>Por: almajecta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88755</link>
		<dc:creator>almajecta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 23:32:40 +0000</pubDate>
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		<description>Rosa, quando já ninguém se recorda dos velhos pusilânimes da social-democracia e dos cínicos do estalinismo, nem dos grandes retóricos ardilosos do nacional-populismo, o pensamento de Rosa Luxemburgo continua a provocar polémicas teóricas e a apaixonar as novas gerações. O seu espírito insubmisso e rebelde assoma à cabeça – coberta por um elegante chapéu, naturalmente – em cada manifestação juvenil contra a mundialização , as guerras imperialistas e a dominação capitalista das grandes firmas multinacionais . 

Ninguém que tenha sangue nas veias e um mínimo de independência de critério perante os discursos do poder pode ficar indiferente perante ela.     Amada e admirada pelos jovens mais radicais e combativos em todos os lugares do mundo, Rosa continua a ser, no século XXI, sinónimo de rebelião e revolução, esses fantasmas atrevidos que &quot;a nova ordem mundial&quot; não pôde domesticar. Nem com tanques e invasões militares, nem com a ditadura dos orgãos de comunicação social. Actualmente, a sua memória desatina e desafia a triste mansidão que propagandeiam os medíocres com poder.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rosa, quando já ninguém se recorda dos velhos pusilânimes da social-democracia e dos cínicos do estalinismo, nem dos grandes retóricos ardilosos do nacional-populismo, o pensamento de Rosa Luxemburgo continua a provocar polémicas teóricas e a apaixonar as novas gerações. O seu espírito insubmisso e rebelde assoma à cabeça – coberta por um elegante chapéu, naturalmente – em cada manifestação juvenil contra a mundialização , as guerras imperialistas e a dominação capitalista das grandes firmas multinacionais . </p>
<p>Ninguém que tenha sangue nas veias e um mínimo de independência de critério perante os discursos do poder pode ficar indiferente perante ela.     Amada e admirada pelos jovens mais radicais e combativos em todos os lugares do mundo, Rosa continua a ser, no século XXI, sinónimo de rebelião e revolução, esses fantasmas atrevidos que &#8220;a nova ordem mundial&#8221; não pôde domesticar. Nem com tanques e invasões militares, nem com a ditadura dos orgãos de comunicação social. Actualmente, a sua memória desatina e desafia a triste mansidão que propagandeiam os medíocres com poder.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: popeye</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88748</link>
		<dc:creator>popeye</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 21:22:46 +0000</pubDate>
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		<description>engana-se apostolo, estamos todos um pouco como a viuva amantissima de kurtz

chorando-lhe a morte, so to speak

o resto deixo para os mestres de escola</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>engana-se apostolo, estamos todos um pouco como a viuva amantissima de kurtz</p>
<p>chorando-lhe a morte, so to speak</p>
<p>o resto deixo para os mestres de escola</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: almajecta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88747</link>
		<dc:creator>almajecta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 20:40:45 +0000</pubDate>
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		<description>A direção estatal do proletariado significa que:

a) a burguesia já foi derrubada.

b) o proletariado encontra-se no poder,

c) o proletariado não divide o poder com outras classes,

d) o proletariado constrói o socialismo, conduzindo as massas fundamentais do campesinato.

Já a direção do proletariado na revolução democrática burguesa com a ditadura do proletariado e do campesinato, significa que:

a) o capitalismo continua a ser o fundamental,

b) no poder, encontra-se a burguesia democrática revolucionária que representa a força predominante na composição do poder,

c) a burguesia democrática divide o poder com o proletariado,

d) o proletariado liberta o campesinato da influência dos partidos burgueses, dirige-o ideológica e politicamente, e prepara a luta para derrubar o capitalismo.

Como vedes, a diferença aí é radical.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A direção estatal do proletariado significa que:</p>
<p>a) a burguesia já foi derrubada.</p>
<p>b) o proletariado encontra-se no poder,</p>
<p>c) o proletariado não divide o poder com outras classes,</p>
<p>d) o proletariado constrói o socialismo, conduzindo as massas fundamentais do campesinato.</p>
<p>Já a direção do proletariado na revolução democrática burguesa com a ditadura do proletariado e do campesinato, significa que:</p>
<p>a) o capitalismo continua a ser o fundamental,</p>
<p>b) no poder, encontra-se a burguesia democrática revolucionária que representa a força predominante na composição do poder,</p>
<p>c) a burguesia democrática divide o poder com o proletariado,</p>
<p>d) o proletariado liberta o campesinato da influência dos partidos burgueses, dirige-o ideológica e politicamente, e prepara a luta para derrubar o capitalismo.</p>
<p>Como vedes, a diferença aí é radical.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: lili</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88746</link>
		<dc:creator>lili</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 20:38:37 +0000</pubDate>
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		<description>O Carlos Vidal hoje deve estar mais alegre, chegou uma espécie de dinossauro do marxismo-leninismo que ele tanto advoga.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Carlos Vidal hoje deve estar mais alegre, chegou uma espécie de dinossauro do marxismo-leninismo que ele tanto advoga.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: almajecta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88745</link>
		<dc:creator>almajecta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 20:20:54 +0000</pubDate>
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		<description>ou isso.
e a madrecita?
«He desposado a Nadejda Kroupskaia, única mujer capaz de comprender a Marx y de jugar al ajedrez.»

Lenin</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ou isso.<br />
e a madrecita?<br />
«He desposado a Nadejda Kroupskaia, única mujer capaz de comprender a Marx y de jugar al ajedrez.»</p>
<p>Lenin</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88744</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 20:11:23 +0000</pubDate>
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		<description>Ó Grande Alma, temos de ser nós a elogiar a grande Kurtz para esta malta perceber o que está aqui em jogo. 
Até o Lidador, inato combatente, parece não ter percebido o essencial deste texto, pois isto aponta exactamente para o contrário do que esse conhecido comentador e blogger supõe. O meu escrito, ou melhor, o escrito de Alain B., fala-nos de uma anti-sublimação na edificação da revolta e na instauração de uma sociedade emancipada. Em cima, o Mao, que venero, diz contrariamente ao Lidador e ao seu discípulo popeye, que mesmo numa sociedade sem classes (dirá popeye, um lugar de &quot;anjos e apóstolos&quot;), mesmo aí a luta contra qualquer coiosa (há sempre qualquer coisa) não pára! 
Por isso, no meio deste materialismo abjecto e orgânico, só me resta precisamente elogiar o Quixote que se peida debaixo dos lençóis e se queixa das dores das costas e do reumático dos bravos. 
&quot;Derivativo religioso&quot;? Sim, talvez, mas da religião enquanto combate - S. Paulo (a matriz de Lenine) e Cristo (o da espada). 
Coisa de apóstolos? Lenine, Robespierre, a porrada nos franceses de Minh, não me parece nada disto coisa de apóstolos. 

