A gente vê-se por aí

Este é o meu «post» de despedida.
A vida tem destas coisas. Ainda ontem ou anteontem, dizia ao Paulo Pinto do Jugular, na caixa de comentários de um «post» do Nuno Ramos de Almeida, que vestira a camisola do «5 Dias», que um blogue colectivo era uma espécie de família e que não previa para breve a minha saída destas bandas.
Afinal, parece que perdi uma boa oportunidade de estar calado. Mordi a língua. Os planos que tinha sairam ao contrário e acabo por sair, hoje, claramente derrotado. Vencido. Quem te manda a ti, carpinteiro, tocar rabecão, ou lá o que é.
Por que saio? Fiquemo-nos pelos «motivos pessoais», que é o que se diz nestas alturas, não é?
Gostei muito desta curta experiência no «5 Dias». Ainda me lembro perfeitamente quando recebi um mail do Luís Rainha a convidar-me, em pleno Jantar de Natal da minha escola. Eu, um simples comentador que nunca tinha pensado chegar a autor de um blogue. Eu, um «slumdog».
Ao longo de pouco mais de dois meses, escrevi dezenas de «posts» e recebi centenas de comentários. Uns agradáveis, outros menos, mas todos importantes. De todos os comentadores, tenho de dirigir uma palavra especial ao Luís Moreira e à De Puta Madre. De todos os «posts», arrependo-me apenas de um, aquele em que me meti de forma estúpida com a Fernanda Câncio a propósito dos despedimentos na Controlinveste. Não fiz por mal, mas foi mau.
Quanto aos outros, orgulho-me de todos. Nos «Momentos de Lucidez» de Mário Soares, disse as verdades que ninguém parece ter coragem de dizer neste pântano em que se transformou Portugal; de Sócrates, disse também tudo o que tinha a dizer; do Freeport, tentei esclarecer o que se passou em dois textos que me deram muito trabalho; com Rui Curado Silva, brinquei, mas parece que só o próprio não levou a mal; hoje mesmo, voltei a brincar com os IP’s e os comentadores, mas parece que também ninguém percebeu.
Aqui chegados, faltam os agradecimentos. Ao Luís Rainha e ao Nuno Ramos de Almeida, por me terem convidado para esta experiência inesquecível que foi o «5 Dias». Já lá está no meu currículo – autor do «5 Dias» em 2008 e 2009. Para um «slumdog», nada mau, ah? Quanto aos outros, um abraço muitíssimo especial aos excelentes Carlos Vidal e Tiago Mota Saraiva, para mim os melhores deste blogue, apesar de alguns exageros (para chocar) do Carlos; um abraço ao Pedro Ferreira, com quem troquei interessantes experiências, e ao João Branco, que tenho pena de não ter conhecido melhor; um beijo de muita amizade ao Paulo Jorge – havemos de nos conhecer, puto!; cumprimentos ao Zé Nuno, sempre pronto a resolver os meus problemas técnicos, e a todos os outros.
Despeço-me da forma que se despediu, emocionado, o jornalista do último telejornal da saudosa NTV: a gente vê-se por aí.

Ricardo Nuno Santos Ferreira Pinto

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29 Responses to A gente vê-se por aí

  1. Pena que este post não seja a brincar, como o anterior…

  2. Carlos Fernandes diz:

    Eh pá, este post é que ao contrário do anterior (em que houve um mal entendido, já que toda ou quase toda a gente penso que, tal como eu, interpretou aquilo como sendo uma brincadeira) esperemos bem que seja, este sim, uma brincadeira. Da minha parte se por acaso fui, inadvertidamente, despropositado ou ofensivo nalgum comentário peço desculpa.

    Um dos melhores bloggers ( e esperemos, futuro político)portugueses, com uma capacidade de análise crítica superior (lembro-me do Post sobre Mário Soares, ou sobre situações de corrupção como o Freeport, por ex.) fazer-nos a nós leitores uma desfeita desta…

  3. Joao Cardoso diz:

    Pela parte que me toca, e se calhar não é só a mim, espero que regresses às caixas de comentários onde se tem notado a tua falta, embora verdade se diga as nossas coisas corporativas andem num certo sossego.

    Por mera associação de ideias deu-me para achar que uma pesquisa sobre blogues colectivos e geografia pátria, tendo como referência a capital, o resto do Mondego para cima, e o resto todo, era capaz de dar resultados estatísticos engraçados.

