Que vença qualquer coisa, mas nunca o PS (um inventário de razões)

Vamos elogiar o PS, vamos, vamos. Vamos defender o PS, útil à democracia, vamos, vamos. Vamos proteger o PS, porque, como lemos no seu site, é o partido que protege o país, as empresas e as famílias. Vamos, em frente.
Há algumas semanas, essa insigne figura da esquerda que dá pelo nome de A Santos Silva resumia a história e a vida portuguesa numa sucessão de “malfeitorias” ao PS: a “cabala” da Casa Pia, entre 2002 e 2003, a “campanha de insultos” ao (ainda apenas) secretário-geral do partido em 2005, lançada (segundo ASS) pelo PSD e já as denúncias em torno do Freeport. Não sei se nessa altura já era “negra” ou que outra cor tinha (Jean Genet, em Les Nègres, também pergunta o que é um negro e que cor tem). Depois, as campanhas contra essa agremiação tão decisiva quanto importante para os seus devotos, nunca mais acabaram. O actual “caso Freeport” tem os mais variados matizes e classificações, são tantas e tantos que espero não me enganar: “escândalo”, “abuso de liberdade de informação”, “perseguição pura e dura ao PS e ao primeiro-ministro” (José Lello), campanha “insidiosa” (ou só “insídia”, pela jornalista Câncio), “campanhas de denegrimento” (A Vitorino), “julgamento” populista e “campanha ignominiosa da imprensa” (Vital Moreira, recentemente “premiado” pela sua dedicação), “cabala”, “campanha negra”, “poderes ocultos” (sobretudo, o próprio J. Sócrates e quem mais? A. Santos Silva, claro), “calúnias”, “difamações” e “ataques pessoais” (Sócrates), “tentativa de assassinato político do primeiro-ministro” (ASSilva), etc, etc.
Ora, porque é que o PS é tão odiado? Então, que eficiência esta gente tem que está no poder há 11 anos (dos últimos 13) e ainda nada descobriu? TEMOS DE OS DEFENDER, COITADOS: é que, não sei se o leitor sabe, não se pode combater uma “campanha oculta”, cobardemente oculta! O PS é o partido que poderia, se não fossem estas campanhas, pôr o país no rumo certo, destituir os interesses instalados, não dos bancos e banqueiros (esses são o motor do país), mas dos funcionários públicos e reformados (que verão as suas reformas futuras cobrirem 50% do seu último salário!).
Falemos sério e concluindo. Apesar de o PS ser o partido decisivo para o nosso bem-estar tenho a dizer que não gosto de viver neste sítio em que a paranóia assim se cruza com a imaginação, como os qualificativos expressos demonstraram (na sua sucessão infindável). E como não gosto deste lugar que é do PS acho que qualquer resultado das próximas legislativas, por muito desastrado que seja (como uma vitória folgada do PSD) é preferível a esta doença que persegue a liberdade, os magistrados (foram noticiadas escutas telefónicas e ataques informáticos aos seus computadores). E porque é que prefiro qualquer coisa ao PS? Porque o PS é o partido da “imaginação”, o partido do visionarismo “oculto”. O partido do medo, Paranóia PS Paranóia.

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7 respostas a Que vença qualquer coisa, mas nunca o PS (um inventário de razões)

  1. Já que está na moda, defendo uma petição para salvar a espécie ameaçada em questão.

  2. almajecta diz:

    sai fora, vão-se embora, podes ouvir no Kalemba (wegue, wegue) da moda do Ku-duro.

  3. Carlos Vidal diz:

    Calma, Grande Alma, ainda é cedo para ir já embora. Ainda agora começámos.

    Daniel Santos, temos de proteger esta espécie ameaçada, claro, se bem que ela saiba muito bem multiplicar-se.

  4. Patricia diz:

    Que venha então a avó Nelinha,mais o Pedrocas menino guerreiro e tambem o sempre amigo Paulinho das feiras.Não esquecer o sempre atento Rui Gomes da Silva mais o Alberto João para estarem atentos as escolhas de Marcelo e aos artigos que o Sr.Silva escreva no Expresso.Realmente a memória é curta por estes lados

  5. Carlos Vidal diz:

    Eu disse “qualquer coisa” e “qualquer coisa” quer dizer isso mesmo: qualquer coisa, mesmo que desastrada.

  6. Helena Costa diz:

    Concordo absolutamente. Qualquer coisa, do PP ao PCP, desde que não seja a máfia Sócrates & companhia.

  7. Carlos Vidal diz:

    Cara Helena Costa, já somos muitos os que preferimos o desastre a José Sócrates e o «seu» PS.

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