Claro que, Lidador e popeye, o elogio da violência (necessária) está aqui implícito e nada de angelismos por cá vejo. Depois da coisa rebentar, e já não deve faltar muito, veremos quem está melhor preparado - se o &quot;nós&quot; (!) se o Lidador e os seus. Mas, sublimação aqui não tem lugar. Lidador, você lê bem mas aqui não leu nada bem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Grande Alma, temos de ser nós a elogiar a grande Kurtz para esta malta perceber o que está aqui em jogo.<br />
Até o Lidador, inato combatente, parece não ter percebido o essencial deste texto, pois isto aponta exactamente para o contrário do que esse conhecido comentador e blogger supõe. O meu escrito, ou melhor, o escrito de Alain B., fala-nos de uma anti-sublimação na edificação da revolta e na instauração de uma sociedade emancipada. Em cima, o Mao, que venero, diz contrariamente ao Lidador e ao seu discípulo popeye, que mesmo numa sociedade sem classes (dirá popeye, um lugar de &#8220;anjos e apóstolos&#8221;), mesmo aí a luta contra qualquer coiosa (há sempre qualquer coisa) não pára!<br />
Por isso, no meio deste materialismo abjecto e orgânico, só me resta precisamente elogiar o Quixote que se peida debaixo dos lençóis e se queixa das dores das costas e do reumático dos bravos.<br />
&#8220;Derivativo religioso&#8221;? Sim, talvez, mas da religião enquanto combate &#8211; S. Paulo (a matriz de Lenine) e Cristo (o da espada).<br />
Coisa de apóstolos? Lenine, Robespierre, a porrada nos franceses de Minh, não me parece nada disto coisa de apóstolos. </p>
<p>Claro que, Lidador e popeye, o elogio da violência (necessária) está aqui implícito e nada de angelismos por cá vejo. Depois da coisa rebentar, e já não deve faltar muito, veremos quem está melhor preparado &#8211; se o &#8220;nós&#8221; (!) se o Lidador e os seus. Mas, sublimação aqui não tem lugar. Lidador, você lê bem mas aqui não leu nada bem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: almajecta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88742</link>
		<dc:creator>almajecta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 19:37:47 +0000</pubDate>
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		<description>Acabo de ler um escrito de V. Exª, onde, a propósito de faltas de bom senso e de bom gosto, se fala com áspera censura da chamada escola de Kurtz, e entre dois nomes ilustres se cita o meu, quase desconhecido e sobretudo desambicioso.(...)
Não é traduzindo-se os velhos poetas sensualistas da Grécia e de Roma; requerendo fábulas insossas diluídas em milhares de versos sensabores; não é com idílios grotescos sem expressões nem originalidade, com alusões mitológicas que já faziam bocejar nossos avós; com frases e sentimentos postiços de académico e retórico; com visualidades infantis e puerilidades vãs; com prosas imitadas das algaravias místicas de frades estonteantes; com banalidades; com ninharias; não é, sobretudo lisonjeando o mau gosto e as péssimas ideias das maiorias, indo atrás delas, tomando por guia a ignorância e a vulgaridade, que se hão-de produzir as ideias, as ciências, as crenças, os sentimentos de que a humanidade contemporânea precisa para se reformar como uma fogueira a que a lenha vai faltando.(...)
A futilidade num velho desgosta-me tanto como a gravidade numa criança. V. Exª precisa menos cinquenta anos de idade, ou então mais cinquenta de reflexão.
É por estes motivos todos que lamento do fundo de alma não me poder confessar, como desejava, de V. Exª.
Nem admirador nem respeitador</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler um escrito de V. Exª, onde, a propósito de faltas de bom senso e de bom gosto, se fala com áspera censura da chamada escola de Kurtz, e entre dois nomes ilustres se cita o meu, quase desconhecido e sobretudo desambicioso.(&#8230;)<br />
Não é traduzindo-se os velhos poetas sensualistas da Grécia e de Roma; requerendo fábulas insossas diluídas em milhares de versos sensabores; não é com idílios grotescos sem expressões nem originalidade, com alusões mitológicas que já faziam bocejar nossos avós; com frases e sentimentos postiços de académico e retórico; com visualidades infantis e puerilidades vãs; com prosas imitadas das algaravias místicas de frades estonteantes; com banalidades; com ninharias; não é, sobretudo lisonjeando o mau gosto e as péssimas ideias das maiorias, indo atrás delas, tomando por guia a ignorância e a vulgaridade, que se hão-de produzir as ideias, as ciências, as crenças, os sentimentos de que a humanidade contemporânea precisa para se reformar como uma fogueira a que a lenha vai faltando.(&#8230;)<br />
A futilidade num velho desgosta-me tanto como a gravidade numa criança. V. Exª precisa menos cinquenta anos de idade, ou então mais cinquenta de reflexão.<br />
É por estes motivos todos que lamento do fundo de alma não me poder confessar, como desejava, de V. Exª.<br />
Nem admirador nem respeitador</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel dias</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88731</link>
		<dc:creator>miguel dias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 16:26:52 +0000</pubDate>
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		<description>Segunda nota: Alma bocê pode-me tratar por tu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Segunda nota: Alma bocê pode-me tratar por tu.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: popeye</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88730</link>
		<dc:creator>popeye</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 16:11:22 +0000</pubDate>
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		<description>o CV é da mesma estirpe que é feita os apostolos, esperar que se evapore é o mesmo que esperar que amanha o sol nao se ponha</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o CV é da mesma estirpe que é feita os apostolos, esperar que se evapore é o mesmo que esperar que amanha o sol nao se ponha</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: popeye</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88727</link>
		<dc:creator>popeye</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 15:56:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88727</guid>
		<description>exacto, exacto, no fundo é a velha escola anti-racionalista, é uma necessidade mais que humana emparedada numa cidade de sonhos

é o romantismo possivel pos-foucault, ou melhor, pos-cristianismo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>exacto, exacto, no fundo é a velha escola anti-racionalista, é uma necessidade mais que humana emparedada numa cidade de sonhos</p>
<p>é o romantismo possivel pos-foucault, ou melhor, pos-cristianismo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88726</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 15:08:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88726</guid>
		<description>Curiosa a imagem do kurtz.
De facto se o Carlos Vidal existisse como escreve, bem se podia considerar um derivado da personagem de Conrad, bem embrenhado no coração das trevas, a falar do horror.
Ou, melhor ainda, na versão vietnamita do Apocalipse Now, apelando ao &quot;drop the bomb&quot;, para arrasar o que se conhece e permitir o nascimento do &quot;mundo novo&quot;, que se acredita habitado por homens novos, homens anjos, sem defeitos, sem vícios, sem desejos, vivendo em harmonia, de túnica branca e tangendo harpas.

Mas na realidade o Carlos Vidal é um burguês. A &quot;revolução&quot; é  um derivativo religioso. Há homens que foram deserdados de deus e necessitam desesperadamente de algo transcendente em que acreditar.

No fundo o CV tem uma mentalidade nobre. Sente necessidade de estar ao serviço de algo maior que ele.
É um D. Quijote....arremetendo nobremente pelo ideal cavaleiresco e que só existe enquanto tal.
O D Quijote real, que tem dores nas articulações e se peida debaixo dos lençóis, não existe neste plano imanginário em que o CV gostaria de ser.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosa a imagem do kurtz.<br />
De facto se o Carlos Vidal existisse como escreve, bem se podia considerar um derivado da personagem de Conrad, bem embrenhado no coração das trevas, a falar do horror.<br />
Ou, melhor ainda, na versão vietnamita do Apocalipse Now, apelando ao &#8220;drop the bomb&#8221;, para arrasar o que se conhece e permitir o nascimento do &#8220;mundo novo&#8221;, que se acredita habitado por homens novos, homens anjos, sem defeitos, sem vícios, sem desejos, vivendo em harmonia, de túnica branca e tangendo harpas.</p>
<p>Mas na realidade o Carlos Vidal é um burguês. A &#8220;revolução&#8221; é  um derivativo religioso. Há homens que foram deserdados de deus e necessitam desesperadamente de algo transcendente em que acreditar.</p>
<p>No fundo o CV tem uma mentalidade nobre. Sente necessidade de estar ao serviço de algo maior que ele.<br />
É um D. Quijote&#8230;.arremetendo nobremente pelo ideal cavaleiresco e que só existe enquanto tal.<br />
O D Quijote real, que tem dores nas articulações e se peida debaixo dos lençóis, não existe neste plano imanginário em que o CV gostaria de ser.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: popeye</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88721</link>
		<dc:creator>popeye</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 14:18:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88721</guid>
		<description>luis serpa, os classicos sao essenciais, como instrumento de pesquisa cientifica

alem do grande inquisidor o CV lobriga-se na figura de kurtz, no seu solipsismo intelectual, no seu descontentamento pelo mundo, e no mundo que lhe enterra o cadaver no lodo, um &quot;extremista&quot; - assim entre aspas</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>luis serpa, os classicos sao essenciais, como instrumento de pesquisa cientifica</p>
<p>alem do grande inquisidor o CV lobriga-se na figura de kurtz, no seu solipsismo intelectual, no seu descontentamento pelo mundo, e no mundo que lhe enterra o cadaver no lodo, um &#8220;extremista&#8221; &#8211; assim entre aspas</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lili</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88720</link>
		<dc:creator>lili</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 14:06:05 +0000</pubDate>
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		<description>Victor Serge said, &#039;&#039; I followed his argument
With the blank uneasiness wich one might feel
in the presence of a logical lunatic&#039;&#039;
He said of Kosntatinov. Revolution 
Is the affair of logical lunatics
The politics of emotion must appear
To be an intellectual structure.