    Estatísticos, entenda-se. Não estou a insinuar absolutamente nada, que acabei de ler uma caixa de comentários abaixo e ainda estou abalado, eu, um gajo habituado a todos os dias ter de acrescentar um “estava a brincar” a uma conversa banal. Esta merda da ironia é fodida, ou então há mesmo gente que é burra comó caralho.

  4. Luis Moreira diz:

    Ricardo, já te disse que tu tens tudo o que é importante na vida .Não esqueças isso em nenhuma circunstância.Um abraço amigo.

  5. Ricardo, já te disse que tu tens tudo o que é importante na vida .Não esqueças isso em nenhuma circunstância.Um abraço amigo.
    Não coloco aspas, mudo só o tempo do verbo. Y Vou OBRIGAR-TE a LER “O TEU ROSTO AMANHÔ Que é para não Hesitares Nunca mais na tua vida a não Colocares os Custardoy’s ( Fixa o nome!) desta vida ao nível do Balde higiénico! Que é o Lugar de todos. Mas os Custardoys Imaginam sempre q o Balde Higiénico é coisa para os Outros. Eles Imaginam-se sempre em Balde de Oiro. Só que a M-rd- é igualzinha para todos Y se eles não percebem a bem – pela razão, intelecto, emoção, coração -: a gente pega numa colherinha y da-lhes à boca até percebrem bem o seu Próprio sabor.
    Vale.

  6. João diz:

    deixa-te de merdas e continua a escrever…
    não é preciso concordar sempre contigo para gostar sempre de te ler…

  7. Paulo Pinto diz:

    Estou chocado e divertido ao mesmo tempo. Não deveria estar nem uma coisa nem outra, eu sei. Nem devia estar aqui a comentar, depois da jura que fiz, pela 2ª vez, junto à campa do meu compadre Ernesto. Mas a vida tem destas coisas, caro Ricardo. A mim, este teu post tem um sabor agridoce e levemente escarninho, como as cerejas daquele conto do Torga. Não me importo de o confessar. Votos sinceros de continuação do sucesso blogosférico. E quem sabe se o Paulo Pinto Mascarenhas não vem outra vez meter aqui a penca, atraído por certa fragrância peculiar a que não consegue resistir.

  8. q diz:

    O jornalismo é fodido.

  9. Então agora que eu começava a conhecer as ironias é que se pira?

    Está mal.

  10. LAM diz:

    Quer-se dezer portantos que o representante do Norte Carágo bai à bida.
    Felicidades. até qq dia. Abraço.

  11. Fernando diz:

    Fico triste, digo-o sem ironia. Gostaria de continuar a lê-lo. Se abrir banca em outro local, colectivo ou singular, avise-me. Está para aí o meu e-mail.

  12. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo, tu no mês passado fizeste um post do caraças sobre uma mais do que necessária jornada nacional de luta marcada para 13 deste mês de Março.
    Vou citar-te o texto do post:

    «Como trabalhador que sou, faço um apelo. Que todos estejam presentes na mega-manifestação organizada em Lisboa pela CGTP e prevista para o dia 13 de Março. Contra as políticas deste Governo, foram mais de 200 mil da última vez. Daqui a um mês, serão certamente muitos mais.
    Façamo-los tremer. Malhemos neles.
    E já que eles gostam de excessos de linguagem, como o ministro Pigmeu acaba de confirmar, que os manifestantes massacrem o que resta deles. Que lhes partam a espinha. Que executem os chacais. E no final, que os metam num caixão, que os desçam para uma cova, que lhes espetem uma cruz e que rezem por eles. “Ita missa est / Amen.”»

    Ora bem, nem mais.
    É isto, no mínimo, que eu gostaria que se fizesse a este governo. Se essa jornada de 13 de Março – e sublinho a data 13 de MARÇO !! – for o princípio do fim destes tipos que tanto “gostamos”, é caso para dizer que nós já temos o ano ganho.
    Dá-lhes sem moderação.
    CV

  13. Paulo Pinto:
    “Não te rias que o teu vem a caminho” 😉 Sempre bom lembrar.

  14. Saloio diz:

    Estimado RSP: lamento a sua saída.

