Em boa companhia

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Na polémica sobre a publicação de livros o Ricardo Santos Pinto está em boa companhia, assim de repente vêm-me à memória os nomes de Daniel Pennac e de Vergílio Ferreira, ambos escritores e professores do ensino secundário.

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8 respostas a Em boa companhia

  1. Tiago Mota Saraiva diz:

    Lembrei-me do Zeca.

  2. e eu de dois medicos escritores que nunca deixaram a sua práctica clínica: Fernando Namora e Miguel Torga (Adolfo Correia Rocha)

  3. Carlos Vidal diz:

    São às centenas todos os autores literários, incluindo pensadores, críticos ou filósofos, que trabalham fora do seu estabelecimento de ensino. É normal que um (excelente) professor de piano dê recitais um pouco por todo o mundo, que um professor de arquitectura faça arquitectura para os mais diversos clientes, etc, etc, etc.

  4. Luis Rainha diz:

    Também andam por aí exemplos menos felizes. A Lídia Jorge não foi professora de liceu?

  5. manuela diz:

    A Lídia Jorge é professora numa escola secundária.

  6. José Marmelo e Silva e Fernando Campos também foram profes toda a vida. Mas nem seria pela literatura que eu pegava no assunto.
    O Ricardo, aliás o meu colega Ricardo, se investiga e escreve na sua área profissional, que é a História, é apenas uma formiga no carreiro. Ou pensam que a historiografia portuguesa é feita por “historiadores profissionais”?
    Mais de 90% dos historiadores portugueses ganham o pão vendendo aulas, seja em que grau de ensino for.
    A “acusação” tem tanto de idiota como de ignorante.

    Ironicamente com a legislação em vigor, para chegar a profe titular ele terá de apresentar e defender um trabalho na sua área científico-pedagógica, altura em que o direito de investigar passará a ser um dever…

  7. M. Abrantes diz:

    De repente lembrei-me duma máxima de Abel Salazar: O médico que só sabe Medicina, nem Medicina sabe. Talvez não fizesse mal a algum pessoal colar esta frase no espelho do quarto de banho e considerar, todas as manhãs, as variadas generalizações e ilações que ela sugere.

  8. Luís Rainha: O problema até está mais naqueles que fazendo-se dizer de escritores vão criando a fama até ao instalar oficial do Palavrão “O Escritor” Y dps até passam “O Poeta” y etc’s y acabam em chefias y cadeiras de mts Instituições …
    ………..
    Hummm: há um Artigo no Livro ” Paixões Passadas” do Javier Marías que Explica o Problema ” Os Fazedores da Cultura”.
    …………….
    A propósito ando a postar no Parentalidades. Os meus post’s são só de Poesia. A Poesia é – digamos assim – Gratuita ( Tenho o Leitor que sempre quis ter; isso é coisa divina). TB confesso que feita estúpida mandei uns conjuntos para alguém que tem fama ( entre os seus amigos tb “poetas”) de roubar versos … Daí o ter começado a colocar aqui na net o trabalho que tive ( Já aferido pelo meu Leitor) … se quiserem aparecer por lá, fica aqui http://parentalidades.com/2009/02/quando-a-cultura-e-ruido-gatos-por-lebre-y-fraude-y-embuste-eu-tenho-agora-este-web-tempo/
    Acrescento que a “epigrafe” ao meu embrulhado Manifesto de postagem é o tal “excerto explicativo” do Javier Marías aos Males da Cultura. Espero que vos abra o apetite para irem comprar o Das Paixões Passadas y lerem esse magnífico olhar Lúcido y translúcido sobre a nossa vida Ibérica ( com 20 anos de atraso! … agora aqui muito actuais. Vale.

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