- Wallace Stevens, &#039;&#039;Esthétique du Mal&#039;&#039;, XIV, cit. in At The Same Time, By Susan Sontag</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Victor Serge said, &#8221; I followed his argument<br />
With the blank uneasiness wich one might feel<br />
in the presence of a logical lunatic&#8221;<br />
He said of Kosntatinov. Revolution<br />
Is the affair of logical lunatics<br />
The politics of emotion must appear<br />
To be an intellectual structure.</p>
<p>- Wallace Stevens, &#8221;Esthétique du Mal&#8221;, XIV, cit. in At The Same Time, By Susan Sontag</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88719</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 13:56:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88719</guid>
		<description>&quot;O meu caro vem de um pensamento extremo (à direita?) e eu venho de outro (à esquerda?&quot;

Engana-se. O meu &quot;extremismo&quot; é pela democracia liberal. Aquela coisa de, tanto quanto possível, ser eu mesmo a decidiir o que é melhor para mim, não sei se está a perceber.

&quot;Carl Schmitt ?? Diz-lhe alguma coisa ??&quot;
Sim, na fase pós-nazi. Na definição do &quot;inimigo público&quot; como  um organismo que em nome de um princípio absoluto  ameaça a destruição do  ecossistema  onde vive. Um inimigo a quem não se aplica a regra cristã, do oferecimento da outra face. É nesta perspectiva que encaro o comunismo, o nazismo, o fascismo, o islamismo. Como &quot;inimigos públicos&quot; existenciais. 

&quot;Quanto à Coreia do Norte e ao Zimbabwe (???????), não vejo a relação.&quot;

Ah, tem razão. Também não foram, por má fortuna, os exemplos do &quot;verdadeiro marxismo&quot;.
Para a próxima é que é....

Por mim, volto ao fim da tarde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O meu caro vem de um pensamento extremo (à direita?) e eu venho de outro (à esquerda?&#8221;</p>
<p>Engana-se. O meu &#8220;extremismo&#8221; é pela democracia liberal. Aquela coisa de, tanto quanto possível, ser eu mesmo a decidiir o que é melhor para mim, não sei se está a perceber.</p>
<p>&#8220;Carl Schmitt ?? Diz-lhe alguma coisa ??&#8221;<br />
Sim, na fase pós-nazi. Na definição do &#8220;inimigo público&#8221; como  um organismo que em nome de um princípio absoluto  ameaça a destruição do  ecossistema  onde vive. Um inimigo a quem não se aplica a regra cristã, do oferecimento da outra face. É nesta perspectiva que encaro o comunismo, o nazismo, o fascismo, o islamismo. Como &#8220;inimigos públicos&#8221; existenciais. </p>
<p>&#8220;Quanto à Coreia do Norte e ao Zimbabwe (???????), não vejo a relação.&#8221;</p>
<p>Ah, tem razão. Também não foram, por má fortuna, os exemplos do &#8220;verdadeiro marxismo&#8221;.<br />
Para a próxima é que é&#8230;.</p>
<p>Por mim, volto ao fim da tarde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: almajecta</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88712</link>
		<dc:creator>almajecta</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 12:30:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88712</guid>
		<description>pois é, o espírito do enver-hoxa encarnou no nosso grande Augusto S.S. ministro da propaganda PS e o do grande stalin anda desencarnado da esquerda democrática, ou não?
Uma nota: evitar tratar os homens do norte por bócê e os africanistas por tu, mesmo os não secúlos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pois é, o espírito do enver-hoxa encarnou no nosso grande Augusto S.S. ministro da propaganda PS e o do grande stalin anda desencarnado da esquerda democrática, ou não?<br />
Uma nota: evitar tratar os homens do norte por bócê e os africanistas por tu, mesmo os não secúlos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88711</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 12:24:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88711</guid>
		<description>E esqueci-me de uma coisa. Referi antes a centralidade do pensamento de Marx para uma qualquer política de emancipação e liberdade.
Quanto à Coreia do Norte e ao Zimbabwe (???????), não vejo a relação.
Provoque melhor para a próxima.
Como dizia o outro: try again, fail again, try again, fail better.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E esqueci-me de uma coisa. Referi antes a centralidade do pensamento de Marx para uma qualquer política de emancipação e liberdade.<br />
Quanto à Coreia do Norte e ao Zimbabwe (???????), não vejo a relação.<br />
Provoque melhor para a próxima.<br />
Como dizia o outro: try again, fail again, try again, fail better.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88710</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 12:17:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88710</guid>
		<description>De facto, os paraísos das religiões não são de todo estapafúrdios. Por isso é que eu não sou anticlerical primário (a comunidade imaginada e gizada por Cristo é extremamente revolucionária). E não sou anticlerical primário da mesma forma que o meu caro Lidador é anticomunista primário. Paciência. Mas, como viu, tenho espírito religioso, por isso .......
Agoa repare. Até podíamos ser pontualmente aliados. O meu caro vem de um pensamento extremo (à direita?) e eu venho de outro (à esquerda? Não sei). Para além de abominarmos a &quot;esquerda moderna&quot; (guarde a picareta para o PS/Sócrates, sff), podíamos ter um ou outro autor comum interessante. Carl Schmitt ?? Diz-lhe alguma coisa ??
Continue a provocar e a raciocinar. Conheço-o também como &quot;lutador&quot;.
Por mim, volto ao fim da tarde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto, os paraísos das religiões não são de todo estapafúrdios. Por isso é que eu não sou anticlerical primário (a comunidade imaginada e gizada por Cristo é extremamente revolucionária). E não sou anticlerical primário da mesma forma que o meu caro Lidador é anticomunista primário. Paciência. Mas, como viu, tenho espírito religioso, por isso &#8230;&#8230;.<br />
Agoa repare. Até podíamos ser pontualmente aliados. O meu caro vem de um pensamento extremo (à direita?) e eu venho de outro (à esquerda? Não sei). Para além de abominarmos a &#8220;esquerda moderna&#8221; (guarde a picareta para o PS/Sócrates, sff), podíamos ter um ou outro autor comum interessante. Carl Schmitt ?? Diz-lhe alguma coisa ??<br />
Continue a provocar e a raciocinar. Conheço-o também como &#8220;lutador&#8221;.<br />
Por mim, volto ao fim da tarde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88708</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 12:02:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88708</guid>
		<description>&quot;os intelectuais estúpidos (que para si são os comunistas,&quot;

Você é muito linear.
Há comunistas estúpidos, claro. Os sinceros.
E há os inteligentes. Os cínicos.

Mas fora de brincadeira. 

Porque é que você acha que tendo as experiências comunistas falhado todas, e todas elas tendo descambado na miséria, na repressão e em sociedades onde o sapiens não vive como tal, a próxima &quot;tentativa&quot; será bem sucedida?

Acredita mesmo que aqueles que acreditaram e tentaram eram todos estúpidos ou mal intencionados?

Se os factos não o ancoram à realidade, então em que se distingue a sua crença de uma fé religiosa?