    Quero dar-lhe os meus parabéns pelos seus exelentes posts (quase todos), mesmo por aqueles com que não concordei.

    Gabo-lhe a coragem do seu post sobre o tigre de papel portiguês, esse papa reinante na obscuridade chamado Mário Soares, de que gostei muito.

    Felicidades para onde agora vai.

    Afirmo eu…

  15. Ricardo Santos Pinto diz:

    Obrigado a todos os comentadores. Não foi por causa de vós que saí, pelo contrário. Prefiro que critiquem do que não digam nada.

    Paulo Pinto,
    Há gente que consegue ser dissimulada, mas há sempre um momento em que revela a sua personalidade. Assim como assim, sempre prefiro o teu colega Rogério, que nunca fez questão de esconder a besta que é.
    É fácil bater em quem está na mó de baixo, não é? Espezinhar, humilhar.
    Falas do Paulo Pinto Mascarenhas. Não concordo com as ideias do PPM, mas quem te dera, como blogger, chegares aos calcanhares dele.
    Tinha até uma certa consideração por ti. Depois desse comentário, vi que, afinal, não passas de um monte de merda. E não vale a pena perderes tempo a responder-me. Daqui, não levas mais nada. Como diria o grande Carlos Vidal, para ti, o estábulo fechou.

  16. Ricardo Santos Pinto diz:

    Caro Saloio,

    Obrigado. Que eu saiba, não vou para o lado nenhum. Quer dizer: estou no mercado, mas não tenho convites.
    Talvez o Jugular me queira… 🙂 (livra!)

  17. João diz:

    vá lá, reconsidera…

  18. Antónimo diz:

    No meio de tanta lauda, confesso que não me deixa especiais saudades.

    Da inenarrável proposta de auto-avaliação (de que se orgulha vá-se lá saber pq até pq ninguém me explicou embora eu lhe pedisse), ao chorrilho das verdades de café sobre Mário Soares nada mo recomenda.

    Confesso que persisto pelo cinco dias à custa do António Figueira, Luís Rainha e Nuno Ramos de Almeida.

  19. Vou de fim de semana e tu aproveitas para sair do blogue. Quer dizer que se for de férias ainda fico só no blogue. É perigoso.
    Ricardo,
    Respeito a tua decisão. Tudo de bom para ti. A gente vai-se lendo. Mais eu a ti do que tu a mim (escrevo pouco).

    Abraço,
    Nuno

  20. Obrigado pela sinceridade, caro Antónimo. Valha a verdade que também não me deixa saudades.
    Sobre a minha proposta de avaliação de professores, penso que é disso que está a falar, deve estar confundido. Auto-avaliação, eu? Procure no «5 Dias» que encontra.
    Quanto aos elogios que me fizeram, há-de convir que, da mesma forma que não gosta de mim, há-de haver quem goste. Para além disso, elogiar os mortos é sempre um sinal de respeito.

  21. Nuno,

    Muito obrigado. É com grande pena que saio, acredita.

  22. Tenho pena que o Ricardo se vá.

  23. Já que me pedem, eu ando por aí em vários bogues. Blogues para as minhas turmas, onde ponho músicas, posto as correcções dos testes, lanço desafios aos alunos, etc.. Mas penso que não vos deve interessar.
    E tenho um blogue há dois anos, onde dou azo à minha veia de caceteiro. Ali, os ataques a José Sócrates e a esta política de Direita são o prato principal. Ali publiquei, pela primeira vez, os célebres «Momentos de Lucidez» de Mário Soares. Presumo, também não deve interessar.
    O blogue que realmente me interessa é este. Actualmente, é para ele (ou para ela) que existo. bebeleonor.blogspot.com
    Cumprimentos a todos e obrigadíssimo por tudo.

  24. Antónimo diz:

    Caro Ricardo, Na realidade V. confunde as coisas. Eu nunca disse que não gostava de si. Não o conheço de lado nenhum pelo que o mínimo que posso dizer é que me é indiferente. Já quanto à sua postura de blogger tenho opinião. E má. Não é pelo estilo. É mesmo pela substância.

    Da avaliação: Não me apetece pôr à procura do post onde você fala dela (admito que não fosse da auto, mas sim da avaliação). Tenho quase a certeza que foi você e não outro qq e na altura pedi que me explicassem pq é que aquele modelo era razoável. Ninguém o fez.