Não oferecem as religiões, paraísos melhores que a sua?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;os intelectuais estúpidos (que para si são os comunistas,&#8221;</p>
<p>Você é muito linear.<br />
Há comunistas estúpidos, claro. Os sinceros.<br />
E há os inteligentes. Os cínicos.</p>
<p>Mas fora de brincadeira. </p>
<p>Porque é que você acha que tendo as experiências comunistas falhado todas, e todas elas tendo descambado na miséria, na repressão e em sociedades onde o sapiens não vive como tal, a próxima &#8220;tentativa&#8221; será bem sucedida?</p>
<p>Acredita mesmo que aqueles que acreditaram e tentaram eram todos estúpidos ou mal intencionados?</p>
<p>Se os factos não o ancoram à realidade, então em que se distingue a sua crença de uma fé religiosa?</p>
<p>Não oferecem as religiões, paraísos melhores que a sua?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88707</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 12:01:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88707</guid>
		<description>Ainda uma outra questão, caro Lidador. Vamos, fique contente em termos um inimigo comum (é verdade): a maltosa da chamada &quot;esquerda moderna&quot;, &quot;jugulares&quot; e &quot;esquerda democrática&quot; como lhe disse, e como o meu caro sabe. Mas isso não chega para sermos &quot;aliados&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda uma outra questão, caro Lidador. Vamos, fique contente em termos um inimigo comum (é verdade): a maltosa da chamada &#8220;esquerda moderna&#8221;, &#8220;jugulares&#8221; e &#8220;esquerda democrática&#8221; como lhe disse, e como o meu caro sabe. Mas isso não chega para sermos &#8220;aliados&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88706</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 11:45:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88706</guid>
		<description>Eu sei, Lidador, eu sei de onde você vem. O tema do &quot;intelectual estúpido&quot; é do seu grupo e blogue (têm outras publicações? Também não é necessário, para mim não é necessário) já há anos. Vocês não têm outro tema e no vosso blogue, de que não me lembro o nome (a sério) essse tema está se não me engano logo no ponto 1. Também creio conhecer as suas inspirações e filiações &quot;internacionais&quot;. É mais fácil querer arrasar os intelectuais estúpidos (que para si são os comunistas, se calhar, e para mim é a malta da &quot;esquerda moderna&quot;, todos temos os nossos alvos), é mais fácil isso do que Estaline voltar a mandar matar Trotski, porque uma política de emancipação actual não tem estratégias copiadas do passado. Não se pretende repetir nada, por isso guarde lá a picareta. Ela cair-lhe-á em cima inevitavelmente, agora ou nos próximos 50 anos, a coisa é imprevisível e não calendarizada.

Luís Serpa, de novo. É Lenine, claro, o símbolo da fidelidade ao desconhecido, ao desfecho imprevisível (atacamos e depois logo se vê). Hitler não cabe aqui, Hitler queria um Reich de mil anos. E isso não tem nada a ver com o que eu disse. Pense noutra provocação.

miguel dias, Fanon inspirou Amilcar Cabral, é verdade. Viveu, combateu e morreu como resistente. Não sei se Nino foi o seu Estaline.

Por último, Miguel Madeira, é verdade, não se pode falar da revolução sem falar em Varlet e Roux, os famosos Enragés. Mas, como falar da revolução sem os jacobinos Robespierre e Saint-Just, sem os jacobinos, dizia eu, aos quais Varlet também se ligou e muito depois da morte de Robespierre (1794), em 1799, julgo, ainda por lá, no clube jacobino, vamos encontrar Varlet. 
Mas a sua pergunta deve ser respondida por Badiou que apenas excluiria da revolução, claro, os termidorianos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sei, Lidador, eu sei de onde você vem. O tema do &#8220;intelectual estúpido&#8221; é do seu grupo e blogue (têm outras publicações? Também não é necessário, para mim não é necessário) já há anos. Vocês não têm outro tema e no vosso blogue, de que não me lembro o nome (a sério) essse tema está se não me engano logo no ponto 1. Também creio conhecer as suas inspirações e filiações &#8220;internacionais&#8221;. É mais fácil querer arrasar os intelectuais estúpidos (que para si são os comunistas, se calhar, e para mim é a malta da &#8220;esquerda moderna&#8221;, todos temos os nossos alvos), é mais fácil isso do que Estaline voltar a mandar matar Trotski, porque uma política de emancipação actual não tem estratégias copiadas do passado. Não se pretende repetir nada, por isso guarde lá a picareta. Ela cair-lhe-á em cima inevitavelmente, agora ou nos próximos 50 anos, a coisa é imprevisível e não calendarizada.</p>
<p>Luís Serpa, de novo. É Lenine, claro, o símbolo da fidelidade ao desconhecido, ao desfecho imprevisível (atacamos e depois logo se vê). Hitler não cabe aqui, Hitler queria um Reich de mil anos. E isso não tem nada a ver com o que eu disse. Pense noutra provocação.</p>
<p>miguel dias, Fanon inspirou Amilcar Cabral, é verdade. Viveu, combateu e morreu como resistente. Não sei se Nino foi o seu Estaline.</p>
<p>Por último, Miguel Madeira, é verdade, não se pode falar da revolução sem falar em Varlet e Roux, os famosos Enragés. Mas, como falar da revolução sem os jacobinos Robespierre e Saint-Just, sem os jacobinos, dizia eu, aos quais Varlet também se ligou e muito depois da morte de Robespierre (1794), em 1799, julgo, ainda por lá, no clube jacobino, vamos encontrar Varlet.<br />
Mas a sua pergunta deve ser respondida por Badiou que apenas excluiria da revolução, claro, os termidorianos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88701</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 11:24:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88701</guid>
		<description>&quot;Se V. conseguir levar avante a utopia sem a manchar, como ela foi manchada por todos esses papas&quot;

Ah, o grande &quot;se&quot;.

Esta é a  resposta padrão dos jovens doutrinados relativamente à fraca qualidade dos frutos do socialismo.
A ideia  é boa, mas os homens não a souberam por em prática.
Ou seja os factos não servem como critério, mas sim as intenções, razão pela qual o seu colapso é imputável ao mundo e não ao conceito em si.
Alcançou assim o estatuto de crença religiosa. Tal como em qualquer religião, a bondade de Deus nunca está em causa, mesmo que o templo desabe sobre os fiéis.
Perante a terrível ditadura dos factos que o que se passou no país X, não foi o “verdadeiro socialismo”.
Claro que um nacional-socialista, pode também dizer que aquilo não foi o “verdadeiro nazismo” e um fascista não perderá a oportunidade para dizer Mussolini não realizou o “verdadeiro fascismo”.

Em suma, o marxismo  é uma magnífica videira da qual, por culpa da maldade humana, só brotam cogumelos venenosos.
Mas a culpa não é nunca da videira!

Postas as coisas nestes termos, a culpa do falhanço não é pois da doutrina  “em si”, mas sim do malvado homo sapiens, que não se adapta à doutrina da colmeia.

Desça à terra, Carlos Vidal. Imagine uma corrida de carros na qual 50 fantásticos automóveis marxistas, os melhores do mundo, entram na corrida, pilotados por diferentes pilotos, nem todos incompetentes, frustrados ou mal intencionados, em competição directa com desprezíveis carros capitalistas e outras carroças de modelos vários.
Lançada a corrida, 48 bólides socialistas atrasam-se, despistam-se e acabam por desistir ao fim de várias voltas. Restam 2 que já levam várias voltas de atraso e dificilmente acabarão a corrida.( podem ser a Coreia do Norte e o Zimbabwe, por exempo)

Qual a explicação lógica? O carro ou os pilotos?
O Carlos Vidal  recusará que o carro é uma merda e dirá que os pilotos eram todos maus.
E acredita que o carro  funcionará melhor se conduzido por um piloto diferente, um “piloto novo”, que tenha um corno debaixo do nariz, e um rabo com dois orifícios.

Entretanto, a escuderia capitalista, com o seu modelo “democrático liberal”, que se adapta ao piloto tal como ele é, e não como ele “deveria ser”, vai dando um bigode monumental ao bólide marxista.

Gente com bom senso, percebe que o modelo marxista nunca irá funcionar porque a malta é teimosa e recusa-se a ter um corno debaixo do nariz e dois buracos no rabo.
Mas o Carlos Vidal acredita…tem fé…é muito religioso…e berra contra os carros capitalistas, dizendo que têm riscos na pintura, que os assentos não são forrado a pele genuína, que atropelaram um gato, e que se vão estampar não tarda nada.
E cada vez que um deles abranda ou muda um pneu, o crente 
rejubila, espeta as orelhas e profetiza que agora é que vai ser o fim da “escuderia capitalista”.
E anda nisto há quase 200 anos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se V. conseguir levar avante a utopia sem a manchar, como ela foi manchada por todos esses papas&#8221;</p>
<p>Ah, o grande &#8220;se&#8221;.</p>
<p>Esta é a  resposta padrão dos jovens doutrinados relativamente à fraca qualidade dos frutos do socialismo.<br />
A ideia  é boa, mas os homens não a souberam por em prática.<br />
Ou seja os factos não servem como critério, mas sim as intenções, razão pela qual o seu colapso é imputável ao mundo e não ao conceito em si.<br />
Alcançou assim o estatuto de crença religiosa. Tal como em qualquer religião, a bondade de Deus nunca está em causa, mesmo que o templo desabe sobre os fiéis.<br />
Perante a terrível ditadura dos factos que o que se passou no país X, não foi o “verdadeiro socialismo”.<br />
Claro que um nacional-socialista, pode também dizer que aquilo não foi o “verdadeiro nazismo” e um fascista não perderá a oportunidade para dizer Mussolini não realizou o “verdadeiro fascismo”.</p>
<p>Em suma, o marxismo  é uma magnífica videira da qual, por culpa da maldade humana, só brotam cogumelos venenosos.<br />
Mas a culpa não é nunca da videira!</p>
<p>Postas as coisas nestes termos, a culpa do falhanço não é pois da doutrina  “em si”, mas sim do malvado homo sapiens, que não se adapta à doutrina da colmeia.</p>
<p>Desça à terra, Carlos Vidal. Imagine uma corrida de carros na qual 50 fantásticos automóveis marxistas, os melhores do mundo, entram na corrida, pilotados por diferentes pilotos, nem todos incompetentes, frustrados ou mal intencionados, em competição directa com desprezíveis carros capitalistas e outras carroças de modelos vários.<br />
Lançada a corrida, 48 bólides socialistas atrasam-se, despistam-se e acabam por desistir ao fim de várias voltas. Restam 2 que já levam várias voltas de atraso e dificilmente acabarão a corrida.( podem ser a Coreia do Norte e o Zimbabwe, por exempo)</p>
<p>Qual a explicação lógica? O carro ou os pilotos?<br />
O Carlos Vidal  recusará que o carro é uma merda e dirá que os pilotos eram todos maus.<br />
E acredita que o carro  funcionará melhor se conduzido por um piloto diferente, um “piloto novo”, que tenha um corno debaixo do nariz, e um rabo com dois orifícios.</p>
<p>Entretanto, a escuderia capitalista, com o seu modelo “democrático liberal”, que se adapta ao piloto tal como ele é, e não como ele “deveria ser”, vai dando um bigode monumental ao bólide marxista.</p>
<p>Gente com bom senso, percebe que o modelo marxista nunca irá funcionar porque a malta é teimosa e recusa-se a ter um corno debaixo do nariz e dois buracos no rabo.<br />
Mas o Carlos Vidal acredita…tem fé…é muito religioso…e berra contra os carros capitalistas, dizendo que têm riscos na pintura, que os assentos não são forrado a pele genuína, que atropelaram um gato, e que se vão estampar não tarda nada.<br />
E cada vez que um deles abranda ou muda um pneu, o crente<br />
rejubila, espeta as orelhas e profetiza que agora é que vai ser o fim da “escuderia capitalista”.<br />
E anda nisto há quase 200 anos!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88700</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 11:16:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88700</guid>
		<description>Já agora, Carlos Vidal, eu entendo a sua visão. 
Você pensa que no advento da distopia, estará do lado dos que mandam e evidentemente, os que mandam estarão bem.

Pelo que escreve, o Carlos Vidal é uma vítima das más leituras. Empanturrou-se de lixo ideológico e já não tem espaço para mais leituras.
Um livrinho simples, onde pode encontrar tudo, escrito de forma clara e quase infantil, é o &quot;Animal Farm&quot;.

Está lá tudo.
Os &quot;nós&quot; que começaram imbuídos da grande fé na utopia de uma quinta melhor, sem exploração, etc.
Os ´&quot;nós&quot; que passaram a ser &quot;nós&quot; e &quot;eles&quot;. O terror lançado pelos &quot;nós&quot;, sobre os que agora já eram menos &quot;nós&quot;.
O culminar da distopia, em que os &quot;nós&quot; era apenas um.

Você pensa que é esse &quot;nós&quot;.

Faça um exercício intelectual à John Rawls.
Cubra-se de um véu de ignorância, pelo qual você não sabe se nessa sociedade que imagina,  não sabe se é homem, se é mulher, se é rico, se é pobre, se é criminoso, se é santo, se é &quot;nós&quot; ou se é &quot;eles&quot;.
E imagine-se a aterrar nela sem ser dos &quot;nós&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora, Carlos Vidal, eu entendo a sua visão.<br />
Você pensa que no advento da distopia, estará do lado dos que mandam e evidentemente, os que mandam estarão bem.</p>
<p>Pelo que escreve, o Carlos Vidal é uma vítima das más leituras. Empanturrou-se de lixo ideológico e já não tem espaço para mais leituras.<br />
Um livrinho simples, onde pode encontrar tudo, escrito de forma clara e quase infantil, é o &#8220;Animal Farm&#8221;.</p>
<p>Está lá tudo.<br />
Os &#8220;nós&#8221; que começaram imbuídos da grande fé na utopia de uma quinta melhor, sem exploração, etc.<br />
Os ´&#8221;nós&#8221; que passaram a ser &#8220;nós&#8221; e &#8220;eles&#8221;. O terror lançado pelos &#8220;nós&#8221;, sobre os que agora já eram menos &#8220;nós&#8221;.<br />
O culminar da distopia, em que os &#8220;nós&#8221; era apenas um.</p>
<p>Você pensa que é esse &#8220;nós&#8221;.</p>
<p>Faça um exercício intelectual à John Rawls.<br />
Cubra-se de um véu de ignorância, pelo qual você não sabe se nessa sociedade que imagina,  não sabe se é homem, se é mulher, se é rico, se é pobre, se é criminoso, se é santo, se é &#8220;nós&#8221; ou se é &#8220;eles&#8221;.<br />
E imagine-se a aterrar nela sem ser dos &#8220;nós&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88699</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 11:06:34 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;De qualquer modo, qual é o primeiro cromo? Spartacus?&quot;

Devia ler. 
O 1º cromo é o &quot;Intelectual Estúpido&quot;.