    Sugerir que um modelo razoável de avaliação de professores passa por itens (salvo erro três) em que dois deles são a assiduidade e o outro a participação nas actividades lectivas é mangar com a tropa. Ninguém pode ser avaliado quase exclusivamente por ir dar aulas e não faltar às reuniões lá do departamento, que era o que decorria dali. Caso não fosse isso o entedimento gostava que me tivessem explicado na ocasião. Auilo não é avaliação não é nada. Cumprir aqueles dois pontos é o mínimo que se exige a alguém: Trabalhar e ir às reuniões de trabalho.

    2. O caso Soares é mais grave. É caso de polícia. Não é coragem é calúnia. Juntar um conjunto de factóides sobre alguém e propalá-los (há ali acusações de carácter penal) sem qualquer respeito pelo bom nome das pessoas é verdadeiramente abjecto, falho de qualquer ética, moral ou deontologia. Não se fala aqui de liberdade de expressão. É mais do que isso e se não consegue perceber também não gasto tempo a explicar. Acho que é clarinho como água. Não estamos ao nível de probir uma capa de livro com cona. Até acredito que não o tenha feito com uma intenção má e premeditada, mas se não percebe que o que fez tem estes nomes todos então não nos entendemos quanto aos príncípios.

    Estamos no campo do lançar lama. Por algum motivo não teve o meu apoio ou do seu companheiro de blogue Nuno Ramos de Almeida (para Mário Soares, e para qualquer P«S», quer eu quer ele, NRA, estamos na extrema-esquerda), mas teve o apoio da direita retornada, caceteira, histérica e ressabiada que aliás veio aqui elogiá-lo na hora da despedida.

    Aquilo é o tipo de coisas que ou é verdade, se tem como provar e se pode dizer ou então não se pode dizer, por respeito quanto mais não seja pela separação de poderes, pela justiça e pela presunção de inocência.

    Há maneiras e maneiras de fazer luta política e de atacar os adversários. Esta não é uma delas. Não há um mínimo de urbanidade, civismo, educação, respeito, respeito democrático.

    Esse modo de fazer política e de luta terá os seus partidários, mas nenhum contribui para a melhoria dos ares políticos que se respiram por cá.

  25. Ricardo Santos Pinto diz:

    Caríssimo,

    Também não estou para procurar, até porque sou um simples comentador do «5 Dias» Mas o texto anda por aí e a principal vertente da avaliação dos professores, na minha proposta, era as aulas assistidas (mau português, mas também não me apetece procurar melhor). Portanto, não é nada daquilo que disse que eu disse.

    Quanto ao Mário Soares, terá de aplicar o que disse de mim ao jornalista Joaquim Vieira, da «Grande Reportagem», de onde tirei a maior parte das informações; e ao Rui Mateus e os seus «Contos Proibidos», editados pela D. Quixote. Está lá tudo.
    Veja as minhas críticas, uma por uma, e procure algo que seja de eventual procedimento criminal (escrever a esta hora e com litros de álcool cá dentro, e após a despedida de um grande amigo inglês, que abracei quase à força, porque eles não são lá dessas coisas, é adeus e pronto, ufa!, é doloroso)
    Abraços.

  26. Carlos Vidal diz:

    Não calunio, não caluniaria (e não estou certo de que o Ricardo tenha caluniado – ele acaba de indicar as suas fontes, legítimas como outras). Mas afirmo (é uma opinião minha, que não vale nada) que não tenho nenhuma admiração política por Mário Soares. Se o que diz Rui Mateus é ou não verdade, não sei, nem faço a mínima ideia. Gostaria apenas que a D. Quixote reeditasse o livro, pois nunca o li, nem fiz download, que acho que está disponível, mas não tenho paciência para isso. Espero pela D. Quixote. Gostava de ler o livro, mesmo que em diagonal.