De qq maneira, eu também me disponho a discutir entre &quot;nós&quot;.
Digamos que faço de Estaline e você de Trostky. 
Não é por nada, é que tenho aqui uma picareta...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;De qualquer modo, qual é o primeiro cromo? Spartacus?&#8221;</p>
<p>Devia ler.<br />
O 1º cromo é o &#8220;Intelectual Estúpido&#8221;.</p>
<p>De qq maneira, eu também me disponho a discutir entre &#8220;nós&#8221;.<br />
Digamos que faço de Estaline e você de Trostky.<br />
Não é por nada, é que tenho aqui uma picareta&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Serpa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88658</link>
		<dc:creator>Luis Serpa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 02:15:47 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;um momento histórico em que não podes hesitar em ser fiel a um acontecimento [de] que desconheces o desfecho: a revolução ou é isso ou não é nada.&quot;: Lenine, ou Hitler? Ou, mais provavelmente, os dois?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;um momento histórico em que não podes hesitar em ser fiel a um acontecimento [de] que desconheces o desfecho: a revolução ou é isso ou não é nada.&#8221;: Lenine, ou Hitler? Ou, mais provavelmente, os dois?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel dias</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88645</link>
		<dc:creator>miguel dias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 00:43:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88645</guid>
		<description>Já agora:
já há datas para a convenção?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já agora:<br />
já há datas para a convenção?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel dias</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88644</link>
		<dc:creator>miguel dias</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 00:39:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88644</guid>
		<description>Vidal, como africano nunca trato um mais velho por tu, e mesmo que me seja concedido o privilégio, o que me parece ser o caso, causa-me algum desconforto. Mas já que me abriste a porta eu entro.
O Stalin e as suas frases, nunca me incomodaram. Talvez os bukarines, os zinovieves, os kamaneves se sentissem ligeiramente perturbados, vá se lá saber porquê.
Há que no entanto sublinhar um nome que citas, Fanon, que muito influenciou o maior dos revolucionários de língua portuguesa, que lamentávelmente olvidaste. Refiro-me a Amílcar Cabral, que aplicando, reviu e ampliou o teu querido Mao, e tal como Lenine (mas superior, muito superior), teve o seu Staline personificado em Nino Vieira.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vidal, como africano nunca trato um mais velho por tu, e mesmo que me seja concedido o privilégio, o que me parece ser o caso, causa-me algum desconforto. Mas já que me abriste a porta eu entro.<br />
O Stalin e as suas frases, nunca me incomodaram. Talvez os bukarines, os zinovieves, os kamaneves se sentissem ligeiramente perturbados, vá se lá saber porquê.<br />
Há que no entanto sublinhar um nome que citas, Fanon, que muito influenciou o maior dos revolucionários de língua portuguesa, que lamentávelmente olvidaste. Refiro-me a Amílcar Cabral, que aplicando, reviu e ampliou o teu querido Mao, e tal como Lenine (mas superior, muito superior), teve o seu Staline personificado em Nino Vieira.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Miguel Madeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88641</link>
		<dc:creator>Miguel Madeira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 00:08:26 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Está o Ho Chi Minh, pelo meu punho (o Badiou não o citou, mas a Verso editou-lhe os textos), logo não pode estar o [Pol Pot]&quot;

Está lá o Estaline e o Trotsky... (além de dois revolucionários burgueses - porque não Jean Varlet ou Jacques Roux em vez de Robespierre e Saint-Just?)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Está o Ho Chi Minh, pelo meu punho (o Badiou não o citou, mas a Verso editou-lhe os textos), logo não pode estar o [Pol Pot]&#8221;</p>
<p>Está lá o Estaline e o Trotsky&#8230; (além de dois revolucionários burgueses &#8211; porque não Jean Varlet ou Jacques Roux em vez de Robespierre e Saint-Just?)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88638</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 00:01:40 +0000</pubDate>
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		<description>miguel dias (informalizando o tratamento, e já que queres ser parte ou observador da reunião do &quot;nós&quot;), se te incomoda a frase do Estaline, sempre o podes trocar pelo Lenine, que esse sim sabia que há um momento histórico em que não podes hesitar em ser fiel a um acontecimento que desconheces o desfecho: a revolução ou é isso ou não é nada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>miguel dias (informalizando o tratamento, e já que queres ser parte ou observador da reunião do &#8220;nós&#8221;), se te incomoda a frase do Estaline, sempre o podes trocar pelo Lenine, que esse sim sabia que há um momento histórico em que não podes hesitar em ser fiel a um acontecimento que desconheces o desfecho: a revolução ou é isso ou não é nada.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: lili</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88636</link>
		<dc:creator>lili</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:59:12 +0000</pubDate>
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		<description>Pois, ele nessa da tragédia, errou só com ele - a morte dele foi pouco trágica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, ele nessa da tragédia, errou só com ele &#8211; a morte dele foi pouco trágica.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel dias</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88633</link>
		<dc:creator>miguel dias</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:51:14 +0000</pubDate>
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		<description>( se o Vidal permitir que se comente um comentário)
Cara lili, não seja criancinha:
Como diz, e muito bem, o CV, discutir números é coisa de criancinhas. Já dizia o grande Stalin, que a morte de um homem é uma tragédia. A morte de um milhão é uma estatística.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>( se o Vidal permitir que se comente um comentário)<br />
Cara lili, não seja criancinha:<br />
Como diz, e muito bem, o CV, discutir números é coisa de criancinhas. Já dizia o grande Stalin, que a morte de um homem é uma tragédia. A morte de um milhão é uma estatística.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88628</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:13:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88628</guid>
		<description>lili,
grato pelo seu comentário.
Espero, esforcei-me para tal, que o meu comentário das 22:59 tenha respondido ao essencial das suas questões.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>lili,<br />
grato pelo seu comentário.<br />
Espero, esforcei-me para tal, que o meu comentário das 22:59 tenha respondido ao essencial das suas questões.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: lili</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88624</link>
		<dc:creator>lili</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:02:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88624</guid>
		<description>Mas enquanto uns tantos como V., por exemplo, que não tiveram que viver os horrores criminosos, que os tais &#039;&#039;papas&#039;&#039; do marxismo perpretaram, lhes andam a cantar loas aos feitos, os outros, os que tiveram que sofrer esses horrores fazem petições como estas que a seguir transcrevo: 
The victims of Albania&#039;s late Stalinist dictator Enver Hoxha picked his 100th birthday on Thursday to ask parliament to stop delaying a resolution to condemn the crimes of communism.
The former political prisoners protested at government offices and parliament, holding placards saying &quot;Condemn the Crimes of Communism&quot;, &quot;Hoxha, the Most Cruel Dictator in Europe&quot; and &quot;A European Albania without Communist Dogmas&quot;.

They also carried pictures of 5,037 men and 450 women executed under Hoxha&#039;s rule as they marched in downtown Tirana. Under Hoxha, who ruled Albania for 40 years from 1945, up to 34,135 people were jailed, including 1,000 who died and 308 who went mad.

At parliament&#039;s gates, Besim Ndregjoni, secretary of the Association of Former Political Prisoners, asked Jozefina Topalli, the Parliament Speaker who comes from a persecuted family herself, why parliament did not condemn his crimes.

&quot;It is two years now that (the Council of) Europe says you should condemn the crimes of communism, but you keep silent and have coffee with our jailers,&quot; Ndregjoni said, referring to some leftist leaders who were once ministers under communism.

&quot;Failure to condemn them is a shame for the nation. It is justice to do so, not vengeance,&quot; Ndregjoni added.

The former prisoners, whose properties were expropriated by Hoxha&#039;s wave of nationalisation, complained they have not been compensated or given their properties back despite voting for Prime Minister Sali Berisha&#039;s ruling Democratic Party.

Although still largely rural, Albania has seen fast economic growth of six percent and a building boom in recent years.

Before the ex-prisoners&#039; protest, Hoxha&#039;s widow Nexhmije, 86, visited his grave accompanied by diehard supporters. He died in 1983.

Hoxha&#039;s remains were transferred to the public graveyard after Berisha, as president in 1992, ordered them removed from the Martyrs of the Nation cemetery. ( http://209.85.229.132/search?q=cache:pd2nYsK4ztAJ:www.javno.com/en/world/clanak.php%3Fid%3D193157+Enver+Hoxha+crimes&amp;hl=pt-PT&amp;ct=clnk&amp;cd=3&amp;gl=pt )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas enquanto uns tantos como V., por exemplo, que não tiveram que viver os horrores criminosos, que os tais &#8221;papas&#8221; do marxismo perpretaram, lhes andam a cantar loas aos feitos, os outros, os que tiveram que sofrer esses horrores fazem petições como estas que a seguir transcrevo:<br />
The victims of Albania&#8217;s late Stalinist dictator Enver Hoxha picked his 100th birthday on Thursday to ask parliament to stop delaying a resolution to condemn the crimes of communism.<br />
The former political prisoners protested at government offices and parliament, holding placards saying &#8220;Condemn the Crimes of Communism&#8221;, &#8220;Hoxha, the Most Cruel Dictator in Europe&#8221; and &#8220;A European Albania without Communist Dogmas&#8221;.</p>
<p>They also carried pictures of 5,037 men and 450 women executed under Hoxha&#8217;s rule as they marched in downtown Tirana. Under Hoxha, who ruled Albania for 40 years from 1945, up to 34,135 people were jailed, including 1,000 who died and 308 who went mad.</p>
<p>At parliament&#8217;s gates, Besim Ndregjoni, secretary of the Association of Former Political Prisoners, asked Jozefina Topalli, the Parliament Speaker who comes from a persecuted family herself, why parliament did not condemn his crimes.</p>
<p>&#8220;It is two years now that (the Council of) Europe says you should condemn the crimes of communism, but you keep silent and have coffee with our jailers,&#8221; Ndregjoni said, referring to some leftist leaders who were once ministers under communism.</p>
<p>&#8220;Failure to condemn them is a shame for the nation. It is justice to do so, not vengeance,&#8221; Ndregjoni added.</p>
<p>The former prisoners, whose properties were expropriated by Hoxha&#8217;s wave of nationalisation, complained they have not been compensated or given their properties back despite voting for Prime Minister Sali Berisha&#8217;s ruling Democratic Party.</p>
<p>Although still largely rural, Albania has seen fast economic growth of six percent and a building boom in recent years.</p>
<p>Before the ex-prisoners&#8217; protest, Hoxha&#8217;s widow Nexhmije, 86, visited his grave accompanied by diehard supporters. He died in 1983.</p>
<p>Hoxha&#8217;s remains were transferred to the public graveyard after Berisha, as president in 1992, ordered them removed from the Martyrs of the Nation cemetery. ( <a href="http://209.85.229.132/search?q=cache:pd2nYsK4ztAJ:www.javno.com/en/world/clanak.php%3Fid%3D193157+Enver+Hoxha+crimes&#038;hl=pt-PT&#038;ct=clnk&#038;cd=3&#038;gl=pt" rel="nofollow">http://209.85.229.132/search?q=cache:pd2nYsK4ztAJ:www.javno.com/en/world/clanak.php%3Fid%3D193157+Enver+Hoxha+crimes&#038;hl=pt-PT&#038;ct=clnk&#038;cd=3&#038;gl=pt</a> )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88622</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:59:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88622</guid>
		<description>Com as minhas propensões místicas, caro Popeye, devo estar mais próximo de Aliosha, por aquilo que me lembro desse que é, provavelmente, o melhor romance da história da literatura.

Lidador, é sempre bem-vindo. Lamento, mas nunca li Rita Ferro (e não conto fazê-lo nos próximos tempos).
De qualquer modo, qual é o primeiro cromo? Spartacus? (Acho que é o primeiro por ordem cronológica de todos os citados - o primeiro citado por Alain B. é Robespierre.)

Os milhares e milhões de mortos. Morreram milhares na Comuna de Paris, é um facto. Continua, no entanto, a ser das leis da Comuna que ainda vivemos para que nem tudo seja de todo tremendo (na falta de melhor termo).
Leis respeitantes às férias e horário de trabalho, bem como à igualdade entre sexos, liberdades sindicais; leis como o acesso público ao ensino (e, consequentemente, à saúde); leis estruturantes da sociedade civil (casamento, iclusive), etc.

Tiago, a questão do &quot;nós&quot; também me parece decisiva (e é dela que também fala José Simões). Não vejo outra forma de definir esse &quot;nós&quot;: trata-se de uma associação livre entre todos aqueles que têm como projecto a superação do capitalismo tomando como base de análise o pensamento de Marx, na medida em que a fase presente da actividade humana e do ser humano ou humanidade genérica ainda permanece a da sociedade da alienação, da fetichização e da exploração e expropriação da força de trabalho e, dirá Guy Debord, de toda a vida confinada à espectacularização. Ou seja, não se trata apenas de uma expropriação do trabalho para a formação do capital, mas também de uma expropriação da linguagem. Associamo-nos livremente ainda para defender e analisar todas as tentativas de superação de todas as formas de exploração - esclavagista (Spartacus), feudalista (Thomas Müntzer), colonialista e imperialista (Fanon) e capitalista (Marx). Nesse sentido, dispomos da genealogia que Alain Badiou refere e à qual adicionei alguns nomes, lista providenciadora de estratégias e estrategos, nomes que sinalizam pressupostos que assumimos numa, repito, livre discussão não redutora (isto é, não criminalizadora). A essa livre associação, &quot;nós&quot; chamamos democracia. Nome que não confundimos com o parlamentarismo.
Porque, repito Badiou, o voto não é um acto político, o voto é um acto de Estado. Clarificando, a discussão entre &quot;nós&quot; processa-se de modo diferente daquela que se estabelece entre &quot;nós&quot; e os que não se fidelizam livremente a nenhum processo de emancipação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com as minhas propensões místicas, caro Popeye, devo estar mais próximo de Aliosha, por aquilo que me lembro desse que é, provavelmente, o melhor romance da história da literatura.</p>
<p>Lidador, é sempre bem-vindo. Lamento, mas nunca li Rita Ferro (e não conto fazê-lo nos próximos tempos).<br />
De qualquer modo, qual é o primeiro cromo? Spartacus? (Acho que é o primeiro por ordem cronológica de todos os citados &#8211; o primeiro citado por Alain B. é Robespierre.)</p>
<p>Os milhares e milhões de mortos. Morreram milhares na Comuna de Paris, é um facto. Continua, no entanto, a ser das leis da Comuna que ainda vivemos para que nem tudo seja de todo tremendo (na falta de melhor termo).<br />
Leis respeitantes às férias e horário de trabalho, bem como à igualdade entre sexos, liberdades sindicais; leis como o acesso público ao ensino (e, consequentemente, à saúde); leis estruturantes da sociedade civil (casamento, iclusive), etc.</p>
<p>Tiago, a questão do &#8220;nós&#8221; também me parece decisiva (e é dela que também fala José Simões). Não vejo outra forma de definir esse &#8220;nós&#8221;: trata-se de uma associação livre entre todos aqueles que têm como projecto a superação do capitalismo tomando como base de análise o pensamento de Marx, na medida em que a fase presente da actividade humana e do ser humano ou humanidade genérica ainda permanece a da sociedade da alienação, da fetichização e da exploração e expropriação da força de trabalho e, dirá Guy Debord, de toda a vida confinada à espectacularização. Ou seja, não se trata apenas de uma expropriação do trabalho para a formação do capital, mas também de uma expropriação da linguagem. Associamo-nos livremente ainda para defender e analisar todas as tentativas de superação de todas as formas de exploração &#8211; esclavagista (Spartacus), feudalista (Thomas Müntzer), colonialista e imperialista (Fanon) e capitalista (Marx). Nesse sentido, dispomos da genealogia que Alain Badiou refere e à qual adicionei alguns nomes, lista providenciadora de estratégias e estrategos, nomes que sinalizam pressupostos que assumimos numa, repito, livre discussão não redutora (isto é, não criminalizadora). A essa livre associação, &#8220;nós&#8221; chamamos democracia. Nome que não confundimos com o parlamentarismo.<br />
Porque, repito Badiou, o voto não é um acto político, o voto é um acto de Estado. Clarificando, a discussão entre &#8220;nós&#8221; processa-se de modo diferente daquela que se estabelece entre &#8220;nós&#8221; e os que não se fidelizam livremente a nenhum processo de emancipação.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: lili</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88619</link>
		<dc:creator>lili</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:46:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88619</guid>
		<description>&#039;&#039;Depois da Hungria e da Checoslováquia, só se pode ser comunista por ingenuidade ou por perversão&#039;&#039;, disse-o António José Saraiva há cerca de 40 anos.