  27. Ricardo Santos Pinto diz:

    Vai esperando, Carlos Vidal. De preferência sentado.
    É que, apesar de ter vendido 30 mil exemplares no primeiro dia e de constantemente choverem pedidos para a sua reedição, a D. Quxote, num extraordinário momento de lucidez, continua a recusar-se (vá-se lá saber por quê) a fazê-lo.
    Aliás, na altura, eu próprio contactei a editora para saber da possibilidade de o livro ser reeditado, mas a resposta, assinada por Anabela Oliveira, do Apoio a Clientes, foi esclarecedora:
    «Exmo Senhor,
    Vimos pelo meio informar de que o livro “Contos Proibidos” se encontra esgotado e não temos de momento previsão de reedição.
    Grata pela atenção dispensada
    Com os melhores cumprimentos»
    Se calhar, até se percebe por que razão não voltou a ser publicado. Como dizia o editor, Nelson de Matos, ao «Expresso», em Novembro de 2004, «foi o [livro] mais atrevido. Vendeu trinta mil exemplares no dia do seu lançamento. Teve todas as coberturas – não houve nem jornal, nem rádio, nem canal de televisão que não ocupasse uma grande parte do seu tempo com este livro. Foi um livro que me causou bastantes dificuldades pessoais.
    – Pressões? Ameaças?
    – Não digo pressões nem ameaças, mas mal-estares, comentários negativos. Algumas pessoas manifestaram o seu desgosto por eu ter tomado a decisão de o publicar. A todos expliquei que o livro existia, tratava uma questão importante, tinha revelações importantes e procurava ser sério ao ponto de as provar. Desse ponto de vista, achei que o livro merecia ser discutido na sociedade – e a sociedade que o recuse, o queime ou faça o que entender. Ou seja: eu não sou um censor!»

    Já agora, se quiseres ler o livro, e como não outra maneira de fazê-lo, está aqui o link:
    http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf

    Abraços.

  28. Carlos Vidal diz:

    Ó Ricardo, claro que eu estava a brincar e sei que a D. Quixote não reeditará o livro. Pelo grande líder da “esquerda moderna e democrática” nós partilhamos o mesmo tipo de admiração – por mim, nenhuma.

    E até acho mesmo que o assunto da não reedição do livro é antes uma proibição, e mais: é o caso mais relevante de censura em Portugal depois do 25 de Abril. É chocante, e enquanto o livro não for reeditado, ninguém pode dizer que não há censura em Portugal.
    Ninguém.
    Repito: é ridículo dizer-se que não há censura em Portugal!

    É até um tema que deveria preocupar e mobilizar toda a blogosfera (menos os blogues pertencentes ao PS, claro: O País Relativo, Câmara Corporativa e Jugular, principalmente).

    Abraço amigo.
    CV

  29. Antónimo diz:

    Meus Caros, Com um certo atraso dou cá um salto. Pode ser que ainda vejam.

    Reitero o que disse quanto à avaliação, Ricardo: A sua proposta limitava-se, então, à assistência de aulas assistidas. Fraquinho. Os outros dois pontos era ridículo pôr, limitavam-se a propôr que se fosse avaliado por ir trabalhar. Gostava era que me tivesse explicado na ocasião os motivos pelos quais tem razão com a bondade das aulas assistidas (que eu não rejeito que se façam), e eu não, e pq é que ir trabalhar devia ser motivo de avaliação.

    O facto de uma coisa ser verdade, ou de se acreditar que uma coisa é verdade, não retira o efeito caluniante/difamador. É preciso prová-las e quanto assentam em factos criminais é escasso dizer que se citou fontes. As fontes também dão o que querem. E as que apresentou (tipo uns governantes do MPLA) não parecem grandemente fidedignas. Há uma guerra aberta entre os dois campos que levaria, manda a prudência, ser mais cauteloso com as oponiões de uns sobre os outros. Em jornalismo, fala-se de três fontes independentes antes publicar algo.

    Quanto ao livro de Mateus, que li, requisitado numa biblioteca municipal, ninguém o retirou de lá quando a câmara esteve em mãos PS. Admita-se que aquilo que lá vem é tudo verdade. Pelos vistos vendeu 30 mil exemplares logo no lançamento. Terá vendido mais, até ao esgotamento. As declarações do Nelson de Matos também não adiantam muito quanto à reedição. Será que valeria a pena reeditá-lo agora? Acreditam mesmo que seria um estouro comercial? Há aí tanto livro com procura que não é reeditado. Assim de repente conheço vários que são procurados por estudantes do ensino superior (que depois se vêem forçados a fotocopiá-los). Mesmo aí que há um mercado certo ninguém os republica. A Teresa Coelho também recebeu comentários negativos pelo livro da Carolina Salgado, ou não? Livros desses dão sempre origem a pressões.

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