Se V. conseguir levar avante a utopia sem a manchar, como ela foi manchada por todos esses papas por quem está sempre a clamar...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8221;Depois da Hungria e da Checoslováquia, só se pode ser comunista por ingenuidade ou por perversão&#8221;, disse-o António José Saraiva há cerca de 40 anos.</p>
<p>Se V. conseguir levar avante a utopia sem a manchar, como ela foi manchada por todos esses papas por quem está sempre a clamar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel dias</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88617</link>
		<dc:creator>miguel dias</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:40:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88617</guid>
		<description>O  entre nós onde se discutirá é particularmente comovente. Posso participar como observador, Vidal?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O  entre nós onde se discutirá é particularmente comovente. Posso participar como observador, Vidal?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Serpa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88613</link>
		<dc:creator>Luis Serpa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:30:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88613</guid>
		<description>Não estou totalmente de acordo consigo, Popeye. Quando as pessoas manifestam um horror qualquer contra alguém da extrema-direita eu costumo perguntar-lhe &quot;e se essa pessoa fosse comunista, importar-se-ia?&quot;. É sempre agradável ver confirmada a ideia de que essa pergunta não é mera provocação, ou retórica. Sobretudo sem ter que ir aos clássicos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não estou totalmente de acordo consigo, Popeye. Quando as pessoas manifestam um horror qualquer contra alguém da extrema-direita eu costumo perguntar-lhe &#8220;e se essa pessoa fosse comunista, importar-se-ia?&#8221;. É sempre agradável ver confirmada a ideia de que essa pergunta não é mera provocação, ou retórica. Sobretudo sem ter que ir aos clássicos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: popeye</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88611</link>
		<dc:creator>popeye</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:23:39 +0000</pubDate>
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		<description>ler o carlos vidal lembra me um pouco os irmaos karamazov, mais em particular o grande inquisidor, carne da mesma carne,visceras das mesmas visceras</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ler o carlos vidal lembra me um pouco os irmaos karamazov, mais em particular o grande inquisidor, carne da mesma carne,visceras das mesmas visceras</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: popeye</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88610</link>
		<dc:creator>popeye</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:02:58 +0000</pubDate>
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		<description>oh essa porfiosa paixao do homem, matar o proximo

é desse filao donde extrairam o carlos vidal que faz com que o business seja sempre as usual, uma espiral sem fim. 

liberdade? ahahaah naif, naif</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>oh essa porfiosa paixao do homem, matar o proximo</p>
<p>é desse filao donde extrairam o carlos vidal que faz com que o business seja sempre as usual, uma espiral sem fim. </p>
<p>liberdade? ahahaah naif, naif</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88605</link>
		<dc:creator>Lidador</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 21:18:43 +0000</pubDate>
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		<description>A Rita Ferro tem um livro intitulado &quot;Os cromos&quot;.
Acabo de descobrir onde se inspirou para descrever o 1º deles.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A Rita Ferro tem um livro intitulado &#8220;Os cromos&#8221;.<br />
Acabo de descobrir onde se inspirou para descrever o 1º deles.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Serpa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88598</link>
		<dc:creator>Luis Serpa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 20:33:24 +0000</pubDate>
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		<description>Não, Carlos Vidal. Sou apenas um homónimo do galerista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não, Carlos Vidal. Sou apenas um homónimo do galerista.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88597</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 20:28:38 +0000</pubDate>
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		<description>Luís Serpa, eu estou a falar com o meu velho e conhecido colega de andanças há muito pelas bandas da arte contemporânea? (Não?)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís Serpa, eu estou a falar com o meu velho e conhecido colega de andanças há muito pelas bandas da arte contemporânea? (Não?)</p>
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	<item>
		<title>Por: Jose Simoes</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88596</link>
		<dc:creator>Jose Simoes</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 20:21:24 +0000</pubDate>
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		<description>Mas quem escolhe o &quot;nós&quot;? Os citados estão todos mortos (1 ainda não o sabe). Isso deve ter algum significado.

José Simões</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas quem escolhe o &#8220;nós&#8221;? Os citados estão todos mortos (1 ainda não o sabe). Isso deve ter algum significado.</p>
<p>José Simões</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Serpa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88587</link>
		<dc:creator>Luis Serpa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 19:11:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88587</guid>
		<description>Caro Carlos Vidal,

Costumo achar os seus posts uma das formas da barbárie, pensando que exagero um pouco. Este (ou pelo menos a sua conclusão) faz-me ver que afinal não exagero. Acho que devia postar muitos mais como este e menos dos outros.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Carlos Vidal,</p>
<p>Costumo achar os seus posts uma das formas da barbárie, pensando que exagero um pouco. Este (ou pelo menos a sua conclusão) faz-me ver que afinal não exagero. Acho que devia postar muitos mais como este e menos dos outros.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Leitura recomendada &#171; O Insurgente</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88584</link>
		<dc:creator>Leitura recomendada &#171; O Insurgente</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 18:22:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88584</guid>
		<description>[...] Arquivar em: Diversos &#8212; Rodrigo Adão da Fonseca @ 6:22 pm   &#8220;Saber ser comunista&#8221;, por Carlos Vidal, no 5 Dias, onde se apresentam e comentam partes de uma carta endereçada por [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Arquivar em: Diversos &#8212; Rodrigo Adão da Fonseca @ 6:22 pm   &#8220;Saber ser comunista&#8221;, por Carlos Vidal, no 5 Dias, onde se apresentam e comentam partes de uma carta endereçada por [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: LAM</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88575</link>
		<dc:creator>LAM</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 17:01:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88575</guid>
		<description>&quot;primeiro temos de discutir isto entre nós&quot;

lá vai mais um jantar jugulariano....
:)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;primeiro temos de discutir isto entre nós&#8221;</p>
<p>lá vai mais um jantar jugulariano&#8230;.<br />
 <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Tiago Mota Saraiva</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88551</link>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 14:40:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88551</guid>
		<description>Carlos, esse &quot;nós&quot; é que tem sido um dos nossos problemas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, esse &#8220;nós&#8221; é que tem sido um dos nossos problemas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88505</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 04:10:58 +0000</pubDate>
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		<description>Ó Luís, acordado a esta hora e a pensares em Pol Pot??
Então?
Está o Ho Chi Minh, pelo meu punho (o Badiou não o citou, mas a Verso editou-lhe os textos), logo não pode estar o teu ídolo. 
Foi o Vietnam do Minh que acabou com o teu Pol Pot.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ó Luís, acordado a esta hora e a pensares em Pol Pot??<br />
Então?<br />
Está o Ho Chi Minh, pelo meu punho (o Badiou não o citou, mas a Verso editou-lhe os textos), logo não pode estar o teu ídolo.<br />
Foi o Vietnam do Minh que acabou com o teu Pol Pot.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luis Rainha</title>
		<link>http://5dias.net/2009/03/08/saber-ser-comunista/comment-page-1/#comment-88501</link>
		<dc:creator>Luis Rainha</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 03:52:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=16946#comment-88501</guid>
		<description>Lá se esqueceram outra vez do pobre Pol Pot.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lá se esqueceram outra vez do pobre Pol Pot.</p>
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	</item>
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